More Than Words #69 – Análise: WWE Extreme Rules

há 2 meses 7

O PPV mais “extreme” da WWE teve, este ano, lugar em Filadélfia e foi mais um PPV bem conseguido por parte da WWE, sendo talvez a par do Money In The Bank, um dos melhores PPV’s do ano. Tivemos um boa ação em ringue, alguns spots mais arriscados, principalmente no main event e os vencedores foram na sua maioria os acertados, só o final é que deixou algo a desejar, mas falarei disso mais à frente no artigo.

O Kickoff deste evento contou com dois combates, o já habitual combate de cruiserweights, que como sempre foi bastante agradável de assistir e para surpresa minha e de muitos outros com certeza, o combate pelo título intercontinental entre Finn Bálor e Shinsuke Nakamura. Confesso que não vi este combate, fiquei surpreso pela vitória de Nakamura e espero que este consiga de alguma forma elevar este título, que anda completamente desaparecido. Quanto ao Bálor, espero que venham melhores coisas para ele, quem sabe um heel turn não estará no horizonte…

O primeiro combate do evento propriamente dito foi um combate de tag-teams entre os Graveyard Dogs, nome que designa a equipa de Undertaker e Roman Reigns e a equipa de Shane McMahon e Drew McIntyre. As minhas expectativas em relação a este combate eram muito baixas e felizmente fiquei positivamente surpreendido. O combate foi bastante bom e a história contada ao longo deste foi bastante bem executada. Este foi uma espécie de combate de redenção do Undertaker, depois do desastre na Arábia Saudita e foi uma ótima forma de se redimir, pois foi talvez o melhor combate dele nos últimos 4 anos. Para além disso o Reigns saiu também bastante forte deste combate, pois foi graças a ele que a equipa conseguiu garantir a vitória, não me espantava que entrasse na rota pelo título universal.

Acho que já chegaram a um consenso no que toca à posse do quintal.

De seguida tivemos outro combate de tag-team, desta vez pelos títulos de equipas do RAW, entre os Revival e os Usos. Este combate, como seria de esperar, tendo em conta o nível das duas equipas, foi bastante bom. Teve um ritmo acelarado durante os 12 minutos que teve e mostrou o que estas duas equipas são capazes de fazer quando lhes dada uma oportunidade. Os Revival levaram a melhor, os Usos não saíram prejudicados e espero que os campeões continuem o reinado por mais uns bons meses se possível e que lhes continuem a ser dadas oportunidades como esta e ao wrestling de equipas no geral. Já agora, aquele Shatter Machine foi um dos melhores que já vi.

Espero que o Goldberg não tenha assistido a este combate, lidar com os flashbacks da Arábia Saudita não deve ser fácil.

A seguir tivemos mais um excelente combate e talvez o melhor da noite, considerando a duração que teve. Aleister Black e Cesaro tiveram quase 10 minutos para mostrar o que valem e mesmo asssim não desapontaram. Este foi um grande combate, com o ritmo ainda mais acelarado que o combate anterior e com excelentes spots, destaco aquele em que o Cesaro apanha o Black pelos joelhos e atinge-o com um belo de um uppercut. O resultado foi o acertado, o Black tinha de ganhar na sua estreia e espero que o Black Mass seja como o End Of Days, um finisher que ninguém consiga resistir.

Ainda bem que o Cesaro se lembrou de fechar a boca, deve ter bastado uma vez para perceber que a alimentação à base de liquídos não é muito agradável.

A seguir foi a vez do único combate totalmente feminino da noite, o handicap match que opôs Bayley à equipa de Alexa Bliss e Nikki Cross. Este foi na minha opinião o pior combate da noite. Não digo que o combate tenha sido mau, porque não foi, mas comparativamente aos restantes este foi o que menos interesse me despertou. Normalmente handicap matches não me cativam muito. Para mim estes combates funcionam melhor quando há uma história de underdog a ser contada e este não é bem o caso. No entanto foi bom ver a Bayley a sair por cima e a dominar grande parte do combate, espero que isto signifique que a companhia está mesmo investida nela, pois esta merece estar no topo da divisão. Quanto a esta aliança entre Nikki Cross e Alexa Bliss, espero que termine brevemente e que Nikki finalmente desafie Bayley pelo título.

É melhor que a Izzy tenha cuidado, parece que tem competição pelo título de maior fã da Bayley. Olhem bem para a cara do árbitro e ainda descobrem uma lágrima.

Após este combate, foi a vez do combate que mais jus fez ao nome do PPV, que foi o Last Man Standing entre Braun Strowman e Bobby Lashley. Aparentemente estas duas bestas escaparam mais ou menos ilesas àquilo que foi uma tentativa de homicidio por parte de Strowman e deram-nos um combate do mesmo género. A stage manteve-se intacta, mas houve muita destruição neste combate. Este combate foi examente aquilo que se pedia, especialmente num PPV como o extreme rules e o facto de ter sido diferente de todos os outros, pois metade dele se ter passado ao pé do público, fez com que se destacasse dos restantes. Strowman foi o último homem de pé e ainda bem, pois este precisa desesperadamente de vitórias se quer voltar a ser o mosntro imparável que fora em tempos. Espero que este tenha sido o último confronto entre os dois e que ambos sigam caminhos distintos.

Parecem dois amigos depois de uma noite de copos.

Quem eu espero que não siga caminhos distintos são os New Day, que de seguida enfrentaram os Heavy Machinery e os campeões Bryan e Rowan pelos títulos de equipas do SmackDown. Tal como os dois anteriores combates de tag-team da noite, este foi mais um bom combate. As três equipas mostraram as suas principais qualidades, os New Day a sua resiliência, os Heavy Machinery o seu surpreendente atleticismo e Bryan e Rowan a sua inteligência e esta noite a vitória sorriu à resiliência de Big E e Xavier Woods que se tornaram mais uma vez campeões e fiquei bastante contente de ter sido o Woods a fazer o pin. No entanto não se pode elogiar apenas os New Day, os Heavy Machinery provaram que conseguem estar taco a taco com os melhores e o Bryan e o Rowan, apesar de terem ficado sem os títulos, provaram através do seu reinado, que são uma equipa mais coesa do que se imaginava no início. No entanto, espero que depois disto o Bryan passe para voos mais altos.

O Rowan agora faz lavagens cerebrais? Será que o Bray dá aulas disto?

Por falar em voos altos, a seguir foi a vez de Ricochet e AJ styles medirem forças pelos título dos Estados Unidos. Já tínhamos visto uma amostra do que estes dois conseguem fazer, no Monday Night Raw, mas agora foi lhes dado mais tempo para isso e ainda bem, porque foi um grande combate. O Ricochet esteve muitíssimo bem como é habitual e o Styles apesar da idade, não lhe esteve nada atrás e ambos proporcionaram um combate a um ritmo elevado, que é pessoalmente o estilo de combate que mais gosto. Ambos recorreram a uma vasta porção do seu arsenal, mas no final, com a ajuda dos seus amigos, Styles acabou por ganhar e conquistar o título, com um styles clash invertido das cordas, que nunca tinha visto na WWE. Não posso dizer que fiquei descontente com uma vitória do Styles, pois o Styles como campeão heel é excelente, mas fiquei descontente com a efemeridade do reinado do Ricochet, acho que não devia ter perdido já o título.

Este Ricochet devia trabalhar para a Remax ou algo assim, é dificil vender tão bem como ele.

Se o reinado do Ricochet foi efémero, o que é que se pode dizer do combate que seguiu. Quem tiver pestanejado perdeu o stunner e provavelmente só viu a promo do Owens depois. Mas este “combate” serviu claramente para isso, não só para legitimar o Owens, mas para dar tempo para a promo. Este combate/segmento foi bastante bem conseguido, pois é óbvio que o Owens tem cada vez mais o apoio do público e mal posso esperar para a sua rivalidade com o Shane, acho que o Owens apesar de um excelente heel, tem um grande potencial como babyface.

Posto isto, tivemos o co-main event da noite, onde Kofi Kingston e Samoa Joe se enfrentaram pelo título da WWE. Este combate foi bom. Devo confessar que estava à espera de algo um bocado melhor, mas mesmo assim foi bastante bom. Foi um típico combate de underdog vs besta, em que a besta dominou a maioria do combate, mas o underdog mostrou-se resiliente e conseguiu levar a melhor no final. Tenho pena que o Samoa Joe tenha perdido mais uma vez, a sua sina parece mesmo perder em combates pelo título, mas ainda tenho esperanças de que este o consiga vencer no SummerSlam. No entanto não fiquei insatisfeito com a vitória do Kofi, muito pelo contrário, fico bastante contente que o seu reinado esteja a exceder as expectativas, mas que gostava que o Joe pudesse igualmente ter o seu momento ao sol.

Os Árbitros andam-me a fazer a papinha toda para escrever estas legendas. O Charles Robinson parece preocupado que o Kofi ainda não tenha feito a digestão.

Por último tivemos o nosso main event, que foi o mixed tag match que opôs Becky e Rollins (sabiam que eles namoram?) a Lacey Evans e Baron Corbin. Este combate superou todas as minhas expectativas. Tivemos ação com cadeiras, com Kendo Sticks, com mesas, os limites do PG foram desafiados, basta olhar para a entrada de Lacey e para a tentativa desta de seduzir Rollins e tivemos ainda ação entre homem e mulher, sendo que Corbin aplicou um End Of Days em Becky! Não estava à espera de um combate técnico, tendo em conta que isto era um mixed tag-match e ainda bem que não foi isso que a WWE tentou fazer. Foi um combate que entreteve bastante e é de realçar o spot do duplo chokeslam dos heels, o spot das mesas dos faces e o final em que Corbin atacou Becky Lynch e Rollins perdeu completamente as estribeiras.

O Corbin tem vindo a melhorar cada vez mais a sua personagem e neste final de combate desempenhou o seu papel na perfeição, já o Rollins foi fantástico e parecia realmente que queria matar o Corbin em pleno ringue. Tenho pena é que depois disto tenha perdido o título, especialmente para o Lesnar. Preferi este cenário do que um cash-in no Kofi, mas mesmo assim não deixa de ser triste ver o título novamente no Lesnar, espero que este no mínimo posssa aparecer mais vezes. Quanto ao Rollins, será interessante vê-lo novamente na rota do título, resta saber se será o único.

Eu nunca fui muito fã de dragon ball (por favor não me ataquem), mas por favor façam-me uma montagem do Rollins com super-sayan e postem o link nos comentários.

Obrigado a todos os que leram este artigo, espero que tenham gostado desta análise e volto para a semana com mais um More Than Words. Até lá, uma boa semana a todos e boas férias para quem esteja a gozá-las.

7 Comentários

  1. Showstealer há 2 meses

    Excelente análise, Vasco! Tudo dito sem acrescentar nenhuma vírgula 🙂 eheheh

  2. Danielinf há 2 meses

    Essas legendas das fotos são do melhor mesmo

  3. vitor há 2 meses

    foi um show mt divertido mesmo. o main event e o combate do cesaro foram os melhores da noite pra mim.

    • Nem mais, estou de acordo contigo, foi um evento bastante agradável e como já disse no meu artigo também achei o cesaro vs black o melhor combate da noite.

  4. Anonimo há 2 meses

    nao es fa de dragon ball? agora desiludis-te

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