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10 Vencedores de Rodapé da WrestleMania – Top Ten #222

Sejam todos bem-vindos a um novo Top Ten! Pela altura em que este texto vos chega, eu estarei a dormir! É o que uma Wrestlemania actual em directo faz. Foi suficientemente entusiasmante para me tirar o sono. O tanas é que foi! Que tenha sido cinco estrelas que agradeço e tenho toda a crença no seu potencial e qualidade. Mas sono é outra cena que faz muita falta.

Então enquanto recupero as horas perdidas desse sacana, roubadas pela fantástica Wrestlemania 34, que espera bem que tenha sido tão óptima quanto foi promissora, debrucem-se lá sobre um tema relacionado com o evento mas ainda a olhar para o passado, na sequência dos anteriores. Com vencedores justificáveis na noite passada – diz o inocente – olhemos para alguns dos improváveis. O grande palco, o sonho. E estes dez cromos raros de caderneta já podem afirmar “Já ganhei um combate lá.”

10 – Doink the Clown

Podia ter ganho muitas mais, se não tivessem estragado a personagem, curiosamente por esta altura. Doink the Clown até podia ser muito mais histórico na Wrestlemania, tendo em conta que planeavam-lhe uma rivalidade com o Undertaker! Não digo que fosse na Wrestlemania e que Doink viesse a fazer parte da streak – ou a rompê-la? – mas já ia ter isso nos historial. Parece-vos uma rivalidade pateta? É porque a memória que têm de Doink é a do pós-estrago.

Doink era um palhaço obscuro, não era nenhum Pennywise mas era creepy, o que nem era uma má ideia para uma gimmick. Era um óptimo Heel. Depois veio uma Face Turn e ficou simplesmente um palhaço. Ficou mesmo só uma palhaçada. E mesmo que isso acontecesse com mais força uns meses depois disto aqui destacado – quando já metia muitos Doinks e um mini-Doink, o Dink – já neste combate com Crush, se via dessas artimanhas. Posso dizer mesmo palhaçadas que não é insulto, era isso mesmo intencionalmente. Esta vitória sobre Crush aconteceu na Wrestlemania IX, visto que mesmo que o assunto não seja só malhar nela, arranja-se sempre maneira de falar na dita cuja.

Uma vitória para Doink que não seria tão estranha se tivessem deixado o palhaço ir mais longe. Como tal, fica esta vitória de um fraco “comic relief” que alternaria entre o midcard e o jobbing uns anos depois, sobre outro que teve um combate fantástico com Randy Savage na Wrestlemania seguinte. Doink, que foi a única lenda que Heath Slater conseguiu derrotar quando andou a rivalizar com uma data delas!

9 – Sabu

Só porque parece improvável que um tolo destes tenha chegado à Wrestlemania. Pois claro que chegou, eu estou do outro lado da vedação, a dizer que precisamente um tolo destes é quem mais tem que chegar à Wrestlemania. Não há palco melhor para se esbardalhar no chão a tentar acrobacias que nem sequer são feitas para correr bem, em primeiro lugar. E a ganhar claro.

Não o fez sozinho, não adianta pensarem em qual combate one-on-one ele venceu e qual foi o adversário que perdeu, acabando metade tão roto quanto ele próprio. Ele completamente entrelaçado com arame farpado, a precisar de utilizar supercola para fechar as feridas e sará-las não aconteceu ali, isso sim é capaz de ser muito para a Wrestlemania. Foi, por acaso, representando a ECW, palco onde aconteciam essas loucuras, num combate em que estava rodeado de velhos amigos disfuncionais, para deitar abaixo uns novatos com a mania.

Um combate já aqui destacado na passada edição, como um combate subvalorizado. Quando Sabu teve ajuda de Rob Van Dam, – o invicto – Sandman, – que podia estar nesta posição igualmente como Sabu – e Tommy Dreamer – que já é um veterano em todo o ringue que existe, já é gajo de ter passado por todo o lado. E venceu os New Breed, um grupo de gajos que também não viriam a provar muito mais da Wrestlemania. O grande palco, onde até o Sabu triunfa!

8 – The Colóns

Os perdidos que podem ter que ir ao plantel do WWE.com verificar que ainda estão lá empregados. Não digo isso para lhes retirar qualquer valor, é mesmo pelo tempo de antena que têm e pela regularidade com que os vemos. Já têm sido isso há um tempo, o que acaba por compôr a justificação para os integrar desta desgraçada lista.

Os simplesmente primos Colóns, outrora os vigaristas Shining Stars, outrora Los Matadores ofuscados por um anão vestido de touro, outrora simplesmente dois primos outra vez ofuscados pela Rosa Mendes a fazer coisas esquisitas no exterior. Foi nessa altura. Recuamos à Wrestlemania XXVIII, a primeira vez que houve um pré-show transmitido, estavam lá os moços de sangue real no wrestling. Por lá venceram e mantiveram os Tag Team Championships perante aquela dupla promissora de curta vida que contava com Tyson Kidd e Justin Gabriel e os eternos Kickoffers injustiçados Usos. O que nos leva a outra recordação improvável: os primos Colón já foram Tag Team Champions! Não é uma realidade assim tão longínqua!

Recuando aos tempos de Pré-Shows ainda “dark”, também os Colóns já somavam vitórias, mas aí fala-se de Primo ao lado irmão Carlito, que já conhece melhor a Wrestlemania, em vez do primo Epico. O Primo com o irmão em vez do Primo com o primo. Adoro falar destes gajos.

7 – Men on a Mission

E por falar em tag teams que bem podem falar de já terem triunfado mesmo que as memórias por vezes pendam a passar rasteiras? Temos que ir para a década de 90 e para as ruas, onde Mabel e Mo passavam da vida de rua para o ringue, acompanhados pelo rap de Oscar. O mais juvenil dos raps que só mostrava que estes coloridos eram tudo menos gangsters.

Mabel já o conhecemos bem com várias encarnações. E por acaso também seria estranho de imaginar um triunfo notável do nosso Viscera na Wrestlemania. O homem não era dos mais altos no card. O que também constribui para se estranhar os seus tempos de glória de pouca duração… Mesmo que se tenham estendido até ter conseguido tornar-se King of the Ring. Sim, o star power não abundava no plantel da WWF na primeira metade da década de 90. O que ajuda aos Men on a Mission a terem derrotado os Quebecers na Wrestlemania X, causando desgosto ao nosso estimado Johnny Polo.

O que é de sublinhar ainda mais: se fiz algum alarido pelos Colóns, não só terem vencido na Wrestlemania, como terem retido cintos lá… Aqui o Mo e o Mabel… Esses meninos ganharam títulos lá! Destronar os Quebecers! E por falar nessa entidade Canadiana. Dividam-nos em dois. E aguardem um pouco.

6 – The Nasty Boys

Os Nasty Boys serão reconhecidos para os fãs mais versados, como uma equipa bem antiguinha que até era bastante agressiva e hardcore para o seu tempo. Brian Knobbs e Jerry Sags eram dois anarco-punks anti-sociais e anti-sistema que o que mais queriam era andar à porrada. Mas por acaso não o fizeram muito tempo na WWE, residindo lá por três anos entre 1990 e 1993.

E entram aqui por isso, são veteranos, lendários para alguns dos seus seguidores mais admiradores, mas ainda não são das equipas galardoadas mais citadas. E têm mais carreira na WCW, tendo participado em duas Wrestlemanias. Na sua segunda saíram derrotados num combate colectivo, com mais parceiros. Foi na sua primeira que se deu a festa e de que maneira! Seguimos então a sequência de tag teams? E tag teams que não só venceram na Wrestlemania como venceram de forma tremenda na Wrestlemania? Então sigamos a sequência, recuemos à Wrestlemania VII e aplaudamos!

Não só venceram na Wrestlemania como, tal como os da entrada anterior, venceram os Tag Team Championships! Querem melhor que isso? Então força, tornaram-se Tag Team Champions na Wrestlemania, derrotando a Hart Foundation de Bret Hart e Jim Neidhart! Maior proeza que essa? Pronto, os Nasty Boys não são nenhuns tansos ou jobbers improváveis. Mas a sua passagem pela WWF/E foi curta e têm poucas Wrestlemanias no currículo. Mas sacaram de uma daquelas. Duvido que hoje se estejam a queixar.

5 – Terri Runnels

Podem perceber pelo último nome familiar, que era associada a alguém. Terri Boatright lá conseguiu o seu acesso à familia Runnels/Rhodes, através do casório com Dustin, o nosso bizarro e adorado Goldust. Foi como seu manager que começou a carreira, sendo também pouco depois disso que se divorciou do lendário Superstar, mantendo a carreira na WWE através de outras associações. Ainda a conhecemos como Terri Runnels, apesar da separação.

Foi honrada recentemente na comemoração dos 25 anos do Monday Night Raw e será, certamente, das managers mais recordadas do seu tempo. O que já dá para entender uma coisa. Ela não é propriamente lembrada como wrestler e eram muito ocasionais as suas participações em ringue muito devido a isso. Não era wrestler. Mas tem uma vitória na Wrestlemania 2000, uma das mais infames também – há muito disso e nós aqui só malhamos numa – com uma certa contribuição desta senhora aqui.

A Wrestlemania 2000 foi notável pelos seus combates e histórias paupérrimos, sem contar quase com combates one-on-one. E agora um esperto diz-me “Actualmente é igual”. Sim, nos dias de hoje também, para ser inclusivos, há muitos combates de múltiplos participantes mas sempre têm histórias e são compostos e executados de forma a serem entusiasmantes. A Wrestlemania 2000 tinha uma data de combates colados à pressa e alguns que pareciam saídos do manual de instruções do Teddy Long. Terri Runnels derrotou “The Kat” Stacy Carter, outra não-wrestler, numa Cat Fight. Promovido assim mesmo. Com o Val Venis a arbitrar. Acompanhadas pela Fabulous Moolah e pela Mae Young respectivamente. E foi o ÚNICO combate one-on-one do evento. Processem lá isso.

4 – The Mountie

Voltem à entrada dos Men on a Mission e releiam a parte em que vos mandei separar os Quebecers e esperar. Cá fica o nosso Jacques, também conhecido antes de encontrar outro tão tolo como ele como The Mountie. Um estereótipo Canadiano que faz o The Goon parecer bem e deixará Lance Storm satisfeito consigo mesmo. Lenda.

Mas vá, agora que já recordamos a gimmick terrível e já temos o espacinho em branco na caderneta para colar lá o cromo, podemos recordar que a sua carreira não foi assim uma piada propriamente. Com os Quebecers foi Tag Team Champion por mais que uma vez. A solo, como the Mountie, chegou a ser Intercontinental Champion por um curtíssimo período de tempo. E na Wrestlemania VII, somou uma vitória no grande palco, no mesmo grande palco onde, mais tarde, Hulk Hogan derrotaria um Sgt. Slaughter maléfico e virado para outras ideologias perigosas.

Agora a parte que aleija um bocadinho. Lembram-se, de há uns Top Tens atrás, lamentar o recorde de Tito Santana? Pronto, foi ele o desgraçado quem caiu vítima às mãos do grande Mountie. Querem espremer um limão sobre a ferida? O combate ficou feito em menos de um minuto e meio! Mas que se lixe, o The Mountie é uma lenda!

3 – The Barbarian

Agora estamos nas gimmicks caricatas. E, no caso deste, também se classificaria como o eterno midcarder que ainda teve mais que uma passagem pela companhia entre as décadas de 80 e 90. Inicialmente como parte de uma equipa chamada os Powers of Pain – não, não eram os Authors – juntamente com The Warlord, outro cujo nome a solo também anda algures pela caderneta. Mesmo que não houvesse pecado a apontar-se aos senhores em ringue.

Mas as suas gimmicks eram de gajos grandes com umas pinturas de quem não sabia se queria ser o Ultimate Warrior ou integrante dos KISS. Inicialmente o managers deles era, por acaso, Tito Santana, já que se fala nele. Lá se separaram e o Barbarian teve que ir à sua vida e lançar-se a solo. Até pode ter tido Bobby Heenan como manager, que foi a única coisa que lhe trouxe maravilhas. Depois disso foi um midcarder pouco útil até voltar para a WCW, que é capaz de ter sido o seu principal lar na carreira. Ficará sempre como um midcarder na WWE, com um nome como “The Barbarian.”

Mas, lá está, disse eu que Bobby Heenan lhe tinha trazido algumas maravilhas. Como uma vitória na Wrestlemania! Temos que recuar uns bons anos até à Wrestlemania VI. The Barbarian, acompanhado por Heenan, venceu um combate rápido em menos de 4 minutos e meio. O seu adversário? Ora bolas, era o Tito Santana!!

2 – Akeem

Akeem tem que ser um dos favoritos de qualquer um que tenha a justificável queda para as más gimmicks. Será sempre memorável o fraco estereótipo negro, de sotaque carregado e outras implicações duvidosas… Interpretado por um gajo que só seria mais branco se entrasse ao som dos Starship. Está na memória de todos como uma gimmick tão infeliz que se torna uma alegria. E já é antiguingo, logo já conhece a Wrestlemania desde que ela era uma criança.

Lá somou as suas derrotas e pôde dizer que marcou presença no grande palco. Mas, não há grande surpresa porque já é o tema deste Top Ten, também se pode gabar de uma vitória. É que, para um gajo com uma interpretação destas capaz de originar que nunca venha a ter amigos, ele tinha um amigo em Big Boss Man. Juntos tinham o não ofendido Slick como manager e chamavam-se de Twin Towers. E venceram na Wrestlemania V. Uns jobbers quaisquer? Com certeza. Apenas os Rockers, os tais que tinham Marty Jannetty e um tal de Shawn Michaels. Rendidinhos ao poderio do Akeem.

Akeem também terá sido notável pelas suas múltiplas gimmicks, juntando o One Man Gang a este infame Akeem. Esse já não enganava ninguém quanto à sua etnia. Mas sabem o curioso? Tirem lá o papel e o bloco e apontem: também One Man Gang tem uma vitória na Wrestlemania! Muito galardoado, o Sr. George Gray.

1 – Eva Marie

Se calhar nem se lembravam mas a vossa favorita já tem uma cena que muitas não têm. Eva Marie já celebrou e teve a mão erguia na Wrestlemania, num Kickoff, e há nada que vocês possam fazer em relação a isso. Bom para ela. Arrumos desde já a parte dos ódios a Eva Marie, que eu sei que esta malta é rápida a atacá-la.

Sim, é verdade que ela não luta um chavo. No entanto não a culpo a ela, já se veio a saber que ela própria discordava com a forma de ter sido lançada e que, não só preferia, como achava que ia ser bem treinada antes de ser apresentada e ainda hoje deve ressentir a forma como ficou a ser recebida para sempre. No final, quando reconheceram o seu estatuto e a lançaram com desculpas diferentes para não lutar, eu até estava a ficar fã. E quando uma tal esperta de uma Mia Khalifa atacou o wrestling – e tem essa senhora uma profissão que alguns espertos desejavam que a Marie seguisse, porque são gente com classe – foi ela quem defendeu a arte que tão mal a tratou e muito bem.

OK, um parágrafo inteiro só a dizer que a respeito e que não venho aqui só achincalhar porque sim. É só para deixar as tréguas e então recordar que, apesar de tudo, e com essas claras condições, ela ainda é das piores lutadores que já passaram por aquele ringue – utilizo esse plural inclusivo porque já passou por lá cada uma… – e teve uma vitória na Wrestlemania! Processem também! Foi na WrestleMania 32 e não o fez sozinha, fê-lo acompanhada por Paige, Natalya, Alicia Fox e Brie Bella – níveis diferentes – numa equipa defensora do Total Divas, derrotando Lana, Emma, Naomi, Tamina e Summer Rae, numa equipa detractora das outras Total Divas – sim, reconhecerão muitas delas como integrantes ou ex-integrantes do cast. Pensem lá se a vossa favorita já teve o mesmo e vão lá roer-se um pouquinho.

Mais uma boa caderneta, estes até são divertidos de se fazer, não sei o que acham vocês de os ler. Porque espero sempre que tenham gostado e que tenha sido uma leitura curiosa em que tenham aprendido muita coisa pouquíssimo útil. É para isso que aqui estou. You’re welcome. Para a semana trago novo tema e este sim ressacará do espectáculo que tivemos ontem. É assim mesmo, já decidido, ainda não sei o que raio aconteceu, mas vou fazer uma lista referente a ele, sempre com um lado mais relaxado e humorístico:

O que quer que tenha acontecido na WrestleMania 34, listarei dez coisas que tenhamos aprendido com ela!

Até lá comentem estes dez caricatos e aguardem para a próxima edição, a ver se depois a febre baixa e já se fala de outras coisas. Uma boa semana a todos, que tenha sido uma WrestleMania espectacular e que todos passem bem até à próxima!

2 Comentários

  1. Rui Ribeiro há 8 meses

    1- Nicholas 😀

  2. "Awesome" Hater há 8 meses

    1) Nunca confie em japoneses que gostam de violinos
    2) qualquer um ode ser um tagteam champion
    3) As vezes coisas previsiveis são extremamente imprevisiveis
    4) lutadores podem voltar de aposentadoria por lesão, oh, yeah

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