
3 – Feud sem sentido(s)
Algo decorrido no NXT durante este Verão, entre uma estrela a quem parecem querer dar um grande destaque, e outro com quem nem sempre parecem saber muito bem o que fazer. Sem querer retirar mérito à rivalidade, muito menos ao desempenho dos dois lutadores, mas realmente parece que saiu tão pouco daqui, de motivação tão ambígua, que não parece restar muito para ser recordado no final do ano.
E porque é que Lexis King fica sempre com as storylines mais estranhas? E porque é que tanta coisa estranha vem aqui parar a este Top Ten, quando esse em particular até é sempre o tema de outro? (é porque esse deve ser mesmo grande freakshow!). Se, nesse tema, listámos no passado ano aquela rivalidade inexplicável entre Eddy Thorpe, o DJ de música electrónica, e o vilão maléfico Lexis King, um monstro defensor do rock… Então o que lhe terá motivado esta feud com o promissor, ascendente e popular Myles Borne? E logo aquilo em que ele foi pegar!
Parece que o filho do lendário “Loose Cannon” tinha algo a provar ao mundo e estava disposto a muita coisa para o conseguir: queria que todos soubessem que Borne não é, de facto, surdo. Há cismas piores e já vi conspirações piores pelas interwebs fora. Mas claro que uma coisa dessas vai fazer chegar a pimenta ao nariz do Superstar lesado e… Pronto, levou na boca. Que, por acaso, até é do que King costuma fazer mais. Então ele teve que fazer um pedido de desculpas público. Pediu desculpas por negar que Myles Borne fosse surdo e cego. Pronto, arranjou-se uma nova: agora andava a dizer que Borne era cego. Ou estava a confundi-lo com o Crazzy Steve ou gostava mesmo de chatear. E foi esse o novo contorno da rivalidade, que os chegou a levar ao ringue vendados.
Bizarro, no mínimo. Motivações muito pouco claras. Pay-off? Ambíguo. Sim, ainda querem dar destaque a Myles Borne, mas isto não parece ter contribuído assim tanto. O mesmo rumo errático para King depois disto. Não vamos dizer que tenha sido uma ideia terrível, já vimos pior. E o trabalho de ambos… Absolutamente nada a apontar, até fizeram e venderam imenso com o material estranho que tinham em mãos. Mas tudo junto dá em algo pouco memorável e não se verão muitos por aí a enumerar aquela altura em que o Lexis King andava a desafiar e a questionar os sentidos do Myles Borne, neste ano ou nos próximos.
3 Comentários
The Roast of Wrestlemania foi… wild. Para uma sociedade tão sensível, que adora cancelar pessoas, ainda bem que não foi para o ar. Apesar de ser compreensível que algumas pessoas se tenham sentido ofendidas, aquilo foi pesado.
O R-Truth foi pura e simples estupidez e o tipo ainda defende o que aconteceu. Aquele segmento foi uma perda de tempo.
O segmento foi fixe. Pena não ter dado em nada.