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Espaço do Fontes #10 – Report: WWE Extreme Rules

O “card” não prometia, é certo.

No entanto, ninguém conseguiria prever o verdadeiro desastre em que se tornaria este WWE Extreme Rules: desde combates com duração de 6… segundos a outros com quase total ausência de Wrestling, este acabou mesmo por ser um dos piores – se não mesmo o pior – PPV dos últimos 12 meses.

No Espaço do Fontes, ainda assim faremos o “report” do show, combate a combate e utilizando a já habitual escala de 0 a 5, já que nem só o que é bom deve ser analisado. Também o que não tem qualidade o deve ser, nem que seja para não repetir…

O PPV começa com o habitual “Kick Off”. No painel de comentadores, a juntar a Renee Young, o Hall Of Famer Booker T, David Otunga e Sam Roberts, a que mais tarde se juntaria Finn Balor.

Logo no início somos informados que “Hulk Hogan foi reintegrado na família WWE”. A capacidade de perdão do gigante de Stamford, quando percebe ainda poder fazer dinheiro com alguém, é inigualável…

Além da apresentação do restante “card”, dois combates agendados: Andrade “Cien” Almas vs Sin Cara e o “tables match” – um “tables match” no “Kick Off…? – que colocaria frente a frente os New Day e os Sanity.

Olhando de uma forma mais geral, este “Kick Off” até pareceria encorajador… não fosse o reduzido tempo atribuído a cada “match”, norma já habitual no programa que antecede os PPV´s da WWE.

De qualquer forma, em comparação com o restante espetáculo, o confronto entre Mexicanos esteve até acima da média. Não que tenha mostrado algo de memorável mas pelo facto de ter cumprido perfeitamente durante os seus 7 minutos de duração.

Durante o “match” nenhum dos lutadores se superiorizou verdadeiramente ao outro – o que é bom, se o objetivo é continuar a “feud”- mas no final, com a ajuda de Zelina Vega (uma das melhores “vallets” da atualidade), Almas venceu graças ao seu “Hammerlock DDT”. (NOTA: 3,10)

Já no “tables match” que opôs os New Day aos Sanity, sentimento idêntico: um combate interessante mas que sofreu gravemente de falta de tempo. 6 lutadores a dividir-se pelos 8 minutos de duração, acabaram por deixar a impressão de que a ação teve de decorrer em “fast forward”. Cada um deles tentou ter os seus “15 minutos de fama” – e não devem ser criticados por isso – e acabaram por nos deixar um “match” que rapidamente esqueceremos mas que dentro deste PPV terá ficado na metade superior, no que á qualidade diz respeito.

O resultado? Alexander Wolfe e Eric Young fizeram Kofi Kingston trespassar uma mesa e os Sanity levaram a vitória. (NOTA: 3,10)

Com uma média de 3,10, este “Kick Off” iria ser uma das melhores partes de todo o show…

E chegamos ao card principal…

Bem-vindos ao precipício

O “opener” oporia, pelos “Raw Tag Team Championships”, os “Deleters Of Worlds” – Matt Hardy e Bray Wyatt – a uma B –Team de Bo Dallas e Curtis Axel, que nos últimos tempos vinha a cair nas graças do publico… apesar do seu estatuto de “heels”.

O combate poderia ter figurado num qualquer Monday Night Raw, pelo que foi “passable” mas serviu para estabelecer dois pontos importantes: o desentendimento entre Hardy e Wyatt, responsável pela derrota e consequente perda dos Títulos, que os fará seguir para uma “feud” entre eles e… a vitória dos B-Team, que resultou num “good feel moment”, tanto para o público como para os dois lutadores.

Quanto tempo durará este reinado, já será conversa para outras núpcias… (NOTA: 2,50)

De seguida, Finn Balor frente a “Constable” Baron Corbin. Estes dois nunca se tinham defrontado e a estreia… será para esquecer o mais rápido possível!

Ver Balor “bookado” desta forma, parecendo inferior ao seu adversário em quase todos os momentos e subjugado ao domínio de Corbin, é um conceito de entretenimento que não pode agradar a quem verdadeiramente goste de Wrestling.

Ainda assim, um “inside cradle” daria a vitória ao Irlandês mas a imagem com que se sai deste “match” é ainda pior do que aquela com que tinha entrado. (NOTA: 2,20)

Antes do próximo combate, somos levados ao “backstage” e a uma “beating” sofrida pela Team Hell No ás mãos dos Bludgeon Brothers.

No momento não o sabíamos mas Kane estava lesionado, o que levaria a profundas alterações num dos “marquee matches” da noite…

E se esta ia mal, aprestava-se para ficar pior. Bem pior.

A Smackdown Womens Champion Carmella enfrentava Azuka… com o retornado James Ellsworth preso acima do ringue, numa “shark cage”.

Não soa bem, pois não? Acreditem que na prática foi ainda mais inimaginável.

Um combate com níveis de Wrestling quase nulos por parte da campeã e que, mesmo tendo em conta não ter sido construído para os mostrar, pôs a nu toda a falta de dotes da Princesa de Staten Island.

Tendo em conta que este Extreme Rules é um PPV… de Wrestling, conviria que executasse pelo menos um “move” ou outro…

No final, a mais do que previsível interferência de Ellsworth dar-lhe-ia a vitória mas ver Azuka, ainda á bem pouco tempo “undefeated”, nestas andanças, vai do triste ao incompreensível.

“Shame on you”, WWE! (NOTA: 1,40)

Bem e descemos o mais baixo que poderíamos, não é assim?

Nada disso, no que toca á Empresa de Vince McMahon podemos sempre alcançar níveis ainda mais profundos de falta de senso.

United States Champion Jeff Hardy frente a Shinsuke Nakamura, parece um bom combate em perspetiva, não? Esta é a WWE, meus amigos!

Um “low blow” e 6 segundos – sim, 6 segundos… – bastaram para o Campeão perder o seu Titulo e este passar para o Japonês.

Infelizmente, nem um nem o outro ficaram bem na fotografia…

Ah e tivemos ainda a volta de Randy Orton… como “heel”, valha-nos isso!

“Bloody mess”! (NOTA: 0,30)

E passávamos ao “steel cage match” entre o “full on” Brauwn Strowman e o… “full off” Kevin Owens.

KO tinha vindo a ser mostrado como algo perto de uma anedota nesta “feud” e previa-se que este combate não fizesse muito para alterar essa situação. E mesmo não fazendo, serviu ainda assim para que Owens obtivesse uma vitória sobre o “Monster In The Bank”.

Ver o Canadiano, a rogar de joelhos a Strowman para que não o atingisse ou a fugir como um cão amedrontado terá feito maravilhas pela sua já detiorada imagem…

O combate andou entre o sofrível e o razoável – “gastar” um “steel cage match” numa rivalidade de lume brando como esta, é algo só possível de ocorrer na WWE – e valeu naturalmente pelo “spot” do topo da “cage”, um dos incontestáveis pontos altos do show, que deu a vitória a Owens.

Quando um “match” com este tipo de estipulação tem a duração de 8 minutos, não será necessário dizer muito mais… (NOTA: 2,80)

Um público do pior

E se no inicio da noite, tínhamos visto Kane a ser destruído pelos Bludgeon Brothers, o combate seguinte, que colocaria frente a frente os Smackdown Tag Team Champions e a Team Hell No – reunida 5 anos depois – veria a confirmação de que o segmento fora produzido com o objetivo de colocar o Big Red Monster fora de ação.

O confronto acabou por ser quase um “handicap match” mas não terá sido tão “one sided “quanto o esperado. No entanto, ninguém no seu perfeito juízo poderia esperar que Bryan pudesse vencer sozinho. Kane ainda apareceu para o “hot tag”, gerando um sentimento de alguma indecisão quanto ao resultado mas no final, a decisão correta deu a vitória á equipa que vinha a ser “bookada” como imparável, a dos Campeões. (NOTA: 3)

E seguíamos para o “match” seguinte, que logo nas entradas fez percorrer uma onda de alívio na audiência: não iria ser o “main event” do show!

E essa era sem dúvida uma boa notícia!

Roman Reigns e Bobby Lashley defrontavam-se num combate que tinha sido alvo de uma construção bastante razoável mas que, por uma ou outra razão – porventura pelo facto dos intervenientes se chamarem Reigns e Lashley… – não gerou espectativa elevada.

Ainda assim… poderia ter sido bem pior, acreditem!

Um “match” equilibrado, com duas ou três sequências interessantes e que viu o “Big Dog” ser derrotado ao primeiro “spear” que sofreu.

Não deixa de ser surpreendente e elevar ainda mais o “move”, o que é uma boa noticia para Lashley (NOTA: 3,30)

De seguida, o único “extreme rules match”… do Extreme Rules!

Raw Womens Champion Alexa Bliss e a sua “nemesis” Nia Jax numa luta que viu cadeiras, “bamboo sticks”, caixotes do lixo e… uma Ronda Rousey a assistir da primeira fila e pronta a interferir. E foi esse um dos problemas deste combate: se a ação estava a ser razoável, após a “run in” da ex – lutadora da UFC simplesmente caiu a pique, restando como único momento de destaque, o DDT que deu a vitória a “Little Miss “Bliss.

Um “extreme rules match” que figurará como um dos piores de sempre, na história da WWE (NOTA: 2,40)

Para o fim ficavam os dois combates mais aguardados: AJ Styles vs Rusev e o “30 minute iron man match” pelo Intercontinental Championship.

A Empresa Americana escolheu o último para “main event” – uma decisão discutível mas aceitável – pelo que tivemos de seguida o “match” pelo WWE Championship.

O melhor wrestler da Companhia frente ao homem mais “over” faziam deste um confronto aguardado com alguma ansiedade pelos fãs.

Mas quando até Styles e Rusev dececionam, está tudo dito acerca do que foi esta noite…

O combate foi mau? Não, não terá sido mas verdade é que destes dois é sempre esperado um nível bastante alto.

Não aconteceu. O “match” teve os seus momentos, é certo – e uma parte final que cumpriu – mas no fim fica um sabor amargo na boca, tal como ocorrido em outras defesas do Campeão, que está a ter um reinado para esquecer, mais por culpa dos adversários do que sua…

Para a história, um “phenomenal forearm” e o Titulo mantem-se á cintura de Styles (NOTA. 3,50).

E chegamos ao último combate da noite, um “30 minute iron man match”, pelo Intercontinental Championship entre Dolph Ziggler – o Campeão – e Seth Rollins.

9 “falls” em pouco mais de 30 minutos e 7(!!!) em menos de 15, fazem deste um dos “matches” , com esta estipulação, de construção mais inesperada de que há memoria.

Foi o “Match Of The Night” mas nem esse facto é meritório quando falamos de um PPV desta (falta) de qualidade. Ainda assim houve luta, intensidade, emoção e um publico que a partir da segunda metade do “match” quis tomar conta do espetáculo – possivelmente por saturação relativamente aquilo que a restante noite lhe tinha oferecido – e que acabou por prejudicar ainda mais um combate já de si com algumas falhas de planeamento.

Ziggler venceu com a ajuda de Drew Mciyntire – por “sudden death”, após Kurt Angle ter feito “restart” ao combate – e reteve o Titulo mas este confronto será, acreditem, rapidamente esquecido. (NOTA:3,80)

Em jeito de conclusão, este foi o pior PPV dos últimos 12 meses e seguramente dos mais fracos dos últimos anos.

Ter-se-á salvo o “spot” de Kevin Owens, a vitória de Lashley e um “Kick Off” bastante razoável.

O resto? Bem, é para esquecer…

E vocês?

  • O que acharam do WWE Extreme Rules?
  • Qual foi o melhor combate do “card”
  • E o pior momento?

O Espaço do Fontes volta para a semana, até lá… que o Wrestling esteja convosco!

2 Comentários

  1. -Undertaker há 3 meses

    E vocês estão a esquecer-se que rey Mysterio e batista vai regressar agora em Agosto a WWE e provavelmente o batista irá substituir Brock Lesnar e ter um feud com roman ou com o Lashley

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      @undertaker, obrigado por teres comentado. A carreira do Batista em Hollywood está mais do que lançada, ele está a fazer muito dinheiro em cada filme em que participa pelo que não imagino porque razão voltaria á WWE. A ” full time” nunca mais voltará, quando muito para fazer um ” match” numa WrestleMania ou SummerSlam mas mesmo que por vezes existam notícias a darem conta de negociações entre ele e o Vince… eu sinceramente não acredito. Um abraço!

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