
1 – Gente… Aconteceu mesmo…
Esta malta é tão rápida a saltar para o ressabio que nem chega a saborear algo que, dito em voz alta, devia ter mesmo umas quantas repetições. Aconteceu mesmo. Uma cara de virar meme para sempre (mais uma!) e o inferno congelava e o mundo paralisava por uns minutos enquanto absorvíamos aquela informação: Cena Heel Turn. Essas palavras já não eram só desejos bacocos que, se calhar, até nem tinham grande plausibilidade para a concretização. Mas agora dava e agora estava a acontecer.
E o surreal aconteceu. Tivemos um Cena Heel, a acabar de bater um recorde e totalmente à vontade para finalmente poder mandar uns quantos à fava. Mas isso tinha que doer. Portanto foi na altura em que o povo até já gostava dele. E que até se divertia a cobri-lo em vaias. Surreal segmento de um Cena, no meio do ringue, a abrir um buraco novo a cada membro da plateia. Nem aquele miudito que viralizou se safou. Nisso pôde reencontrar velhos rivais e conseguir proezas como a sua própria “pipebomb” e ter a malta a salivar por um combate que, na altura, já tinham visto umas centenas de vezes e já não podiam ver mais. Mas se calhar até viam outra vez Randy Orton a ser o seu último adversário.
Pela grandeza do momento, já seria suficiente para o defender, mas também vejo os méritos nesses momentos. Foi a Face Turn que mais pecou e já expliquei, numa outra entrada, o que é que faltava. Um The Rock a ser revelado como um manipulador, a partir das mesmas razões que Cena expôs como inseguranças… E já havia outra motivação e mais para fazer nos meses seguintes. Mas podem crer que, no fim, fazia o sorridente “tap out” para o Gunther na mesma, que esse momento também foi fantástico. E mais uma cara a virar meme, claro.
Claro que teve as suas falhas, mas está longe de ter sido tão mau como pintam. Até porque muitos orientam-se pela prédefinição e as coisas não vão ser boas e não, pronto. Independentemente do que aconteça. Fica ofuscado realmente o quão surreal foi o momento, o que realmente se sentiu quando se assistiu àquele momento em directo, e ainda mais quem viu ao vivo. A forma como tudo paralisou. Irem por esse caminho que já tinha sido impossível. Devia valer bem mais. O que se seguiu… Podia ter sido pior. Podia realmente ter sido bookado por um fã muito opinado e colérico. Que medo.
Um estranho Top Ten. Por achar estas coisas, que se calhar até são bastante banais, assim tão estranhas, talvez. Mas já chegou ao fim. Mas nem por isso as coisas ficam mais normais. Nem este espaço, nem o gajo que o escreve, nem a indústria que aborda o chegam alguma vez a ser. Mas a lista, essa sim, fica por aqui. Uma maneira de continuar é através de vocês, a quem este artigo pertence. Até mesmo aos mais fervorosos que se sentiram atacados pelo primeiro classificado. Acontece, nada se deve levar muito a sério! Mas estejam à vontade para comentar estes momentos, as memórias que tenham delas e, se vos ocorrer algo que consideram que dava para aqui, não se acanhem, não há sugestões erradas.
Estes artigos têm, todos os anos, a mesma sequência. Mas, no que diz respeito ao passado, fica por aqui. Agora vamos olhar ao ano que temos pela frente. Sim, depois de já ter passado todo um mês, é sempre. Se calhar não passa assim tão devagar como tanto insistem. Mas, ainda dentro do costume, tentam-se previsões. Neste caso, individuais, olhando aos plantéis. As habituais previsões de dez estrelas com um potencial grande 2026 pela frente. Bem sabemos como pode correr muito bem ou dar para o torto, muito rapidamente. Venham cá ver o cronista a espalhar-se ao comprido a prever que o Akira Tozawa vai ser WWE Champion. Isso é que era!
Até lá portem-se bem, espero que andem seguros e a proteger-se do bom e velho briol e outros temporais que traga anexado e uma grande Royal Rumble a todos! Fiquem bem e até à próxima!
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