No Raw de 31 de Agosto, Royce Keys e os OTM (Bronco Nima e Lucien Price) atacaram os The Usos (Jey Uso e Jimmy Uso) nos bastidores, num segmento que incluiu sangue.
Na versão transmitida pela Netflix, essas imagens foram desfocadas. Posteriormente, a própria WWE publicou nas redes sociais uma versão sem censura do ataque, tendo sido noticiado que a empresa estava frustrada com a censura.
Gabe Spitzer, Vice-Presidente da Global Live Sports and Entertainment da Netflix, numa entrevista a Richard Deitsch do Sports Media, abordou o sucesso da parceria entre a WWE e a Netflix.
Estamos quase a fazer dois anos e este foi o nosso primeiro grande contrato na área do entretenimento desportivo. Já sou fã há muito tempo.São excelentes parceiros, com pessoas como o Paul Levesque, o Lee Fitting e o Nick Khan.
Têm sido parceiros impecáveis. Estamos radiantes com os resultados até agora. Sabíamos que, nos EUA, com algo como o Raw semanal, ia haver aquela base de fãs apaixonada e leal que ia responder presente.
Vieram para a Netflix exatamente como esperávamos. Cumpriu todos os parâmetros que perspetivávamos do lado americano. A vertente onde fomos surpreendidos, pela positiva, e que vai continuar a crescer é fora dos EUA.
É aí que vemos realmente o potencial e onde vamos continuar a fazer crescer esta parceria. Nos EUA temos apenas o Raw; fora dos EUA, na maioria dos países do mundo, somos a casa da WWE.
Tem sido incrível ver a integração de diferentes países; Itália entrou este último ano e fizeram lá um grande Premium Live Event.
Eles estão a trabalhar connosco e a perguntar: “Quais são os países onde querem continuar a crescer e como é que podemos alavancar essa audiência?” Vão voltar à Austrália; já estiveram na Europa; vão ao México para um grande Raw.
Essa tem sido a evolução mais fixe da parceria. Para além dos espetadores leais e apaixonados, que são imensos , ver como podemos atrair novos fãs por todo o mundo.
O executivo comentou ainda a margem de manobra sobre conteúdos mais “agressivos”, e negou que a Netflix tenha alguma vez censurado os programas da WWE.
Raramente. Como é evidente, há padrões de classificação etária a que qualquer pessoa tem de se cingir. Nós somos a Netflix, por isso tentamos dar uma folga maior nesse aspeto.
A área em que temos tido conversas com eles prende-se com as localidades, o que também nos tem ajudado…
Por exemplo, com o Raw que aí vem daqui a umas semanas, que vai culminar num grande combate pelo título para o Roman Reigns depois deste torneio que organizaram, a possibilidade de fazermos a promoção com três a quatro semanas de antecedência para um grande Raw, a começar o ano com o Bron Breakker contra o CM Punk.
É esse tipo de conversa que temos tido: se vão potencialmente para esta cidade, ou se houver um combate de grande cartaz, se nos podem avisar com três, quatro ou cinco semanas de antecedência para começarmos a promover isso para além dos Premium Live Events.
Eles têm sido extraordinariamente recetivos a isso.
Acreditas nestas declarações do executivo da Netflix?
5 Comentários
Mau, queres ver que vão arranjar uma feud WWE vs Netflix?
Daqui a pouco a culpa é minha.
Costuma ser
Bem, ele disse o que acha desde do início. A culpa disto é do Triple Nose, no Unreal mostra uma imagem dele todo aflito quando um lutador começou a sangrar e ele logo a pedir ao árbitro para o limpar com uma toalha ate utiliza o termo “color” para sangue. Talvez agora ele fique com tonturas de ver sangue… Quem sabe…
Pra que negar o óbvio? WWE está sendo censurada na Netflix sim.