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10 Nomes que Ainda Lá Faltam – Top Ten #216

Bem-vindos a um novo Top Ten! Ainda é recente o Elimination Chamber e ainda estamos todos maravilhados com o que vimos a acontecer e com a história que lá se escreveu para sempre. É o que especulo ainda uns dias antes de decorrer. Ainda estou na fase de antecipação, logo faço o mais lógico para esta nova edição: trago um tema que não tem peva a ver.

Pegando numa recente remessa de novas contratações da WWE que agitaram o mundo do wrestling, começamos a olhar para o que resta e a analisar o desvaste. É claro que sobra sempre alguém. E que aparece sempre alguém novo. E que, entretanto, também deixam sair mais algum para lá. Mas dá para escolher uns dez que não estão lá e nos fazem pensar: será que ainda os veremos por lá? Espreitem estes dez, que podiam ser vinte ou trinta.

10 – Dalton Castle

O actual ROH World Champion, que nem tenho a certeza se teve uma ascensão rápida ou se foi mesmo o ideal. Porque já era tipo em quem se via o potencial desde o início. Eu, pelo menos, não demorei qualquer tempo a tornar-me fã do excêntrico lutador e dos seus barulhentos “Boys”. O público da ROH concordou e manteve-se sempre do seu lado, no seu percurso até ao Ring of Honor World Championship.

São os factores que entram em conta para considerar que Castle ainda é um indivíduo que, um dia, veremos a lutar em vários ringues da WWE. Tem um tremendo carisma e apresentou uma extravagante personagem capaz de voltar as atenções para si. Na cena independente, encontrar um destes no meio de um mar de atletas muito talentosos que são buracos negros de carisma e personalidade, é de se assinalar. Ele tem os dois factores. Apesar de ser o tipo de personagem que talvez estragassem num Raw ou num Smackdown, sem saber bem o que fazer com ele, vejo-o a puxar de grandes reacções e a fazer muita coisa boa no NXT. Imaginando que seria mais imediato, conseguem imaginar a feud que sairia com o Velveteen Dream?

Outro ponto a ter em conta é que ele já é Campeão Mundial. São sempre estes, os que já estão no topo, que eles têm em conta na procura. Como se houvesse um território de desenvolvimento antes do território de desenvolvimento. Como se já estivessem formados após já terem tido um título principal. O certo é que, para chegar a World Champion, já é estrela nalgum lado. Vão mesmo ignorá-lo por muito tempo?

9 – Moose

Não digo que anseio pela sua chegada ou que ache que seja garantido que ele vá lá ter. Parece estar a dar-se muito bem onde está e tem aproveitamento e rendimento para qualquer fã tirar partido. Mesmo que eu não seja o maior fã dele – respeito os dotes e já assisti a vários combates muito bons dele, de bom grado – apenas me surpreende como é que ele já não está lá há imenso tempo.

Um ex-jogador de futebol Americano, com a respectiva forte constituição física e um tamanho de intimidar, a juntar a um espantoso atletismo. Parece o tipo de gajo em quem saltassem encima logo mal ele aparecesse. Mesmo ainda na Ring of Honor, até já estava eu a achar que estavam a demorar surpreendente muito a catá-lo. Parece o tipo de gajo que eles adoram. O Vince não sabe que ele existe? Moose deve dinheiro a algum oficial que ande a fazer de tudo para esconder a sua existência ao Vince? Ou simplesmente parece mas até nem é assim algo que lhes interesse muito? Também é possível.

Nada ainda definido, ainda podemos vir a ver Moose a competir na WWE um dia, assim como também poderemos nunca o ver. Não é caso para se pensar que ele esteja mal, no Impact Wrestling, parecem gostar dele lá e ele também parece satisfeito. Já está há um tempo e acho que o seu contrato inicial não era de tanto, logo já deve ter havido renovação. E bem sabemos o quão rápido a malta foge de lá. As coisas vão andando bem para o gajo que parece o tipo de gajo que a WWE gosta de ter mas ainda não tem.

8 – Marty Scurll

Vilões não faltam lá. Mas falta O Vilão. “The Villain” Marty Scurll, um recruta relativamente recente dos Bullet Club, já se adaptou bem à vida de um dos mais populares grupos da actualidade – que automaticamente também o torna polarizador – e vai, ele mesmo, tornando-se um dos gajos mais populares, por si mesmo. Quer seja com um guarda-chuva ou a dar cabo de dedos.

Já familiarizado com o ambiente de uma companhia grande, por assim dizer, ocidental, Marty Scurll já fez parte do British Boot Camp da TNA, de onde saiu o actual General Manager do 205 Live e onde já quase se foi matando com um Suicide Dive inseguro, sem recolha. Curiosamente é onde está esse seu antigo colega que um gajo acaba por ver o lugar onde Scurll iria inevitavelmente parar. Redutor? Talvez. Mas não precisará aquele programa de algumas estrelas para ver se o povo ganha interesse, de alguma maneira ou de outra? Não se pode derrubar o muro que separa os Cruiserweights dos restantes? Não se pode tornar a coisa interessante e ver o título a ser disputado entre Marty Scurll, Ricochet e… Neville? – é, assim até dá a impressão que eu quero mesmo muito que ele volte.

Seja como enorme acréscimo ao 205 ou como enorme acréscimo ao geral, Marty Scurll é um aglomerado de carisma e fantástico em ringue. Já é uma estrela reconhecida e adorada por todos. Se calhar até já deve ter recebido umas chamadas de Connecticut antes mas até já tinha uns compromissos fixes. Talvez um dia.

7 – Brian Cage

A curiosidade. Este lutador maquinal já fez parte da WWE e já integrou o plantel da FCW em 2008 e 2009. O que me deixa a pensar se ainda hoje não baterão com a cabeça na parede ao verem o que desperdiçaram e/ou perderam. Com um corpo capaz de deixar o Vince McMahon com suores, e frios. E com um atletismo ridículo daqueles. Não se arranja um desses em qualquer canto.

Sendo capaz de dar nas vistas pelo mundo fora, impôs-se perante o público Americano apenas como Cage, no Lucha Underground, onde surpreendeu com grandes combates e desempenhos e movimentos em ringue que faziam pensar que gajos com aquelas dimensões corporais não deviam propriamente fazer daquilo com a aparente facilidade. Deixa-me a perguntar-me se entretanto não terão já tentado contactá-lo de novo, a ver que se calhar sugavam mais sucesso dele do que de um Ryback, por exemplo. Nada contra o Ryback. Mas algo contra o Ryback, mesmo só porque é divertido ter alguém a levar nas orelhas.

Já pai de uma linda menina com Melissa Santos – desfaleçam todos, agora! – Cage volta ao Impact Wrestling. Sim, volta porque também lá já o tiveram mas deviam estar com olhos semicerrados e não viam bem e ele só apareceu lá no Gut Check, lembram-se dessa cena? Pronto, Brian Cage já vai destruindo corpos no Impact Wrestling e a coisa parece estar a correr-lhe bem. Se entretanto ficar livre, é muito descabido achar que correrão para o telefone para lhe fazer uma proposta porreira?

6 – Ivelisse

E por falar em boa gente que já tanto a WWE como a TNA desperdiçou, que tal uma tão bela como badass e dura de roer. Ivelisse Vélez, bem treinada em todo o tipo de porrada velha que aleija muito a sério. Através do Tough Enough, integrou o antigo território de desenvolvimento da WWE e ainda chegou a constar no NXT em 2012. Lá acharam que não teriam nada para fazer com boas lutadoras em ringue dali a uns anos e deixaram-na ir. Como sempre, a TNA foi lá pescá-la e colocou-a no tal Gut Check. Muito dá aqui para lembrar esse segmento. Também foram espertos e, vá-se lá saber porquê, preferiram a Lei’d Tapa. Nada contra Tapa, mas é-me difícil preferir alguém em vez da Ivelisse.

Teve que se desenrascar e, fora um certo azar com lesões, vejam o mal que ela se está a dar e como o estrelato é-lhe inevitável. Nem as lesões a impediam, era vê-la a lutar só com um pé, que isso dos dois e botas e protecções e mais não sei o quê é muito sobrevalorizado. Não só através do Lucha Underground, mas pelo mundo e muitos ringues fora, Ivelisse tornou-se uma das melhores e mais impressionantes competidoras femininas. Questiono se não será também das mais apetecíveis e procuradas. E estou a falar em termos de negócios, seus malandrins.

Se uma parede pode já ter rachadelas por causa das cabeçadas oriundas do desperdício de Cage, assumiria umas duas paredes também já semi-demolidas por causa de Ivelisse. Como uma das minhas competidoras femininas favoritas actualmente, não me importo de a ver em qualquer lado que ela queira. Mas se ela quiser voltar a uma velha casa que já a deve receber melhor…

5 – Shanna

Bem, se estamos a falar das grandes competidoras femininas que percorrem inúmeros ringues pelo mundo fora, precisamos mesmo de procurar muito longe? Bom e daí até temos porque já ninguém pára a nossa Shanna, ainda a sentimos como nossa mas é cada vez mais difícil parar em casa, sendo cada vez mais solicitada pelo mundo fora, a competir com outras das grandes promissoras do wrestling feminino, a ganhar títulos e até a fazer história por algumas promotoras internacionais.

Lá por ser oriunda aqui do nosso cantinho ibérico que parece mais discreto que o que realmente é, não é caso para dizer que não tenha dado nas vistas e que não saibam já quem ela é. Já a viram e já a chamaram para qualquer coisa, podendo ela hoje gabar-se de ter enfrentado uma plateia da WWE, a posar como “Rosebud”, quando eles ainda eram uma cena. O que me deixava a pensar se era um esticão assim tão grande ir pescá-la para o Mae Young Classic. E daí até pode ser a sua disponibilidade a servir de obstáculo. “Obstáculo” porque ainda lhe parece ir correndo tudo lindamente.

Seria um óptimo acréscimo para a actual era do wrestling feminino, com os dotes em ringue bem mais que suficientes para aguentar uns grandes combates com algumas das meninas já conhecidas do povo e, algumas delas, até já conhecidas dela. E, com a sua beleza mediterrânea, também não fica a dever nada nesse campo. Porque não juntar-se a colegas como Cezar Bononi e Taynara Conti na partilha da língua lusitana no balneário do NXT? Isto é, ainda sem se entenderem propriamente uns aos outros, claro…

4 – Jay Lethal

Será que já é só uma questão de tempo? É que Jay Lethal é um veterano já. Daí que ele caia mesmo na definição do “que falta” já que as portas agora sim estão escancaradas para quem já construiu a carreira toda fora e os veteranos forasteiros todos já por lá ganham o seu pão. Jay Lethal é mesmo um dos que falta e não consta que seja nenhuma batalha de interesses. Não me parece que Lethal tenha algum problema com a WWE e por que carga de água é que eles haviam de o achar dispensável?

O que mais acredito é que, até agora, Jay Lethal tem andado muito feliz com o que tem feito e não tem razões de queixa com o trabalho e com a forma como é recompensado, pela(s) companhias(s) e pelos fãs. Mas ainda acho que deve haver alguma altura em que lá façam a chamada, Lethal olhe para o seu legado na Ring of Honor e nos outros ringues por onde passou e vai passando e pense que já só lhe falta um último passo e que não perde nada em cumprir mais qualquer coisa. Já está lá a malta conhecida e tudo e eles até podem dar a forcinha com uma chamada, “Anda, isto aqui é fixe, até a comida da cantina é boa!”

Mas sem pressas. Apenas acredito que eventualmente Jay Lethal vá enriquecer um pouco mais a sua carreira na WWE, porque cada vez mais veteranos feitos como ele vão lá chegando. E porque perdia-se absolutamente nada, tanto ele ao chegar lá, como eles a tê-lo no seu plantel. Ele já não anda a precisar de um novo confronto com o Ric Flair? Ou de… vingar três quartos da gente com quem ele andava a lutar nos últimos dois ou três anos?

3 – James Storm

O telefonema seria “Então? Livre outra vez? Como é? Desta vez queres pegar-lhe a sério e continuar de onde deixaste ou como é? Tens cá mais amigos ainda!” Tudo porque James Storm já pôde testar o ringue do NXT e até foi dos primeiros grandes nomes de fora a chegar lá e a fazer a malta comentar “Ui! Este anda por aqui!” Mas lá lhe fizeram uma proposta boa e ele voltou a casa, deixando o público da NXT desconsolado.

Voltou para a TNA/Impact, onde se manteve até há bem pouco tempo, quando voltou a sair como quase o último veterano restante ininterrupto. Que nós sabemos que não é assim porque lembramo-nos do pezinho que ele foi lá dar ao NXT. Mas nada de mal, como o Ross e a Rachel, ele e a TNA também estavam num “break”, qual é o mal? Agora que está livre outra vez e com eles cheios de pica a pescar tudo o que seja gajo já com nome, será descabido esperar que ele vá fechar a sua carreira à WWE? É que ele até já conhece mais ou menos a casa!

Dá para esperar por uma reunião dos Beer Money? É que eu até pensava que o segredo pessoal que o Jinder Mahal ia expor no passado Smackdown era que ele tinha um passado de se dar com bebedores pesados, a roçar o alcoólico. Isso ou acusá-lo de ser Canadiano, o Jinder Mahal é gajo que possa fazer isso. Mas chega de falar sobre esta malta, ainda teríamos que ver o “cowboy” de volta a esta zona e a distribuir Superkicks a tudo o que tenha queixo. Uma cena que já ninguém hoje em dia faz…

2 – The Young Bucks

Ah, agora voltemos lá a ler a última frase da entrada anterior. Porque é engraçada de se ler. Por acaso o posicionamento não foi feito de propósito para essa sequência, nem eu ao escrever a frase no texto anterior o fiz já a pensar na introdução deste. Mas apercebi-me imediatamente assim que me lembrei de quem vinha a seguir. Os gajos que nunca estiveram na WWE mas que qualquer fã de wrestling já conhece. Popularíssimos? Ou polarizadores? O certo é que é fácil falar-se neles!

Dos nomes mais reconhecíveis fora da WWE, a somar títulos ora na Ring of Honor, ora na New Japan Pro Wrestling, ora noutro ringue qualquer para onde os chamem, ora até a pontapear alguma criança na cara. Todos os lendários já o fizeram, verifiquem. O certo é que a coisa não está actualmente encaminhada para os ver a fazer os seus “flips” todos num ringue da WWE. Aqui sim parece que os dois lados não se dão assim tão lindamente. Atitude hostil de ambos para com o outro e os irmãos também não devem estar com vontade de regulamentar o seu estilo em ringue e adaptá-lo um pouco ao estilo WWE. Não, não é malta para já, especialmente enquanto ainda houver uma certa guerrinha entre ambas as partes que, diga-se, nem é das mais maduras.

Não contamos com Nick e Matt Jackson para já mas o tempo passa e muita coisa muda. Muitos nomes que já julgámos improváveis já lá estão bem estabelecidos e com a familiaridade de quem esteve lá sempre. Se, há um punhado de anos atrás alguém fosse dizer que o AJ Styles hoje seria WWE Champion, já pela segunda vez, seria classificado de louco. Mas lá está ele. Talvez daqui a muitos anos, quando já estiverem cansados e já tiverem feito de tudo e até não vão lá acrescentar propriamente alguma coisa, tanto para eles como para a WWE… Talvez aí se entendam. Entretanto, todos parecem estar a dar-se bem sem o outro partido.

1 – Kenny Omega

Ou eram os anteriores, ou era este, ou era o Juan Francisco de Coronado. Depois daquele grito na powerbomb dos Bludgeon Brothers, eu contratava-o imediatamente. Mas fica Kenny Omega na primeira posição porque é o que já vai levantando especulações… Outra vez. Atacado e escorraçado dos Bullet Club, a malta começa logo a pensar o que virá depois. É que ainda por cima um gajo com quem tem andado a conviver é um tal Chris Jericho, que não é propriamente um empregado da New Japan…

Já que o plano não é nenhum desmoronamento dos Bullet Club, visto que, como se diz por aí, “Bullet Club is fine”, o pessoal começa a achar que Kenny Omega lá tem que avançar com a sua vida e já lhe sugerem uma porta onde bater. Ou já especulam que já lhe estejam a dizer qual a palavra-passe para entrar nessa porta. E nem é a primeira vez que especulam. Também não seria a primeira vez que assinaria um contrato com a WWE, visto que já lá passou por menos de um ano, entre 2005 e 2006, integrando a Deep South Wrestling, território de desenvolvimento da altura, não obtendo daí uma experiência muito positiva.

Agora seria muito diferente e ele já viria com um estatuto muito diferente. E pode acontecer, sim. Mas não é para já, ele não está propriamente desocupado, mas já se vai livrando de coisas, do grupo, do título que detinha… Já é mais que suficiente para toda a malta especular que é uma questão de tempo. E até deve ser. Agora quanto…

Por aqui fica um muito entusiasmante Top Ten que tanto pode trazer uma onda de boa recepção e de adesão a assegurar as ideias aqui expostas ou traz logo dedos em riste a acusar-me de repetir um tema. Sou capaz de já ter feito parecido, sim, com uma data de gajos que já lá estão. Isto dá para ir actualizando. Mas pronto, eu acho que este tipo de tema até costumam achar piada, portanto força. Leiam, comentem, digam o que acham destes lutadores e se gostariam de os ver na WWE, acrescentem mais casos, bem sabemos que existem muitos, o que não falta por aí é bom wrestler.

A Road to Wrestlemania continua, cada vez mais perto. E à medida que se aproxima, devo continuar a trazer mais temas que não tenham peva a ver, quem sabe! Vão, não posso prometer nada, façam por estar cá na próxima semana para verem o novo que sairá e já vêem qual é a categoria do tema. Até lá fiquem bem!

Autor

- Escritor do artigo “Top Ten”.

2 Comentários

  1. Anónimo há 6 meses

    Matt Taven?

  2. Tobias há 6 meses

    Maravilhados com o Elimination Chamber? Jamais. Agora, sobre a lista, como não sou acompanhante das outras empresas, só conheço dois: James Storm e Kenny Omega e seria muito legal vê-los um dia na WWE.

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