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Long Horn Peep Show #8 – One Good Week

That’s all we can hope for. One… good… week. É com esta frase que esta semana nos reencontramos e se lança o mote para o hoje que vai ser abordado.

Contextualizando, na semana passada tivemos uma das melhores semanas dos últimos anos na WWE. Começando no memorável Monday Night Raw a seguir a uma das piores WrestleManias da história e acabando no Raw desta semana. Até o NXT foi espetacular! Pena que tudo que é bom, acabe depressa…

Foi com muito desagrado que assisti, mais uma vez, a algo que me irrita profundamente. Uma mudança de título em 4/5 dias. Refiro-me, pois claro, ao facto de Kofi Kingston se ter tornado no novo US Champion no último Raw (talvez esteja a ser preparado terreno para um provável Mr. Money In The Bank).

Depois de ter aparecido intermitentemente e sem trajetória definida durante a Road To WrestleMania, depois de não ter sequer aparecido em qualquer evento relacionado com a WrestleMania, depois de não ter sido promovido (a não ser por CM Punk que fez questão de usar a sua t-shirt), depois de nem sequer ter marcado presença (Kofi ainda foi comentador no preshow) para dizer “Olá!” na WM29, depois de não ter aparecido no memorável Raw que se seguiu, eis que do nada aparece no meu ecrã Antonio Cesaro no meio do ringue com Kofi, durante o passado Friday Night SmackDown.

C’est a Miracle! Pensei eu quando vi de volta, servido a frio, aquele que foi uma das melhores aquisições da WWE em 2012 e um dos talentos que mais surpreenderam pela positiva os adeptos da modalidade durante os últimos tempos, especialmente pelo seu grande talento no círculo quadrado. Incompreensível como chegou ao ponto de, aquando da sua estreia, Cesaro ter sido considerado um talento de “Agora ou Nunca”. Como foi possível que o “Agora” só tenha chegado em 2012? Andou tudo a dormir?

É certo, foram necessários alguns ajustes, mas quando finalmente se acertou com o caminho a seguir, Antonio Cesaro acabou por convencer toda a gente de que ele é inquestionavelmente um diamante por lapidar. O seu trabalho de recuperação, com passos pequenos mas firmes, do estatuto que o US Championship outrora alcançou foi notável e parece-me que o mesmo foi “vendido ao desbarato”.

A divisão de mid-carders, da qual gosto de me considerar um grande apreciador, andava completamente de rastos. Conforme já referi em edições anteriores, o Intercontinental Championship parecia estar na rota perigosa da vulgaridade e não na rota de Hall of Famers maker, com a qual o identifico, por natureza. Já quanto ao US Championship… Provavelmente todos nós ainda temos vómitos quando nos recordámos daquele reinado de meses (!) de Santino enquanto US Champion! Sem dúvida uma experiência a NUNCA mais repetir.

Desde que Cesaro se tornou US Champion que o panorama tem vindo constantemente a subir, embora a “relação” dele com os EUA e com a Suíça se tenha tornado um quanto confusa e/ou não tenha sido tão bem aproveitada quanto podia. Não sei qual seria a melhor trajetória a tomar, mas creio que estamos numa altura em que ter trajetória será sempre melhor do que não ter trajetória de todo!

E se o reinado de Cesaro não foi cinco estrelas, como poderia ter sido, deveu-se exatamente ao facto da sua rivalidade com os EUA tenha alternado em demasia. Ora surgiam algumas palavras elogiosas para com o povo americano, ora a Suiça era “geneticamente” melhor que os EUA. De facto, The Swiss Sensation teve um período considerável em que a sua entrada era acompanhada pela bandeira dos EUA (até que Jack Swagger, agora “A Real American”, entrou em cena e obrigou a nova mudança).

Perdido um pouco por toda esta indefinição no foco do seu discurso – que pode (e parece ser capaz de) ser melhorado para voos mais altos – o contexto de Cesaro enquanto US Champion acabou por se tornar ambíguo e, acima de tudo, pouco claro.

Contudo, ninguém se esquece da forte convicção de Cesaro, que fez questão de repetir por várias vezes: “No American can beat me!”. Afirmou de peito cheio o poliglota. E podia, muito bem, o ter dito em cinco línguas diferentes, porque acabou por ser um homem do Gana (outrora da Jamaica) que o derrotou pelo título. Fossem só estes os problemas…

O facto do papel de Cesaro precisar de definição (repito, definição), não nos impede de constatar a sua adaptabilidade tendo em conta todas as alterações (entre Suiça, Anti-EUA, poliglota e “cantor”) que foram efetuadas ao longo do seu ainda pequeno percurso na WWE.

Aproveito, por isso, para realçar o quanto desadequado, irritante e perfeitamente humilhante é o papel de “berrador” que Cesaro tem mantido recentemente, sempre que possui um microfone na mão. Não agrada a ninguém e não faz qualquer sentido: metam uma cruz à frente desta opção e tentem outra alternativa. Por favor!

O que eu me recuso a voltar a pedir “por favor” e já me fartei de implorar é pelo regresso de algo que acontecia quando não se escreviam guiões em cima do joelho, algo que para alguns deve ser um mito, para outros “engraçado” e para alguns, um mandamento. Já foi dito e repetido, mas não há como lhe fugir: enquanto não se voltarem a realizar mais “Number One Contender’s Matches” para se verdadeiramente definir os legítimos candidatos aos títulos, tudo irá continuar na mesma! Trata-se de uma situação deveras ingrata para os campeões, que têm de se sujeitar constantemente a derrotas para “justificar” uma defesa do seu título. É caso para dizer que de “zé-ninguém” a Campeão… É um tirinho!

Se a decisão mais correta foi tomada com o facto de Miz ter desaparecido da rota do Intercontinental Championship – espero que não lá volte tão cedo (férias precisam-se) – e que para o seu lugar não tenha sido abruptamente indicado R-Truth como Number One Contender ao título do Sir Barrett, tenho de aplaudir de pé o que se passou no último Main Event!

Foi no show das quartas-feiras que vimos algo que constitui uma das soluções possíveis a tomar nestes casos: uma Battle Royal entre possíveis candidatos ao título! Incrível, parece quase magia, como o Campeão não precisa de estar envolvido! Na Battle Royal de 10 homens, Justin Gabriel emergiu como vencedor (ainda se suspirou por Drew McIntyre) e viria a enfrentar Wade Barrett pelo título na mesma noite. Embora esse combate pelo título pudesse perfeitamente ter sido adiado para o SmackDown de hoje, suponho que desenvolvimentos da rivalidade R-Truth vs Wade Barrett estejam para surgir brevemente, para que tudo venha a culminar com uma épica e inesperada batalha no Extreme Rules pelo Intercontinental Championship.

Resta saber o que vai acontecer a Cesaro: talvez uma rivalidade contra um lutador de mais alto nível esteja para surgir e se comece a catapultar a passagem de Cesaro para maineventer. Não se admirem caso Cesaro se venha a tornar World Heavyweight Champion já em 2013 e antes de Wade Barrett.

Com a vitória de Kofi, voltamos mais uma vez ao panorama em que os faces dominam os títulos (US, Tag Team e WWE Championships), tendo o ambiente agradável de heel power (que eu tanto defendo) rapidamente se esgotado. Talvez tudo que a WWE nos tenha para oferecer seja nada mais do que… One… Good… Week.

Until next week!

Sobre o Autor

- Já escrevi no espaço “Long Horn Peep Show”. Atualmente publico notícias, sou moderador do chat e ajudo no que puder o WPT a ficar cada vez melhor.

5 Comentários

  1. Roberto Barros - há 4 anos

    O cesaro tem nivel para ser Main event, só tem que ajeitar a gimmick dele que anda um tanto confusa, e o Barret para mim já devia estar lá

  2. GJD - há 4 anos

    O Cesaro antes de qualquer coisa precisa de uma gimmick nova, a atual está uma bagunça e ficando a cada dia pior, não descarto um manager. Considero que teve um bom reinado , uma pena que ficou de fora da Mania, e de não ter construído muitas feuds, não gostei de ele ter perdido o título por 2 motivos: Não ter feud construída, e o Kofi ser campeão secundário pela enésima vez.
    Sobre o Main Event é isso que a Wwe precisa fazer acabar com esse negócio de se vencer o campeão vira 1 contender,isso não cria feud e descredibiliza o campeão , faz uma luta entre lutadores dando o 1 contender ao vencedor e desenvolve uma feud entre eles. Barrett vs Justin Gabriel foi melhor que as duas lutas de Barrett vs Miz.

  3. danilo'-' - há 4 anos

    ” Já foi dito e repetido, mas não há como lhe fugir: enquanto não se voltarem a realizar mais “Number One Contender’s Matches”

    gostei falo realmente tudo nessa frase eu tambem pensei que o barret ja era main eventer mas enfim a situação de cesaro era ruim pois ele estava com o Us title e simplismente perdia para todos vencia 1 combate e perdia 1000 mas enfim
    so a 3 coisas a fazer quando um mid card perde um titulo descer,ficar onde estar , subir a meu ver a derrota do cesaro foi mto boa acho que ele não precisa mais do titulo como o roberto disse a cima ele ja tem nivel de main event ele não precisa de um titulo “pequeno” como esse atualmente

  4. Bruno Rafael - há 4 anos

    Véio porque o Cesaro merece o Main-Event? Só porque ele é muito bom no ringue? Sim,porque foi apenas isso que eu vi no Cesaro,tem 0 de carisma,mic-skill devo dizer bem medíocres,não tem pop nem heat do público que o reage indiferente,é um entertainer 0,na WWE é isso que prevalece,o entretenimento em detrimento de um wrestling de alta qualidade,nego acha que a WWE é a ROH que põe no main-event wrestlers(e não ”superstars”)de alta qualidade. Cesaro verdade seja dita,se não lhe arrumarem um manager e uma gimmick bem definida,vai virar um top jobber,esperem e verão. Já o Wade Barrett já é um main-eventer pronto,o problema não é ele,e sim a merda do booking da WWE,que está terrível e só tomando decisões simplesmente imbecis em relação a ele e vários mid-cards e up-mid cards. O Barrett precisa de um bom booking,já o Cesaro uma reformulação e um manager senão seu destino é ser um Orlando Jordan da vida.

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