Brain Buster #1 – O início…

Foto de perfil do Facebook há 5 meses 28

O meu nome é Ricardo Moreira. Por alguns, conhecido como o fã nº1 do Programa Sem Nome e, mais tarde, participante deste grande podcast que tanta falta faz ao mundo do wrestling. Por outros, como o rapaz com sotaque nortenho e bem carregado diga-se de passagem, que às vezes, muito raramente, aparece nos programas do Basílio sem quase ninguém perceber porquê.

Gostaria de criar aqui no site um novo espaço de opinião semanal…

Visitante assíduo do site há uns largos anos e leitor dos bons artigos da Salgado, do Daniel, do José Sousa e dos demais, tentarei trazer artigos que honrem os bons escritores que o site foi tendo. É algo que já pensava fazer à algum tempo e irei aproveitar ao máximo a oportunidade recebida pelo Luís Salvador, para trazer mais debate e discussão para a comunidade.

Neste primeiro artigo não gostaria de falar sobre nenhum assunto em específico relacionado com os temas da actualidade ou qualquer tema acerca que seja comum os fãs de wrestling debaterem. Gostaria de começar, como todos começamos, pelo início. Porque será, que todos, quando vimos wrestling da primeira vez, continuamos a ver? E não continuando, anos mais tarde, vamos procurar sobre o assunto e voltar a assistir?

A verdade é que a resposta é mais fácil de sentir do que expressá-la em palavras. Todos nós temos gostos diferentes, Uns gostam de rock, outros gostam de pimba, outros gostam dos dois. Uns gostam de futebol, outros de badminton. Uns de pizza, outros de um delicioso caldo de nabos. Então, o que será que nos liga a ver esta arte tão estranha?

Não encontrarei aqui uma resposta, mas parece-me a mesma, a existir, estará nos pontos em comum que todos ou pelo menos a grande maioria dos fãs desta estranha modalidade tendem a gostar e a ficar mais entusiasmados.

Penso que todos (ou quase todos) vibramos com o cash-in do Seth Rollins na WrestleMania 31 e todos nós ficamos delirados com a mais do que merecida conquista do IWGP Heavyweight Championship por parte do Kenny Omega no NJPW Dominion do ano passado. Em suma, todos nós gostamos de personagens e mesmo pessoas com as quais nos identificados, gostamos de ver o trabalho árduo dar resultado, ver alguém com talento ser premiado. Todos nós gostamos de emoção e drama, de personagens maiores que a própria vida que nos prendem ao ecrã e, acima de tudo, todos nós gostamos de wrestling porque sabemos que no final de cada show, continuamos com vontade de ver mais, e esperamos ansiosamente pelo próximo momento em que veremos algum.

Estando no trabalho, nas aulas ou a fazer outra coisa, o bichinho está sempre lá. Alguns no trabalho perdem minutos a pensar no que terá acontecido no PPV do dia anterior e no quanto querem chegar a casa para ver. Outros (como eu) chegaram a deixar de prestar atenção ao que se estava a dar nas aulas e ir ao telemóvel, não para fazer algo de mais, mas ir aos sites ver se se passou alguma coisa quanto à última polémica gerada no nosso “pequeno mundo”.

Além disso, quando o wrestling passa a um tema de conversa com pessoas que conhecemos, que mal ou pessimamente conhecem a arte que tanto gostamos e se põem a falar sem saber, a criticar a sua existência ou a fazer de conta que conhecem temos vontade de lhes explicar (pelo menos a quem gostamos). Às vezes fazê-mo-lo, outras vezes não, porque no fundo considero que este desporto apaixonante só será conhecido e admirado por aqueles cujo bichinho está lá, que se intrometeu quando o vimos pela primeira vez. É um tudo ou nada, é um amor ou indiferença, ou se gosta ou não se gosta ou se acha indiferente, pelo que cabe a nós, aqueles a quem o wrestling lhes traz tanta admiração e fascínio zelar pelo seu respeito e apoiar os seus protagonistas.

Por outro lado, o mesmo, parecendo que não ajuda-nos, como tudo o que gostamos. Quantos de nós estavam a ter um dia que, no mínimo seria para esquecer, mas no instante em que vimos um excelente Toni Storm vs Killer Kelly na wXw ficamos com um sorriso na cara? E quantos de nós, de ressaca da noite de ontem, não ganhamos energia para assistir a mais de uma hora de combate entre o Okada e o Omega e no final, já nem nos lembrava-mos que só tínhamos 3 horas de sono com tal êxtase em que estávamos?

Wrestling dá-nos o que fazer, entretém-nos, alegra-nos quando estamos em baixo e, apesar de algumas vezes não correr como tínhamos desejado, nos deixar algo zangados ou pelos menos aborrecidos durante uns momentos, o bichinho, esse, que se manifesta naquela vontade de ir ao site no final do dia ver o que se passou, nunca passa e, se algum passar, ela volta, mais rápido do que o que pensávamos.

Gostaria ainda de tecer uma última opinião acerca deste tema, que funciona também como um conselho amigável. Vejam wrestling porque gostam e, sobretudo, vejam O wrestling que gostam e que, mais vos deixa contentes no final de cada show. Não vejam as promotoras que estão constantemente a desiludir-vos ou a tomar outro rumo com o qual não gostam ou concorrem, mas sim aquelas que no final de cada show vos deixam agradados com o booking, qualidade dos combates, etc.

Se não gostam de ver o Nakamura no low-card do SmackDown e gostam de ver o Zack Sabre Jr. main-eventer de uma indy qualquer, comecem primeiro pelo show em que isso acontece. Algo do género aconteceu comigo e, desde esse momento, tenho desfrutado ainda mais do wrestling do que dantes.

Posto isto, penso que uma nota sobre o Brain Buster deve ser dada. Quem me conhece ou já falou comigo, sabe que sou grande fã de NJPW e de todo o puroresu e, não tanto da WWE, que não sigo tão assiduamente já há alguns anos. Por isso, temas que versem sobre o Raw ou o SmackDown não farão grande parte deste espaço. Não obstante, esperem, até com alguma frequência, artigos sobre o NXT, NXT UK (sim, são da WWE, mas havemos de concordar que a diferença de qualidade, de conteúdo e da forma de trabalhar são completamente diferentes), Impact Wrestling e ROH. Quanto às Indys, sou grande fã das europeias (PROGRESS, RevPro e wXw principalmente), mas não perco de vista NWA e a PWG dos Estados Unidos.

É altura de, por esta semana, findar o Brain Buster, que a partir de hoje será um dos meus passatempos preferidos. Farei de tudo para ter a vossa adesão e trazer o máximo de discussão e debate quanto às várias questões que trarei aqui para o artigo.

Desculpem por hoje o tema ser menos atractivo ou interessante, mas pareceu-me um óptimo tema para começar com este espaço e prometo que para a semana voltarei já com um que versará já sobre outro tipo de questões, mais abertas ao debate.

Então, o que te faz gostar de wrestling e deixar lá o bichinho que teima em não sair? Quais os principais programas/promotoras que te enchem os olhos?

Boa semana a todos, obrigado pela leitura!

28 Comentários

  1. Bem-vindo Ricardo! Gostei bastante deste texto, por nos colocar a pensar no porquê de sermos fãs de Wrestling. Acho que o maior motivo, mais do que a ação e os golpes, são mesmo as personagens e as histórias. 😉

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      Obrigado pelo comentário Luís, eu acabo por gostar mais da ação e do wrestling propriamente dito, aquilo que se passa entre as cordas, mas cada um encontra no wrestling um aspeto diferente para gostarmos dele.

    • Atenção: eu também adoro o que se passa entre as cordas, se não via só filmes e séries… 😂 O que quis dizer foi que um combate tem que contar uma história através de golpes, pois estes “valem menos” caso sejam isolados ou estejam afastados de boas personagens e storylines. Combates sem história (dentro e fora do ringue) não acrescentam nada…

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      Eu percebi Salvador ahahah.
      Apesar de gostar mais dos combates do que propriamente as histórias que levam aos mesmos, é inegável que uma ótima história acrescenta mais interesse e emoção ao mesmo.

  2. Gonçalo há 5 meses

    DÁ LHEEEEE

  3. Muito bom artigo! O porquê de nós gostarmos de Wrestling é realmente uma questão bastante interessante, eu pessoalmente concordo com o Salvador, o que me cativa mais são as histórias e as personagens, mas depende muito, muitas vezes a história nem é muito interessante e a ação em ringue acaba por me cativar. Acho também que o facto de nos fazer abstrair da nossa realidade para outro “universo”, por assim dizer, acaba por ser também um motivo pelo qual o Wrestling nos atrai.

  4. Eu gosto de ver Wrestling por causa das personagens ( que de vez em quando são mesmo do estilo badass) e os combates em si,(Atenção eu aprecio mais os combates dos NXT Takeover, e os do 205 quando há PPV’S) do que nos shows semanais da WWE. Programas/promotoras que me enchem os olhos são a WWE, Pwg, Njpw. Mas sinceramente eu estou sempre a rever as ECW One Night Stand 2005/2006 porque o público é simplesmente fenomenal

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      Obrigado pelo comentário.
      Esses foram PPV`s do outro mundo e os PPV`s “menos WWE” que eu alguma vez vi. Público fantástico, combates impressionantes, nada mais se poderia ter pedido.
      Se é esse estilo que procuras não me admiro nada que adores (tal como eu) a PWG.

  5. Wwe is rollins há 5 meses

    Wwe ou nada msm !

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      Obrigado pelo comentário.
      Eu substituiria WWE por wrestling no teu comentário ahahah.
      Mas se é da WWE que gostas, e se for só dela, acho muito bem que vejas 😉

  6. DietOwensDiet há 5 meses

    Excelente artigo, mais 1 fã

    O que te faz gostar de wrestling e deixar lá o bichinho que teima em não sair?
    -As storylines, os combates, o entretenimento
    Quais os principais programas/promotoras que te enchem os olhos?
    -Gosto bastante da WWE no geral embora nos últimos tempos tenha deixado a Raw e o Smackdown de “parte” só vejo os highlights no dia a seguir e acompanho mais as brands de desenvolvimento, no principio deste mês comecei a ver alguns combates da NJPW e da ROH e gostei bastante, estou com alguma expectativa para ver a AEW.

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      Obrigado pelo comentário.
      Essa “desilusão” já aconteceu comigo à uns anos atrás também ahahah.
      Vamos ver o que realmente a AEW vai valer. Espero um produto fixe e com ótimos combates, que é o que aquela malta sabe fazer melhor 🙂

  7. Bom artigo. 🙂 A mim o que me faz gostar de wrestling são os momentos vividos por alguns personagens, as histórias, a forma como as histórias são contadas, a representação de personagens por a parte dos lutadores, e aliarem tudo isso aos golpes e acções durante os combates. Gosto por exemplo, quando um lutador começa em baixo do card e vai subindo aos poucos até main eventer. Wrestling é uma paixão que não se consegue explicar, vive-se. A única empresa que acompanho é a WWE, embora por vezes veja combates do Kenny Omega, Naito, Okada… Mas a WWE é sempre o que eu acompanho, e quando o tempo me permite revejo combates do passado. Talvez assista a AEW, o primeiro pay per view e o primeiro programa semanal quando estrear, e caso me agrade continuarei a ver sempre. Sou fã do Chris Jericho, do Cody e do Omega.

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      Obrigado pelo comentário.
      Sem dúvida que independentemente das preferências, há combates que todos os fãs devem realmente ver. Os que envolvam os lutadores que citaste fazem parte deles.

  8. Bom artigo para começar Ricardo, anseio por mais ;-). O que me faz gostar de wrestling são nao só as personagens, mas principalmente a capacidade atlética dos wrestlers. Não me importo de ver combates fantásticos onde cada lutador não tenha grande carácter, desde de que faça coisas incríveis no ringue. Só em casos raros, como Undertaker, Stone Cold, é que penso que o personagem é o mais importante.
    Em relação a promotoras, acompanho sempre a WWE e o NXT. Nos últimos anos também fiquei fã da NJPW e da ROH, e raramente perco um PPV das duas.

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      Obrigado pelo comentário.
      Concordo completamente em relação ao primeiro parágrafo. O caso que a mim mais me diz é mesmo o Hulk Hogan. Não é segrego para ninguém, pelo menos na WWE, que os seus combates não tinham a capacidade atlética e técnica que hoje gostamos. Mas a sua personagem tinha um carisma imenso e os seus combates emoção e drama que nos chamam muito.
      Apesar de ser o contrário do que costumo gostar no wrestling, tenho muito respeito e gosto bastante pelo seu trabalho.

  9. Bruna há 5 meses

    Muitos parabéns, Ricardo! Sabes que sigo esta modalidade desde os meus 4 anos! Para além de arte, torna-se uma paixão para nós… adorei esta introdução ao teu novo “cantinho” e serei seguidora do teu trabalho! Um dia irás escrever sobre mim, you know ahaha

    • Bruna há 5 meses

      And… I’m a Attitude Era Girl, you know that!

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      Obrigado 😉
      I know! I hope so! And i have fait in you!!!
      Como sabes a Attitude Era não é a minha onda, quer ao nível de combates, quer ao nível de booking, mas não há como adorar aquele público.

  10. A primeira vez que Wrestling, foi em 1992/1993, quando dava aos Sábados e Domingos de manhã o WWF Superstars, onde ficava encantado com as manobras e as personagens, principalmente Shawn Michaels, Undertaker, Bret Hart, Money Inc. e El Matador Tito Santana. Tinha eu 9 / 10 anos…. Com o tempo, foi vendo WCW, num canal alemão isto durante as Monday Night Wars, também porque não dava a WWF na altura. Em 2003/2004, a SIC Radical começou a dar programação WWE, no qual continuei a seguir wrestling, passando a adorar promos, e as storylines (bem bookadas é claro). Com o tempo, e graças aos dvd’s e net, dou para ver ou rever o passado, e segui o que não tinha visto na altura, nomeadamente a attitude era. Logo, as altas performances dentro (ou fora) do ringue, as ”boas” storylines e claro, as promos, sem nunca esquecer quem nos proporciona tudo isto, que são as personagens (e suas personalidades)… Quanto ao artigo, muito bom, relembrando e nos fazendo questionar o porquê, de estarmos todos a ler isto e a ver wrestling, o porque e quando a paixão começou… Tudo de bom!!!

  11. Anonimo há 5 meses

    pessoalmente comecei a ver pelas personagens wwe e tna que era o que passava na tv

  12. N deu pra ler todo mas deu no q falar

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      Obrigado pelo comentário.
      Sim, até acabou por dar, fico muito contente, não estava à espera até.

  13. Parabéns Ricardo pelo ótimo artigo!
    Talvez esteja um pouco tarde para comentar, mas devo vir aqui parabenizar pelo o conteúdo e sobre a pergunta que você faz que nós façamos para si mesmo o porque eu ainda continuo a acompanhar este produto?

    R: A emoção que nós faz ficar preso a cada golpe aplicado ou a cada historia contada dentro e fora do ringue.

    É sim um fã louco do NXT e um aventureiro novato de algumas empresas indy que estão me tornando cada vez mais um grande fã das mesmas.

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