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Wrestling? Isso não é a fingir?

Wrestling? Isso não é a fingir? Tu gostas de ver isso? Isso não é já um bocado infantil para ti?

Estas são as perguntas que eu e todos os fãs desta modalidade- sim eu chamo-lhe modalidade- ouvem dos pais, familiares e até amigos quando lhes dizes que vês wrestling. Quanto ao facto de ser a fingir, se eles querem dizer que os resultados são pré-determinados, é verdade, se eles querem dizer que eles não acertam mesmo com intenção de magoar como no boxe ou na MMA, também é verdade, mas se pensam que todas aquelas manobras e todas aquelas quedas não aleijam, então aí estão bastante enganados, mesmo nunca tendo praticado, sei que aquilo magoa e bastante, ainda para mais considerando que pelo menos os lutadores da WWE- principal companhia de wrestling que a maioria das pessoas, incluindo eu, veem- lutam praticamente todos os dias, todo o ano. Pois não é só o que é transmitido na TV que aqueles atletas lutam, mas também há os shows ao vivo não transmitidos, muitas em vezes em diferentes partes do mundo. Por isso antes de dizerem que isto é “a fingir” tenham pelo menos isto em consideração. Estes homens e mulheres põe o seu corpo em risco praticamente quase todos os dias do ano com o objetivo de nos entreter e só por isso merecem todo o respeito.

Quanto ao facto de eu gostar de ver isto, é simplesmente por ser simultaneamente igual e diferente do mundo real. O que eu quero dizer com isto é que ao mesmo tempo que o wrestling apresenta todo aquele espetáculo com as entradas dos lutadores com todo aquele cenário, algumas manobras que só mesmo no wrestling é que magoam e o facto de aquilo ser uma espécie de uma coreografia, o wrestling também apresenta algumas semelhanças com o mundo real. A maior parte dos personagens apresenta motivações bastante reais e personalidades muito semelhantes a um ser humano normal, é certo que existem alguns personagens mais extravagantes ou uns com coisas mais paranormais, mas a realidade é que os lutadores de wrestling estão cada vez mais humanos, com sentimentos de um ser humano e não como se fossem super-heróis e que nada lhes afeta e é isso que cada vez mais me faz gostar de wrestling.

Também há uma coisa que me incomoda muito, que é o facto de muitas pessoas acharem que os lutadores não são intelectualmente capazes, que não sabem falar e que não passam de uns brutamontes. Eu concordaria com isso há uns 30 anos atrás, numa fase em que apenas era preciso ser se fisicamente imponente para ser lutador. Hoje em dia a maioria dos lutadores precisam de possuir um vasto leque de qualidades, sendo uma delas a habilidade de cativar o público através do discurso. Ou seja a maior parte dos lutadores da atualidade sabe conduzir uma entrevista com a maior das facilidades, aliás muitos deles já fizeram filmes e já foram a programas televisivos tal como qualquer outra celebridade.

Por estas razões que eu já referi acima, entre outras, eu adoro ver wrestling. Para mim wrestling não é uma cambada de brutamontes em tronco nu a fingirem que lutam num ringue, mas sim pessoas normais que gostam de entreter as pessoas com uma espécie de luta coreografada, é verdade, mas com motivações e com histórias que qualquer ser humano se consegue relacionar. A maior parte das pessoas compara wrestling com uma espécie de teatro, na minha opinião é mais parecido com uma série.

Personagens humanos, com sentimentos como qualquer outro ser humano, em que todas os episódios e o que lá se desenrola são combinados e são executados por profissionais que têm como objetivo entreter os espectadores. O Wrestling é como as séries na medida em que ambos dependem da vontade da pessoa se distrair das tragédias do mundo real e que faz as pessoas que acompanham regularmente os episódios envolverem-se emocionalmente na história contada, consoante a maneira como ela é contada.

Sobre o Autor

- Grande fã de wrestling, especialmente WWE, os meus lutador preferidoa são: AJ Styles, Seth Rollins, Shawn Michaels, Edge e Daniel Bryan e tenho um canal do YouTube chamado Vr37 onde faço edições de wrestling.

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11 Comentários

  1. Concordo em tudo o que foi dito, eu não conseguiria defender melhor o wrestling, exatamente o que eu digo quando defendo esta modalidade nos comentários de certas páginas e não só, a maior parte das pessoas não tentam ser empaticas para perceber o porquê de gostarmos de wrestling, principalmente em portugal muitos falam e falam mal, sem argumentos para explicar porque não gostam de wrestling.. apenas não gostam, esta é a sua melhor explicação.. Mas pronto, achei que o artigo está muito bom!

    • Obrigado, ainda bem que gostaste! Eu também acho que é frustrante as pessoas dizerem que não gostam de wrestling e depois não terem argumentos válidos para dizerem o porquê de não gostarem.

      • Anónimo - há 2 semanas

        excelente vasco reis………..já agora eu assisto tudo da wrestling…

  2. muito bem excelente texto artigo

  3. Santos99 - há 2 semanas

    Gostei muito do texto, bom trabalho.

  4. Excelente artigo.
    A minha admiração pelo wrestling vem desde os tempos, em que nas manhãs de fim de semana via o wrestling na RTP 1 comentado pelo Tarzan Taborda.
    Considero que todos os profissionais de wrestling são atletas excepcionais. E que dedicam muitas horas à perfeição.

  5. Excelente.
    Sabem o que é engraçado? Telespectadores de novelas da globo, virem falar que é luta de mentira.
    Haja hipocrisia…

  6. Douto Sapiente - há 1 semana

    Acredito que, com a manutenção, das “shoot promos” aliado à ausência da figura do super-herói, possa passar a ser “menos a fingir”. Os combates são de elevada qualidade e o reaparecimento do “fake blood” possa dar mais conteúdo realístico à coisa. Isso do TV-PG também não ajuda nada, sejamos honestos. Quando a WWE era TV-14, tinha menos de 14 anos e nunca fiquei traumatizado ou com pesadelos do que quer que seja (LOL). Perdeu-se muito da essência do Old School e Hardcore Style, e para quem estava habituado a um produto melhor no passado, custa imenso ver a queda abrupta do corrente produto e a star-power que muitos wrestlers tinham, acabando por não ter um sucesso proporcional ao seu talento, fruto de políticas que apenas limitaram cada wrestler a interpretar a sua personagem da melhor maneira possível. Atenção, isto já na Attitude Era e RuthLess Aggression Era acontecia (mas com menos frequência, lembro-me dos casos de Tazz em 2000 ou Mr Kennedy em 2007 que, na minha ótica, tinham o estatuto de main-eventers).

  7. Há uma frase que li um dia, associada ao Chris Jericho, com a resposta ideal para essa questão. O wrestling não é a fingir, é premeditado, o que é diferente. Seria a fingir se os wrestlers utilizassem duplos como no cinema.

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