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Get Ready To Fly #7 – Joker’s What?

Depois de um X-Travaganza que foi uma excelente montra para esta nova saga de PPV’s, as minhas expectativas eram altas para este Joker’s Wild. Eram altas porque no X-Travaganza a TNA provou que este conceito resulta e conseguiu fazer um PPV dinâmico e atractivo mesmo sendo um PPV sem feuds construídas nas últimas semanas ou sem títulos a serem discutidos. Mas a isso muito se deveu a temática usada, a X-Division, que fez nome pelo que traz para o ringue sem (grande) necessidade de storylines por trás dos combates. Já este Joker’s Wild, não tinha esse trunfo e rapidamente percebi que dificilmente as expectativas criadas em volta dele iriam ser cumpridas. De uma forma geral, não foi um mau PPV mas também acabou por mostrar as primeiras fragilidades deste novo conceito de PPV’s. Foi um show que conseguiu ir tendo a nossa atenção aos poucos mas nunca chegou a tirar total proveito disso. No fim, a sensação que sentia era que tinha ficado a faltar coisa. E, de facto, ficou.

No sentido de analisar as incidências deste PPV, decidi dividir as mesmas em dois grupos.

TOP POSITIVO

Aposta em “Desaparecidos”: Quando se pensa num PPV isolado das storylines actuais, tem todo o sentido ver isso como uma oportunidade para os lutadores que andem sem espaço no roster principal, aparecerem. Já no X-Travaganza a TNA o fez, e agora no Joker’s Wild voltou a não hesitar em apostar tanto nos Gut Checkers como em outros lutadores que já não víamos há uns tempos como o Crimson ou o Gunner.

Formação das Equipas: A TNA foi muito inteligente na altura de criar equipas e juntar lutadores. Tivemos direito a equipas que protagonizaram momentos hilariantes de autêntico bullying (Anderson/Jesse e Roode/Park), equipas formadas entre antigos rivais (Snow/Ryan), equipas de sonho (Daniels/Joe) e ainda equipas que poderiam muito bem resultar a longo prazo (Crimson/Gunner). Isto para não falar da equipa RVD/Chavo onde se aplica a velha máxima “só se estraga uma casa”.

Tazz/Tenay: Há uns meses atrás, tivemos a revelação do Tazz como membro dos Aces mas, mais do que isso, tivemos um heel-turn do mesmo que tem vindo a provar ter sido uma das melhores decisões da TNA nos últimos tempos. Mais do que o próprio Tazz ganhar uma nova vida com esta nova atitude, as conversas e picardias que tem com o seu colega nos comentários, Mike Tenay, é um espectáculo à parte. Não tenho problema nenhum em dizer que são a minha dupla favorita de comentadores de sempre, têm uma química (principalmente com o Tazz a heel) que não se encontra em mais lado nenhum. É verdade que podemos apontar que eventualmente perdem-se nas conversas laterais e esquecem-se um pouco de comentar o combate em si, mas a verdade é que acabam por se tornar numa das principais atracções na TNA actualmente e neste PPV em particular, tiveram em alta. Repito: um verdadeiro espectáculo à parte.

Beer Money: E por falar em duplas favoritas, sem dúvida que esta antiga equipa faz parte das equipas de que tenho melhores memórias. Talvez por estar algo desatento nem me lembrei dessa hipótese quando vi que os antigos parceiros eram quem ia começar a Battle Royal, mas o que dizer daquele momento em que juntaram forças? Que nostalgia. Para mim, foi o grande momento deste PPV.

Contundo, este foi um PPV de extremos e também houve alguns pontos negativos que acabam por ofuscar os pontos positivos que já referi:

TOP NEGATIVO

Fraco Início: Tal como no X-Travaganza, voltámos a ter um PPV com um início lento e pouco atractivo. Nos primeiros dois combates, só tivemos duas presenças de peso – James Storm e Mr. Anderson – o que mais do que criar pouca expectativa em volta dos combates, também deixou marcas na qualidade dos combates. Destaca-se a dinâmica entre Mr. Anderson e o seu parceiro de equipa, Jesse, mas para um início de PPV como o Joker’s Wild, onde o “main-event” vai sendo construído aos poucos, é muito pouco.

Show Gravado: Qualquer evento que seja previamente gravado perde logo o factor da imprevisibilidade para quem esteja a assistir em casa (devido aos spoilers, a que por vezes temos acesso mesmo quando não tínhamos intenções de os ver). No caso dos PPV’s “One Night Only”, têm ainda a atenuante de serem gravados na antiga Impact Zone em Orlando, o que sabemos que não é propriamente um factor positivo para a qualidade do show. Contundo, o problema que encontrei neste Joker’s Wild em ser um show gravado, não está relacionado com nenhuma dessas situações. A TNA gravou este PPV há meses atrás, e isto nota-se facilmente olhando para alguns lutadores que entretanto sofreram grandes mudanças mas que contundo neste PPV estão 2/3 meses atrasados no tempo. Estou a falar de termos o Mr. Anderson ainda sem estar com a attire/theme song dos Aces, o Rob Terry estar ainda na gimmick de Robbie T e termos o último combate de tag team da noite a ter o grande foco na ligação entre o Matt Morgan e o Joey Ryan que já acabou há meses atrás. Tudo isto lembra-nos constantemente que é um PPV gravado que não terá nenhuma relevância para as storylines actuais, o que certamente afasta muitos espectadores. A questão é que agora à medida que os PPV’s forem sendo emitidos, ainda mais longe da actualidade da TNA vão estar e receio que isso possa ser o principal entrave ao sucesso dos PPV’s ONO. Veremos se a TNA entretanto percebeu que deve evitar ao máximo meter em foco histórias/lutadores que entretanto sofreram grandes mudanças… Destaco, contundo, o facto de a TNA ainda ter tentando disfarçar a situação do Mr. Anderson com os comentadores a referirem-se a ele como um membro dos Aces e a própria atitude do próprio Anderson, já a comportar-se como um membro da stable.

Fraca Qualidade dos Combates: Já referi como as equipas foram bem construídas e muitas delas resultaram, mas, de uma forma geral, todos os combates de tag team deixaram a desejar com poucos momentos que vale a pena destacar e pouca dinâmica ao longo do combate. Talvez não seja justo comparar com os combates que temos tido na divisão de tag team, porque afinal não eram equipas consolidadas (na sua maioria), mas esperava mais.

Pouco “Star Power”: Se por um lado destaquei as presenças de Gut Checkers e alguns desaparecidos, já por outro lado acho que a TNA podia e devia ter reunido um conjunto de lutadores mais apelativos para o PPV. E por falar em desaparecidos, uma coisa é apostar em nomes de futuro como o Crimson ou mesmo o Gunner, outra coisa é em vez de trazer o Kazarian ou o Austin Aries, ir buscar o Kid Kash ou o Douglas Williams. Não vejo qualquer vantagem em trazer veteranos (que ainda por cima já saíram da TNA) em vez de meter no PPV lutadores que garantem audiências e bons combates. E, ainda por cima, no caso do Kaz e do Aries dois especialistas em tag team que iriam certamente melhorar a qualidade dos combates.

POSITIVO OU NEGATIVO?

Vitória do Storm: Fiquei indeciso se esta vitória foi um ponto positivo ou negativo. O Joker’s Wild, muito pelo prémio em questão (ou mais pela falta de relevância do mesmo), era um dos PPV’s que menos chamava à atenção. Logo até que ponto a TNA não podia ter aproveitado para dar a vitória a alguém menos destacado como um Matt Morgan ou um DOC? A única explicação possível que vejo é que a TNA quer continuar a deixar o Storm com ímpeto, tal como fez durante a tour no Reino Unido antes do regresso do AJ, para que ele venha a ter algum papel de destaque numa storyline. Mas como só o tempo o dirá, ficamos sem saber se foi ou não uma boa decisão.

Comparando com o X-Travaganza, acabou por ser um PPV que até teve um melhor card com nomes mais conhecidos, mas acabou por não conseguir justificar a aposta na qualidade dos combates como o X-Travaganza conseguiu. Teve um bom ritmo, sem dúvida, mas acabou por ser um evento exageradamente descontraído. Espero que o próximo ONO, o “Knockouts Knockdown” dedicado à divisão feminina, consiga ser mais equilibrado tendo tanto um card apelativo como também grandes combates.

TOP 3 DA SEMANA

Olhando para o que foi este PPV, qual o vosso TOP 3 de lutadores que destacam? Quais os 3 lutadores que tiveram as melhores performances?

E é isto rapaziada, até à próxima!

Sobre o Autor

11 Comentários

  1. danielLP21 - há 4 anos

    1- Joseph Park
    2- Christopher Daniels
    3- Bobby Roode

    Sinceramente, gostei mais deste PPV do que do anterior. Teve momentos de comédia hilariantes, protagonizados pelos 3 lutadores que coloquei no Top 3 desta semana.

    Os pontos negativos foram as ausências de Austin Aries e o Kazarian e o facto de a TNA, no início do PPV, colocar imagens do que ia acontecer durante esse mesmo PPV. Isto faz algum sentido?

    • FranciscoAP - há 4 anos

      Bem lembrado, é outra coisa que diz logo que o PPV foi gravado com antecedência o que para mim tira logo muita piada ao mesmo..

  2. Jorge Rebelo - há 4 anos

    Francisco já tinha feito uma breve análise a este PPV no próprio report do show e acabas por fazer um trabalho fantástico ao analisar com todo o detalhe.

    Posso dizer que concordo com grande parte das ideias. De facto os nomes mais ausentes foram surpreendemente os vencedores em termos da qualidade demonstrada (talvez com a exepção do Alex Silva).

    Curiosamente este PPV deverá ter mais implicações no Impact Wrestling que o X-Travaganza, com a dupla Gunner/Crimson e uma eventual reaproximação entre Morgan e Ryan.

    Sendo este talvez o mais fraco dos TNA ONO (em termos de conceito) acabou por não ser uma desilusão completa e manteve-se como um evento descontraido com bons momentos de wrestling e de entertenimento.

    Neste PPV destaco sem sombra de dúvida o Crimson e o Gunner e diria que o trabalho do Joseph Park não foi nada menos que brilhante.

    • FranciscoAP - há 4 anos

      Não sei Jorge, acho que foi mesmo um erro fazerem o último combate ter um foco tão grande no Morgan e no Ryan. Para quem assistiu fez todo o sentido, afinal se formos ver a data em que foi gravado eles ainda eram uma equipa, mas acho que para quem só agora viu a transmissão por TV fica um bocado a sentir que está a viajar no tempo (não no bom sentido…)

      • Jorge Rebelo - há 4 anos

        Eu percebo perfeitamente o que queres dizer. O problema de gravar com antecedência é que as histórias evoluem e quando se tenta transportar algo do presente de um atleta para este conceito de PPV há o risco de acabar por se notar esse desfasamento no tempo. Contudo, não sei se a TNA não poderá a partir daqui voltar à ideia de aproximar Morgan e Ryan.

  3. MR Perfection André Santos - há 4 anos

    Francisco não tive o prazer de ver este PPV portanto não consigo dizer-te o melhor top 3.
    Mas pelo teu artigo tenho mais ou menos a percepção que o anterior talvez tenha sido melhor mas claro que é uma percepção pessoal.
    Concordo contigo quando falas no show ser gravado perdendo o ímpeto inicial mas a TNA anunciando Aries e Kaz talvez tenha sido pior.

    Mas com o teu artigo consegui ter uma percepção do PPV

    Obrigado e parabéns pelo artigo mais uma vez

  4. FranciscoAP - há 4 anos

    Acho que se tiveres oportunidade de ver, não vais estar a perder tempo. Até porque assim talvez não vás com as expectativas tão altas como eu fui e até gostes mais que eu. Mas é tudo uma opinião pessoal, exacto.

    Vale a pena ver o combate em que o Roode fez equipa com o Park, esse aconselho-te vivamente :D

  5. Vince It Factor - há 4 anos

    Não gostei tanto deste como do X-Travanganza, mas não foi mau, este foi um ppv mais divertido e nostálgico.

    E teve ali pontos interessantes que se podem aplicar à atualidade da TNA como a tal dupla Crimson/Gunner que eu veria com muito bons olhos.

    Quanto ao vencedor também gostei da escola.

    De resto, disses-te tudo num excelente artigo, mais um.

    • FranciscoAP - há 4 anos

      A tua primeira frase é exactamente aquilo que tentei dizer ao longo do artigo, nem mais. Na “muche” eheh

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