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Brain Buster #5 – Primeiras Ilações

Foto de perfil do Facebook há 1 mês Artigos 8

Boas a todos nesta grande casa que é o Wrestling PT!

Decorridos razoavelmente seis meses após a estreia do mais recente programa de wrestling semanal da WWE, penso que é altura para retirar as primeiras considerações acerca do sucesso do NXT UK. Sucesso que, apesar de poder ser relativo ou absoluto é exactamente isso, um sucesso, porque apesar de podermos apontar alguns aspectos menos positivos acerca deste programa, ele está muito longe de ser um fracasso, pelo menos tendo em conta que é ainda bastante recente, estando ainda a encontrar-se e a num processo de definição, mas já contando igualmente com um potencial de crescimento muito animador.

Quanto aos combates que nos são apresentados a cada semana, o modelo que se segue é já o “clássico” que assistimos há vários anos em relação ao NXT. Uma divisão entre combates dominados pelas maiores estrelas e outros com o pessoal mais abaixo ou no meio do card, tendo uma oportunidade para se mostrar, dado que dificilmente aparecerá, pelo menos em tempos mais próximos, nos principais palcos, como são os TakeOvers.

Mas este é um ponto que diferencia este programa semanal do seu vizinho nos EUA. A frequência dos seus TakeOvers é claramente muito mais baixa. Até hoje, tivemos apenas um. Este aspecto pode encerrar tanto um ponto positivo, como negativo. Se é verdade que deixa o NXT UK com menos destaque que o NXT, também não deixa de ser igualmente realista considerarmos que o NXT UK se deve diferenciar do NXT, até porque se fosse ao contrário, estaríamos aqui a ver um brand imitadora, cuja única diferença era a sua “sede”.

O próprio Triple H já admitiu esta importância de diferenciar o produto apresentado por estas duas brands e é, na minha opinião, esta posição que deve continuar a ser seguida.

Também se pensarmos que estamos perante uma marca ainda embrionária, penso que acabamos também por perceber que, para já, o melhor é deixar a brand crescer, ganhar ainda mais estabilidade, garantir os seus fãs e ganhar novos, assim como ter o poder para atrair fãs menos atentos. Em suma, como o NXT foi crescendo, pelo que não podemos achar que uma brand nasce e tem sucesso absoluto imediato. É, de facto, necessário dar todos os passos necessários para uma brand adquirir o mesmo estatuto que, pelo menos, tem o NXT.

Mas voltando ao booking e aos combates, sou um grande adepto do modelo do NXT. É um modelo que evita repetições, traz novidade e, acima de tudo, impede a exposição das maiores caras da brand, um dos maiores problemas que penso assombrar o RAW e o SmackDown. Se virmos os lutadores todas as semanas, quer a lutar, quer a falar sempre sobre as mesmas coisas e a agir sempre da mesma forma, é natural que nos fartemos de assistir ao programa em que se encontram. Por isso, é importante e inteligente que os programas que não têm a história e tradição do RAW e SmackDown principalmente, aproveitar este modelo que penso ter contribuído, e muito para o sucesso (este sim penso que absoluto) do NXT e que, poderá vir a contribuir igualmente (ainda que modificando alguns aspectos) para o sucesso do NXT UK.

Esses aspectos que devem ser modificados e, no geral, têm sido: prendem-se, por exemplo, com uma chamada mais regular das principais caras da brand. E isto, por uma simples razão. Quando uma brand começa, apesar de pressentirmos sempre quem serão os lutadores e personagens com mais destaque, a verdade é que a diferença de popularidade e mesmo de credibilidade ainda não é muita. É por isso importante dar bastantes vitórias aos lutadores mais acima e demarcar bem os vários níveis do card.

Isto encerrará, só por si, outro aspecto. Teremos oportunidade de ver mais vezes as principais figuras desta marca, que tendem a ser os lutadores mais talentosos e capazes, assim como os mais regulares em termos de qualidade consistentemente apresentada nos seus combates. Refiro-me claro, para já, ao Pete Dunne, Tyler Bate, Zack Gibson, Noam Dar, Jordan Devlin, entre poucos outros. Poucos aqui, pois sendo um programa de apenas uma hora, não se poderá exigir e, não se deverá sequer fazê-lo, que o número main-eventeres seja muito grande.

Tal ideia contribui, na minha opinião, e bem, para a eliminação do booking 50/50 que tem assolado, igualmente, o main-roster da WWE.

A verdade é que já são bens alguns combates que podemos destacar desde o início do NXT UK, seja as fantásticas prestações do Noam Dar nas primeiras semanas, quer contra o Pete Dunne, quer contra o Zack Gibson, seja as várias title defenses do Pete Dunne, das quais a destacar contra o Danny Burch e contra o Jordan Devlin, entre muitos outros, sendo que já não estou aqui a incluir os do TakeOver: Blackpool, na qual assistimos a espetaculares clássicos.

Já relativamente aos vários títulos e campeões:

– Quando ao título masculino, estamos a falar de dois dos melhores do mundo na minha opinião, um ainda com um potencial imenso no Pete Dunne, que a meu ver, tem tudo para estar no main-event da WrestleMania daqui a uns anos e por lá ficar por muitos anos ainda a seguir ao primeiro e, outro com uma experiência e história no wrestling que não enganam ninguém no WALTER.

O reinado deste último, a meu ver, tem tudo para ser igualmente longo. Estamos a falar de um wrestler dominador, com uma projecção física dominante e que acerta sempre nos bons combates que nos proporciona. Não sendo heel, mas também não sendo propriamente face, acredito que perderá o título para um lutador mais underdog, como pode ser o Tyler Bate, sendo que estes dois já demonstraram, no show de Wembley da PROGRESS, que têm uma boa química entre si.

– Em relação ao feminino penso ter sido inteligente não dar logo o título à Toni Storm no início. Isto porque tal só faria a divisão andar à sua volta quando o mesmo não era necessário. Temos muitas outras óptimas lutadores na divisão como a Jinny e até mesmo a Rhea Ripley. Ter esta com a primeira campeã foi um aspecto de um bom booking, até porque o seu reinado não ia ser longo, pois mais tarde ou mais cedo iria perder para a Toni, mas como a mesma ainda a mesma ainda fez um grande nome na WWE foi uma boa forma de começar. Foi, portanto, uma rivalidade com a Toni que a elevou, assim como ao título. Note-se que vejo um bom potencial na Rhea, é uma excelente heel e tem uma personagem capaz de vingar em qualquer divisão feminina de qualquer programa e brand da WWE.

Penso que a perfeita próxima campeã era a Jinny, mas a sua personagem ainda não está bem no ponto, por isso, manter para já o título na Toni será o mais inteligente.

– Por fim, passou-se na divisão de tag team o que se passou na divisão feminina. Os Moustache Mountain eram realmente a equipa que toda a gente via a vencer os seus títulos. Durante os meses que antecederam a final do torneio pelos seus títulos, construiu-se esta divisão de forma bastante interessante, trazendo, refazendo e formando novas equipas à volta das quais a divisão cresceu. Ótimas tag teams babyfaces como o Kenny Williams e o Amir Jordan e, principalmente, o Flash Morgan Webster e o Mark Andrews, excelentes tag tem heels como os atuais campeões, os Grizzled Young Veterans, mas também contando com qualquer das variantes dos GALLUS e ainda com uma equipa que tenho gostado muito de ver, o Marcel Bartel e o Fabian Aichner. Tudo equipas que dificilmente que prevíamos nos primórdios da brand. Além disso, temos ainda outras equipas como o Wild Boar e o Primate, equipas que poderão crescer no futuro, mas que para agora têm a função de valorizar as equipas anteriormente citadas, ao mesmo tempo que têm mais destaque do que os típicos jobbers.

A esta altura toda a gente só espera pela rematch do clássico do TakeOver entre os Moustache Mountais e os GYV. É o culminar desta boa rivalidade.

Outra situação que, na minha opinião, também dever ser considerada é a utilização de lutadores do NXT e, até mesmo do 205 Live. É uma prática interessante pois tal trará novidade e destaque para o NXT UK, mas que na sua falta deixam a brand mais pobre. Por isso, penso que se deve ter cuidado com esta prática e valorizar com mais força ainda os lutadores mais característicos desta brand. Não estou com isto a dizer que esta utilização seja má e deva ser afastada, mas que deve ser feita com precaução.

Igualmente quanto a este ponto, não estou a incluir lutadores como o Kassius Ohno e até o Noam Dar (quanto a este veremos ainda), que parecem ter vindo para ficar, numa brand na qual fazem mais falta e podem assumir uma outra posição no card que não tinham hipótese na brand em que estavam inicialmente.

Por fim, e agora em tom mais informal, há nada mais que mencionar que, para nós portugueses, valerá por agora sempre a pena assistir aos programas desta brand. Nela também se encontra a portuguesa Killer Kelly, que desde que se estreou na wXw há uns anos já, tem subido a pique na sua carreira. Vale a pena continuar a seguir esta óptima lutadora que nos deu o wrestling nacional e que acredito ser possível, mais daqui a uns anos, vê-la a obter voos mais altos.

Apesar de nada ou pouco patriótico, a verdade é que é raríssimo termos uma oportunidade destas, de ver alguém que nasceu num país como Portugal, com uma escassa tradição no wrestling a obter tanto destaque neste mundo a que todos damos atenção todos os dias, por isso, há que aproveitá-la e sentir orgulho no seu trabalho.

E pronto, nada mais tenho a dizer acerca do tema que escolhi esta semana. Sendo uma brand estável e ainda recente, poucas são mesmo as ilações que, para já, podemos retirar do produto do NXT UK, embora o resultado seja muito positivo e poucos aspetos negativos, ou pelo menos nenhum que seja digno de uma discussão mais alargada.

E então, o que tens achado dos programas semanais desta brand? Que ponto mais positivo encerras neste curto prazo? E negativo? Qual o seu vosso momento preferido dos seus shows até ao momento em que leram este artigo?

Hoje ficamos por aqui.

Até para a semana e obrigado pela leitura.

8 Comentários

  1. Foto de perfil do Facebook

    a killer kelly a ganhar um combate #

  2. Sandrojr há 1 mês

    Muito bom o artigo, acompanho todos.

  3. Eu pouco acompanho o NXT UK, mas pelo que já assisti deu para ver que é diferente do NXT dos EUA. Espero que se subirem para o Raw ou o Smackdown não sejam mal aproveitados.

  4. Bruna há 1 mês

    Excelente, como sempre. Um dia lá estarei! E que seja num single match com a Kelly pelo UK Women’s Championship 😜

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