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More Than Words #60 – Maratona de Wrestling

há 3 semanas Artigos 2

A WrestleMania está mesmo aí à porta, 8 dias separam-nos do maior evento de wrestling do ano e por esta altura todos os fãs de wrestling, incluindo os mais casuais, ficam ansiosos por ver o que a WWE lhes vai apresentar. Quer seja pelo espetáculo, quer seja pelo wrestling ou mesmo apenas pelo ambiente, a verdade é que a WrestleMania acaba sempre por entregar, acaba sempre por entreter, criam-se momentos, terminam-se histórias, é uma espécie de season finale na WWE. Tudo isto tem existido nas últimas wrestlemanias, temos tidos vários momentos marcantes e muito bom wrestling, muito bom wrestling que no entanto acaba por ser demasiado.

Nos últimos anos temos observado esta tendência e este ano não é exceção, esta WrestleMania pode vir a ter 17 combates, que convertidos em tempo, são capazes de dar 8 horas de wrestling! Por mais bom que seja o wrestling e por mais fã que se seja, 8 horas é uma tortura e por volta do último do combate, que é o main event e teoricamente o combate mais antecipado, os fãs já estarão exaustos e sem energia para apoiar seja quem for. O problema é que nem sequer é necessário haver tantos combates, se todos eles envolvessem storylines que se desenvolveram nos últimos meses antes do evento, as 8 horas já seriam mais fáceis de tolerar, o problema é que muitos dos combates do card mal têm uma storyline, o seu único propósito é dar a vários wrestlers um lugar no evento, uma oportunidade de dizerem que fizeram parte dele e isso apesar de ser uma ação bastante nobre por parte da companhia, acaba por ser desgastante para nós fãs, que temos de assistir a muitas horas de wrestling, sendo que quase mais de metade delas servem apenas para encher chouriços.

Espero que os bilhetes venham com um programa de refeições incluído, caso contrário teremos um novo recorde na WrestleMania: maior número de quebras de tensão per capita.

Eu percebo que o conceito da WrestleMania esteja mais associado a um grande espetáculo onde podemos ver todos os nossos wrestlers favoritos em ação , do que propriamente um evento no qual várias narrativas conhece o seu fim ou início, mas não deixa de ser frustrante termos vários combates onde não há nenhuma narrativa a acompanhar, onde simplesmente temos wrestlers a competir porque por acaso não têm mais nada para fazer naquele dia. O exemplo mais claro são as duas Battle Royals, masculina e feminina, que são claramente um pretexto para não deixar ninguém de fora. Eu percebo que seja desagradável ficar de fora do evento mais importante, mas não será pior ser-se englobado num grupo onde o único requisito é apenas não ter nada planeado? Não me levem a mal, eu sei que participar na Mania por si já é uma vitória, mas saber que se está num combate como prémio de consolação, em que mesmo uma vitória não passará disso e não terá quaisquer repercussões no futuro, deve ser bastante frustrante para todos os que integram estas Battle Royals.

Falo das Battle Royals porque são os exemplos mais evidentes, mas também temos alguns combates marcados que podiam muito bem não estar no card ou que não têm calibre de um combate de WrestleMania. Basta olhar para o caso do título intercontinental. No ano passado vimos este título em jogo num dos melhores combates do evento, com wrestlers que podiam muito bem estar no Main Event, este ano temos Finn Bálor vs Bobby Lashley. Este combate nem é mau e os dois são mais do que dignos de lutar por este título, aliás Bálor já o fez no ano passado, o problema é que já o vimos milhares de vezes em episódios do RAW. Estes dois têm lutado um contra outro ínumeras vezes nos últimos meses e o seu confronto na Mania será só mais um dos 20 combates entres eles os dois. A única coisa que pode suscitar algum tipo de interesse, é a possibilidade de uma aparição do Demon Bálor, mas mesmo assim a quantidade de vezes que já vimos este combate acontecer, aliado a uma rivalidade sem grande interesse, não cria grandes expectativas e não fosse o título em jogo, poderia muito não fazer parte do PPV.

Este é o combate que menos interesse gera, na minha opinião, mas combates como Shane McMahon vs The Miz ou Drew McIntyre vs Roman Reigns podiam também acontecer noutra altura, o primeiro porque simplesmente não há necessidade de incluir o Shane em todas as WrestleManias, não é que ele seja aborrecido, mas é aborrecido vê-lo roubar destaque a talentos que precisam bem mais de destaque do que ele. O segundo porque é claramente uma forma de incluir o Roman Reigns na WrestleMania. Eu fico bastante feliz que ele esteja bem e que possa lutar, mas se calhar poderiam ter esperado um pouco para lhe dar um combate. Não havia necessidade de criar uma rivalidade apressada com o McIntyre só para lhe grantir um lugar na Wrestlemania, mas pronto, pelo menos será de certeza um bom combate e assim o McIntyre safa-se de uma participação na Battle Royal.

Lashley: Quer queiras, quer não, vais me dar um combate na Mania!

Finn Bálor: ↑

Este é o principal problema que tem afetado as últimas wrestlemanias, combates sem grande interesse ou sem nada em jogo, que contribuem para um gigantesco card que se transforma numa maratona muito cansativa para qualquer fã de wrestling. No entanto, tal como em todos os anos, a WrestleMania tem os seus pontos altos. Este ano temos o primeiro main-event feminino da WrestleMania, no qual temos três mulheres que são alvo desse destaque por mérito próprio e não pelo simples facto de ser histórico, temos uma história de underdog extremamente bem contada, que a concretizar-se com sucesso será sem dúvida o ponto alto da noite e temos a possibilidade de ver o começo de um novo ciclo no Monday Night Raw, um ciclo em que o principal título aparece semanalmente nas mãos de alguém que passou meses a fio a carregar o programa às costas.

Portanto. tal como em todos os anos, eu estou entusiamado para a WrestleMania, é impossível não estar, enquanto a paixão pelo wrestling persistir, o entusiasmo que a WrestleMania provoca não irá desaparecer, a atmosfera é demasiado mágica para tal  acontecer, mesmo sabendo que vou ter de sofrer ao ter que assistir a mais de 7 horas de wrestling. São demasiadas horas para um evento, seja de wrestling ou de outra coisa qualquer, a WWE  já devia ter percebido que quantidade não significa qualidade e que ao estar a fazer uma maratona de wrestling, quem se cansa é quem está a assistir e quem paga bilhete, mas como já não dá para voltar atrás, pelo menos que os vencedores sejam os acertados. Não tem sido assim nos último anos, mas este ano, com vários fenómenos de popularidade inesperados, como Kofi Kingston e Becky Lynch e com a possibilidade de ver o meu wrestler preferido, Seth Rollins, a mudar o rumo de um título que tem sofrido bastante, deixa-me com esperança, espero não me desiludir.

Este combate vai ser excelente sem dúvida alguma, só tenho medo que a Ronda não veja quantos lados tem o ringue e comece a distribuir porrada por toda a gente, afinal de contas a Becky e a Charlotte são lutadoras “a fingir”, convém ter cuidado.

Obrigado a todos os que leram este artigo, espero que tenham gostado e que tenham uma boa semana de WrestleMania. Em princípio, por falta de disponibilidade não conseguirei escrever artigos de análise da WrestleMania, mas se quiserem que ainda faça algo a antever a WrestleMania, digam-me aqui em baixo nos comentários, aceito todas as sugestões.

2 Comentários

  1. ueremos previsoes!

  2. tudo que possas fazer, faz! Tens seguidores e malta que gosta do que escreves. E na Wrestlemania é esperar que o Seth BURN IT DOWN!

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