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WP Batalha da Vitória (21/1/2018): Salvador defende, mas “O Veterano” afirma-se

No dia 21 de Janeiro de 2018, o Centro Shotokai de Queluz foi o palco da Batalha da Vitória, 3º episódio da temporada para o Wrestling Portugal.

Uma lotação de 98 pessoas presenciaram o espectáculo que encerra a primeira metade da temporada, que destacou um “Veterano” que não saiu campeão, mas saiu estrela.

Vamos à report completa!

1 – “Korvo” vence mas árbitro não vê

Bruno “Korvo” Almeida voltou ao activo depois da sua potencial (e quase real) retirada dos ringues e, apesar de ter fechado a semana com 40º de febre, pareceu recuperado e em forma.

Inclusivamente, antes do início do combate, tirou o Título da APW a Ramon Vegas e passeou-se um pouco com ele, lembrando que um combate começa antes do toque da sineta.

Ramon Vegas teve problemas desde o início do combate e recorreu frequentemente ao abuso das regras para trazer o domínio do combate para o seu lado do campo.

Perto da conclusão do combate, Ramon pegou o seu rival em Fireman’s Carry mas, com “Korvo” a tentar libertar-se, os pés deste último embateram no árbitro, que ficou atordoado.

Liberto de Ramon Vegas, “Korvo” conseguiu aplicar o Sharpshooter e fazer o Luso-Cubano desistir via tap-out. Infelizmente, o árbitro ainda estava a recuperar da colisão acidental.

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Ao ouvir as palmadas no tapete do tap-out de Ramon, Bruno Almeida libertou o golpe prematuramente, assumindo que a vitória – e regresso com sucesso aos ringues – era sua.

Quando percebeu que esse não era o caso, já era tarde demais. Foi apanhado no Rock Bottom de Ramon Vegas e vencido por pin.

2 – Salvador Arrasa Candidato, Blogs e Fãs; Acaba Preso no Ankle Lock

Ainda Bruno Almeida estava a sair do pavilhão quando, nas suas costas, aparece o Bi-Campeão do WP Luís Salvador. Depois de uma curta troca de palavras com o antigo Candidato Principal, o Campeão seguiu para o ringue.

Deu os parabéns a Marcos Vitória, pela rapidez como conseguiu o seu sucesso no wrestling. No entanto, o seu sucesso acabaria no combate principal. Fez questão de lembrar que nenhum dos “blogs da treta” presentes no Centro Shotokai o tinham nomeado para prémios.

Salvador brincou (maldosamente) com os fãs, subindo-lhe as expectativas de que acrescentaria uma estipulação ao seu combate com “O Veterano”. No entanto, depois de sugestões como Last Man Standing e Ladder Match, acabou por dizer que a estipulação consistiria em, com a vitória de Salvador, os fãs aplaudiram-no de pé e agradecerem-lhe por carregar o Título, carregar o wrestling nacional, e ter trazido a WWE a Portugal (através da criação da popular hashtag #PortugalWantsWWE).

Enquanto Salvador continuava o seu monólogo, Marcos Vitória apareceu no ringue e rapidamente colocou o Campeão no Ankle Lock que, sem conseguir chegar às cordas, quase fez tap-out. Antes que o fizesse, os árbitros separaram os dois intervenientes do combate principal.

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Enquanto Salvador coxeava para a saída, Marcos Vitória tirou a sua camisola de “Veterano” e revelou a t-shirt que tinha por baixo. Igual, mas a dizer “Campeão”.

3 – HardFlyer vence Mauro Chaves num combate renhido até ao fim

HardFlyer ultrapassou o seu teste mais difícil no WP, na forma do regressado Mauro Chaves, que tem competido activamente um pouco por toda a Europa, com ênfase no Reino Unido.

O combate foi muito competitivo, sem que um dos lutadores conseguisse um período de domínio prolongado.

O final chegou pouco depois de “O Activista” ter tentado mudar a dieta de HardFlyer para couve, mas sem sucesso. HardFlyer pontapeou a sugestão do seu auto-proclamado nutricionista para fora do ringue e, depois de um Superkick e um Destroyer, foi para o seu 450 Splash de assinatura.

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E desse golpe, ainda ninguém quebrou o 1… 2… 3.

Depois do combate, os dois lutadores cumprimentaram-se e ficou evidente que é possível haver desportivismo, mesmo com competição feroz.

4 – Santos arrasa El Rayo Negro

Sem argumentos para o jovem de 1m94, El Rayo Negro tentou fingir uma lesão no início, para poder atacar sorrateiramente João Santos.

Não correu bem e, um Forearm e um Game Breaker depois, o combate terminou.

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A grande história talvez tenha ocorrido depois do combate, quando João Santos deixou claro que quer oposição mais séria no próximo espectáculo, e que não tinha gostado de ter o seu combate anunciado apenas 4 dias antes do espectáculo.

Isto levou a que o booker/produtor Afonso Malheiro “levantasse o véu” sobre o próximo espectáculo do WP, que será uma “Batalha do Poder”, em que serão os próprios lutadores a decidir os seus combates e o que acontece durante o espectáculo.

5 – Bernardo Barreiros derrota Bruno “Bammer” Brito num Combate sem Desqualificações

Num embate onde a única regra era a ausência de regras, o “monumental ta-ran-tan-tan” (como diria Tarzan Taborda) começou cedo.

Bernardo Barreiros atacou Bruno “Bammer” Brito pelas costas enquanto este fazia a sua entrada. Contudo, ao distrair com o apupo dos fãs, fez com que o seu domínio fosse de pouco dura.

O combate foi uma “brawl” de uma ponta à outra, com várias armas a estarem envolvidas. E a serem parte crucial no desfecho.

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Destaque para:

  • um escadote trazido para o ringue por Bernardo Barreiros, em que tentou deitar Bammer para aplicar o seu Vader Bomb. Por ter demorado algum tempo na preparação, acabou por aplicar o Vader Bomb no próprio escadote. Mas, pouco depois, como se vê no GIF acima, fez Bammer embater no mesmo com um Drop Toe Hold.
  • um tabuleiro de cozinha, várias vezes amolgado na cabeça e costas do antigo Campeão
  • uma cadeira, arma raramente vista no wrestling

No entanto, a arma determinante foi outra. Enquanto Bammer tentava pegar em Bernardo para uma Bammer a partir de um canto, este tirou um ferro que estava escondido numa das protecções do mesmo.

Antes de Bammer atirar Bernardo para o meio do tapete, foi atingido pelo ferro na cabeça e ambos os homens caíram, com Bernardo a ficar por cima e a forçar o assentamento imediato.

Possivelmente, foi a vitória mais significativa da carreira de Bernardo Barreiros.

6 – Mira e Duarte envolvidos em rixas antes e durante o intervalo

Luís Mira estava desejoso de ajustar contas com Duarte Silva, que já lhe tinha custado várias oportunidades ao longo dos últimos espectáculos do Wrestling Portugal.

Sem ajuda, Duarte Silva viu-se obrigado a fugir, para evitar Mira durante toda a Batalha da Vitória.

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Depois do combate entre HardFlyer e Mauro Chaves, Duarte apareceu no pavilhão a correr, com Luís Mira a persegui-lo. Durante o intervalo, vários fãs presenciaram em primeira mão uma segunda perseguição, que se estendeu ao exterior do Centro Shotokai, à zona da bilheteira e ao bar.

7 – Duarte Jardim demite-se de árbitro e desafia Zé de Manteigas

Com Zé de Manteigas no recinto e pronto para espalhar a sua magia, foi interrompido pelo árbitro Duarte Jardim, imediatamente apupado quando começou a falar ao microfone – graças a ter abandonado o seu colega árbitro e da Academia Artur Carvalho na Batalha dos 1000.

Já no ringue, retirou a sua camisola de árbitro e atirou-a na direcção de Afonso Malheiro.

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Claramente à procura de um combate fácil, Duarte Jardim desafiou e venceu rapidamente Zé de Manteigas. Pedindo novamente o microfone no final, anunciou que “Duarte Jardim morreu” e que agora o seu nome oficial era O Artista Formalmente Conhecido Como Trindade.

Infelizmente, o ataque a Zé de Manteigas não tinha acabado. Sem que o árbitro o conseguisse impedir, Trindade castigou Zé com stomps, que só pararam quando apareceu Artur Carvalho, que rapidamente pôs Trindade a correr na direcção da saída.

Depois de ajudar Zé até aos bastidores, Artur voltou para trás, e também entregou a sua camisola de árbitro a Malheiro.

8 – Duarte Silva derrota Luís Mira com a ajuda de não 1, mas 2 Gunas

No início do combate, apesar da agressividade extra de um Duarte Silva que parecia lutar pela vida, este parecia ter os dias contados.

Luís Mira controlou uma parte significativa do combate, sendo apenas parado por tácticas controversas da parte do seu rival.

Depois de um excelente Codebreaker, a vitória de Luís Mira parecia iminente. No entanto, com Duarte Silva, há sempre qualquer coisa: um homem mascarado entrou na arena, armado com um ferro semelhante ao que Bernardo Barreiros usou para vencer Bammer. Em vez da máscara do filme Scream, usava a da personagem Jigsaw, dos filmes “Saw”.

Esta nova figura distraiu tanto Mira como o árbitro tempo suficiente para uma segunda figura mascarada entrar no ringue e bater com um taco de golfe na nuca de Luís Mira.

Com o seu adversário inconsciente, Duarte Silva rastejou até Mira de forma (sarcasticamente) esforçada. Sabia que a vitória estava garantida.

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No final, Luís Mira queixou-se das constantes inteferências nos combates que envolvem Duarte Silva, tendo este último trocado palavras com Afonso Malheiro no final. O booker disse que “avisou” Duarte Silva, antes de rapidamente mudar de assunto para o combate principal.

9 – O Bi-Campeão Luís Salvador defende (a custo) o seu Título contra “O Veterano” Marcos Vitória

Marcos Vitória fez tudo bem. Mas Salvador descobre sempre uma maneira.

Depois de ganhar as trocas iniciais com o seu chain-wrestling de “Veterano” e várias ameaças de Ankle Lock, Marcos Vitória acelerou o ritmo do combate e castigou Salvador com um vários golpes, culminando num mergulho entre as cordas para o exterior.

O Bi-Campeão descobriu uma abertura pouco depois, empurrando Marcos contra o ringue, que imediatamente se queixou das costelas. De seguida, Salvador pegou no candidato principal em Body Slam invertido e esmagou-o contra o poste de um dos cantos, danificando ainda mais as costelas.

A partir daí, o ataque foi académico. Salvador insistiu no castigo sistemático das costelas, enquanto que Marcos descobria pequenas oportunidade para ensaiar golpes de alto impacto.

Por duas vezes, “O Veterano” conseguiu aplicar o Ankle Lock mas, na primeira, Salvador conseguiu virar-se de frente para Marcos e usar o seu pé livre para o empurrar. E, na segunda, conseguiu chegar às cordas.

Não obstante a lesão crescentemente grave nas costelas, Marcos esteve tão perto quanto é possível estar de se sagrar Campeão.

Depois de surpreender Salvador quando sobreviveu a um Log Off (colocou o pé na corda aos 2 e meio), aproveitou a frustração do Campeão. Este último pegou-o novamente para um Log Off, subindo para o canto – supostamente, para um Super Log Off.

No entanto, Marcos tinha outros planos e apanhou Salvador num Superplex, que imediatamente seguiu com um Implant DDT, que quase lhe deu a vitória. De seguida, prendeu o Ankle Lock e Salvador parecia não ter para onde ir.

Tentou chegar às cordas, sem sucesso. Tentou empurrar Marcos como tinha feito antes, mas “O Veterano” nunca o largou”. Trancando as suas pernas à volta da de Salvador em Grapevine, a vitória parecia estar a momentos.

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Mas Salvador lembrou todos os fãs porque é o Campeão. Conseguiu virar-se e, com o pé livre, pontapeou sucessivamente as costelas lesionadas de Marcos Vitória, até que este o libertou.

Depois da separação, Salvador quase o apanhou num Log Off mas o desgaste no tornozelo foi evidente, porque Salvador caíu para trás, levando o seu adversário consigo. Mostrando uma excelente capacidade para transições, Marcos aproveitou a queda para prender um Armbar. No entanto, Salvador estava muito perto das cordas e rapidamente recorreu a elas para obrigar a nova separação.

Quando ambos se levantaram, Salvador levantou o candidato principal para um Log Off final, do que “O Veterano” já não se levantou.

Salvador adiciona uma nova defesa do Título ao seu currículo. E Marcos Vitória, mesmo com uma derrota, provou estar à altura do desafio, tendo levado o campeão até ao limite.

10 – O próximo espectáculo do WP…

… está previsto para Março, com o nome “Batalha do Poder”, em que os lutadores competirão pelo direito de marcar os seus próprios combates e controlar todo o espectáculo.

Autor

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- Fundador do Heelbook; Co-Fundador do Wrestling Portugal.

7 Comentários

  1. Facebook Profile photo

    Gostava de poder ver os shows
    Não estou a viver em portugal
    Onde os posso ver online?

  2. Legit Boss há 7 meses

    Salvador, você é comprometido?

  3. Anónimo há 7 meses

    Muito Bom show Obrigado WP por tudo o que tem feito melhor show de portugal mas tambem poderia haver um show em vez de ser os lutadores a escolherem deixarem o publico escolher votando ou até irem metendo numeros em cada cadeira e o numero que calhar e quem faz o combate eu tinha umas ideias.
    João Santos referiu que cria um combate com um oponente da mesma altura dele porque não um Bruno “Bammer” Brito ou até o campeão Luis Salvador

    • Se fosses tu a escolher era essa a tua ideia? Colocar o Santos num combate comigo? Humm… Ele até pode ser alto, mas para lutar contra o BiCampeão ainda precisa de crescer mais um bocadinho.

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    Eu peço já desculpa caso alguém se sinta ofendido.
    Mas como fã que há um ano começou a ir a todos os shows (desde o Salvador vs Bernardo) tenho de deixar uma crítica que espero que seja construtiva.

    No geral o show foi fraco. De 0 a 10, foi um 6. E eu estou habituado a 8 ou 9.

    O primeiro combate foi relativamente mau.
    Demasiado lento. Dois dos melhores lutadores do país e vim um combate fraco, com o público sem a reação que se queria. Esperava mais. Talvez de estar mal habituado ao nível elevado do WP.

    O segmento do Salvador e do Marcos foi bom. Ponto bastante positivo.
    E gostei que tivesse havido um combate antes desta promo.

    Depois foi o Hardflyer vs Mauro Chaves.
    Depois da promo que vi do Mauro. Depois do que já vi dos dois, pensei que ia encontrar um grande contraste de estilos, com o Hardflyer a procurar as cordas e com o Mauro a procurar o combate no chão. O que vi foi um combate demasiado renhido e com estilos iguais. Não vi o contraste que estava a espera. Não vi o que achei que ia ver.
    Não foi mau. Mas não foi o que podia ter sido.

    O Santos a fazer um squash fez sentido.
    Mas ele precisa urgentemente de aprender a falar. Ainda assim. Fez sentido.
    O que não fez sentido nenhum foi a promo do Malheiro.
    Mal se ouviu. Muitos não perceberam que se ia dizer algo com implicações no show seguinte. O som não ajudou nada. Havia claramente problemas no som.

    O combate do Bernardo com o Bammer…. tentou se.
    Mas não se conseguiu.
    Mal se gritou pelo Bammer.
    Algo falhou na psicologia com o publico presente.
    O combate foi bom. Mas fiquei com a sensação de fraco devido a falta de reação do público.

    A cena do Duarte Jardim com o Zé…..
    Foi engraçada. O Duarte safou se muito bem no micro. O Ze foi o Ze. Mas vinha de um show em que houve um super Ze. Foi bom. Não foi excelente.

    Mas a maior desilusão foi depois.
    Um combate em que, tendo em conta como acabou, devia ter mostrado um Mira mais forte.
    O Mira pareceu fraco. Muito fraco. Tão fraco que cheguei a pensar que o Duarte Silva ganhava limpo. E Duarte pareceu forte. Tão forte que nem justificou a presença dos dois mascarados.

    Felizmente vimos o melhor Main Event que já vi depois do Cougar Rafa.
    Melhor que os combates com o Fantastico David Francisco.
    Foi muito bom mesmo. Fiquei triste mas curioso com o resultado.
    E eu ter ficado triste com o Resultado é sinal de um óptimo trabalho.
    Lembro me de ver o “veterano” perder e a merecer perder. O Marcos pareceu a porra de um bicho.
    Forte a sério. Credível.
    Foi um excelente Main event.

    No geral. Show fraco. Muitos problemas no som.
    Sentiu-se em demasia a ausência do Pégaso.

    Sei que são capazes de muito melhor. E sei que o farão.
    Estarei novamente no Shotokai em Março.
    Até Março

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