Boas a todos nesta grande casa que é o Wrestling PT!

Ao longo do tempo, perguntaram-se várias vezes porque, sendo um fã acérrimo e fervoroso de wrestling, tenho tanta avidez em ver WWE hoje em dia, ou melhor, em ver WWE de forma mais ou menos regular atualmente, já que vejo alguns PPVs e tento, sempre que possível, ver os melhores combates que vão tendo na sua programação. Eu já critiquei aqui no Brain Buster o estilo de booking que a WWE tem, já critiquei a sua obsessão pela quantidade e pelos números, mas há uma razão, que talvez não consigam enxergar imediatamente, aliás, como aconteceu comigo, o que faz com que esteja sempre de pé atrás quando vejo WWE atualmente.

Esta crítica que pretendo apontar e dilacerar-me sobre ao longo deste artigo, consiste no facto de tudo e todos na WWE nos nossos dias parecem fãs de si mesmos, desde os lutadores, aos comentadores, à equipa criativa, à forma de arrumação e organização das histórias, aos inúmeros efeitos especiais e tecnologia que vemos em praticamente todos os seus eventos. Todos, mas todos sem exceção, parecem marks de si mesmos. A WWE tornou-se mark de si mesma, sendo que não são poucas as vezes em que a mesma se torna uma caricatura ou uma paródia daquilo que foi e ainda é.

O termo “mark” é, muitas vezes, empregue e utilizado pela comunidade de wrestling para designar ou descrever originalmente alguém que acredita na legitimidade do mundo do wrestling. Correntemente, é mais usado como um insulto ou comentário para designar um fã que acredita que tudo o que engloba o pro-wrestling é real, no sentido de que resultados não são combinados, por exemplo. Também pode ser usado para descrever um fã que aprecia/apoia determinado wrestler ou algo nesta modalidade. Ora, quando eu emprego o conceito “mark” neste artigo estar-me-ei a referir ao facto de que, quer os lutadores, quer a própria WWE são fãs, não de algo, mas de si mesmos de uma forma exagerada ou, pelo menos, não muito saudável, ao ponto de acharem que têm coisas dadas por garantidas, que são ótimos no que fazem e nada, nem ninguém, faz melhor do que eles.

Ora, confesso que esta ideia me surgiu já há longos meses, e daí para cá que venho pensado nisto, pretendo agora passar a minha ideia para o papel. O momento em que me apercebi disto foi no Firefly Fun House match da passada WrestleMania entre o “The Fiend” Bray Wyatt e John Cena, foi neste momento que senti que a WWE tinha dado o toque final de que não ouvir os seus fãs e gozar com os seus sentimentos era o que fazia de melhor, tomando os fãs como pessoas ignorantes, que por mais que critiquem o produto, continuarão sempre a vê-lo na próxima segunda-feira, aconteça o que acontecer.

Na última década principalmente, a WWE sempre se sentiu como um peixe na água, tal como uma empresa com posição dominante no mercado em que opera ou que detém um regime de monopólio, e não é segredo nenhum que isso levou a um desleixo nas storylines que tinha no seu produto e perda da capacidade para perceber o momento histórico do pro-wrestling em cada década, bem como a entender os seus fãs. Principalmente no início da última década, a WWE perdeu as estrelas da geração anterior e, até hoje, não foi capaz de criar outras, e as que criou, nem tão pouco chegaram ao nível das anteriores. Passou a ter um mid-card paupérrimo, em que os títulos não valiam nada, um mid-card que era composto por lutadores completamente desinteressantes e por rivalidades que não cativavam quase ninguém.

Isso mudou um pouco por volta de 2015, quando, contratações sonantes como Kevin Owens e Finn Bálor pareceram revitalizar um pouco a imagem do produto. A WWE estava agora a contratar os lutadores que os fãs de wrestling mais hardcore conheciam e a coloca-los contra as últimas estrelas que lhe restavam. Eu bem me lembro do buzz que a feud John Cena vs. Kevin Owens criou na altura, não só porque foi das melhores desse ano, mas também porque era algo que víamos pouco até essa altura, em que um lutador que vinha de fora e tinha tido sucesso pôde falar do seu percurso até esse momento e do estilo da WWE e fora dele ser tão diferente. Foi uma fórmula seguida e repetida com nomes como Samoa Joe, Sami Zayn, Bobby Roode, etc. Estes lutadores passaram a ter o seu programa especial no NXT que, por ter uma liderança, booking e estilo diferente, permitia a estes lutadores serem aquilo que poucos lutadores que vieram de fora fossem na WWE, ao ponto de sempre que alguém se estreava no RAW ou SmackDown, a água na boca dos fãs era enorme. Este regime de contratações agressivo continuou por muitos anos, ao ponto do verdadeiro wrestling independente hoje em dia quase nem existir.

Todos estes lutadores foram aparecendo na WWE e, pouco a pouco, o interesse que tínhamos neles foi-se desvanecendo cada vez mais. A WWE parecia ter operado uma mudança neles, ao ponto de todos, mas todos sem exceção, parecerem peças de tabuleiro que a WWE e Vince McMahon podiam usar como bem entendessem, todos eram apresentados como mais um lutador que se teve que esforçar muito para cumprir o seu sonho, o seu sonho de criança que era estar na WWE. Esta receita é meio caminho andado para estragar o produto. Kevin Owens e Finn Bálor estrearam-se com personagens credíveis, como lutadores que queriam mais sucesso e eram ambiciosos, principalmente o primeiro. A primeira declaração que fizeram na WWE não foi que sempre quiseram estar ali, nem que tinham cumprido o seu sonho, foi que vieram para vingar, para não ser mais um.

O Kevin Owens foi apresentado como um “prizefighter”, alguém que não estava na WWE porque era a sua oportunidade, mas alguém que queria estar lá porque gostava de ser agressivo e ainda recebia dinheiro por isso. Bolas! Alguém imagina o que tinha Stone Cold Steve Austin sido na WWE se nos seus primeiros tempos com essa personagem ele falasse do seu lindo sonho de estar na WWE? Pois, nós queríamos, e ainda queremos ver atitude. Na altura queríamos ver o Steve Austin como se apresentou como um rufia que tinha sido toda a sua vida, que não estava ali para fazer amizades, nem para ter apoio de ninguém, inclusive dos fãs, e para todos os lutadores do roster terem, a partir daquele momento, olhos nas suas costas. Hoje em dia, não queremos o Matt Riddle feliz somente por lá estar, não queremos lutadores como o Ricochet cuja sua maior história no main-roster é uma luta contra os preconceitos que existem na WWE contra o seu estilo.

Não há dúvidas que a WWE podia fazer muito melhor com o plantel que tem, e foi exatamente isso que em certos aspetos aquele combate entre o Bray Wyatt e o John Cena passou. Primeiro, aquele boneco que é uma paródia do Vince, encarnado como “diabo” é uma paródia, não do seu trabalho enquanto uns dos melhores heels de sempre, é sim uma paródia ao facto de ele ser o principal responsável pela WWE e pela descredibilização enorme do pro-wrestling atualmente e, principalmente, por ter um roster atolado em talento, mas que não cola nem descola com os fãs mais casuais, e que cada vez menos têm interesse para os fãs mais hardcore. A WWE cada vez mais procura fazer paródias de si mesma, caricaturando todos os defeitos que os fãs lhe foram apontando ao longo dos anos.

Se o produto está mau e os ratings batem em baixo, no RAW a seguir temos uma lenda, ou alguns dos McMahons. Quando chega à altura da WrestleMania, de forma completamente forçada metem os fãs a ver o Goldberg a destruir mais um jovem campeão da WWE, e que vinha sendo minimamente protegido. A WWE dá aos fãs o Goldberg, já não o apresentado como a lenda e lutador quase invencível. A WWE já coloca o Goldberg na sua programação contra a vontade dos fãs, contra tudo aquilo que os fãs não querem ver e já fizeram questão de o dizer. A WWE sabe exatamente que não é isso que os fãs querem, mas continua a fazê-lo, pois já não só não se importa com os apontamentos dos vários defeitos que tem com os fãs, como até já os admitiu várias vezes na sua programação, seja diretamente, seja indiretamente com piadinhas sobre o assunto.

Até na forma como a WWE apresenta os vários PPVs ao longo dos anos se tornou numa prova desta mesma ideia. Como? Enche a boca com o “showcase of the imortals”, com o “show of shows”, com o “biggest stage of them all”, cria um buzz imenso à volta do show, mas quando vamos ver o seu conteúdo, tivemos, nos últimos anos, 6 ou 7 horas de absolutamente nada, niqueles, zero! Eles usam uma fórmula vazia, de colocar todos os lutadores num combate para todos participarem, não porque merecem, mas porque querem tornar a Mania tão grande que pouco importa que card tem, desde que pareça grande. Das poucas coisas que a WWE ainda mantém decentemente é o Royal Rumble e o facto de o seu vencedor estar automaticamente no caminho para a WrestleMania, mas mesmo essa fórmula, quando nos é dita 500 vezes por semana, também já começa a ficar gasta. Todos os anos é exatamente a mesma coisa e pior fica, quando começamos a perceber que o vencedor do Royal Rumble é decidido umas semanas antes entre uma lenda ou um lutador completamente à sorte que não foi construído como tal.

E basta olhar para os PPVs temáticos. A WWE usa tanto o seu sucesso no passado na criação de combates muito cativantes como o Hell in a Cell, TLC, Elimination Chamber, etc., que não se dá ao trabalho de construir uma história que exija esses combates. Simplesmente diz que eles vão acontecer, como se fosse automático que, por existirem, serão intocáveis no que diz respeito ao interesse criado, que infelizmente é cada vez mais pequeno. A WWE acha que criou várias maravilhas do mundo, e que pode simplesmente ficar por aí, que nunca ninguém vai fazer melhor, e que agora pode dar-se ao direito de gerir o produto na sorte do dia-a-dia. E os RETRIBUTION são prova disso. Uma stable apresentada daquela forma tem que ser pensada com meses de antecedência e ter um plano de longevidade a longo prazo. Mas, pelo contrário, ela simplesmente foi criada e existiu. Todas as semanas os planos mudam, todas as semanas se escrevem shows à última da hora. Campeões, nº1 Contenders, rivalidades, tudo isto é decidido como nós decidimos o que queremos jantar todos os dias. A WWE descansa tampo à sombra do seu sucesso e passado e do facto de ser a maior empresa do mundo do pro-wrestling à imensos anos.

Por outro lado, a fórmula das rivalidades é sempre, sempre, sempre a mesma! Desentendimentos no backstage, uma stable que se estreia a atacar toda a gente, alguém que ataca alguém de forma completamente aleatória, alguém que não gostou de ter perdido e vai atrás de quem o venceu, isto já foi feito, uma e uma e uma e outra vez, são tudo fórmulas gastas, tudo coisas que já vimos tantas vezes, e nada é capaz de mudar. Neste aspeto, por exemplo, a WWE perde imenso para a AEW, em que raramente vemos coisas destas serem motor das suas histórias. São capazes de pensar diferente e fora da caixa, ao contrário da WWE que apenas procura fórmulas do passado que a certa altura tiveram sucesso, achando que aquilo que criaram jamais passará de moda. Mas adivinhem lá, já passou.

A culpa é da direção da WWE, mas também não deixo de culpar os seus lutadores em muitos momentos, salvo algumas raras e boas exceções. Todos os seus lutadores parecem completamente deslumbrados consigo mesmo, achando que têm um trabalho intocável, não tendo qualquer ambição de melhorar e de conseguir ser mais. Além disso, usam as redes sociais muitas vezes para colocar fotos com lutadores com quem acabaram de ter um combate, com outros lutadores do roster, com quem há meses tiveram uma acérrima rivalidade. É certo que a WWE também deixou de ter qualquer respeito pelo kayfabe e é a principal culpada, mas da parte dos lutadores também não há qualquer esforço de proteção das suas personagens nem da credibilidade do seu trabalho, praticamente admitem que toda a sua luta ao longo do tempo não passou de algo “falso”, e que estão satisfeitos com isso.

Muitos vêm até mostrar descontentamento para o Twitter pela falta de oportunidades. Isso acaba por ter um efeito completamente inverso e perverso do que inicialmente estão a pedir. Basta pensar um pouco. Mantendo as coisas de uma perspetiva racional e do mínimo de respeito pelo kayfabe, um lutador com atitude com um contrato com a melhor empresa do mundo e que quer ser respeitado não deveria vir fazer queixinhas para as redes socais e levar com paninhos quentes dos seus fãs. Esse lutador devia, em kayfabe, exigir melhores condições de trabalho e mais oportunidades e, se estas não existissem, bater com a porta no nariz dos oficiais da WWE. Esta demonstração de fraqueza que vêm ter para as redes sociais para chamar a atenção é exatamente uma demonstração de isso mesmo, de fraqueza…

Hoje em dia, os lutadores acham-se marks de próprios, mas também da WWE. Anteriormente, um lutador falava do seu “WrestleMania moment” depois de o ter, e esse “Wrestlemania moment” era, por norma, um momento fantástico, que ficaria para sempre nas nossas memórias. Hoje em dia, não só todos os lutadores falam de ter o seu “WrestleMania moment” antes do evento, como se veem vangloriar para as redes sociais que tiveram o seu momento no maior show do ano por terem ganho uma Battle Royal no KickOff ou os títulos de Tag Team do RAW na 6º hora do evento quando os fãs já estão mais para lá do que para cá. E se a WWE coloca esses lutadores a falar do “WrestleMania moment” na sua programação, será apenas só mais uma prova que se tornou mark de si mesma. Achar que toda e qualquer presença na WrestleMania é esse momento especial que todos tanto falam, é caracterizar um evento seu como uma das maravilhas do mundo, é coloca-lo a um patamar de importância tal que, mesmo para os fãs que adoram o evento, lhes parecem um “nadinha” exagerado.

E para terminar, porque não falar dos comentadores que temos hoje em dia? Já não vou falar de nomes como o Tom Phillips, que apesar de ser algo fraco, tenta fazer o seu trabalho com competência, mas nomes como Michael Cole, Byron Saxton ou Corey Graves, parece que adoram criar um show no próprio show que só existe entre eles. O Michael Cole, outrora dos melhores no seu trabalho, já está por tudo, já viu tudo o que tinha para ver, já sabe o que vai acontecer, já sabe como tem que reagir a cada retorno, a cada combate, a cada run in, a cada brawl, já conhece as mesmíssimas fórmulas gastas que a WWE continua a usar, e já não se consegue divertir no seu trabalho sem ser às constantes piadas com o Corey Graves. Este último foi uma das melhores surpresas na mesa dos comentadores nos últimos 5 anos. O problema? É que também se tornou um fã de si próprio. Está constantemente a comentador aquilo que está a ver enterrando completamente a seriedade do produto com as suas piadas, por mais sério que seja o momento, e pior do que isso é que é coadjuvado nessa tarefa pelo Michael Cole. Pior do que isso é que a WWE se apercebe perfeitamente, mas entende que isso até é benéfico para o show. Há uma comodidade em relação à posição que os comentadores ocupam que chega a ser revoltante. Eles estão na gargalhada constantemente, muitas vezes não ajudam à história que está a ser contada pelos lutadores e só tiram a atenção dos espetadores em relação ao combate.

E falo disto sabendo que ainda bem que separaram o Corey Graves do Byron Saxton e até da Renee Young em determinado momento. Os comentadores têm as posições que quiserem (heels, faces ou mais neutrais), mas o que nunca faltou nas mesas de comentadores clássicas foi o respeito e a colaboração recíproca para contar a história que os lutadores estão a apresentar. Pelo contrário, o Corey e o Byron sempre que juntos fazem questão de discutir em exatamente todo e qualquer combate em que trabalham juntos, fazendo de advogado do heel e do face, respetivamente, muitas vezes através de comentários jocosos desnecessários.

Também se tornaram marks de si próprios, acham que têm uma relevância no show muito maior do que a que têm, e parecem não saber o seu lugar. Em suma, a WWE é, cada vez mais, uma paródia do que foi no passado. A sua solução para tudo é repetir exatamente as mesmas fórmulas velhas e gastas do passado e, quanto muito, tornar o show exterior ainda maior, com tecnologia, mudanças de câmara ou entradas ainda mais majestosas e pomposas. Externamente parece tudo muito bonito, mas internamente é tudo vazio, reduz-se a nada e não parece haver uma mudança que valha a pena no futuro próximo. Pior do que, são capazes de nos dizer isso na cara e de o mostrar constantemente.

Hoje ficamos por aqui.

Até para a semana e obrigado pela leitura.


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O próximo Brain Buster marca a sua 95ª edição. Gostaria de fazer algo diferente, e decidi recuperar uma atividade que realizei aquando da 50ª edição. Anuncio aqui que o próximo Brain Buster será um Perguntas e Respostas, em que tentarei dar resposta a todas as questões que me quiserem colocar.

Podem deixar a vossa pergunta na caixa de comentários deste artigo, e fazê-la chegar até mim de outra forma de assim desejarem e vos der mais jeito. Como sabem, podem fazer qualquer tipo de perguntas acerca de combates, lutadores, rivalidades ou qualquer promotora (WWE, AEW, NJPW, Stardom, DDT, etc.).

Agradeço imenso a vossa participação. Obrigado!

18 Comentários

  1. Sandrojr1 mês

    Ótimo artigo, muito bem escrito, minha pergunta é: Pra vc quem dura por mais meses com os seus titulo em 2021, Roman Reigns com o WWE universal ou Kenny Omega com o AEW world?

  2. Victor X1 mês

    Surfando no tema da edição 94, deixo perguntas para a 95:

    – Como atrair um consumidor cansado dos vícios do produto da WWE para que este acompanhe outras promotoras de wrestling? Que aspectos de outras empresas poderiam ser atrativos para os mesmos?

    (Ademais, é isso mesmo o artigo. O booking está a girar em círculos ano após ano, e a WWE não pensa em mudar, pois está a faturar muitos dólares com contratos de mídia e fãs casuais)

  3. PedrKo1 mês

    Artigo muito pertinente e que detalha um dos grandes problemas do wrestling nos últimos anos.
    A maioria dos lutadores da WWE já foi campeão mundial, o que não faz bem a ninguém, quando o título roda por todos ninguém é realmente campeão parece mais coisa do infantário, o Roddy Piper nunca foi campeão e não é por isso que não deixa de ser uma lenda.

    Quanto aos lutadores serem marks de si mesmos, não acho que seja apenas na WWE, (é só ver por exemplo a entrada do Cody).

    Pergunta:
    Achas que num futuro próximo e devido á falta de qualidade da WWE, a AEW pode ameaçar verdadeiramente a posição da WWE como empresa dominante?

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      Obrigado pelo comentário e pela pergunta. Sim, acho que vários lutadores da AEW também têm esse problema, mas nunca vi nenhum a protestar por não estar a ter oportunidades. Vejo sim problemas ao nível das fotos nas redes sociais, por exemplo. Quanto ao Cody, sim, tem uma entrada gloriosa sempre que luta e devia fazê-lo menos vezes, mas pelo menos ele é uma das grandes estrelas que a AEW tem, não é como se toda a gente andasse a fazer aquilo.

  4. Duke1 mês

    Ótimo artigo. Principalmente a parte dos comentadores que acho fundamental para um programa de wrestling.
    Pergunta: A WWE devia de apostar em mais lutadores que estão na NXT pra o Main Roster ? Como Finn Bálor, Kyle O’Reilly, Pete Dunne, etc.

  5. Conseguiste detalhar bem os problemas que têm caracterizado a WWE na ultima década.
    E a frase que retenho mais é “A WWE tornou-se uma paródia de si mesma” e o problema é que é verdade.
    A pergunta que eu faço,e de uma perspetiva pessoal,que promotoras que acompanhas recomendarias para ver.

  6. Hulkster1 mês

    Consideras que, no conjunto da obra, falando de impacto popularidade conquistas relevância e história já estamos em condições de considerar John Cena o maior da história?

  7. 13 cm1 mês

    Foi um excelente artigo, você abordou muito bem vários pontos do porque a wwe tornou-se uma paródia de si mesma.

    A única parte que eu não me importo, é no uso das rede redes sócias, isso não me atrapalha em nada mesmo, para mim o importante é continuidade da historia e coerência dentro dos rings e nas promos, as fotos que eles postam na redes sociais não vão me influenciar na hora de ver o produto.

    A Kayfabe é sempre um ponto bem interessante de debate, tem certas coisas que da para manter em Kayfabe sem problemas, mas tem outras que hoje em dia não são mais necessárias, ele são pessoas normais vivendo as suas vidas, não cabe dizer o quais os limites de separação entre suas vidas dentro e fora do ring.

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      Obrigado pelo comentário. É uma perspetiva diferente, e reconheço que será muito difícil voltar atrás, nem que seja a respeitar um pouco o kayfabe.

  8. 13 cm1 mês

    E aproveitando para fazer uma pergunta, vamos fantasiar um pouco sobre Dream Matchs.

    Qual a dream match que você mais quer ver no futuro? Pode até ser entre lutadores de empresas diferentes.
    Qual a dream match que não aconteceu, que você gostaria de ter visto?
    E por ultimo se qual seria a sua dream match entre um wrestler de antes dos anos 2000, contra um de depois dos anos 2000.

    Estou curioso para saber quais são e porque.

  9. Vitor Oliveira1 mês

    Ricardo, o que achas sobre a figura de autoridade (GM) nos shows? Pensa que faz falta?

    —> Na minha opinião faz falta.