Boas a todos nesta grande casa que é o Wrestling PT!

A última semana foi bastante recheada de shows de wrestling, tivemos a finalização da tour The New Beginning no Japão no que à NJPW diz respeito, a TJPW voltou ao Kurakuen Hall com um show bem interessante, a NOAH fez pelo segundo ano consecutivo um show no Nippon Budokan e,  no domingo, tivemos aquele que foi o meu evento preferido do ano até agora, sem ser realmente o melhor em termos objetivos e, sem dúvida, o mais divertido. Além disso, ainda contamos com um TakeOver no mesmo dia. Que semana! Embora eu adorasse falar-vos de todos estes shows, a verdade é que tal tarefa seria bastante inexequível, por isso vou-me centrar naquele que, para mim, foi o mais marcante e, objetivamente, o melhor show da semana, empatando claramente com o 2º dia do WK.

Na manhã da última 6ª-feira, a Pro-Wrestling NOAH presenteou-nos com aquele que, a par do ano passado, foi o seu maior show do ano, show esse realizado na mítica e imponente arena Nippon Budokan, na qual já tiveram lugar inúmeros eventos mágicos e combates clássicos que ficaram para a história do wrestling japonês e mesmo de todo o mundo. O projeto que nos últimos dois ou três tem tentado revitalizar a NOAH depois de um perigo muito difícil da sua história trouxe a NOAH de volta ao Nippon Budokan o ano passado, num show enorme e que veio a ser a porta de entrada para o ano muito bom que a NOAH veio a ter. O evento de 6ª-feira, intitulado Destination 2021 – Back to Budokan, era um evento muito aguardado pelo card anunciado, sendo que na altura de entregar, todos os combates mais aguardados não desiludiram. O meu objetivo para este artigo é, precisamente, analisar esses combates mais importantes e tentar perceber o que o futuro mais próximo reservará à NOAH depois do Budokan.

Mohammed Yone & Shuhei Taniguchi vs Masaaki Mochizuki & Masato Tanaka

Para quem assistiu ao evento de forma integral, pode achar estranho ter colocado aqui este combate do undercard em análise, pois, para a muitos de vós, pode ter passado despercebido. Contudo, penso que pode ter sido importante para se poder antever um pouco do que se poderá passar no diz respeito à divisão de tag tem dos Heavyweigths. Os atuais campeões, Takagi Sugiura e Kazushi Sakuraba já contam com um reinado muito bom e já enfrentaram bastantes combinações de equipas possíveis no roster da NOAH. Não sei se o reinado estará para terminar ou não, todavia, acho que estas duas equipas podem e deverão ter uma palavra a dizer ainda nesse reinado, seja quanto a serem próximas defesas, seja até para serem campeões.

Num combate curto, a dupla da stable M’s Alliance formanda pelo Masato Tanaka e Mochizuki acabou por vencer. Por essa razão, gostaria muito de ver estes dois na luta pelos GHC Tag titles. Seriam tanto uma boa defesa filler num show do Kurakuen Hall, por exemplo, como seriam bons campeões por uns meses. Contudo, o Mohammed Yone e o Taniguchi têm sido um bom contributo para a NOAH ao longo dos anos e são dois lutadores extremamente respeitados pelos fãs. Numa vitória que lhes saberia bem e que seria mais que merecida para estes dois lutadores, que até costumam ter combates bem interessantes no undercard, não vejo porque não poderão vir a vencer os títulos ao Sugiura e ao Sakuraba. Mesmo se pensarmos, teríamos dificuldades em encontrar mais tags no roster para os atuais campeões vencerem, sendo que o Yone e o Taniguchi podem, completamente e sem risco de por vezes terem de ir à divisão de singles, ser uma tag completamente focada na sua divisão.

GHC Jr. Heavyweight Tag Team Title Match: HAYATA & Yoshinari Ogawa (c) vs Ikuto Hidaka & Kotaro Suzuki

A parte do card pela que todos nós ansiávamos começou com uma defesa dos Jr. Tag titles, numa história que até já vem a ser contada durante os últimos meses. O Ogawa e o HAYATA traíram e expulsaram o Kotaro Suzuki da sua stable, os STINGER, tendo o Kotaro encontrado apoio nos membros dos Sugiura-gun e, no caminho para este match, feito equipa com outro veterano, o Ikuto Hidaka. Já o disse aqui no Brain Buster e volto a dizer, a divisão de Jr. da NOAH é a melhor do mundo neste momento e este combate é prova disso. A química que o Kotaro e a lenda que o Ogawa já é continua lá sem nada se perder, entregando sempre. Combate não muito rápido, mas cativante com vários momentos que permitiram ao público acordar para o que ainda muito restava da noite. À semelhança do que já referi para a divisão Tag dos Heavyweights, também o Ogawa e o HAYATA já são campeões há vários meses, em reinados intercalados, já venceram muitas combinações possíveis na divisão e não sei se continuarão a ser campeões por muito mais tempo. Seja como for, esta divisão está mais que bem entregue aos lutadores e campeões que a representam, está muito bem de saúde e recomenda-se, sendo claramente um dos pontos que a NOAH está acima da nº1 do Japão, a NJPW e um dos pontos que a NOAH pode perfeitamente pegar e dar destaque no sentido de atrair o maior número de fãs do estilo Jr. Heavyweight.

GHC Jr. Heavyweight Title Match: Daisuke Harada (c) vs Seiki Yoshioka

Na minha opinião, este foi, depois do main-event, o melhor combate da noite. Foi rápido, como bem se exige aos lutadores desta divisão, foi duro, com o Yoshioka a mostrar o seu talento com os seus pontapés, espetacular, como vários dos combates do Harada são, pois os seus suplex’s são dos mais bonitos que vi e, além disso, não foi muito longo, nem precisava de o ser para ser dos melhores da noite. Ao contrário da NJPW que na mesma semana coloca o Hiromu e o SHO num combate de 35 minutos sem que realmente houvesse necessidade para tal, em que se sentiu que durante muito tempo os dois estavam a prolongar clara e deliberadamente o combate, a NOAH deu ao Yoshioka e ao Harada um tempo que bastou para os dois serem dos destaques da noite.

Adorei a história do Yoshioka ter de partir sempre para cima do Harada de forma mais agressiva para mostrar que este momento era o dele, e que era ao topo desta divisão que ele finalmente pertencia. O Harada, como o símbolo do topo da divisão e até como o melhor Jr. Heavyweight do mundo representou muito bem esse topo e foi capaz dominar o seu adversário várias vezes durante o combate. O Yoshioka venceu e finalmente se tornou numa das estrelas da divisão, pronta para várias title defenses contra os inúmeros talentos desta divisão. Nos últimos tempos estavamos habituados a ver aquele título à volta dos mesmos (Harada, Ogawa, Kotaro Suzuki, HAYATA), mas com esta vitória, o Yoshioka traz novos ares à divisão, um ambiente mais fresco e mais possibilidade de combinação nos title match por aquelo título.

Jun Akiyama & Naomichi Marufuji vs Kaito Kiyomiya & Yoshiki Inamura

Confesso que este era o combate do card pelo qual eu mais aguardava, um verdadeiro duelo geracional entre duas lendas do puroresu e os dois lutadores que melhor compõe a próxima geração da NOAH. Foi igualmente um combate em que tivemos o regresso à NOAH de um dos lutadores que, apesar dos seus 51 anos ainda é extremamente bom naquilo que faz e que consegue trazer interesse para qualquer combate em que está, o Jun Akiyama. Aliás, a história deste combate é exatamente o Inamura e o Kaito, principalmente este último, a tentar medir forças com o carinhosamente apelidado “uncle Jun”, o que tornou isto muito cativante e deixou água na boca de todos os fãs por um futuro Kaito Kiyomiya vs. Jun Akiyama. Foi excelente ver os jovens lutadores a vencerem os veteranos nesta arena em especial e neste show tão importante em que todos os olhos estavam na NOAH, deixando uma ótima impressão dos mesmos em fãs de todo o mundo. Esta vitória foi ainda mais importante devido ao que se passou depois do main-event, credibilizando e legitimando o Kaito. Vencer alguém como o Marufuji na NOAH hoje ainda dia ainda é um grande feito, mas fazê-lo num tag match desta forma legitimou ainda mais o Kaito, um lutador no qual toda a gente coloca a esperança de ser a grande estrela da NOAH nas próximas décadas. Foi um tag team match simples, com várias interações bem cativantes, não me desiludiu nem um pouco, mesmo com muita expectativa que trazida para o combate.

GHC National Title Match: Kenou (c) vs Masakatsu Funaki

Este combate apareceu um pouco no vazio. Sei que o Funaki é um lutador credível a qualquer título no mundo, mas sinceramente não vi nada dele na NOAH desde que se juntou aos M’s Alliance que me enchesse os olhos e me pusesse cheio de expectativas para o ver enfrentar o Kenoh nesta altura da sua carreira. Preferia, de facto, ter visto alguém mais jovem ter esta oportunidade. Pelo contrário, o Kenoh tem vindo de há uns tempos para cá a enfrentar apenas veteranos, conseguindo-os derrotar até com relativa facilidade, estando a ser construído como aquele lutador que, apesar de não estar sempre no main-event, pode ser chamado lá sempre que preciso, e ir lá com a credibilidade necessária para disputar combates com as estrelas. Quanto ao combate em si, confesso que tendo vindo o show em perspetiva crescente até aqui, e acabando este combate por ser pouco aguardado, pelo menos da minha parte, acabou por não o considerar nada de especial. Foi, sem dúvida, um bom combate, em que ambos mostraram a sua capacidade em submissões e pontapés, mas que acabou de forma abrupta, o que aliás foi propositado (já como tinha sido na title defende com o Sakuraba), mas que no meio de tão bom material num show tão agradável acabou por ser mais esquecível. O Kenoh foi mais uma vez desafiado por um veterano, o Kendo Kashin, e está praticamente a fazer o círculo total dos veteranos do Sugiura-gun. No futuro, gostava de ver sangue mais jovem à volta deste título.

GHC Heavyweight Title Match: Go Shiozaki (c) vs Keiji Muto

Eis que, finalmente chegados ao main-event, eu só tenho coisas boas a dizer deste combate, do qual muita gente, ou duvidou que fosse bom ou colocou como problema o possível resultado em que o Muto, de alguma maneira, conseguia vencer o título. Contudo, antes de ir a esse tipo de questões, gostaria de assinalar e chamar a atenção para a história que foi feita na passada 6ª-feira. Com esta vitória, o Muto tornou-se o 3º lutador da história a conseguir vencer os três títulos mais prestigiados do puroresu, o IWGP Heayvweight title da NJPW, o Triple Crown title da AJPW e agora o GHC Heavyweight title da NOAH, seguindo o legado dos outros dois lutadores com esse feito, o Yoshihiro Takayama e o Kensuke Sasaki. Mais ainda, e talvez mais importante, tornou-se o único lutador a ter vencido esses três títulos mais o NWA World Heavyweight title. E fez isto aos 58 anos, que feito enormíssimo!

O combate em si, do ponto de vista do storytelling foi absolutamente uma peça de arte. Durante todo o combate, o Muto vai tendo momentos em que vai duvidando de si e em que mostra fraqueza e vulnerabilidade, ao passo que o Shiozaki não só aproveitava esses momentos, como ainda não mostrava qualquer complacência pelo veterano lutador de quase 60 anos, tirando dele um main-event do caraças (permitam-se a expressão). O Muto tenta todas as suas armas para vencer o título, o Figure-4, o Shining Wizard e nada é eficaz contra o lutador que mostrou ser o Iron-man da NOAH o ano passado. O público começa a duvidar, e com ele o Muto também…Pico deste combate foi quando o Muto tenta subir à terceira corda para fazer o seu épico moonsault, um move que ele mesmo tinha retirado já há uns anos e o público, mesmo sem poder falar, fica em histeria quase completa.

No entanto, o Muto duvida de si e acaba por desistir, sendo que o Shiozaki aproveitou para tomar o controlo a partir daí. Porém, é depois apanhado de surpresa no fim pelo frankensteiner em que o Muto consegue o pin rápido colocando pressão sobre os ombros do seu adversário com os seus joelhos, definitivamente a última arma que ainda tinha para usar. Gostaria de realçar que enquanto consegue o pin o Muto não faz a sua pose como de costume, mas empurra a cara do Shiozaki contra o tapete, que é tanto uma demonstração de fraqueza, como de respeito pelo seu adversário. A história de dúvida de que um lutador com tamanha idade conseguia alcançar o impossível, dúvida essa colocada na cabeça dos fãs pelos próprios lutadores ao longo do match contribuíram para esta vitória surpresa e para o público ir ao teto o máximo possível tendo em conta as restrições por causa do Covid. Foi uma peça de storytelling absolutamente deliciosa.

Com esta vitória e com a vitória do passado domingo do Jun Akiyama sobre o Tesuya Endo na DDT para conquistar o KO-O Openweight belt, e com a ligação da NOAH à CyberAgent, adoraria assistir a um tag match entre o Muto e o Akiyama e o Kaito Kiyomiya e o Konosuke Takeshitam que tem encontrado no uncle Jun a barreira que não consegue passar. Um combate que venceria imenso no Japão como Legends vs. Supernovas, que seria digno de um show numa arena acima do Kurakuen Hall, num evento que a NOAH e a DDT poderiam fazer em conjunto, por exemplo.

Por fim, quanto às críticas da idade do Muto e do facto de ter vencido o título a um lutador que estava a ter um reinado excelente, o melhor do wrestling desde o reinado do Kazuchika Okada em 2016/2017/2018, sim, é verdade, o booking podia e devia ter ido noutro sentido, não teria colocado o Muto com o título de qualquer forma. Contudo, serviu para dar um final ao reinado do Shiozaki ainda mais épico pela história contada, assim como servirá para dar a tão esperada vitória do Kaito Kiyomiya sobre o Muto, depois da pesada derrota que teve com ele o ano passado. No final, tudo foi feito para elevar o Kaito e não para baixar o Go Shiozaki. O Kaito podia e devia ter vencido o Shiozaki e ser ele a acabar o reinado do Go, mas confesso que a opção que acabou por ser feita, não foi, nem pouco mais um menos, um mau booking, até porque na história o Muto beneficiou imenso do cansaço físico e psicológico que o Go vinha sofrendo ao longo do reinado, o estado a que chegaram aqueles braços assim o diz. Esta vitória junta um pouco de sorte, experiência e a pouca capacidade que ainda resta ao veterano.

E quando às comparações com a utilização do Goldberg e do Undertaker na WWE, meus amigos, antes de falarem, vão ver o combate, e digam se, apesar dos seus 58 anos, não viram um combate completamente trabalhado, com cabeça, tronco e membros, mesmo que de forma mais lenda nalguns momentos, e depois arranjem coragem de dizer que a situação foi ou é sequer comparável. Como sempre o disse, não sou contra a utilização das lendas, sou contra a utilização das lendas com mau booking e quando as mesmas claramente não mostram sinais de capacidade no ringue, sem sequer mudam o seu estilo para algo mais seguro e exequível com a sua idade e limitações físicas. E não foi sequer um combate em que o Muto não sofreu bumps incríveis para alguém da sua idade, porque sofreu. Era uma discussão que poderia levar imensos argumentos e contraargumentos, mas, sinceramente, depois de um main-event tão bom, eu quero, através deste artigo, sobretudo enaltecer o trabalho destes dois lutadores e elogiar toda a equipa da NOAH pôr ter juntado tudo o que era necessário para termos um ótimo evento. Fiquei genuinamente feliz durante estas 3 horas e meia, venha mais disto!

Hoje ficamos por aqui.

Até para a semana e obrigado pela leitura.

8 Comentários

  1. Facebook Profile photo

    Eu não vejo muito wrestling fora da WWE. Mas fiquei curioso sobre esta NOAH, graças a este artigo. Bom artigo!

  2. Willian Dos Santos1 semana

    Primeiramente, otimo artigo e Parabéns pelo otimo trabalho!

    Ao meu Ver foi um Otimo show e que vinha me satisfazendo até chegar ao Main Event.

    – Concordo com tudo o que Você disse a respeito a Divisão Jr. E Divisão de tags Jr.
    É uma divisão maravilhosa e que ao meu ver é anos luz superior a da New Japan.
    NÃO porque tem lutadores melhores, mas SIM porque tem um Tratamento correto e digno de uma Divisão importante e Histórica.
    Gostei de ambos os Resultados, mas vibrei demais com a Vitoria do Yoshioka, que pra mim é um dos cinco melhores lutadores Jrs. da Atualidade.
    Espero que com essa Derrota o Harada suba a Divisão Heavyweight, pois o mesmo ao meu ver nada mais pode fazer entre os Jrs, e poderia subir para ser aquele a destronar o Kenoh ou integrar a divisão de tags Heavyweight.

    – Quanto a tag Match multi-geracional entre Akiyama e Marufuji vs Kaito e Inamura, fico sem palavras para descrever essa match.
    A Principio eu achava que seria uma match apenas para trazer um momento nostalgico e dar um pouco de rodagem ao Inamura, e eu estava errado e ainda bem que me enganei.
    O Akiyama e daqueles lutadores que já passaram há muito tempo do seu auge,mas que ainda consegue entregar aquilo que o publico espera dele. Akiyama,Suzuki,Sugiura,Tanaka,Mochizuki mostram que a Idade NÃO importa, o que Importa mesmo é ter a cabeça no lugar e amar aquilo que se faz, para fazer bem feito.
    Quanto ao Kaito e Inamura, acho que eles mostraram o porque deles serem o futuro da Noah e mostraram o porque eles merecem essa oportunidade principalmente o Inamura.
    Eu tinha muitas ressalvas a esses dois pequenos monstros,e que com o andar da match, foram destruidas uma a uma.
    Otima Match e quero ver mais do Akiyama e se possivel mais gente da DDT na Noah.

    Já com ralação ao Kenoh, eu me sinto confuso, pois para mim, no inicio da Run dele com o title, eu entendi que eles iriam construir o Kenoh como um lutador Legit, devido ao background dele(me refiro a ele ser um lutador de Kudo,arte marcial japonesa similar ao MMA).
    E com o tempo eu fui acreditando nisso, visto, que todos os desafiantes dele eram ex-lutadores de MMA. MAS comecei a me sentir confuso depois da luta dele com Sakuraba em diante.
    Sempre ganhando com artimanhas ou as vezes com certa facilidade. E concordo com vc, quando você fala em ralação ao Funaki.
    Bom apesar disso tem gostado do reinado, o Kenoh tem dado prestigio ao titulo e sempre o mantedo importante e gostaria de ver ele perdendo o titulo para alguém novo ou um lutador relavante que venha a lutar na Noah
    (meu sonho é o T-Hawk).

    Em ralação ao Main Event, meu sentimento é misto.
    Fico feliz pelo feito do Mutoh que uma Lenda monstruosa e que ainda aos 58 anos faz tudo bem feito.
    Mas apesar disso, não consigo gostar da idéia de ver o Shiozaki perder o titulo tão cedo, ainda mais quando ele finalmente estava apagando a fama que ele tem de flop, quando finalmente ele estava construindo o seu legado e coroando a sua brilhante carreira de forma épica, retiram o titulo dele frente ao Mutoh.
    Fiquei muito triste pelo Go, e espero que ele tem outras oportunidades no futuro.
    Bom,foi uma otima match e pretendo rever ela ainda esta semana.

    Para finalizar, amei o show e fiquei muito feliz por ver a Noah voltando aos bons dias.
    Esse show me mostrou que o Futuro da Noah é brilhante e que o Sonho do Misawa continua muito vivo.

    Muito obrigado pelo post, gosto de ver suas opiniões a respeito da Noah e desculpa pelo comentário gigantesco !!!

    Parabéns pelo excelente trabalho !

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      Muito obrigado! Adorei o teu comentário. Ressalvo apenas que o Go Shiozaki não poderia ter um reinado muito mais do que este. Não tinha muitos mais lutadores credíveis para enfrentar, física e psicologicamente já se notava um grande desgaste, basta ver como aqueles braços já andavam e, por fim, a própria história que a NOAH queria contar era de um lutador que estava no limite das suas forças, e isso foste notando a cada combate que ele ia tendo. Seja como for, foi um reinado absurdo, dos melhores que já vi.

  3. Sandrojr1 semana

    Fiquei triste pela derrota do Shiozaki Go, ele estava num belo reinado, mas já que o kiyomiya Kaito será o próximo desafiante pelo GHC, espero que ele tire o título do Mutoh. Aliás Ricardo se possível vc poderia fazer um artigo sobre a atual situação da All Japan, como vão as storylines, se os campeões estão desempenhando um bom papel, e quem será o próximo campeão tá coroa tripla, fica a dica aí sobre esse artigo, eu ficaria imensamente feliz se vc fizesse, bom artigo.

  4. Edge881 semana

    O combate do Go Shiozaki e do Keiji Muto é um hino ao wrestling, é bom em tempos de pandemia ainda existir empresas que consigam produzir um bom show e com combates deste nível .

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      Obrigado pelo comentário! Incrivelmente já o ano passado tivemos material lendário, o que ninguém diria. O wrestling é uma modalidade incrível quando bem feita.