A WWE foi alvo de uma ação coletiva nos Estados Unidos da América, relacionada com o lançamento dos seus premium live events na nova plataforma de streaming direto ao consumidor da ESPN.

O processo foi avançado esta sexta-feira por Brandon Thurston do Post Wrestling. A ação deu entrada na quinta-feira no tribunal distrital, no estado do Connecticut, e acusa a WWE de práticas de publicidade enganosa.

Em causa está a alegação de que a WWE terá promovido a parceria com a ESPN dando a entender que todos os subscritores da mesma teriam acesso aos seus eventos sem custos adicionais, algo que não se verificou para muitos consumidores.

Curiosamente, apenas a WWE é mencionada no processo, e não a ESPN. Segundo o jornalista, isto poderá dever-se ao facto de os autores da ação tentarem evitar cláusulas de arbitragem e renúncia a ações coletivas presentes nos contratos de subscrição da Disney.

Apesar de declarações anteriores da ESPN e de Mark Shapiro, presidente da TKO, indicarem que o objetivo seria integrar a nova plataforma sem custos adicionais para todos os parceiros de televisão por cabo e streaming, isso ainda não aconteceu.

Como resultado, vários utilizadores tiveram de pagar cerca de 30 dólares por mês para aceder ao serviço e aos premium live events da WWE.

A ação pretende representar consumidores norte-americanos que já eram subscritores da ESPN entre 6 de Agosto e 20 de Setembro, antes do Wrestlepalooza, e que pagaram pelo novo serviço nesse período.

Estima-se que estejam em causa mais de cinco milhões de dólares, com cerca de 95 mil a 125 mil novas subscrições atribuídas diretamente ao conteúdo da WWE.


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