Esta terça-feira, a WWE anunciou o seu regresso à América do Sul, através de um tour de live events em Setembro, que vai passar pelo Ecuador, Colômbia, Argentina e Chile.
Esta será a primeira vez que a WWE regressa à Colômbia, Argentina e Chile em sete anos, para além do retorno ao Ecuador após dez anos.
A WWE oficializou as seguintes datas:
- Quarta-feira, 9 de Setembro de 2026 – Coliseo General Rumiñahui em Quito, Equador
- Quinta-feira, 10 de Setembro de 2026 – Movistar Arena em Bogotá, Colômbia
- Sexta-feira, 11 de Setembro de 2026 – Movistar Arena em Buenos Aires, Argentina
- Sábado, 12 de Setembro de 2026 – Movistar Arena em Santiago, Chile
Já é possível registar-se para a pré-venda dos bilhetes.
A tour irá contar com caras conhecidas do roster do Raw, como: a Women’s World Champion Stephanie Vaquer, o WWE Intercontinental Champion Penta, Seth Rollins, Becky Lynch, “Original” El Grande Americano, Gunther, os The Usos (Jey Uso e Jimmy Uso), entre muitos outros.
Para a desilusão de muitos fãs, a WWE optou por não anunciar o regresso ao Brasil, que aconteceu pela última vez em Maio de 2012.
SUDAMERICAAAA 🗣️📷 estamos de regreso.
Nos vemos en Septiembre, el pre-registro ya se encuentra abierto en https://t.co/0qS6WpN3k5 📷🫡 pic.twitter.com/Ubrxon7zAb
— WWE Español (@wweespanol) April 14, 2026
O que achas deste grande regresso da WWE à América do Sul? Esperavas o retorno ao Brasil?
8 Comentários
A WWE não vir para o Brasil é lamentável. Mesmo com o episódio do Chris Jericho chutando a bandeira e a baixa presença de fãs no evento de 2012, é bastante triste saber que a WWE pretende entrar na América do Sul pelas “beiradas”, por assim dizer. Argentina, Equador, Colômbia e Chile juntos não têm o poder financeiro que o Brasil tem.
O Brasil possui estádios de Copa do Mundo com estrutura de nível de Liga dos Campeões, além de uma moeda mais forte em comparação com o restante da América do Sul. A Argentina, por exemplo, é um país em crise econômica, com moeda muito frágil. Chile e Equador são dependentes de importações e não estão financeiramente acima do Brasil em nenhum quesito. Já a Colômbia é um país mais desenvolvido, o que justifica certa presença.
A WWE vai ter dificuldades tentando conquistar a América do Sul sem passar pelo Brasil. O país representa uma grande parte do mercado da região, enquanto os outros funcionam mais como complementares. Essa estratégia lembra um pouco a Disney quando produzia séries adolescentes na América do Sul, mas priorizava a Argentina, tentando se aproximar da região pela língua espanhola.
Eu não considero isso inteligente, porque essa visão da América do Sul como uma extensão da América Latina não faz muito sentido. Mostra uma certa ignorância sobre a diversidade da região. Muitos nos Estados Unidos enxergam a América do Sul como algo culturalmente próximo de países como México, Costa Rica e Panamá, mas são contextos diferentes. Essa tentativa de “espanholização” da América do Sul não tende a funcionar.
Se a WWE não tem confiança para investir no maior país da região, com a maior economia e estrutura — que é o Brasil —, ela pode acabar ficando restrita a um público de nicho, sem conseguir expandir para um público mais amplo.
Fico triste com essa decisão, pois mostra que a WWE ainda é uma empresa muito fechada em seu próprio público, e que o wrestling ainda enfrenta limitações para alcançar novos espectadores. Se não conseguem explicar bem como funciona o esporte (que é roteirizado e com resultados definidos previamente) e depois culpam o público pelo insucesso, o problema pode estar na própria abordagem, e não no país.
A culpa é em parte sim do público brasileiro e sua incapacidade de entender o pro wrestling. A WWE simplesmente não se cria muito por esse preconceito. Uma eventual passagem como a de 2012 ou investimento pesado tem tudo para ser um fiasco brutal hoje. É uma barreira cultural. O brasileiro médio simplesmente não entende, não entra na cabeça dele, pois não houve essa base cultural (como no México), diferente do futebol ou MMA. Então a WWE prefere ao meu ver, corretamente, evitar a fadiga. É lógica de mercado bicho: alto risco, retorno duvidoso. O Brasil infelizmente, deve sim permanecer como um mercado de baixa prioridade nos próximos anos, mas justamente por ainda ter um potencial, não deve ser completamente ignorado. Então vir assim, comendo pelas beiradas, pode ser um movimento mais inteligente.
@Daniel e @IglesiasBringBackLarsSulivan, vcs dois poderiam registrar os direitos autorais desses comentários e publicar um livro. Kkkkkk
Brasil esquecido do churrasco como sempre
Os altos impostos e o câmbio fazem com que o Brasil não dê lucro nenhum para shows, uma pena
Eu ainda acredito que o Brasil só ficou de fora por conta do incidente do Jericho.
Se não me engano a WWE esteve no Peru há menos de 10 anos. É capaz que a WWE faça um tour pela Bolívia, Uruguai, Paraguai, Venezuela, Suriname e as duas Guianas nos próximos anos, mas deixe o Brasil de fora. Lembrando do Marco Alfaro e o Roberto Figueroa em 2017 falando que a WWE voltaria ao Brasil para um evento em São Paulo. Kkkkkk
Não é pelo episódio do Jericó, a TKO conhece muito o mercado brasileiro, estava previsto 2 ufc para esse ano e foram cancelados, infelizmente as taxas e o alto valor de aluguel das arenas deixaram o Brasil inviável para show de médio porte.