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More Than Words #62 – Novos Começos

há 1 mês Artigos 8

Esta semana não há tema mais falado do que o Superstar Shake-Up da WWE, esta espécie de mini-draft da WWE teve lugar esta semana e vários superstars de todas as brands conheceram novos destinos para as suas carreiras. Tivemos mudanças de peso em ambas as brands, mudanças que não aquecem nem arrefecem, subidas do NXT, mudanças de nome bizarras e novas oportunidades para muitos wrestlers de voltarem à ribalta. Neste artigo vou dar a minha opinião sobre este shake-up, analisando o que na minha opinião foram os destaques.

De forma geral acho que este shake-up foi benéfico à WWE. A maioria das trocas feitas, apesar de previsíveis, foram as mais corretas e deixaram vários caminhos abertos para a criação de novas storylines e os vários talentos sem-abrigo do NXT finalmente encontraram o seu lar, à exceção de Nikki Cross, que agora sem o seu grupo, ninguém quer jogar com ela.

Um dos supertars que mais beneficiou com este shake-up foi Finn Bálor. O Irlandês estava na brand vermelha desde o início da brand split e já tinha enfrentado praticamente todos os nomes da brand vermelha, incluindo Baron Corbin com o qual combateu mais de 37849 vezes e portanto já não lhe restava mais nada para fazer. Esta mudança para a brand azul vai-lhe trazer ínumeras possibilidades de rivalidades e combates (já vimos um esta semana com Ali, que foi bastante bom) e vai possivelmente dar outro ânimo à sua carreira, que já estava a atingir um ponto de saturação no programa de segunda-feira. O mesmo se aplica aos Usos, que esta semana se mudaram para o Monday Night Raw. Tal como Finn Bálor, os gémeos samoanos pertenceram sempre à mesma brand – SmackDown Live – e portanto já percorreram todas as tag-teams da brand azul. Esta mudança era prevísivel mas nem por isso deixou de ser agradável, os Usos são talvez a melhor da tag-team existente na WWE e esta mudança para o RAW, com uma divisão a precisar urgentemente de credibilidade, creio que foi benéfica e mais tarde ou mais cedo vão andar na rota dos títulos.

O Sorriso do Bálor não engana ninguém, a felicidade de já não teres que enfrentar o Baron Corbin e o Bobby Lashley todas as semanas deve ser algo bastante gratificante.

Outro dos destaques deste superstar shake-up foi a troca de main-eventers entre brands, vimos o Phenomenal AJ Styles juntar-se ao roster do Monday Night Raw e em troca vimos o Big Dog Roman Reigns juntar-se à brand azul, anunciado como a maior aquisição de sempre do SmackDown Live. Confesso que estava mais ou menos à espera que esta troca acontecesse, pois ambos já tinham esgotado os seus adversários nas suas respetivas brands e há muito que já se falava do desejo de Vince de colocar o Styles no seu “Flagship Show”, no entanto não deixei de ficar surpreendido, pois não esperava que a WWE tivesse coragem de colocar o Roman no SmackDown. Noentanto era preciso um nome sonante na brand azul com a futura mudança da brand azul para a FOX e Roman Reigns sem dúvida vira cabeças.

Esta troca é bastante interessante e na minha opinião benéfica para ambos os lutadores, no RAW o Styles tem inúmeras portas abertas no que toca a possíveis oponentes, abrindo-se assim caminho para o meu dream match e feud contra Seth Rollins, que espero que aconteça mais tarde do que mais cedo e no SmackDown, Reigns tem a oportunidade dar um novo rumo à sua carreira e de talvez redefinir melhor a sua personagem. A verdade é que com Rollins e Styles no RAW, Reigns nunca se conseguiria afirmar como top babyface no RAW e não estando um heel turn no seu horizonte, então a única opção seria mesmo mudá-lo para o SmackDown onde tem ínumeros superstars que ainda não enfrentou e onde se pode afirmar como top babyface sem ser ofuscado por Rollins ou por Styles, que o iriam eclipsá-lo caso permanecesse na brand vermelha. Desde que este não tire o título ao Kofi, então é mais que bem-vindo à Land Of Opportunity.

O Styles mudou-se para o RAW mas esqueceu-se da barba no SmackDown Live.

Na divisão feminina o grande destaque vai para a brand azul que ganhou ínumeras wrestlers de qualidade, desde Bayley, a Ember Moon até à japonesa Kairi Sané que se estreou no main-roster ao lado da sua compatriota Asuka, não há dúvida que o plantel feminino do SmackDown Live saiu a ganhar deste shake-up.

Já a divisão feminina do RAW, pode-se dizer que já viu melhores dias, com Sasha Banks ainda com o futuro incerto, com Nia Jax de fora por lesão e com Ronda Rousey fora da WWE por um longo período de tempo, a divisão fica reduzida a Becky Lynch, que neste momento aparece em ambas as brands, a Natalya, que já não vai para nova, mas é sempre uma peça importante para a divisão, à recém-chegada Naomi, que não aquece nem arrefece, a Lacey Evans que ainda não deu provas do seu talento, a Alexa Bliss que neste momento está ocupada com o seu talk-show e a 2/3 das Riott Squad, sendo que Riott é a única com chances de ganhar algo.

Resumindo, o shake-up arrasou por completo a divisão feminina do RAW e deu nova vida à estagnada divisão feminina do SmackDown, que ganhou ínumeras lutadoras que estavam a “ganhar pó “no RAW e que agora têm uma nova oportunidade de se restabelecerem na brand azul, especialmente Bayley e Ember Moon. Resta saber em qual brand a campeã vai ficar, eu pessoalmente espero que fique no RAW, pois é preciso alguém para comandar as rédeas da brand vermelha e sem Rousey e Banks, Becky é na minha opinião o nome mais indicado.

Este moonsault da Charl…, da Lacey Evans foi muito bom.

No que respeita a tag-teams, para além da mudança dos Usos para o RAW que já referi, o destaque vai para a grande estreia dos War R…, desculpem, os Viking Experience no Monda Night RAW. Nomes à parte, esta até foi uma estreia bastante boa para Hanson e Rowe (eu sei que têm outros nomes, mas eu recuso-me a dizê-los!). Estes, juntamente com os Revival venceram os atuais campeões e Black e Ricochet, saindo por cima na sua estreia de forma dominante. Sinceramente, apesar do terrível nome, prevejo um futuro brilhante no horizonte dos Viking Experience, têm demasiado talento para se perderem, se calhar estou a subestimar o mau booking da WWE, mas creio que eles, os Usos e Black e Ricochet vão trazer a credibilidade que a divisão de tag-teams do RAW precisa. Outros destaques vão para o fim de tag-teams como os Sanity, que nunca chegaram a fazer nada no Main Roster e a aliança peculiar de Chad Gable e Bobby Roode, sendo que Chad Gable foi parar ao SmackDown Live.

Senhoras e Senhores… Viking Experience. Quando é que vão começar a distribuir panfletos? Acho que a Escandinávia é um sítio muito giro para visitar.

A meu ver estes foram os grandes destaques desta edição do Superstar Shake-Up, sei que existiram mais, como as mudanças de Andrade e The Miz para o RAW, as promoções de Buddy Murphy e de Cedric Alexander, que saíram do nicho do 205 Live, para atuar em frente a plateias maiores e o fim das Riott Squad, sendo que Liv Morgan passou para a brand azul. No entanto eu não consegui falar de tudo, se não este artigo seria muito mais extenso do que já é.

Concluindo, acho que o SmackDown Live foi a brand que mais beneficiou deste shake-up. Todas as divisões estão muito bem ocupadas, ao passo que no RAW existem divisões como a feminina que foram arrasadas de tal forma que neste momento não existem candidatas credíveis ao título. No entanto acho que o shake-up devia envolver também o plantel do NXT. O main roster está pejado de gente que precisa de algo para fazer que não seja estar no catering e aparecer de vez em quando para perder para alguém e acho que o NXT seria um lar perfeito para esses wrestlers, mas pelos vistos o Vince não acha o mesmo, por isso quem sou eu para o contrariar. Resta aproveitar o facto de ter havido um abanão no roster e de assim podermo ter novos começos para ambas as brands.

Acabo este artigo com esta deliciosa imagem de Sami Zayn a divertir-se na sua terra natal, pelo menos não é nada relacionado com o Fortnite, aí é que seria o maior de heel de todos os tempos.

Obrigado a todos os que leram este artigo, espero que tenham gostado, digam aí nos comentários o que mais e menos gostaram neste superstar shake-up e volto na próxima semana com mais um More Than Words.

8 Comentários

  1. Anônimo há 1 mês

    a razão para Roman ter sido movido para o smackdown, acho que não foi bem. para não ser ofuscado por Seth Rollins e Aj Styles, sei que rumores são apenas isso, mas li num destes sites internacionais. de os executivos da Fox exigiram um lutador que já tivesse sido campeão mundial, segundo o site Vince queria mandar Braun Strowman para rivalizar com Samoa Joe pelo USA Champion, mas que os executivos da Fox não aceitaram. porque nem Joe nem Strowman nunca ganharam um título mundial na wwe, e Vince então não teve escolha a não ser mandar Roman. que era o único nome disponível no momento.

    • Isso não faz muito sentido, amigo.
      O smackdown tinha lá o Randy Orton, Daniel Bryan… ambos ex campeões mundiais… mas lá está os rumores são sempre motivo de especulação e de conversa

    • Anônimo há 1 mês

      sim, mas o queria alguém para ser o rosto da Brand, o Orton já está pouco velho. e o Bryan se encaixa muito neste perfil.

    • Anônimo há 1 mês

      o Vince queria

    • Anônimo há 1 mês

      o Bryan não se encaixa

    • Eu sei que a razão do Roman ter ido para o SmackDown não foi essa, eu não disse que foi, eu disse que ainda bem que o Roman foi para o SmackDown porque assim não é ofuscado pelo AJ e pelo Seth, que são os babyfaces de topo da WWE atualmente.
      Eu concordo que a mudança do Roman para o SmackDown se deve muito ao novo contrato com a FOX.

  2. Gerson há 1 mês

    E sempre bom haver mudanças para vermos campeões diferentes

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