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Boas a todos nesta grande casa que é o Wrestling PT!

Passada a semana do ano novo e, com ela, a altura mais festiva do ano, gostaria de expressar as minhas sinceras expectativas de que a tenham aproveitado ao máximo! Mas agora recomeçam as nossas rotinas, volta tudo ao normal, após a passagem para 2020.

Contudo, não obstante estarmos perante o início de uma nova década, o Brain Buster de hoje, ainda se debruçará sobre alguns temas de 2019, tentando fazer esta semana uma espécie de retrospectiva do que o ano transacto representou. Como valorizo sempre os pontos positivos seja do que for, ainda para mais em algo pelo qual a minha paixão é tanta como o pro-wrestling, escolherei aqueles que para mim foram os melhores do ano em 2019, em várias categorias.

Mas devo deixar, desde já avisar, que se tratam de opiniões, que embora não fugindo a certos critérios objectivos como o as conquistas e vitórias dos lutadores que falarei neste artigo, se tratará, sempre, de algo que acabará por ter quase sempre um pano de fundo subjectivo, o que não será de estranhar, visto que 2019, à semelhança dos últimos anos desta modalidade que todos adoramos, um ano bastante rico, quer em termos de combates, revelações, etc.

Melhor stable: Undisputed Era

Fazendo um percurso da generalidade para a singularidade, começarei por eleger a melhor facção de 2019, aquele grupo que se sobressaiu, fosse pelos títulos que conquistou, fosse pela aura especial dos seus membros enquanto grupo, fosse pela perigosidade que lhe tínhamos associada, enquanto verdadeira ameaça para todos os lutadores da sua empresa, e como possíveis campeões.

Decidi escolher a stable que considero já ser a melhor do mundo desde o ano passado: os Undisputed Era. É a escolha mais fácil e mais óbvia, mas para a qual não consigo encontrar razões para que não seja verdade. Os últimos dois anos de NXT têm sido completamente quase sinónimo deste grupo, que conseguiu durante este último ano, se afirmar como a principal força (e cara!) do NXT. Se em 2018, tinham dominado pela qualidade dos combates em que os seus membros estavam presentes e pelo acrescento que trouxeram à programação do NXT em termos de diversidade de histórias e rivalidades, a verdade é que em 2019, a tudo isso se acrescentou o “outro” que a profecia de Adam Cole tanto preconizava. Os seus 4 elementos são campeões e, mais do que isso, campeões credíveis. Até o Roderick Strong, que depois de anos mais apagados em termos de credibilidade face aos principais nomes do NXT conseguiu um título individual para si, tornando-se um campeão tão relevante ao ponto de vencer AJ Styles e Shinsuke Nakamura no Survivor Series, naquele que terá sido muito provavelmente o melhor combate dessa noite.

Mas desde os 5-star matches do Adam Cole com o Johnny Gargano nos TakeOvers, à recuperação do Kyle O´Reily e Bobby Fish como a principal equipa do NXT, à história que levou ao War Games e ao recente combate entre Adam Cole e Finn Bálor, tudo nos últimos dois nos tem contribuído para que este grupo seja a stable mais bem bookada, mais bem credibilidade e a mais consistente no mundo do pro-wrestling. Poder-se-ia até dizer que os Undisputed Era vencem nesta categoria porque stables como o Bullet Club ou os LIJ podem estar uns furos abaixo. Mas embora esta premissa não seja totalmente errada, não é por demérito dos outros que este grupo vence, muito pelo contrário, é pelo que vale enquanto unidade e por si mesmo, pelo seu trabalho e mérito sem pensar sequer no que outras stables fizeram este ano.

Melhor Tag Team: LAX/Proud and Powerfull

Continuando o percurso iniciado na categoria anterior, escolhendo agora o duo mais consistente, melhor bookado e que tenha apresentado os melhores combates, escolho Santana e Ortíz, que passaram metade do ano no Impact e outra na AEW. E se o percurso na AEW não tem sido nada mau, foi o seu trabalho no Impact que me fez escolher esta equipa.

Relembro que durante os quase 3 anos que passaram no Impact venceram 4 vezes os títulos de Tag Team e mais, sempre que os perderam foram capazes de os recuperar num curto espaço de tempo. Assumiram-se, definitivamente, como a melhor equipa da divisão e a sua cara e foi durante o início/meio de 2019 que, à boleia da sua feud com os Lucha Bros, se tornaram, finalmente, numa das equipas mais faladas e cobiçadas da actualidade. Mesmo na AEW tiveram uma boa rivalidade inicial com os Young Bucks e serão, com muita certeza, campeões durante este 2020 que já começou. Ainda contam com a presença em shows da PWG e da PROGRESS, onde interesse nos seus combates e na qualidade que apresentaram nunca faltou.

Por todas estas razões não podia escolher outra tag team, contudo, ao contrário da categoria anterior em que houve muito, muito mérito dos escolhidos, nesta, não sendo isso incorrecto, a verdade é que não consigo eleger uma tag team que tenha estado muito acima da média: os GOD entraram no meu pensamento inicial, mas a consistência no seu booking não é a mesma na qualidade dos seus combates; Kyle O´Reiley e Bobby Fish e os Briscoes na ROH não apresentaram nada de novo; ainda nenhuma equipa na AEW se sobressaiu bastante acima das outras. Assim, Santana e Ortíz vencem este “prémio”, não tanto porque se tenham destacado assim tanto, mas porque não houve ninguém melhor.

Revelação do ano: El Phantasmo

Passando agora para o plano da singularidade, falar da revelação do ano, da figura que se sobressaiu quando ninguém estava a prevê-lo, fosse ele conhecido e se tivesse reinventado, fosse ele desconhecido e tenha de rompante entrado para o estrelato dos principais nomes do mundo do wrestling actual.

No meu entender escolhi um lutador que é um bocadinho dos outros. É verdade que, para quem acompanha wrestling britânico, ELP não é nenhum desconhecido, mas não era alguém comummente conhecido nos EUA, muito menos no Japão, por isso, a forma tão fácil como ele entrou na órbita da NJPW e de repente recebeu tanto destaque é para mim uma revelação. E mais, quem o conheceu tinha-o como um baby face bastante típico, pelo que esta sua nova personagem heel, que conjugando um pouco de clássico e um pouco de moderno, foi, para mim, algo que no final de 2018, não estava mesmo à espera que fosse acontecer. E se em 2019, ELP é campeão é dos Cruiserweights na RevPro e IWGP Jr. Tag Team champion na NJPW, não vejo porque em 2020 não possa ser um nome a juntar à lista dos grandes campeões dos Juniores que a NJPW tem no seu palmarás. Seria a cereja no topo do bolo delicioso que tem sido o seu trabalho e um ano de consagração após um ano de revelação como foi o que passou.

Entraram na minha mente ainda nomes como Lance Archer, Dakota Kai, cuja prestação neste fim de ano após o seu heel-turn bastante surpreendente, não por ter acontecido, mas pela forma como se deu, me fez render à sua nova personagem e, ainda, por muito contraditório que possa parecer, apareceu-me o nome de Rob Van Dam. Para quem não vê Impact pode achar isto completamente descabido de sequer colocar em equação, mas após o seu heel-turn no Bound for Glory e a sua nova valet e namorada katie Forbes, que em muito contribuiu para que este bom e velho nome do pro-wrestling voltasse às luzes da ribalta, trouxe grande interesse para um lutador que parecia ter já jogado todas as cartas possíveis na sua carreira. Por fim, o nome que mais considerei foi o de Rhea Ripley, que venceu o título Feminino do NXT e do NXT UK no seu primeiro ano de televisão semanal e cujos combates foram bastantes bons, mas não o suficiente para ter abdicado de escolher ELP.

Melhor wrestler feminina: Tessa Blanchard

Esta foi a categoria em que, verdadeiramente, mais dificuldade tive em atribuir este “prémio”. De facto, foi um ano em que o wrestling feminino continuou a evoluir, mas ainda a um nível muito mais acelerado e sério que em 2017 e 2018 e de onde sobressaem, na minha opinião, 6 nomes:

– Becky Lynch foi main-event da WrestleMania, mas na verdade apesar da sua personagem continuar a ter interesse, não fez nada no resto do ano que fosse tão especial como algumas pessoas acham;

– Shayna Baszler continuou o seu longo e dominante reinado como campeã do NXT, mas não ofereceu nada de novo ao que já tinha apresentado e comparado com as restantes colegas de profissão;

– Taya Valkaryie venceu o título das Knockouts no Impact e tem permanecido absolutamente intocável como campeã, mesmo tendo nomes como Tanille Dashwood e Jordynne Grace no mesmo roster. Contudo, em termos de prestígio e qualidade dos combates, peca perante outros nomes;

– Rhio para além de se ter tornado a primeira campeã feminina da AEW, não só se estreou na Stardom, como venceu o seu Heegh Speed title na sua estreia. Não obstante, ainda está a tentar encontrar o seu espaço entre os grandes nomes do wrestling feminino actual;

– Bea Pristley venceu o World of Stardom title e foi uma campeã muito dominante e que apresentou dos melhores combates que já vi de wrestling feminino, só perdendo este ano para Arisa Hoshiki. Porém, tem tido uma participação nula, se não mesmo fraca na AEW;

– Por fim, Tessa Blanchard teve um ano intocável e tem de ser a minha escolha para a melhor wrestler do ano. Começou o ano enquanto campeã das Knockouts no Impact e acaba como a candidata principal e mais do que isso, uma séria candidata ao título Mundial do Impact, sendo que pelo meio, teve uma feud intergeracional com Gail Kim, que foi muito bem contada e uma blood feud com Sami Callahan que tirou o melhor (ou melhor, o pior) de Tessa. É um nome já mais do que estabelecido como possível campeão em 2020 para qual dos títulos masculinos do Impact e isso deve-se, não só à coragem do Impact em ter este booking, como ao trabalho da Tessa, que lhe permite hoje ser tão credível aos olhos dos fãs como qualquer outro nome masculino.

Melhor wrestler masculino: Will Ospreay

Na antepenúltima categoria, escolho este lutador britânico, porque o seu ano foi absolutamente fenomenal. Sim, é verdade que Kazuchika Okada foi o IWGP champion por maior parte do ano, que Adam Cole teve um ano sensacional, entre muitos outros nomes que poderíamos equacionar nesta categoria, mas a verdade é que nenhum outro lutador conseguiu ser tão consistente na magia que produziu no ringue como Ospreay.

Todos os seus combates este ano foram dignos de nota e na esmagadora maioria das vezes o melhor da noite em todos os shows em que participava. Venceu Kota Ibushi no Wrestle Kingdom 13, venceu o Best of Super Juniores num espectacular combate com Shingu Takagi, capitalizando numa conquista do IWGP Jr. title no Dominion em mais um embate de aplaudir de pé com Dragon Lee. Após isso, tem tido o melhor reinado enquanto campeão dos Juniores deste Prince Devitt, na minha opinião, o que significa que o considero melhor que o de Kenny Omega.

Desde defesas fantásticas para com Robbie Eagles e ELP, ainda participou na New Japan Cup, no G1 Climax e na Super J Cup, e sim, tudo isto no mesmo ano e apresentando combates muito acima da média. Se o Ospreay era um lutador que gostava bastante, mas não o suficiente para o considerar como um dos meus preferidos antes de 2019, a verdade é que o ano que passou elevou totalmente o Ospreay na minha consideração, todos os seus combates são absolutamente must see!

Melhor combate: Arisa Hoshiki vs. Hazuki (Stardom World Big Summer In Tokyo)

Antes da última categoria, tecer considerações sobre o melhor combate do ano. A par da lutadora feminina do ano, tive muitas dificuldades em escolher um e somente um combate, algo que já se tem mostrado bastante difícil nos últimos anos pela quantidade de qualidade cada vez mais apresentada por todas as promotoras de wrestling no mundo. Foi extremamente difícil deixar qualquer combate do Ospreay e o embate entre Moxley e Ishii no G1 e mais ainda, foi bastante penoso não eleger o melhor combate da história do NXT (e talvez da WWE) como foi o confronto entre Adam Cole e Johnny Gargano no TakeOver: New York, o combate intergeracional entre Kenny Omega e Tanahashi…mas decidi escolher algo diferente de toda a gente.

Em pleno dia 24 de Julho de 2019, a Stardom apresentou um semi-main-event pelo título secundário entre a campeã Arisa Hoshiki e a candidata Hazuki. Peço a todos os que venham a ler este artigo para darem uma espreitadela bem atenta neste combate e notem a qualidade que a Arisa mostra no ringue. E mais! A reforma prematura da Hazuki será para mim das coisas mais tristes e frustrantes que já vi acontecerem no mundo do pro-wrestling. Ela tinha tudo, mas mesmo absolutamente tudo, para se tornar na principal cara da Stardom em 2/3 anos e acabou por sair por razões extra-wrestling. Mas fica, para todo o caso, esta relíquia que considero minha função enquanto fã da Stardom mostrar a toda a gente que consiga, para que o trabalho e dedicação que se tem na Stardom sejam reconhecidos.

Melhor rivalidade: Adam Cole vs. Johnny Gargano

Qual mais poderia ser? Tal como em 2018, Gargano teve a melhor feud do ano com Tommaso Ciampa, este ano, esteve igualmente envolvido na melhor rivalidade do ano, desta vez, com Adam Cole. A sua trilogia de combates deixa-me sem palavras, principalmente quanto aos primeiros dois. O último, já mais em estilo blood feud foi mais brutal que wrestling.

Mas mais do que a rivalidade no ringue, destaca-se a feud fora do ringue. Até mais para o fim, não se tratava de dois lutadores que se odiavam, mas somente de dois wrestlers, que traçaram caminhos diferentes e tinham formas diferentes de agir, mas que tinham algo em comum: o título do NXT, que foi a peça fundamental, como aliás, nunca deveria deixar de ser, desta rivalidade e o que a motivou.

Além desta, só me veio à cabeça a feud entre Jon Moxley e Kenny Omega que terminou naquele violentíssimo combate que fez de Moxley intocável no seu caminho até ao título da AEW e provou que Kenny Omega é realmente capaz e sabedor de tudo o que há a saber no pro-wrestling. Mas em termos de booking paciente, consistente e na qualidade do wrestling e não tanto na violência, Adam Cole e Johnny Wrestling enchem-me muito mais as medidas.

Hoje ficamos por aqui.

Até para a semana e obrigado pela leitura.

15 Comentários

  1. Pedro3 semanas

    Quase faço piada com 70% de sua lista. Sinceramente, ridicula.

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      Obrigado pelo comentário. Como eu penso pelo lado positivo, ao menos 30% ainda consideraste a sério ahahah.

  2. Muito boa lista.

    Quanto à melhor stable, concordo a 100%, sem dúvidas as caras do NXT neste últimos anos, com uma qualidade de combates muito muito boa.
    Acho que os únicos que podiam fazer frente eram os LIJ, mas acho que enquanto stable não foi um ano fantástico, o SANADA esteve muito bem na New Japan Cup, o Shingo teve um BOSJ sensacional, e o EVIL teve uma grande prestação no G1 Climax, mas não conquistaram o suficiente ao longo do ano. Acho que 2020 vai ser um ano muito diferente, e que arrancou da melhor maneira possível.

    Melhor tag team, está bem entregue, acho que GoD, também era uma boa hipótese, mas os LAX tiveram um excelente ano.

    Revelação do ano é onde havia, na minha opinião as melhores, e mais diversificadas opções.
    Acho que aqui o Lance Archer também era uma excelente opção, e há mais uma que pode ser um pouco descabida, mas o Cody para mim, é uma das revelações do ano, e explico porquê, o Cody este ano teve num nível completamente diferente no que toca a qualidade de combates. A maior parte dos combates dele na ROH, eram medianos, e ele na AEW tem tido combates fantásticos, e provou a muita gente que é muito bom nas partes do Storytelling e psicologia (destaco obviamente o combate com o Dustin).
    Mas o ELP foi fantástico, e merece.

    Quanto ao melhor lutador, para mim, era entre ele, o Okada, e o Shingo Takagi.
    Estes 3 senhores tiveram um ano absolutamente BRUTAL, e no caso do Okada e do Ospreay, começaram 2020 com candidatos a MOTY muito rapidamente (o Okada na primeira semana ficou logo com 2).
    Eu daria a vitória ao Okada, porque acho que ele é mesmo o melhor do mundo, e tem tudo para daqui a uns anos (muitos, porque ele ainda é novo) ser lembrado como um dos melhores de sempre (ao lado do Kobashi, do Misawa, e do Tanahashi).
    Mas o Ospreay merece, grande ano.

    Quanto ao combate, não vi o que escolheste (vou ver), mas para mim talvez seja o Omega vs Tanahashi no Wrestle Kingdom.
    Okada vs Ibushi, Okada vs Ospreay, Ospreay vs Shingo, Shingo vs Naito, Shingo vs Ishii também foram épicos, mas acho que o Omega vs Tanahashi foi o que eu gostei mais de ver.

    Quanto à rivalidade do ano, eu acho que escolho Okada vs SANADA, ou então Kofi vs Daniel Bryan
    Adam Cole vs Gargano foi muito bom, no entanto acho que acabou por ser demasiado longa.
    SANADA vs Okada tiveram uma série de grandes combates em 2019, com uma história muito interessante de que o SANADA estava cada vez mais perto de vencer o Okada, e os combates entre os 2 estavam a ser progressivamente mais longos e a história que contaram no G1, foi sublime.
    Daniel Bryan vs Kofi, foi a melhor história do Main Roster da WWE desde há muito tempo. Tudo bem construído, o DB foi o heel perfeito, a jornada do Kofi foi extraordinária, e o combate da Wrestlemania foi espectacular com um final fantástico, só seria melhor se tivesse sido o Main Event.
    Outra rivalidade muito boa, que tem sido contada desde há muito tempo é Jordan Devlin vs David Starr na OTT. Recomendo vivamente o combate entre os 2, as video packages da OTT são fantásticas por isso percebe-se a história muito facilmente.

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      Muito obrigado por este delicioso comentário.
      Quanto ao Cody estou completamente de acordo. Mais parecido com os combates que tem tido ultimamente foi mesmo somente o que teve com Omega no G1 Special in San Francisco em 2018.
      O Okada, todos os anos é sempre a escolha mais fácil e mais óbvia e isso é dizer muito em relação à sua carreira. Para mim, tem que ser considerado o melhor IWGP champion de todos os tempos, sem dúvida.
      Depois diz-me o que achaste do meu combate do ano!
      Eu gostei do Okada e do SANADA, mas acho que foram combates a mais, foram 4 só em 2019 e já tinham tido 4 ou 5 em anos recentes, por isso ainda tinham pouco para mostrar, se bem o que construíram com o pouco que tinham merece uma palavra de destaque.
      Relativamente ao Bryan e ao Kofi, pecou somente no facto do Kofi não ter sido bem construído até ela existir…
      Há duas empresas que quando tiver férias quero muito espreitar: a Beyond e a OTT, espero que consiga!

    • Acabei agora de ver o combate.
      Eu não gosto tanto de wrestling feminino, como do masculino, mas gosto de ver, de vez em quando alguns combates JOSHI (mesmo assim, vejo muito pouco).
      Adorei o combate, acabei de ficar fã da Hoshiki, achei-a espectacular, os pontapés dela então, são incríveis.
      Continuo a preferir os que mencionei, mas agora certamente vou começar a ver mais Stardom.
      Quanto à questão da falta de construção do Kofi, acho que tornou tudo muito mais espectacular, porque aquela prestação dele no gauntlet foi chocante, mas sem ser absurdo, e de repente, com um combate, o Kofi ficou MEGA OVER, e a partir daí foi tudo bem feito.

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      Eu confesso igualmente que wrestling feminino é uma das minhas lacunas enquanto fã de wrestling ahahaha, só conheço os grandes nomes, mas vou tentar ir aos mais pequenos durante este ano.

  3. SimaoP13 semanas

    Pena não teres falado da rivalidade do Cody Vs Dustin…

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      Obrigado pelo comentário. Epah, isso não foi bem uma rivalidade, mas muito mais um combate, um grande combate.

    • SimaoP13 semanas

      Tens razao! Foi um grande combate mas a maneira como a história foi contada, para mim aquele combate foi um dos melhores de 2019 e o momento depois do combate da promo do cody foi o momento de wrestling do ano para mim!

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      Sem dúvida que foi um excelente combate e que tinha um passado que nem precisava de nos ser transmitido, e foi-no incrivelmente no ringue e não fora dele.

  4. Ryu3 semanas

    Bom artigo, como ja é hábito. Gosto sempre bastante deste espaço, ja que abordas temas que não são muito habituais, e que eu gosto bastante, mais especificamente, sobre wrestling japonês.

    A minha lista acaba por ser bastante diferente da tua, devido muito ao estilo de Wrestling que eu gosto, no entanto, no que toca á stable do ano a escolha é indiscutível. Não consigo pensar em outra Stable que teve tanto impacto e grandes combates, seja em grupo ou individualmente, como a Undisputed Era, sendo que assim a minha escolha para Tag Team do ano vai também para Kyle O’Reily e Bobby Fish. Achei este ano um bocado fraco no que toca a Tag Team Wrestling, em relação a anos anteriores, pois o Main Roster da WWE foi bastante fraco em todos os aspetos, a divisão de equipas da NJPW atualmente vale o que vale, a AEW, tirando os LAX e os SCU, mais ninguém parece saber construir um combate de Tag Team, e as restantes brands/promotoras também não foram nada de mais, deixando assim sem muito para escolher, e como prefiro o estilo do Fish e do O’Reily a minha escolha vai para eles. No entanto tenho a destacar também a equipa de Katsuhiko Nakajima e GO Shiozaki da Noah, que apesar de ter uma divisão bastante forte, infelizmente devido ao facto de ser uma empresa mais pequena acaba por não ter tanto impacto no mundo do wrestling, algo que eu acredito que possa mudar ao longo deste ano.

    Quanto á minha revelação do ano, sinceramente não sei bem quem escolher, mas penso que o Jay White foi quem me impressionou mais. No início do ano quando venceu o título, ele claramente não estava pronto para aquele spot, pois para ser o campeão de topo na NJPW ser só bom não chega, mas depois do G1 incrível que teve e até mesmo depois disso ele mostrou uma grande evolução(os combates neste Wrestle Kingdom foram a prova disso) e cada vez mais sinto que está a aproximar-se do nível de um Okada, e de um Naito, e a maneira que o estão a proteger só ajuda ainda mais isso.

    Wrestler feminina do ano acho que só podia ser claramente a Tessa, exatamente pelas razões que apresentaste, e tendo em conta que não acompanho assim tanto Wrestling feminino, embora gostasse de ver mais Stardom, não vejo mais ninguém que possa estar nesta categoria.

    Quanto ao wrestler do ano, discordo totalmente da tua escolha(embora respeitando-a como é óbvio), pois não sou fã do Ospreay. É verdade que teve grandes combates este ultimo ano, mas acredito que foi muito devido aos adversários dele. Não quero dizer que ele foi carregado, muito pelo contrário, mas onde eu considero que o Ospreay não está entre os melhores do mundo é porque ele não consegue dar um bom combate com alguém que seja “pior” que ele. Sem que haja alguém a “controlar” o que ele faz em ringue, o Ospreay não consegue dar um bom combate na minha opinião, acabando sempre por fazer o típico combate sem selling, com mais de 50 spots sem qualquer sentido, entre outros aspetos. Consigo apreciar alguns combates dele, e até mesmo algumas coisas que faz em ringue no entanto, acho super exagerado quando o metem entre os melhores do mundo quando tem mesmo muita coisa a melhorar.
    Com isto dito a minha escolha acaba por ir para o Kazuchika Okada, pelo facto de ter dado excelentes combates com praticamente toda gente que enfrentou ao longo do ano, por ter tido um G1 muito bom, por ter recuperado o IWGP Heavyweight Championship, e por continuar a ser um dos nomes mais fortes no mundo do Wrestling. A destacar também nomes como o Walter, apesar de não ter tantos combates de destaque este ano; Kento Miyahara da AJPW, que deu também combates insanos e pela aura que carrega ; e Takashi Sugiura que mesmo aos 50 anos está a um nível incrivel, e carregou a Noah por grande do ano, e ajudou a empresa a ter um novo rumo novamente.

    Na minha opinião o combate do ano foi Walter vs Tyler Bate no Takeover Cardiff, e acho que nenhum combate ao longo do ano chegou aos pés deste. Ambos os lutadores contaram uma excelente história, foi tudo brilhantemente executado, teve uma carga emocional insana. Foi perfeito. Não costumo usar muito esta palavra, mas o facto de a ter usado para descrever o combate só mostra o quão bom foi, pelo menos para mim.. Tal como ja disse algures aqui no site parecia que estava a ver um classico da AJPW dos anos 90, o que acaba por dizer muito sobre a qualidade do combate. Gostei também bastante do Takashi Sugiura contra o Kaito Kiyomiya na Noah, no evento de tributo ao Misawa, e de vários combates do G1 Climax, mas este Walter/Bate foi de outro mundo na minha opinião. Para ser sincero não vi o combate que escolheste como o melhor de 2019 mas agora deixou-me bastante curioso, e assim que conseguir farei questão de o ver.

    Por fim, no que toca á rivalidade do ano a minha opinião acho que é bastante “única” pois não é de todo referida por ninguém no que toca a rivalidades de 2019, sendo ela entre Jushin “Thunder” Liger e Minoru Suzuki. O Liger é provavelmente o meu lutador favorito de sempre, e o Suzuki não fica muito atrás, daí a minha escolha. Não só devido a isso, mas achei mesmo a rivalidade mesmo muito boa. Desde as provocações do Suzuki, ao “despertar” do Kishin Liger, e revê-lo pela ultima vez, ao combate que embora não tenha sido um combate de 5 estrelas(nem era suposto), foi muito especial com um storytelling incrivel, e por fim o Suzuki a demonstrar o respeito pelo melhor junior da história. Pode não ter sido a melhor do ano para muitas pessoas, mas para mim foi bastante especial, e e acabou por ser a ultima grande feud do Liger.
    Cole/Gargano foi bom mas tal como ja foi referido acabou por esticar-se demasiado, e aquele ultimo combate acabou por ir contra aquilo que eu aprecio num combate de Wrestling, ficando assim fora da minha lista.

    Desculpa por me ter alongado, mas queria deixar explícito as minhas opiniões/decisões. Novamente grande artigo, e que em 2020 continues em grande!

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      Muito obrigado!!!
      Eish…como é que eu me fui esquecer do Nakajima e do Shiozaki??? Aahahahaha
      Eu discordo totalmente em relação ao Ospreay, mas respeito o que dizes e acho que em alguns pontos que referiste o Ospreay ainda pode melhorar. Sem dúvida que o Kento poderia estar nesta lista, se a AJPW fosse do tamanho da NJPW, o que já não tinham dito dele…
      Deixa o teu feedback quanto ao combate do ano que escolhi então 😉
      Percebo perfeitamente a tua escolha para feud do ano!

  5. Sandro jr3 semanas

    Concordo com a maioria da lista, ainda mais na parte da Tessa e do Ospreay que na minha opinião surpreenderam muito, eu ainda quero que o Ospreay conquiste o Beber open novamente, pois eu acho que ele é o cara que voltará a valorizar esse belts.

    • Sandro jr3 semanas

      Never open* desculpe o tradutor que fez isso

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      Obrigado pelo comentário.
      Não sei se o Ospreay quer sair já da Jr. division, até porque os seus desejos de ser main-event no WK com o título dos Jr. são conhecidos.
      De qualquer das formas, acho que o Ospreay poderia fazer muito por esse titulo, embora ache que o mesmo já é maior que o NEVER title e está mais do que pronto para outros voos.