Frank casino

Boas a todos nesta grande casa que é o Wrestling PT!

No passado sábado, ocorreu o maior evento do ano no que à AEW diz respeito, a sua “wrestlemania”, se assim considerarem a comparação justa. Foi um show que decorreu num momento em que o produto da AEW vinha, a meu ver, a deteriorar-se bastante, algo que até falei aqui nas últimas semanas, mas que contou com um bom card (pelo menos no papel).

Tratou-se de um show repleto de óptimos combates, mas no qual também ocorreram outras coisas que, não sendo totalmente más, foram bem fracas, e que demonstram que a AEW ainda pode e deve aprender mais, para no futuro não as repetir. É esse o tema do Brain Buster desta semana, olhar para este evento e dissecá-lo nas suas partes mais importantes.

Contudo, antes de irmos lá, numa análise mais geral, referir que gostei do evento no seu todo, pois as boas coisas que retiro do mesmo ofuscam as más. Não vou tão longe como certos fãs que acharam este evento bastante desagradável, entre o suficiente ou o mau, mas também não vou dizer que foi o melhor evento do ano, pois isso não corresponde, nem de perto, à realidade. Foi sim um PPV de altos e baixos.

Não irei, porém, falar dos dois combates do Buy In, dado que se trataram apenas de matches que tiveram, ou lutadores do low-card com o objectivo de lhes dar uma oportunidade de fazer parte do evento, ou de lutadores que, ficando fora do card principal, beneficiariam de uma vitória no maior evento do ano, como foi o caso dos Private Party. Vamos então olhar para os matches do PPV propriamente dito!

Tooth and Nail Match: Big Swole venceu DrBritt Baker DMD

O PPV começou mal, podendo até dizer que começou muito mal. Os meus leitores mais assíduos saberão que não gosto de combates cinematográficos, mas que ainda consigo admitir quando são bem feitos. Foi o caso do AJ Styles vs. The Undertaker, por exemplo. Todavia, garanto-vos que ainda detesto mais os matches cinematográficos quando são tremendamente mal feitos. Foi este o caso.

Os combates deste estilo da AEW costumam ser muito mais vividos “à vida real” do que os WWE, e muito mais acreditáveis, mas nem isso salvou este “match”, se é que se lhe podemos chamar assim. Foi uma das piores brawls que vi, em que a face leva a melhor facilmente sobre a heel, que ainda tinha outra pessoa a ajudá-la (Rebel), sem criar qualquer momento de dominância das vilãs em que receberiam heat dos fãs, para terem algum motivo para torcerem pela Swole. Lembro ainda que a esta levou um DDT em cima de um automóvel e nem sequer vendeu o move. Foi algo de amador, completamente.

Ainda por cima teve um resultado decepcionante. A Britt Baker tornou-se numa excelente heel nos últimos meses, e conseguiu ser dos raros casos em que um lutador conseguiu dar continuidade ao seu trabalho mesmo durante uma lesão que durou meses. É uma personagem irritante e fácil de odiar, e não esperava nada mais que uma vitória mais que merecida da sua parte ocorresse aquando do seu regresso. Mas nem isso tivemos.

Na minha opinião, a Big Swole está longe de ter o talento para estas andanças, e embora estivesse algo over (o que não é difícil com a audiência da AEW), não podia ter parado de forma tão abrupta o momento da Britt Baker, que regressa assim à estaca 0. Talvez o plano seja para a Big Swole ser a próxima candidata ao título Feminino da Hikaru Shida. Mesmo assim, poder-se-ia ter chegado a esse match de outra forma que não através de uma derrota devastadora para a credibilidade da Britt Baker.

The Young Bucks venceram The Jurassic Express (Jungle Boy & Luchasaurus)

Depois de um péssimo começo, eis que o show se começou a encarreirar com um bom combate. Há cerca de duas semanas fui bastante duro com os YB, dado que, quando não lhes é dada uma história, raramente nos entregam um combate com sentido, em que não se limitam a fazer spot atrás de spot. Este match, apesar de não ter qualquer tipo de história por trás, mostrou uns YB diferentes, mais agressivos, que saíram da típica zona babyface em que costumam estar.

Gostava que esta evolução continuasse no futuro, em que os mesmos iam mudando um pouco o seu estilo no ringue. Não estou a dizer que devem deixar de ser high-flyers, dado que é o estilo em que são melhores, mas procurar fazer outras coisas e ir além disso seria muito bom não só para os seus combates, mas também para as suas personagens. Foi um bom combate para dar início a um show, talvez demasiado longo, mas que acordou o pessoal.

Quanto aos Jurassic Expresse, Luchasaurus e Marko Stunt nunca deveriam ter chegado ao nível de TV nacional. O primeiro porque não tem talento para isso, basta ver a lentidão com que dá aqueles pontapés e os seus saltos, ao mesmo tempo que não sabe fazer mais nada além disso, e o segundo porque parece uma criança de 15 anos e, como o Vince McMahon gosta de dizer “percepção é realidade”. Não exijo que todos os lutadores tenham o tamanho do Brock Lesnar, Big Show, etc., mas há mínimos que devem ser respeitados. A única utilidade que o Marko pode ter é enquanto personagem de comédia, e aí já dou o meu completo aceitamento. Porém, o Jungle Boy é alguém em quem se nota já talento, e alguém que já provou o seu valor no match com o MJF e com o Cody pelo TNT title. Foi, igualmente, a estrela deste match.

Lance Archer venceu a 21-Man Casino Battle Royale

E se o show tinha tido como ponto o alto o combate anterior, eis que voltou a ter um ponto baixo. As Battle Royals, já por si, costumam ser bem confusas, e não precisam de ser o melhor match do mundo, mas, mais uma vez, há limites. Não gosto destas regras do “casino” em que entram 5 lutadores de uma vez, mas se a AEW faz questão de as usar, então que as use para conseguir ter menos pessoal no ringue, e dar-nos um combate com alguns momentos dos quais nos vamos lembrar quando falarmos deste combate. É, de resto, o que a WWE faz (e bem) com o Royal Rumble, e um dos pontos em que a AEW podia aprender a fazer.

Mas deixando esta crítica de lado, deixar o voto de solidariedade com o Matt Sydal, que botchou o seu Shooting Star Press (que até é dos mais bonitos do mundo) no primeiro move no ringue durante a sua estreia na AEW. Não é o melhor lutador do mundo, mas tinha uma personagem interessante na sua passagem pelo Impact e pouco vi dele desde então. Espero que recupere deste momento menos bom, e consiga seguir em frente, pois seria uma óptima adição ao mid-card da AEW, sendo muito bom contender ou campeão do TNT title.

Já quanto ao vencedor, foi o nome mais óbvio e no qual tinha apostado. O Lance precisava de uma grande vitória neste PPV e conseguiu tê-la, tornando-se no nº1 Contender ao título Mundial, tornando até o resultado do main-event algo previsível. Não estou a ver o Lance a vencer o título, nem acho que nos seus 40´s deva ser alçado a tal nível. Contudo, é um bom contender, e um monstro credível se for bookado como tal, o que não tem sido o caso. Depois de perder para o Cody não teve nenhuma vitória relevante, e vai agora para o seu segundo title match em que muito provavelmente vai perder. É assim que a aura de monstros como ele se perdem. Não obstante, O Mox e o Archer deram um combate muito violento e duro em janeiro no Wrestle Kingdom, pelo que podemos esperar pela mesma qualidade desta vez.

Broken Rules Match: Matt Hardy venceu Sammy Guevara

Este combate também foi um ponto baixo no show, e por duas razões. Primeiro, não passou de uma brawl desnecessária e na qual pouca gente estava interessada. Segundo, depois daquela queda e das preocupações que surgiram acerca de que se o Hardy podia ter uma concussão ou não, o match deveria ter parado e não ter sido retomado de forma alguma.

Não sou médico, e os médicos da AEW, para o deixarem voltar a lutar devem tê-lo feito sabendo que era seguro. Contudo, a meu ver, depois de uma queda tão grande e violenta na sua cabeça, acho que era mais recomendável acabar o match por ali, e levar o Hardy a fazer os exames necessários para verificar se era grave ou não. Foram decisões destas que quase acabaram com a carreira de Daniel Bryan por exemplo, e acho que no pro-wrestling já se aprendeu o bastante para saber que com estas coisas se deve ter o máximo de cuidado possível.

Mas voltando ao primeiro ponto, acho que quase ninguém estava realmente interessado neste combate, que já agora era um rematch de um combate do Dynamite que já tinha tido vencedor definitivo. Também estava pouco interessado neste combate porque na minha opinião o Hardy já não tem nada a fazer no pro-wrestling a este nível. Tudo o que ele tinha para fazer já fez, as marcas no seu corpo já estão lá, e não acredito que dele vão sair mais combates interessantes como fazia no passado. Mais do que isso, o Hardy perdeu-se na sua própria quantidade de personagens e já ninguém o leva a sério como lutador credível e legítimo.

O Matt é uma lenda, mas, hoje, limita-se a um veterano gasto e desinteressante, e por isso deveria reformar-se enquanto lenda, e não enquanto lutador velho e do qual já ninguém quer saber.  Além disso, roubou a vitória no maior PPV do ano ao Sammy Guevara que, desde que se aliou aos Inner Circle se tornou num dos melhores heels da empresa, mesmo sendo ainda bem jovem, podendo começar a ser construído como um dos principais heels do mid-card. A AEW, infelizmente, decidiu optar por outro caminho.

AEW Women’s World Title Match: Hikaru Shida venceu Thunder Rosa

Um enorme destaque do show foi, sem dúvida, o match pelo título Feminino. Adorei imenso este combate. Teve, frente a frente, duas das melhores lutadoras do mundo, coisa que o título da AEW ainda não tinha tido nos seus combates. A Hikaru Shida posiciona-se cada vez mais (e ainda bem) como a cara da divisão feminina da AEW e, mais do que isso, é o único pilar da divisão seguro e com o qual se pode contar sempre quanto à qualidade dos seus combates. Este foi, na minha opinião, o melhor combate da história da divisão feminina da AEW. Só para que se perceba bem o quão fraquinha é esta divisão, a Thunder Rosa, campeã da NWA, que não tem nem 1/3 do orçamento da AEW, não sendo melhor que a Shida, é melhor que qualquer outra lutadora do roster da AEW, e com uma larga vantagem. Acho que com estas poucas palavras, acabei por dizer bastante.

Se este combate é o início de uma parceria entre a AEW e a NWA só o tempo o dirá. Acho que seria benéfico para ambas as empresas uma parceria, mesmo que à pequena escala, em que houvessem algumas trocas de lutadores. Acho que isso seria suficiente, pois seria benéfico para ambas as empresas. A NWA podia suprir a falta de roster com qualidade, e a AEW poderia envergar por um estilo mais old school em muitos dos seus combates, aumentando a diversidade do seu produto, que deixava de ser tão recheado de spotfests e mais atento ao wrestling tradicional.

The Natural Nightmares, Matt Cardona e Scorpio Sky venceram Colt Cabana & The Dark Order (Evil Uno, Mr. Brodie Lee & Stu Grayson)

Seguiu-se um 8-man tag que, ao contrário dos inúmeros 8-man, 10-man, 12-man tags que a AEW tem produzido nos últimos tempos, fez sentido em ocorrer e teve um propósito que conseguiu cumprir: colocar o Dustin Rhodes como próximo candidato ao TNT title do Brodie Lee, enquanto o Cody recupera da pior derrota da sua carreira, mantendo o campeão credível ocupado. Não foi, igualmente, um mau combate e o finish serviu muito bem para proteger o Brodie Lee, ao mesmo tempo que continua a criar tensão dentro dos membros da Dark Order com Colt Cabana. Foi talvez o único ponto no card que não foi alto nem baixo, mas foi razoável ou suficiente, e que tinha um objectivo que foi cumprido.

Quanto ao futuro, prevejo um bom combate na próxima quarta-feira entre o Dustin e o Brodie, dois lutares habituados às andanças de TV nacional e já com larga experiência e longos anos de carreira. Parece-me que a história é que o Cody voltará e reconquistará o TNT title, numa história bem semelhante à do filme Rocky III, e contra a qual não tenho absolutamente nada. Gostava, contudo, que o reinado do Brodie Lee fosse valorizado com defesas do título memoráveis, e isso é já o que pode acontecer no próximo Dynamite.

AEW World Tag Team Title Match: FTR venceram Adam Page & Kenny Omega

O combate seguinte veio a ser o ponto mais alto do show e um dos melhores combates do ano. O Page e o Omega já nos tinham dado tag wrestling memorável em 2020 com aquele combate fantástico com os Young Bucks no início do ano, mas este match, seguindo um estilo diferente, acabou por chegar também a um nível que nos fará recordá-lo por muitos e muitos anos. Poder-me-ião perguntar o que estou a dizer quando falo de combates de tag com sentido e que seguem uma estrutura e uma história. É a combates deste género a que refiro!

Seguiu a história da tensão entre o Page e o Omega, ao mesmo tempo que os heels FTR se aproveitaram disso, vindo a ser um erro de comunicação entre os babyfaces que lhes custou o combate. Não teve qualquer tipo de spots arriscados, e assistimos primariamente a wrestling tradicional, coisa que já disse que na AEW existe pouco. Amei este combate e peço mais por isto, agora que sei que a AEW também consegue produzir estes matches.

Quanto ao futuro, os FTR devem ser campeões por um belo tempo e, no Full Gear, enfrentar os Young Bucks pelos títulos no Dream match de muita gente, inclusive meu. Já o Omega e o Page deverão seguir rumos separados, e adorei o segmento em que o Omega diz que está farto e vai voltar ao sítio em que “tudo isto” começou, perguntando aos YB se também iriam com ele. É um segmento que coloca muitas perguntas e que deixa água na boca para saber o que irá acontecer. Bem a AEW nesta storyline a dar-nos algo para nos agarrarmos e investirmos. Não sei se é o Omega que vira heel, ou o Page.

Sempre achei que fosse o Hangman, mas agora já estou mais inclinado para o regresso do Omega às rotinas do Cleaner, gimmick heel que o tornou super-over na NJPW e à qual o Omega poderá voltar. Já o Page, peço agora que fique como face, até porque ele acabou por se tornar num dos babyfaces mais over da AEW, e dos quais o público da AEW (e até fora dele) gosta bastante. Seria o lutador perfeito para derrotar um futuro campeão Mundial heel, como o MJF.

Mimosa Mayhem Match: Orange Cassidy venceu Chris Jericho

E depois de gostar da trajectória que o evento estava a tomar, eis que voltamos a um ponto baixo. Não me interpretem mal. Este combate, para a estipulação que tinha, conseguiu entregar mais do que o que estava à espera, simplesmente limitaram os dois talentos que tinham no ringue a uma estipulação bizarra. Talvez o objectivo não fosse dar um bom combate, mas aí eu pergunto, então qual foi? Ou se dá um bom combate, ou se segue com um combate de comédia.

Esta última opção não foi de certeza, nem se perceberia que fosse, dado que foi uma feud na qual a AEW investiu bastante, e com o objectivo de puxar o Orange Cassidy para o nível do Chris Jericho. O que a AEW conseguiu, porém, foi puxar o Chris Jericho para o nível do Orange Cassidy. O combate acabou por não ser bom, e o Orange Cassidy acabou por não sair desta feud tão over e tão credível como se esperaria.

Estou curioso também para ver o que o futuro reservará ao OC. Fará o pior dos sentidos que volte às rotinas da “preguiça” e volte a não querer saber dos combates, pois a história que esta feud pretendeu contar é que ele é mais do que isso. Então, sempre que a AEW o queira numa rivalidade de grande calibre, será preciso o seu adversário heel fazer qualquer coisa que o irrite? É este o problema da personagem com que o Orange ficou over, pois parece que já nasceu velha e que pouco dá para fazer com ela daqui em diante. Veremos então o que a AEW pretenderá fazer.

AEW World Title Match: Jon Moxley venceu MJF

O show começou mal, foi tendo os seus altos e baixos, mas ou menos terminou com um ponto alto, o mais alto a seguir ao tag team title match, e isso é importante porque o último combate do show é que determinará como é que as pessoas vão embora da arena ou desligam o ecrã, com que tipo de atitude, ou com certo sentimento, de satisfação ou fora dela, pelo que foi bom a AEW terminar em grande.

Tratou-se de um bom main-event, que, à semelhança de quase todos os combates que conseguem ser muito bons e não só bons, contou uma história e teve um finish que conduziu com a estrutura da storyline. Para além disso, foi violento e duro quando teve de ser, e não porque “sim”. Ao contrário das inúmeras vezes que vemos sangue no Dynamite, o blood job do MJF fez sentido estar lá. Para já, foi num main-event importante, o que faz este tipo de momentos serem sentidos de forma especial, assim como foi uma forma do Moxley se vingar de no último Dynamite, o MJF também ter conseguido deixá-lo a sangrar.

Quanto ao futuro, o Moxley já tem o Lance Archer à sua espera. Todavia, quanto ao MJF, a forma como perdeu o match dá a sensação que pode vir a existir alguma tensão com o seu bodyguard Wardlow, podendo levar a algum tipo de feud entre os dois para o futuro. Acho que, no entanto, essa rivalidade deve e vai ser guardada para mais tarde, sendo este o primeiro grande tease que a mesma está para chegar.

O que não pode, de todo, acontecer, é o MJF entrar numa espiral de derrotas no futuro imediato, pois isso irá tornar a credibilidade construída à sua volta durante o último ano e especialmente durante este combate bastante frágil. O MJF é um heel tremendamente talentoso e deverá ganhar o título Mundial já no próximo ano, pelo que é bom que continue a ter um booking que o proteja, algo que a AEW conseguiu fazer de forma exemplar até agora.

Hoje ficamos por aqui.

Até para a semana e obrigado pela leitura.

26 Comentários

  1. Up!3 semanas

    Estou de acordo com basicamente tudo menos uma pequena coisa que é quando mencionas que foi a melhor women’s match na história da AEW, isso discordo porque achei que Riho vs Nyla Rose, Nyla Rose vs Hikaru Shida e Hikaru Shida vs Penelope Ford foram melhores e são pouco lembradas por aqueles que criticam a divisão feminina. No geral, foi um bom PPV mas abaixo dos restantes que a AEW já fez e talvez seja por isso e pela lesão do Matt Hardy que muita gente criou este drama com gente a dizer que foi horrível, não quero estar a ser daqueles que comparam tudo mas já vi PPV’s bem piores e com pior booking que o All Out de outras empresas neste ano de 2020.

    • Willian Dos Santos3 semanas

      Concordo com vc !!!
      Acresentaria apenas Riho vs Shida na lista de melhores matchs femininas da AEW

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      Obrigado pelo comentário. Concordo com isso de muita gente dramatizar e dizer que foi um PPV muito mau. Tirando o Royal Rumble, e talvez o Payback, acho que qualquer PPV da AEW foi melhor que os restantes PPV´s da WWE. Isto claro, sem contar com os TakeOvers do NXT.

  2. Cassidy conseguiu sim o estatuto de main eventer.

    • Quem garante isso, meu amigo? Ainda nem temos público novamente e boa parte do público já não acha a mesma coisa que você, acho que essa resposta ainda virá com o tempo…

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      Obrigado pelo comentário. Tenho de concordar com o Flavio Jr. Em termos de história e booking, e do ponto de vista da legitimidade e credibilização do OC, ele não se elevou a main-eventer. E é fundamental ouvir a opinião do público grande da AEW quando ele regressar para perceber em que posição ele realmente ficou.

  3. Leleco3 semanas

    Uma pergunta a AEW considera mesmo o All Out seu principal PPV?

    Eu achava que o principal PPV era o Double or Nothing, por dois motivos, por esse ser o primeiro evento da empresa, e segundo por causa de Double or Nothing ser um dos principais termos do Poker, remetendo tando as apostas do poker, tanto a aposta que foi à criação da AEW, e também fazendo ligação direta com o nome All in, outro termo poker relacionado a apostas, e que foi o nome do evento que foi crucial para eles criarem a empresa.

    • Eduardo Palini3 semanas

      Vejo os dois eventos com igual importância quase, no entanto, foi no All Out que a AEW corou seu primeiro campeão, logo, tem um quê a mais de especial envolvido.

    • Willian Dos Santos3 semanas

      Os dois principais ppvs da AEW São o Double or Nothing e Revolution.
      Isso foi dito Pelo Cody e pelo Tony Khan no começo do Ano

    • Leleco3 semanas

      Entendo Willian, eu não sabia que os donos já tinham se pronunciado sobre isso.

      Agora vendo a comparação pelo lado do Eduardo, eu diria que o Double or Nothing é bem mais especial do que o All Out.

      Ele foi o primeiro evento da empresa, foram as primeiras lutas, a primeira vez que vimos ring e o stage, foi o momento em que AEW foi colocada em execução.

      Eu diria que o começo da empresa, é um momento muito mais importante, que a coroação de qualquer campeão.

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      Obrigado pelo comentário. Não sabia que o Cody e o Tony se tinham pronunciado sobre, mas se o fizeram, fizeram mal ahahah. O ano passado o All Out foi onde culminaram as melhores e principais histórias da AEW, tal como este ano, bem como o All Out é o sucessor do All In. Não me interpretem mal, se o Cody e o Tony o dizem quem sou eu para dizer que não, mas o que é certo é que do ponto de vista do booking o All Out se tem mostrado como o PPV mais importante do ano, mesmo que formalmente não seja.

  4. Bea Ospreay3 semanas

    Só discorda da parte da luta de tag team, foi uma boa match é verdade, mas nâo achei nada mais que isso ao ponto de ser “memoravel”, mas no resto concordo.

  5. Bom artigo, Ricardo! Bem minucioso e analisado de ponta a ponta, gostei mesmo.
    O opener realmente não foi bom, mas ainda acho que a Britt pode ser uma das caras da divisão, que é fraca…

    A tag matchs entre os bucks vs JE foi demasiado longo, porém bom e gosto mais dessa atitude dos bucks do que faces!

    No Casino Royale realmente era um pouco previsível, mas é bom essa vitória do Archer, que foi meio esquecido depois da feud com o Cody.
    Pena o botch do Sydal, mas vejo futuro pra ele ali.

    Sobre o Hardy, concordo plenamente, ele já contribuiu para o Pró Wrestling, que desempenhe outra função e claro que não achei legal um jovem talento como.o Guevara sair por baixo…

    A match entre a Shida vs Thunder Rosa me surpreendeu imenso, na hora que eu assistia parei e pensei “nossa, isso está realmente bom”, espero ela retorne a AEW!

    A TAG title foi realmente brutal, são dias tags que realmente empolgam, ainda mais quando se trata de especialistas como os FTR e duas estrelas como o Kenny e o Hangman! Já falei isso várias vezes, mas quero o “The Cleaner” de volta!

    The Natural Nightmarers vs Dark Order sinceramente nada demais a declarar, só um pouquinho desapontado com o booking dessa stable que já não empolga tanto mais, exceto o Champ!

    Sobre o Orange, não sei se o objetivo (o transformar num Main Eventer) foi alcançado, a feud durou mais que que o necessário, veremos.

    E por fim no Main Event foi uma boa match, onde acho que o Mox retém contra o Archer também e o MJF é o futuro da empresa.

  6. Willian Dos Santos3 semanas

    Concordo com algumas coisas e Discordo de outras !!!

    1- All Out não é o maior PPV da AEW.
    Os maiores ppvs da AEW são o DoN e Revolution(isso foi dito pelo Cody e tbm pelo Khan).
    2- não concordo,quando vc fala que Luchasaurus e Stunt não deveriam estar na TV.
    Ao meu ver os dois estão aonde deveriam estar.
    Ambos não serão construidos para o Main Event.
    Luchasaurus apesar de lento ele aplica otimos golpes e isso não é um defeito é o contrario pois traz um estilo mais old school.
    Hoje em dia tem varios wrestlers que são strikers e que aplicam seus golpes da mesma maneira que ele,exemplo(kenta,BxB Hulk e Nakajima).
    Já o Marko Stunt esta desempenhando o papel de comedy e nada mais que isso.
    3-acho que o Show iniciou bem ao meu ver,dado a proposta que era uma Brawl com toques de comedia(por isso a Reba estava lá).
    4-Concordo que o Cassino Battle Royal foi e é bagunçado,acho que eles devem fazer umas alterações na ideia dos cards(teve um momento que teve mais de 10 wrestlers dentro do Ringue).
    Não foi de todo mal,pois com a diminuição de wrestlers e a entrada do Eddie,que entrou para dar sequencia na historia dele com butcher e blade e os lucha Brothers.
    Discordo de Shida vs Rosa ser o melhor combate !!!
    5-Foi um boa combate mas NÃO acho que foi superior a Riho vs Shida ou Shida vs Rose !!!
    6-concordo que o Matt NÃO deveria ter retornado para o combate,apesar dos médicos da AEW cumprirem com protocolo mundial,ainda achei muito arriscado deixar o Matt voltar !!!
    7- NÃO gostei do Tag match da Dark order vs Nightmare family.
    A Nightmare family entrou parecendo que era apenas mais combate e NÃO um combate de vingança pelo o que aconteceu com o Cody.
    Mas gostei deles terem protegido o Lee e terem dado um momento para o Dustin brilhar !!!
    8-gostei do match do Ômega e Page vs FTR.
    Não sou fã dos FTR,mas reconheço que eles são bons !!!
    O combate ao meu ver poderia ter sido melhor,mas devido a historia que eles queriam contar,acho que foi feito da melhor forma.
    9-MJF vs Moxley apesar de lento foi um bom combate e que passou muito rapido.
    Goatei da forma que protegeram o MJF e tbm da da forma como fizeram o Moxley parecer um cara Sagaz e inteligente !!!.
    10- quase esqueci kkk.
    acho que a construção do Cassidy não é para eleva-lo ao main event,mas sim para eventualmente ele subir uma vez ou outra para omain Event,não como um campeão,mas como desafiante,acho que é por isso que eles trouxeram esse lado sério do Cassidy !!!

    Acho que foi bom ppv,Obviamente NÃO o melhor,mas ainda assim um Bom PPV !!!

    Bom artigo e excelente trabalho !!!

    • Willian, concordo com você em relação ao Luchasaurus, não acho ele esse horror como foi descrito, muito pelo contrário! Porém discordo com você em relação ao Stun, ele é horrível, não tem como levá-lo a sério e faz todo o sentido quando ele apanhar, conforme foi com o Omega e os YB e não tem como ser diferente, fora que é extremamente irritante, parece um pinscher contra Pitbulls…

    • Willian Dos Santos3 semanas

      Obrigado Flavio Jr.
      Entendo o seu ponto de vista !!!
      Pra mim ele serve de apelo cômico,ou seja não é para leva-lo a sério !!!
      Infelizmente a AEW não tem uma divisão jr. Para encaixa-lo,então para ele só resta esse papel de comedy(apesar de ser um bom wrestler).
      E ele tem feito um bom trabalho ao meu ver !!!
      Por exemplo contra o Archer,ninguém acreditava na Vitória dele,ele entrou lá simplemente para apanhar e fazer o Archer parecer cruel e isso foi bem conseguido ao meu ver,depois daquele massacre eu estava querendo matar o Archer kkk.
      Bom são opiniões diferentes,eu gosto do Marko e gosto muito da Ideia da AEW dar uma oportunidade para alguém como ele aparecer e destacar-se mesmo sendo atropelado todas as semanas kkkk.

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      Obrigado pelo comentário dedicado. Sobre o All Out vê o comentário acima. Epah, dizer que o Luchasauros tem um estilo old school mata-me do coração ahahah, mas que old school estás a falar? É que eu associo old school aos bons anos 70 e 80 da NWA. A Nightmare Family entrou para cima dos Dark Order sem respeitar o árbitro ou a campainha. Se a AEW não fizesse isso em quase todos os seus combates não ias ter a perspetiva de que era só mais um combate. O Marko não serve nem para uma Jr. Division, até para ela é muito pequeno.

    • Willian Dos Santos2 semanas

      Já viste all Japan ou new Japan nos anos 80 ou 90 ?
      Naquela época já existiam strikes e todos eram feitos de forma mais lenta !!!
      3 ou 4 golpes aplicados de forma lenta e objetiva.
      E foi nesse sentido de aplicar golpes que eu comparei com estilo Old School !!!

      Quanto ao marko Stunt não “servir para uma divisão jr”,eu discordo pois ele não é menor que o Taiji Ishimori ou menor que ou Jushin Liger !!!
      Aparenta ser ? Sim,mas não é.
      Vc está um pouco magoado com as tag matchs da AEW.
      Vc não vê faces a desrepeitar o Arbitro
      todo dynamite vê ?
      As unicas vezes que isso acontece é quando tem combates de rancor por exemplo Elite vs Dark Order ou Best Friends vs Inner Circle !!!
      Aqui isso era preciso ainda mais por parte do Dustin e Cardona que são os mais próximos do Cody depois naquela
      match !!!
      era preciso um pouco mais de violência,ou pouco mais de maldade algo parecido com o que os bucks fizeram contra a Jurassic express e não ouve por parte da Nightmare Family !!!
      E aqui todos estavam não apenas com cara de bons moços,mas tbm atuando com si fosse uma match de exibição !!!

    • Anónimo2 semanas

      Acho que já disse em algum artigo que o Kings Road é o meu estilo preferido de wrestling. O problema não é como aplicadas os strikes ou não de forma lenta, é o sentido com que o fazes, e o momento do match. Em todos os combates de Tag Team do Luchasauros, mas em todos mesmo, há um spot em que todos os envolvidos sabem que é o spot dele, para aplicar os pontapés que quiser, etc., ao mesmo tempo que não podes comparar os forarms do Misawa ou os chops do Kobashi aos pontapés do Luchasaurus, que muitas vezes são feitos de forma forçada, e até nem reais às vezes parecem.

      O Liger tem mais quase 15 cm do que o Marko e o Ishimori tem, apesar de bastante pequeno, é verdade, compensa com o físico que tem. O Marko é só um gajo tremendamente pequeno, e tremendamente magrinho, que não é acreditável como wrestler.

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      Este comentário anónimo é meu. Não reparei que não tinha aberto conta.

    • Willian Dos Santos2 semanas

      Não me sinto incomodado,com a forma que o Luchasaurus aplica os golpes,como citei no primeiro post tanto Kenta quanto Nakajima fazem o mesmo e tbm acho nice !!!
      Quanto a altura do Marko,ele é maior que o Ishimori 4 cm e é 3 cm menor que o Liger !!!
      Credibilidade no wrestling é uma coisa complicada !!!
      Tessa vencer Callihan é credivel ? Pra mim foi,pra outros não.
      Daniel bryan vencer o Big Show é
      credivel ? Eu não acho !!!
      Assim como o Rollins vencer o Lesnar com a costela machucada não é de forma alguma credivel !!!
      Bom é minha opinião,talvez eu esteja errado ou não,mas acho que têm coisas piores que isso para se chatear.

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      O Liger tem 1, 70 cm e o Marko Stunt tem 1, 57.

  7. Sandrojr3 semanas

    Poderiam cortar 40% do card, que o PPV ficava bom, ótimo artigo