Frank casino

Boas a todos nesta grande casa que é o Wrestling PT!

Dia 12 de Janeiro de 2020 será, para sempre, um dia recordado em três planos: desde logo, marca o dia em que o Impact Wrestling teve, pela primeira vez, uma campeã mundial feminina; simboliza também o dia em que uma das maiores empresas de wrestling dos EUA e do mundo teve uma campeã feminina; e, por fim, será sempre um dia lembrado por mim, por o melhor wrestler do mundo não ser determinado de entre homens, mas por entre toda a gente, homens ou mulheres.

Efectivamente, a vitória de Tessa Blanchard é, para mim, o maior passo dado até hoje na evolução da forma como vemos e percebemos wrestling feminino, dado que, se há uns anos, uma divisão feminina independente do resto do roster, capaz de dar bons combates e com um título prestigiado era um dos objectivos a alcançar pelos principais nomes do wrestling feminino, hoje, tal já se encontra cumprido e mais que cumprido e não conheço promotora de wrestling nenhuma que, tendo wrestling feminina, não lhe atribua, pelo menos este mínimo indispensável.

A questão passa então por, não conseguir este objectivo, mas saber qual o próximo passo a dar na evolução do wrestling feminino aos olhos dos fãs e na sua concessão nuclear: equivalência e independência total face à divisão masculina? Mistura de divisões em que todos lutam pelo mesmo e em que as mulheres são vistas como adversárias credíveis aos homens? Ou, simplesmente, considerar que a tal divisão feminina, prestigiada e capaz é o bastante?

Será a esta questão que a quadragésima edição do Brain Buster tentará dar resposta, analisando a história e booking que levou Tessa Blanchard a tornar-se a campeão mundial do Impact e se tal será caso único ou pode ser o início de muitas outras histórias semelhantes. Acima de tudo, compreender o booking que permitiu esta situação que aos meus olhos é muito agradável e perceber como tudo faz sentido.

Antes mesmo de olhar para esta história, referenciar que, na minha opinião, o wrestling feminino que vemos hoje ser praticado pelos EUA nas maiores empresas de wrestling começou no Impact Wrestling, ainda quando o nome TNA tinha alguma credibilidade. Sem dúvida que foi na sua divisão feminina que os combates com qualidade, os títulos que valiam imenso e, principalmente, a dispensa de combates em lingerie e o tratamento das mulheres como meninas bonitas e burras que tinham caído neste mundo pelo seu corpo, levaram a que nomes como Awesome Kong, Gail Kim, entre outras, todas diferentes entre si, mas igualmente talentosas travassem a maior frente de batalha que a TNA tinha para oferecer e a WWE não, bom wrestling feminino. Aliás, se na altura a TNA era elogia pela sua divisão feminina, hoje, a principal competição da WWE, a AEW, peca pelo destaque menor que dá às suas lutadoras.

Aliás, anos antes, muitos anos antes até de vermos lutadoras da WWE usar cadeiras, mesas, escadotes, já os nomes femininos próprios do Impact o faziam há muito. É verdade que o NXT foi o capitalizador desta ideia para o wrestling feminino, porém, não é menos verdade que a inovadora, ou melhor, as inovadoras, foram as lutadoras da TNA. Isto levou a que, no chamado início da “Divas Revolution”, a TNA, já enfraquecida à altura, tivesse iguais dificuldades de competir com a WWE, também quanto ao seu wrestling feminino.

Os anos passaram e sob a direcção desta nova gerência do Impact, o excelente booking, o mais simples possível, mas também o mais seguro e credível atingiu também a divisão feminina. Depois um período de tempo bastante centrado em Gail Kim e de um booking insuficiente entre Sienne, Rosemary, Jade e Alli, eis que com esta nova direcção, nomes como Su Young, Taya Valkarie, Tessa Blanchard, entre outros, ressuscitaram a divisão que outrora fora uma das mais fortes do Impact.

É neste contexto que se encaixa Tessa Blanchard, que venceu o título das Knockouts em meados de 2018. Teve um muito bom reinado, em que saltou à vista o seu domínio e já nesta altura, o comentador do Impact Don Callis dizia: “Tessa is one of the best wrestlers in the world, male or female” e na altura, mal ele sabia o que viria a acontecer no início deste ano…

Tessa acabou por perder o título das Knockouts para a actual campeã Taya Valakarie no início de 2019, entrando de seguida numa rivalidade que viria a culminar num Dream match com Gail Kim, que saíra da reforma para este combate que todos queríamos ver. E foram as suas prestações durante todos estes meses que transformaram Tessa Blanchard, que já não podia ser a heel que ganhava com tácticas menos limpas e que passou obrigatoriamente a ser uma babyface capaz e uma das principais caras do Impact Wrestling.

Por esta altura, coloca-se então a questão do momento certo para lançar novamente Tessa para um novo reinado enquanto campeã das Knockouts, o que não veio a acontecer, pois o booking que o seguiu tomou decididamente outro rumo e um passo muito maior do que seria tornar Tessa o maior nome da divisão feminina, mas sim um dos maiores, se não o maior (como é agora) nome do Impact Wrestling.

Tessa, que a esta altura já havia tido alguns intergender matches, contra Joey Ryan e até contra Glenn Gilbertti (também conhecido por Disco Inferno), iniciou uma rivalidade com um dos principais nomes do Impact deste a entrada da nova direcção, Sami Callahan e, a química que os dois demonstraram quer nas promos, quer nas suas interacções em ringue deixaram antever uma boa rivalidade, com muito bons combates. Aliás, Tessa Blanchard tinha já um historial bastante amplo de intergender matches nos independentes, até contra lutadores como Brian Cage, cuja diferença corporal é enorme.

A sua rivalidade culminou primeiro, num combate no Slammaversary do ano passado, tendo ocorrido no main-event. Mais do que uma vitória do Sami, foi um combate que serviu para o derrotado sair com mais credibilidade do que propriamente o vencedor. Tessa mostrou que podia e devia competir de igual para igual com os restantes wrestlers masculinos do Impact e que a divisão feminina já se mostrava bem pequenina para englobar somente um nome tão grande como o seu.

No resto do ano, assistimos a um booking bem capaz e inteligente que se preocupou sobretudo em apresentar Tessa como um nome estabelecido como possível candidato a qualquer título do Impact, fosse da X-Division, fosse da divisão de equipas, fosse até quanto ao título mundial. Durante o mesmo período, Sami viria a conquistar o título mundial do Impact.

E, se é verdade que, tanto o Sami como a Tessa tinham coisas para tratar independentemente da presença um do outro, também era certo que a sua história nunca havia findado. Os dois continuaram a interagir, principalmente pela mão de Tessa, que falava sempre de uma nova oportunidade de defrontar o seu maior rival até à data. Tal oportunidade e novidade surgiu quando esta talentosa lutadora se tornou a nº1 Contender ao título mundial do Impact, ao vencer Brian Cage.

Um novo confronto entre os dois maiores nomes desta rivalidade estava assim marcado, sendo que culminaria no dia 12 de Janeiro de 2020 no PPV Hard to Kill, com o título mundial em jogo. Ao todo, foram quase oito meses de construção deste combate, e um booking a longo prazo e de paciência que quando bem feito tem sempre os seus resultados. E nesse mesmo combate, Tessa tornou-se a campeã mundial do Impact.

Sei que nem todos viram com bons olhos esta conquista, fosse por entre fãs da nossa comunidade, fosse por lendas como Booker T, que até apelidou esta como a pior decisão da história do wrestling. Bem, já nem vou a todas as decisões horríveis que se tomaram fora do Impact, isto vindo de alguém que foi uma das caras dos últimos tempos da WCW… mas numa empresa como a TNA/Impact Wrestling já se tomaram decisões pior que péssimas, portanto, se premiar um lutador pelo seu talento e trabalho dando-lhe o maior título da empresa numa história bem contada e com um óptimo booking é a pior? Pronto, é a opinião de Booker T, que eu respeito, mas que não posso concordar, de todo e esta é a melhor maneira de responder a esta crítica exagerada e sensacionalista.

E o que mais me faz feliz nesta história e, em especial, neste momento, é que não se tratou de um combate de promoção do Impact como uma empresa progressista e igualitária, em que Tessa venceu por ser mulher. Tratou-se sim de um combate que retratou uma competição entre dois dos melhores lutadores da actualidade a lutar por um dos títulos mais prestigiados dos EUA. Em suma, Tessa não venceu para promover uma novidade, mas porque era igualmente capaz de vencer e carregar o título e porque, pelo seu enorme talento e trabalho, tem tanta ou maior credibilidade que todos os outros wrestlers masculinos.

Devo também aqui fazer uma noção muito honrosa a Sami Callahan. O seu trabalho no Impact tem sido absolutamente genial e nesta rivalidade em específico. A sua personalidade violente e louca, mas ao mesmo tempo calculista fez desta uma rivalidade em que foi fácil torcer por Tessa. E, no fundo, como a sua gimmick diz, toda esta divisão se deveu a ele, porque foi que, desde o primeiro momento, tomou a Tessa como uma verdadeira ameaça e a tratou como uma igual aos demais rivais. Cuspiu na sua cara quanto tinha de cuspir, atacou-a como um cobarde quanto lhe dava jeito, usou o seu piledriver em qualquer sítio quando queria fazê-lo.

E como o mesmo disse, em 2019/2020, Sami Callahan vs. Tessa Blanchard não é sobre intergender wrestling, é só wrestling! E é a partir desta sua referência que parto para o que esta vitória pode trazer para o futuro e se situações semelhantes podem (ou devem ocorrer) no Impact ou em qualquer promotora de wrestling. A minha resposta é absolutamente afirmativa.

Na minha opinião, esta vitória de Tessa Blanchard foi um marco histórico, porque pode ter aberto a porta a que muitas outras situações semelhantes aconteçam. De facto, qual é o problema de uma lutadora tão talentosa e trabalhadora, credível aos olhos dos fãs, vencer o título principal da empresa em que se encontra? Não só o é por si, como pelo próprio conceito do título mundial. Se este pode ser disputado por qualquer lutador que a sua promotora queria, seja ele tag team wrestler, seja ele um cruiserweight, porque não alargar esse critério às mulheres?

E em nada a divisão feminina é afectada com ideias de que desta forma seria dispensável, muito pelo contrário: não é por existir uma divisão cruiserweight, que os lutadores desta categoria não podem subir de divisão; e assim como há lutadores que nunca vão passar da divisão cruiserweight, também haverá mulheres que nunca irão além da divisão feminina. Em suma, esta divisão funcionará para qualquer lutadora, como um ponto de partida, mas não necessariamente como o ponto de chegada. Para alguns casos, como o da Tessa Blanchard, o topo da divisão feminina é só um dos passos naturais da sua chegada ao título mundial, caso esse que se poderá estender a qualquer lutadora.

E mais! Um dos argumentos de Booker T é o facto de um dia a Tessa regressar à divisão feminina e os problemas que poderá causar. Será que se alguma lutadora a vencer isso quer dizer de imediato que também consegue vencer os lutadores da divisão masculina? NÃO. Quando Will Ospreay vence Kota Ibushi no Wrestle Kingdom e depois perde para qualquer júnior no Best of Super Jr. isso quer dizer que esse júnior, seja ele qual for, é capaz de vencer Ibushi? NÃO. Todos os combates e rivalidades têm uma história diferente.

O que Booker T também acaba por dizer com este argumento é que todas as mulheres não conseguem vencer ninguém da divisão masculina. Há mulheres mais fortes que homens e homens mais fortes que mulheres. Simplesmente o booking certo e a credibilidade física e construída pela empresa de uma certa lutadora permitem que ela vença um homem num combate de wrestling. E a verdade é que a interacção física entre homens e mulheres no wrestling é cada vez maior. Mesmo na WWE, Becky Lynch e Nia Jax têm sido capazes de o fazer. Porém, principalmente no wrestling não-WWE, lutadoras com Jordynne Grace, Havok, entre muitas outras, são nomes aos quais se tem juntado uma vasta talentosa geração feminina que é capaz de competir de igual para igual com os homens.

Quanto ao futuro, vou até mais longe, com uma ideia que até pode fazer com que o Booker T perca o sono. Houve uma lutadora que em 2019 venceu três vezes Tessa Blanchard, duas pelo título das Knockouts e uma pelo título Reina de Reias da AAA, de seu nome Taya Valkarie. A evolução do wrestling feminina não pode nem vai ficar por esta vitória de Tessa. E, para mim, uma boa forma de continuar era fazer um combate pelo título mundial entre Tessa e Taya, naquele que seria o primeiro combate da história do Impact em que o seu título mundial seria despertado por duas lutadoras.

Por fim, também referenciar que ver uma mulher com o título principal de uma promotora não é uma coisa inédita com a Tessa, a sua situação reporta-se e tão só a principais brands que actualmente operam no mundo, mas toda a gente que viu, lembra-se de Sexy Star vencer o título da Lucha Underground e de promotoras como a OTT terem uma mulher como campeã principal.

Em nada, e verdadeiramente em nada, anulo os fãs que dizem que esta situação não é inédita por esta razão. Contudo, não vejo estas vitórias pré-Tessa como suficientemente necessárias a produzir todo este “buzz”. Foram sim passos iniciais de um processo que estaria sempre prestes a explodir, foram as decisões obrigatórias e uma ideia de base que permitiram à divisão feminina crescer desse modo para as empresas maiores e, acima de tudo, foram muito importantes neste processo. Mas a vitória de Tessa é absolutamente inovadora e traz uma novidade nunca antes vista a esta dimensão. Foram absolutamente necessárias, mas não tão importantes como esta vitória de Tessa, e tal fará sentido, se pensarmos no processo do início ao fim e na cadeia de dimensão das promotoras em questão.

Antes de terminar dizer somente diz que este foi dos melhores artigos que na minha opinião alguma vez redigi e espero, que tenha sido igualmente pertinente para vós lê-lo.

Hoje ficamos por aqui.

Até para a semana e obrigado pela leitura.

18 Comentários

  1. Brito8 meses

    Discordo quando voce diz que uma mulher vencer o título mundial masculino não descredibilizaria a divisão feminina.
    Se querem mesmo elevar as mulheres ao nível dos homens é só elevar o titulo feminino ao mesmo nível do masculino, fazer as lutas femininas no main event dos PPVs. fazer uma mulher disputar o título masculino faria o feminino parecer o título e a divisão inteira secundário, mostrando que o título feminino não é bom o suficiente.
    A WWE fazer mulheres lutar no main event de PPVs tem um peso muito maior do que a Tessa vencer um título masculino.

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      Obrigado pelo comentário.
      Eu acho que até hoje os títulos mundiais sempre se chamaram ou World titles ou o adoptaram o nome da empresa ou brand, o que significa que podem ser disputados por todos, isto é, pelos melhores. Não se achama Men´s title como o título feminino se chama Women´s title.
      Para mim há um só título mundial, tanto o cruiserweight title, como o women´s title, e até os tag team titles servem para dar oportunidade ou, de mostrar um estilo diferente do título mundial ou para dar uma oportunidade aqueles que naquele momento dificilmente chegam ao título mundial.

  2. Showstealer8 meses

    Excelente análise, RFBM! Concordo com os pontos todos ilustrados, gosto bastante de Tessa Blanchard enquanto lutadora. Já como pessoa é outra história…

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      Obrigado pelo comentário.
      Em relação à pessoa da Tessa nem sequer me interessa para ser sincero. É uma óptima luta, capaz do melhor no ringue e ao microfone e é o que me interessa para ela merecer este push.

  3. Pedro8 meses

    Meu deus, parabéns pelo texto bem escrito mas nunca li tanta bobagem junta. Na vida real, se um homem bate em uma mulher é crime, porque uma empresa colocar um homem e uma mulher se batendo em ringue seria bom? E tudo é questão de ser “possível” ou não, como que a mulher que acabou de ganhar de um cara que é mais alto e mais forte que a divisão inteira feminina, perderia de novo pra um mulher e isso não seria ridículo? E nem vou entrar no fato de abaixar o nível da divisão masculina ao invés de aumentar o nível da feminina. E o fato de escolherem uma das mulheres mais mal faladas nos bastidores, reforça o tanto que isso foi mal planejado e mal feito, agora tem o titulo mais importante da empresa nas mãos de uma mulher que ta sendo acusada de um milhão de coisas.

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      Obrigado pelo comentário.
      Eu não sei onde tu moras, mas onde eu cá moro, qualquer pessoa que bater noutra independentemente do género de ambos é crime.
      Essa mulher que venceria Tessa ou seria como ajuda ou então também ela podia competir na divisão masculina. Não vejo qualquer tabu quanto a esta situação.
      Exacto, por exemplo, o Hulk Hogan sempre foi um cidadão exemplar e foi por isso que foi sempre bookado muito forte.

  4. yuumi8 meses

    Excelente texto, parabéns.

  5. Parabéns pelo 40° artigo. Este assunto para mim é complicado de falar porque não tenho uma opinião bem formada.

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      Muito obrigado! Estás cá deste o 1º.
      Totalmente respeitável. Mais vale estudar, averiguar e pensar primeiro do que depois andar a mudar de posição.

  6. Sandrojr8 meses

    Ótimo artigo, a Impact wrestling está voltando a ser relevante, está sendo muito divertido assistir as shows

  7. Rocky marciano8 meses

    Excelente artigo como sempre, concordo totalmente contigo , principalmente a parte da questão do booker t ter falado sobre a parte de descrebilizar o título principal, eu penso que isso não vai mudar a forma como veremos o título masculino, até pq como você falou, cada história desenrola de um jeito , e a mesma coisa que falar que um lutador cruiserweight não pode ganhar o título World Heavyweight Championship pq vai descredibilizar os lutadores maiores , mas o Rey Mysterio mostrou totalmente ao contrário e agora colocamos a luta em que ele participou como clássica, claro que as pessoas vão demorar pra aceitar isso, mas um hora as pessoas ver que não é a pior coisa do mundo, e como eu digo : são todos lutadores no final das contas.

  8. Beatriz Lynch8 meses

    Muito bom o artigo, tambem gostei muito da Tessa ter ganhado o titulo.

  9. Excelente artigo! Boa reflexão sobre o passado que levou ao presente, e o que se pode esperar do futuro. Concordo com a tua opinião quanto ao Wrestling feminino e masculino e a divisão (ou não) que existe entre eles. Acho possível assistirmos a combates intergender e ver mulheres a vencer homens, desde que, tal como dizes, tudo seja credível e seja contado da devida forma.

    Da mesma maneira que é possível ver um Rey Mysterio vencer um Big Show, também podemos ver uma Becky Lynch vencer um King Corbin, ou até mais do que isso. Alguém duvida que a Ronda Rousey vencesse um Seth Rollins num combate a sério? Tudo depende da forma como tudo é contado, e se é não credível.

    Conforme ia lendo o artigo só me lembrava do meu combate contra a Killer Kelly, pelo Título Nacional do WP, em Abril de 2017. Parece que foi ontem…