Faz login e navega sem pop-ups

10 Combates Underrated da WrestleMania – Top Ten #221

Sejam bem-vindos a mais um Top Ten! Sabem o que digo todas as semanas de que a Wrestlemania está quase aí? Agora está mesmo! E se é daquelas coisas que chegam num instante, aquelas de “parece que ainda ontem foi a anterior”, então esta série de artigos de época focados na época cumpre este seu dever: fazer a espera parecer muito mais longa.

Como o Top Ten às vezes até é positivo, uma vez ou outra, não se casca em algo. Aqui até se sai um pouco de caminho para procurar o bom. No meio de tanto combate na história da Wrestlemania, há o clássico, o bom, o mau, o atroz, qualquer outra coisa. E há os bons menos lembrados. Olhemos a dez combates subvalorizados da Wrestlemania.

10 – Kalisto vs Ryback, Wrestlemania 32

Para abrir, um caso recente. Que pode não ter ficado muito na memória de alguns porque já na sua altura passou algo ao lado de muitos. Reduzido a combate de Kickoff, existiu uma rivalidade entre Ryback e Kalisto à volta do United States Championship que até merecia alguma atençãozinha que não correspondeu totalmente à que obteve.

Há muito da categoria deste artigo nesta feud. Kalisto foi um United States Champion muito underrated, pouco recordado actualmente mas ele até fez umas coisas giras com aquilo. Ryback, para o tosco mais menosprezado que às vezes era, até puxava alguns bons combates para o seu currículo quando era preciso, mesmo que surpreendentemente. Parece que se deixava passar ao lado algo do melhor que Ryback fizesse – não tão bom como andar à volta do ringue a fazer nada além de dizer disparates ao público, no final de cada combate ou segmento que não fosse o dele, em toda uma emissão televisiva, esse ainda é o meu momento favorito.

A rivalidade entre os dois até teve a sua graça no formato “David e Golias”, teve um bom desfecho como uma feud óptima para elevar Kalisto e o seu reinado… E o combate – e outros que se repetiriam – até foi bem jeitoso. Um pouco ignorado mas não se pode dizer que estes dois, lá no Kickoff, não se tenham esforçado para algo bom.

9 – ECW Originals vs The New Breed, Wrestlemania XXIII

Mais pelo “feel good” que pelo combate em si, o que não significa que não tenha havido aqui diversão. Assim que a ECW integrou a WWE e foi totalmente remodelada, quase nem era representada na Wrestlemania, com o seu título defendido – e perdido – uma vez, em segundos. Logo não era das brands com mais peso. Mas dos tempos em que ainda queriam fazer de conta que pretendiam mesmo reerguer a ECW, até foi giro ver aquela malta a brincar no grande palco.

Com uma feud que colocava os veteranos que todos adoravam (os ECW Originals) contra os jovens arrogantes (New Breed) que não tinham propriamente a ECW no sangue para entender a cena, a malta vai sempre ficar do lado dos velhos. E tivemos Rob Van Dam, Sabu, Sandman e Tommy Dreamer contra Elijah Burke, Kevin Thorn, Marcus Cor Von e Matt Striker. Ou, se preferirem, Pope, Mordecai, Monty Brown… e o Matt Striker. Não foi um combate por aí além, nem um desfile de porrada velha como se estivessem na sua velha arena. Mas até foi porreiro e o Sabu até mantinha o equilíbrio mais ou menos.

Se não está aqui pelo combate em si – que até nem é assim muito recordado e até é um combate porreiro, merecedor de hype mesmo que seja mais de construção e antecipação – está pela diversão dele e pelo gozo recompensador que dá ver os veteranos da ECW a ter as mãos erguidas em vitória. Na Wrestlemania. O que não deixa de parecer improvável.

8 – Junkyard Dog & Tito Santana vs Hoss & Terry Funk, Wrestlemania II

Recuar aos velhinhos, às primeiras. A segunda, a tal estranha que decorreu em três arenas e foi transmitida a uma Segunda-Feira. Talvez, de tão antiga que é, e não tendo um combate tão imortal como teve a seguinte, por exemplo, até esteja quase todo o seu card pouco recordado hoje em dia. Mas é num simples combate Tag Team que há muito a destacar.

Para já, sem ser nenhum embate astronómico, estava qualquer coisa à frente do seu tempo. Trazia Funks logo trazia violência. Com uma fasquia algo maior que o costume. Então, pegando no exemplo da entrada anterior, com malta da ECW, que não foi nenhum showcase Hardcore por aí além, foquemo-nos nesse ponto e apontemos o quão surpreendentemente brigueiro foi este combate no seu tempo. Hoje até pode nem impressionar muito mas temos que nos lembrar do wrestling daquele tempo, ainda muito baseado no tapete, menos dependente de spots. O main event da Wrestlemania seguinte foi praticamente só aquele powerslam depois de um longo tempo a jogar à apanhada. Mas este trazia outras coisas mais doidas.

Lá se atirava algum corpo para cimento. Até se arremessou um corpo para uma mesa e ainda faltavam alguns anos para que o Sabu importasse do Japão o saudável hábito de atirar pessoas, ou ele próprio, por uma mesa dentro. Já havia aqui muita semente para o que se podia esperar de um combate da ECW, versão 80s, na Wrestlemania. A verificar.

7 – Shane McMahon vs X-Pac, Wrestlemania XV

A Wrestlemania XV foi, no geral, um evento medíocre a fraco. Fora o main event entre The Rock e Stone Cold – o primeiro de vários – não sobrava muita coisa, ficando aqui algumas nódoas como um combate do conceito “Brawl for All” que viu Bart Gunn levar na boca de um lutador de MMA a sério ou o Hell in a Cell com Big Boss Man que será, por aí, o segundo pior combate de Undertaker na Wrestlemania – qual será o pior, alguém se lembra?

No meio de tudo isso, ter Shane McMahon, por norma visto sempre como um não lutador para causar a dúvida mas também tolo o suficiente para dar o benefício da dúvida, a defender o European Championship contra X-Pac, de quem já meio mundo e a outra metade já estava farto, as expectativas não disparam. A presença de Test do lado de Shane e o European Championship na posse de um McMahon semi-lutador também não era o que vinha polir. Mas até nem correu mal.

Não foi nenhum clássico mas, como nos lembramos sempre que duvidamos de Shane: ele pode não ser lutador, os socos dele têm que ser os piores lá vistos, mas combates com ele são sempre divertidos para caramba. Não chegando aos dez minutos, foi um combate competente e divertido que conseguiu ser dos melhores e mais bem pontuados da noite. Não consta que ele tivesse que andar a atirar-se de coisas assim tão altas…

6 – The Steiner Brothers vs The Headshrinkers, Wrestlemania IX

Imagem relacionada

https://www.pw-core.com/videos/WrestleMania_IX_Full_Show_Part_3_Steiner_Brothers_vs_The_Headshrinkers/66956

Mas espera lá, espera lá, espera lá! O quê? Então uma semana depois de ter malhado tão feio na Wrestlemania IX, agora vou arranjar a lata para destacar aqui alguma coisa como subvalorizada? Sim. No fundo do saco ou da caixa, quando já só restam as pipocas queimadas, ainda encontras uma ou outra em condições. Raio de analogia parva, mas o certo é que até se podia arranjar um combate decente na Wrestlemania IX, que encontrou bem mais problemas além da acção em ringue para compensar.

Shawn Michaels e Tatanka tiveram um bom combate com um mau finish; Yokozuna e Bret Hart tiveram um bom combate até que depois coiso; Mr. Perfect e Lex Luger não deslumbraram mas foram competentes até ao mau finish também. Os Steiners e os Headshrinkers até conseguiram o melhor combate de todo o evento, mesmo que não tivessem história que o justificasse. Os irmãos Steiner eram uma equipa à frente do seu tempo e os Headshrinkers, como bons Samoanos, também gostam de andar a voar. Saiu daqui um combate surpreendente, inovador e uma boa amostra de atletismo para a altura.

Não esperem que esteja aqui alguma cena ao estilo dos Young Bucks, mas esses na altura também eram pirralhos de ranho ao nariz que tinham muita coisa para aprender – já por aqui, por exemplo – para serem o que são hoje. Mas foi uma boa exposição de wrestling de equipas inovador e atlético, algo que os Steiners viriam a fazer sua marca. Eram os Young Bucks do seu tempo. Logo fico à espera que um dos irmãos Jackson fique frito da cabeça e continue carreira de dizer disparates, lutar com países e dar aulas de matemática.

5 – JBL vs Finlay, Wrestlemania XXIV

Não há razão de queixa em relação à Wrestlemania XXIV, vão lá dar uma vista de olhos para recordar: está muitíssimo bem servida de muito bom combate, mesmo que também tenha que ser os seus DUDS que se lhe aponte. Também não pode falhar. Mas já se via bastante bom logo desde o combate de abertura que colocava Finlay e JBL naquilo a que chamavam de uma Belfast Brawl. Já soa apelativo, não soa?

Com aquele nome para a brawl, um gajo até precisaria de uma babete se fosse um combate desses entre Finlay e William Regal. Não havia Regal mas o JBL também sabe bem como andar à pancada e carregar-lhe na agressividade para se desenrascar com um Irlandês nervoso que adora lutar. O combate não chegou aos dez minutos e teve Hornswoggle por perto e pelo meio, que seriam factores que poderiam fazer alguém duvidar. Mas não faltou nada nem houve nada a mais. Açoites como se requereria destes brigueiros e uma boa resolução para dar fecho à história do filho ilegítimo do Mr. McMahon. Para se tirar alguma coisa de jeito daí.

Por mim até seria uma boa nota para começar qualquer Wrestlemania. Pancada da mais velha e a dar na beiça. Se alguém discordar comigo que dava grande abertura na Wrestlemania um dos combates que o Oney Lorcan e o Danny Burch deram no NXT há um tempo atrás, atiro-o para o meio desta Belfast Brawl e que se desenrasque!

4 – Cody Rhodes vs Rey Mysterio, Wrestlemania XXVII

Esta ainda é relativamente recente e não está na nossa memória ainda propriamente pelas melhores razões. Já mencionada na edição anterior – em que lá caí encima de uma pobre e inocente Wrestlemania – como outra potencial para o tratamento “Worst of”, também é daquelas que procuramos espremer para tirar algum sumo de jeito dali.

Muito bom combate que existiu entre CM Punk e Randy Orton, numa feud que pecou pela motivação “encima do joelho” e pelo pouco balanço com todas as vitórias a sorrir para o mesmo lado. Também um excelente embate entre Triple H e Undertaker num No Holds Barred que serviu “apenas” de aperitivo para o clássico do ano seguinte, dentro do Hell in a Cell. E, lá está, o que muitos se esquecem de recordar e enumerar é um combate de qualidade entre Rey Mysterio vestido de Capitão América e Cody Rhodes. Toda a feud parece ter passado um pouco ao lado e acabado subvalorizada com o tempo.

Motivada por um fulcral 619 que “quebrou” o rosto de Cody Rhodes e pôs fim à personagem do “Dashing” Cody Rhodes e trouxe-nos o mascarado perturbado, foi um ponto muito importante no percurso de Cody Rhodes na WWE. Até tivemos um excelente segmento com Dusty Rhodes a dar os seus últimos ares de Heel, já sendo um adorado veterano de estatuto irreversível. Resultou num bom combate cuja vitória sorriu a Cody Rhodes. O seu rematch num Falls Count Anywhere no Extreme Rules foi ainda melhor e também será classificado com a mesma palavra que aqui descreve todos estes combates listados.

3 – Randy Savage vs Crush, Wrestlemania X

Já que estamos numa de falar de Falls Count Anywhere que só aconteceram depois da Wrestlemania, agora damos a vez a um que aconteceu nesse mesmo evento. Entre Randy Savage e Crush, numa feud azeda que começou de forma bizarra e surpreendente – e resultou num Crush a Heel também bizarro. Mas aqui para o que era resultou muito bem.

Quanto a essas bizarrices, temos que nos lembrar dos anos que eram e notar que esta Wrestlemania seguiu imediatamente a nossa adorada nona edição. E, tendo muito em conta a borrada que foi essa – como se nunca se tivesse falado no assunto por aqui, exclusivamente nem nada – há que dar mérito a esta décima edição que foi capaz de compensar bastante a anterior. Foi um pedido de desculpas em condições. Esta sim tinha os seus clássicos como um rematch entre Bret Hart e Yokozuna sem ninguém a estorvar, um grande combate entre os irmãos Hart e um dos maiores clássicos entre os clássicos, com Shawn Michaels e Razor Ramon a brincar aos escadotes. No meio desses bons combates, o que poucos se lembram de enumerar é o tal Falls Count Anywhere entre Randy Savage e Crush, aqui acompanhado por Mr. Fuji.

Usufruindo bem das suas regras para um combate agitado e muito bem capaz de entusiasmar a plateia, também foi um momento de regozijo para ver Savage a obter uma vitória e a mostrar o que ainda sabia em ringue após um mais longo período como apenas lutador ocasional, normalmente mais ocupado na mesa de comentários – onde era hilariante, diga-se. O ideal para sacudir o combate anterior com os mal utilizados Bam Bam Bigelow e Luna Vachon com Doink e Dink the Clown, a lembrar-nos que ainda estávamos em 1994 e tinha que haver assim uns ensopados azedos destes.

2 – Matt Hardy vs Jeff Hardy, Wrestlemania XXV

Vou confessar a única coisa perto de decepção quanto à Ultimate Deletion. Estava mesmo convencido que iam fazer uma loucura como aquela… Na Wrestlemania mesmo. A ser transmitido no grande ecrã para a larga população do Superdome. Não foi, não faz mal, é da forma que já desfrutámos dele. Mas por falar em Deletions, a principal e que começou isto tudo… Foi ao próprio irmão. E já tinha acontecido uma assim mais simples e sem tanta loucura, em plena Wrestlemania.

Não se pode considerar que este Matt fosse assim muito menos tolo que o de agora. Este sabotava pirotecnia para afectar o próprio irmão e até lhe pegava fogo à casa. Sempre confio mais num gajo com uma alma de milhares de anos que é dono de um barco que tem vida própria. Criou-se a rivalidade muito azeda entre irmãos e culminou na Wrestlemania, num ambiente onde sentiam conforto, num Extreme Rules, onde se podiam rodear de alguns dos seus brinquedos favoritos. Só não havia um Mower of Lawns e uma Chair with Wheels, mas nesta altura ainda não se podia ter tudo.

Foi Matt quem saiu vencedor e Jeff quem saiu deleted. Combate muito fulcral para contribuir para que Matt tivesse um melhor recorde de vitórias na Wrestlemania que o irmão, algo que já foi aqui abordado. Antes de ambos terem conseguido uma deletion geral na passada Wrestlemania, Jeff andava a zeros. Acontece Jeff, o combate foi bom, fica feliz com isso. E sim, foi muito bom, não foi nenhum Final Deletion, mas isso são outros tempos, aproveita-se bastante do que está aqui. WONDERFUL!

1 – Shawn Michaels vs Mr. McMahon, Wrestlemania XXII

Por acaso para a primeira posição não ficou uma gema escondida que nenhuma alma se poderia recordar de ter acontecido. Ficou um combate muito bem lembrado hoje em dia, marcante no seu tempo, marcante hoje, que constará certamente num canto especial no coração de muitos fãs, onde se inclui este mesmo escriba disparatado. Mas ainda assim, devido à seriedade que não se devia levar totalmente do combate, sinto que ficam alguns pontos por recordar.

Sim, havia galhofa num combate que era para ver o Vince a levar na boca, quase exclusivamente. Shawn Michaels, o tal Mr. Wrestlemania, conseguiria um grande combate com um boneco se fosse preciso e aqui, com o que tinha, não falhou. E Mr. McMahon também é um génio de quase tudo o que se passa dentro daquele ringue, quer queiram quer não, e ninguém é capaz de tornar um combate one-sided tão bom e um clássico instantâneo. Superou-se como um dos combates mais ansiados daquela noite, adicionou spots surpreendentes para aprimorar a coisa e surpreender um pouco, e foi um valente gozo para ver finalmente Mr. McMahon a levar uma sova que já andava a pedir há muito tempo.

Ou seja, todos sabemos que este foi um combate divertido. Quase todos poderão considerar que, mesmo com as circunstâncias, foi um combate muito bom. O que sinto que muitos não sentem e eu sinto, é que está aqui um clássico ao nível de muitos normalmente mencionados. Com uma grande carga no entretenimento e na química. E até mesmo no wrestling em si, com uns spots recordados em repetição. Gramava bem outro destes.

Dez combates que acho que valem a pena ser revistos e obter um boost de consideração. Eu sei que falta aqui o clássico entre Michael Cole e Jerry Lawler mas estou bem ciente de que esse está entre os melhores de sempre, como merece. Agora são vocês a tratar da lista, a opinar sobre estes combates e, claro, já muita coisa se passou em 33 Wrestlemanias, destaquem lá os vossos “dark horses” que consideram subvalorizados hoje em dia. Para a próxima semana… Já terá passado a tão aguardada Wrestlemania! E um novo Top Ten a sair enquanto coloco sono em dia por insistirem em fazer-me amanhecer ali. O tema ainda estará nesta corrente e ainda não conseguirá ser relacionado com o evento deste ano. Mas olhamos ainda para as passadas edições.

Vamos olhar para alguns dos mais esquecidos lutadores que podem gabar-se de já ter uma vitória na Wrestlemania!

E com isso vos deixo até à próxima semana, quando história já estiver feita e eu ainda com temas destes. São timings. Marquem presença, fiquem bem e uma óptima Wrestlemania a todos!

4 Comentários

  1. Rui Ribeiro há 2 meses

    Boa lista. O 1° lugar foi sem dúvidas muito bom, aliás, tirando o clássico com o Bret Hart, acho que todos os combates do Vince na Mania foram bons.

    Um combate que pessoalmente acho underrated é o Taker vs HHH na Mania 17. Um combate muito bom (embora tenha um dos ref bumps mais forçados de sempre) que acaba por ficar na sombra dos outros 2 combates que eles tiveram na 27 e 28.

  2. Anónimo há 2 meses

    Boa listam já agora o pior combate do Undertaker foi contra o Giant Gonzalez!

  3. owensguy há 2 meses

    Ótima lista.

    Fica a faltar Chris Jericho vs Christian da WrestleMania 20, para mim um dos combates mais underrated da história da WWE.

Comentar