Bryan Danielson foi um dos maiores nomes dos últimos anos da WWE, sendo que para além das suas contribuições dentro do ringue, o “American Dragon” chegou a fazer parte da equipa criativa da empresa de Vince McMahon.

Em entrevista a Jimmy Traina no Sports Illustrated Media Podcast, Bryan Danielson revelou (de forma inesperada) que gostou de trabalhar com os writers da WWE.

Na verdade, fiquei um bocadinho surpreendido, porque a primeira vez que tive de falar ou qualquer coisa foi em Cincinnati e fiquei tipo “O que é que temos de fazer?” [Tony Khan ficou tipo] “Não sei, o que queres fazer?” e eu fiquei surpreso, depois em Newark foi a mesma coisa.

Nunca me deram uma folha de papel ou me disseram o que estamos a fazer. Nós sentamo-nos e decidimos o que estamos a fazer. Eu fiquei tipo, ‘Oh.’. Depois há este medo exagerado para mim, porque algumas pessoas não gostam de trabalhar com os writers. Eu adoro trabalhar com os writers. Eu gosto de colaborar. Diverti-me muito com isso [na WWE].

Um dos meus momentos favoritos foi quando eu era o Planet’s Champion. O writer com quem trabalhei chamava-se Robert. Divertimo-nos imenso. Ele apresentava a ideia num pedaço de papel. Eu tinha muito mais margem de manobra do que muitas pessoas na WWE. Eu trabalhava com o writer e dizia “E se disséssemos isto?” e o Robert era óptimo, porque nunca me deixava desviar do que era importante e ele dizia “Ei, isto é demasiado ambiental e talvez não seja importante o suficiente para o espectáculo que estamos realmente a fazer”. Robert ajudou-me a manter-me no bom caminho. Eventualmente, não me foi permitido dizer nada sobre o ambiente, mas Robert era óptimo, porque ele metia lá pequenas coisas. Adorei colaborar com os writers.

Há quem tenha medo de ver uma página em branco. Tens de criar a tua própria história. Queres essa liberdade, mas de repente é como “Oh não, aqui está esta página em branco, podes criar o que quiseres” e há quem fique “Hummm” e isso é um bocadinho irritante.

Nos meus últimos meses com a WWE, recebia guiões, mas o meu tempo com a WWE era praticamente isso; sempre a trabalhar com um writer, mas sempre a colaborar. Nos últimos meses, fiz parte da equipa criativa. Muito raramente escrevia as minhas coisas, mas pensava: “E se eu dissesse algo assim?”. Poderia dar uma ideia para mim numa terça-feira e na sexta-feira essas seriam as palavras de outra pessoa. Nós dávamos ideias, trabalhávamos juntos, e era divertido.


Alguma vez imaginaste ler um lutador dizer que gostou de trabalhar com os writers?

4 Comentários

  1. Anónimo1 ano

    Já se sabia que o Bryan tinha alguma liberdade criativa, bom saber que conseguiu ter uma boa experiência com o writer com quem trabalhou.

  2. Sempre se soube que o Bryan tinha liberdade criativa!

  3. Bruno Fec1 ano

    O Moxley até deve ficar maluco…é possível esta feliz na AEW e falar da WWE sem ser carregadinho de ressabiamento, que confusão lhe deve fazer.

  4. Ze1 ano

    O Moxley sempre teve ideias péssimas e na WWE não lhe deixavam fazer o que queria e com razão. Na AEW acho que o Tony Khan também já aprendeu a não lhe dar demasiada liberdade. Ou melhor ainda, tirou-o do Main Event e agora já pode ter aquelas garbage matches que ele adora com o underneath talent.