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Opinião Feminina #213 – R Evolution vs TLCS

Começou a tornar-se hábito surgirem, após os eventos especiais de grande qualidade que o NXT apresenta, rumores sobre a reacção do roster principal. De acordo com estes rumores, o pay-per-view produzido pelo roster principal da WWE logo após o evento especial do NXT será de elevada qualidade, pois o roster principal não quer que o trabalho do território de desenvolvimento os ofusque.

Caso seja verdade, não são rumores irracionais ou surpreendentes. A qualidade do WWE NXT deveria colocar pressão em todos os envolvidos na produção da Raw, Main Event, Smackdown e pay-per-views.

Como território de desenvolvimento, não é suposto os eventos do NXT serem melhores que os apresentados pelo roster principal. Não é suposto os talentos que estão a aprender a forma de fazer as coisas da WWE serem melhores daqueles que estão no roster principal.

E visto que estes talentos do NXT estão apenas à espera que uma oportunidade surja para se estrearem no roster principal, a maioria dos lutadores actuais tem razões para se preocupar. Com a WWE Network ainda longe de obter os valores desejados, espera-se que a contenção de custos continue ao longo do ano de 2015, o que significa que talentos que estejam no roster há anos sem fazer qualquer impacto passam a ter a sua posição em risco.

Nestes relatos, foi também mencionado que a razão para a frustração de muitos dos talentos do roster principal é o facto dos talentos do WWE NXT terem melhores oportunidades para mostrar o seu talento. Mais uma vez, nada de muito surpreendente, caso seja verdade.

O NXT produziu apenas quatro eventos especiais este ano, promovendo ao máximo cada um e fazendo com que cada um contasse. No roster principal, por exemplo, existem doze pay-per-views anuais, forçando a que por vezes certos eventos sejam realizados apenas para cumprir calendário e não porque existem razões ou a promoção certa para o fazer.

Ora, não tenho quaisquer dúvidas que vários talentos do roster principal teriam combates de qualidade equivalente ou superior aos que temos assistido ultimamente no NXT, se colocados na posição em que estes últimos foram colocados. Porém, também não ponho de parte a possibilidade de existirem talentos que estão confortáveis na posição em que estão e não dão o litro sempre que têm oportunidade.

As restrições a nível criativo são significativas e têm um enorme impacto. Disso não tenho a menor dúvida. No roster principal, temos algumas dezenas de pessoas a tentar agradar a uma só que, se lhe apetecer, pode simplesmente rasgar tudo e começar de novo na véspera. Tornou-se cada vez mais raro nos dias que correm existir uma direcção clara e planos a longo termo.

No NXT, e caso os relatos não estejam errados, existe apenas uma pessoa responsável pela parte criativa que, por sua vez, é supervisionada por Triple H. Se ambos tiverem uma visão coerente e compatível da indústria, os resultados irão aparecer. E têm aparecido.

É exactamente por isso que o TLCS nunca poderia ser melhor que o R Evolution. Nem que todos os combates fossem de cinco estrelas. A verdade é que as histórias por detrás destes combates, ou seja a promoção do evento, não se aproximam do que o NXT fez a nível criativo.

Com a equipa criativa da WWE a falhar na parte que lhe competia, os lutadores do TLCS tentaram não ser completamente embaraçados dando tudo o que tinham e ainda mais. O problema é que, devido à altura do ano em que nos encontramos, o pay-per-view em questão envolvia combates com muitas estipulações e o uso de armas. Quer as histórias justificassem a violência ou não.

E em que é que isso se traduz? Bumps perigosos e um pouco arrepiantes.

Exemplo disso foi o combate de abertura do TLC(s) com Luke Harper e Dolph Ziggler. Este ultimo é bastante conhecido por trabalhar a 110% constantemente e pelas suas quedas aparatosas. Ambos trabalharam muito e deram tudo o que tinham, colocando-se em situações obviamente dolorosas e perigosas. Se os spots do combate forem o primeiro critério para avaliar a qualidade do combate, este foi espectacular. Por outro lado, a história em si, aquilo que liga spot a spot, foi desapontante.

Infelizmente, os spots perigosos do combate tiveram um efeito negativo evento como um todo. Colocar um combate tão violento quanto este no início do evento dessensibiliza os fãs para que vão assistir mais tarde. É complicado para os lutadores que seguem este combate fazerem spots tão periogosos ou memoráveis e, caso tentem, a situação torna-se absolutamente intolerável, pois torna-se uma competição para ver quem é que consegue chocar mais os fãs e não quem consegue contar a melhor história ou ter o melhor combate.

Pessoalmente, nunca fui fã de violência gratuita. Cada cadeirada, cada momento com o escadote, cada queda na mesa precisa de ter um significado. Precisa de ter uma razão para existir. E essa razão precisa de ser boa.

E perigos como os que estes lutadores correram não deveriam ser relegados ao combate de abertura e apenas porque o calendário o exige, não porque a história o justifica. Este combate deveria ter ocorrido num evento onde seria o único, ou dos poucos, com este tipo de estipulações. A banalização destas estipulações, causada por eventos temáticos como o Hell in a Cell, Extreme Rules e TlCS apenas coloca os lutadores em maior perigo e em nada compensa as lacunas da equipa criativa.

No fim de tudo, Dolph Ziggler voltou a ganhar o Título Intercontinental. Embora seja apoiante da ideia que o Título Intercontinental deveria ganhar mais destaque e relevância, a verdade é que ao longo dos últimos aos foi rolutado como o “Kiss of death” para a carreira dos lutadores.

A percepção que os fãs, esteja correcta ou não, é que Ziggler voltou exactamente onde estava. Afinal, não tem saído da mesma posição há anos e os fãs não têm grande razão para acreditar que agora será diferente.

Outro enorme problema que o TLCS teve é um que tem assolado a WWE com uma frequência alarmante ao longo dos últimos dois anos: ausência de um final limpo. Seja no main-event, seja no combate de Seth Rollins e John Cena, interferências e monitores a explodir foram a ordem do dia.

Como é que é suposto a violência a que Dean Ambrose e Bray Wyatt sujeitaram os seus corpos ter qualquer espécie de significado, quando o final do combate é um disparate como aquele? Finais deste género, interferências e desqualificações deveriam ser usados exactamente da mesma forma que a violência extra: com inteligência.

Estas situações deveriam ser excepções. Deveriam ocorrer em ocasiões especiais, seja quando a WWE realmente sente que não tem outra saída, seja promover correctamente uma história ou talento. Exemplo disso foi a estreia de Sting no Survivor Series ou a estreia dos The Shield há dois anos. São momentos com impacto e bem feitos que, mais tarde, justificaram (ou irão justificar) esta excepção com qualidade e sucesso.

Mas, infelizmente, quando chegamos a esta altura do ano, este tipo de situações mais parece ser a regra, em vez da excepção.

Desde 2012 que o main-event de um Night of Champions não termina de forma limpa. Ou melhor, em 2013 terminou, mas a decisão foi alterada do dia seguinte. O Battleground de 2013 acabou em no contest. Desde 2013 que o main-event de um Hell in a Cell não termina de forma limpa. No ano passado foi o ataque de Shawn Michaels, este ano foi Bray Wyatt e um holograma. E agora no TLCS temos um monitor a explodir. Já para não falar das semanas e semanas de Raw com múltiplos combates por evento, incluindo o main-event, a acabarem em desqualificação.

Esta é forma preguiçosa que a WWE encontra de dizer que não quer derrotar de forma limpa nenhum dos envolvidos, por isso são usadas situações deste género. Repetidamente. Até que, ultimamente, nenhuma delas tem qualquer impacto e significado, prejudicando ambos os talentos.

Bray Wyatt é prejudicado porque foi o erro de Ambrose que lhe custou o combate, não nenhuma artimanha do primeiro. Já Ambrose, passa por parvo porque foi o seu próprio erro que lhe custou a vitória. E dar este tipo de fim aos fãs e aos lutadores, depois do sacríficio e castigo a que estes se submeteram é simplesmente insultuoso. E uma pura banalização dos riscos que os lutadores correm.

Tal como a violência, também este tipo de situações e interferências sucessivas dessensibiliza os fãs para os talentos que têm à sua frente e para os combates que a WWE apresenta.

O R Evolution, por outro lado, elevou ainda mais a fasquia para a qualidade apresentada pelos eventos especiais do NXT. E tendo em conta onde a fasquia se encontrava, isto é dizer muito. Tal como a programação semanal, também os eventos especiais do NXT são mais curtos que os tradicionais pay-per-views da WWE, o que significa que apenas o estritamente necessário é incluído. Ou seja, não existem combates desnecessariamente longos como Ryback vs Kane ou Erick Rowan vs. Big Show.

Todos os combates têm uma razão de ser e, embora não sejam todos tecnicamente brilhantes ou com as histórias mais arrebatadoras, a verdade é que cumprem o seu papel. Exemplo disso é o combate de Baron Corbin. O que seria, normalmente, um squash sem importância, acabou por plantar a semente para uma nova rivalidade. Tudo com um simples olhar.

E, mais importante que tudo, os combates mais importantes são tratados como tal, apresentados como tal e terminam como tal.

Exemplo disso é a apresentação do Título feminino. Enquanto no roster principal, os combates pelo Título de Divas é sinónimo de intervalo, no território de desenvolvimento o Título feminino é posicionado de forma diferente. A duração dos combates é a primeira pista para esta evidência. O único combate, em pay-per-view, de Divas a passar da marca de dez minutos foi Stephanie McMahon vs. Brie Bella. O Título não estava envolvido e o combate era uma pura questão de ego.

No entanto, nenhum especial do NXT apresentou um combate pelo Título feminino que durasse menos que dez minutos. E a qualidade de cada um fala por si. Não digo que, no roster principal, quero ver Cameron vs. Eva Marie durante dez minutos. Óbvio que as duplas precisam de ser bem escolhidas e o agente do combate precisa de ajudar bastante a situação. Mas, como se viu numa edição do Main Event deste ano, AJ Lee e Natalya conseguem transformar catorze minutos num excelente combate digno de pay-per-view.

No R Evolution, mais uma vez as senhoras mostraram que uma boa parte do roster principal não lhes conseguia chegar aos calcanhares. Não só os combates femininos se tornaram um destaque de cada um destes eventos, como também uma bela surpresa. Não esperava, de todo, que Sasha e Charlotte tivessem um combate tão bom. Aliás, a evolução de Charlotte tem sido espectacular de assistir.

Ambas fizeram um excelente trabalho e algo de que merecem estar orgulhosas. A divisão feminina do NXT é a prova viva de que Wrestling feminino não precisa de revolver à volta do estatuto de sex-symbol e não precisa de ser o momento em que os fãs gritam por CM Punk ou pelos comentadores. E digo isto, porque o NXT é um produto da WWE. A WWE é conhecida por ignorar, ou fingir que ignora o que se passa no exterior da companhia, mas o NXT é um produto seu. É algo que eles próprios fizeram e que está a ter resultados excelentes. Os fãs reagem extremamente bem a estes combates, assim como as críticas são excelentes.

Neste momento, o combate pelo Título feminino poderia perfeitamente encerrar um evento especial do NXT que, pessoalmente, não teria qualquer argumento contra. Elas provaram que são perfeitamente capazes de corresponder e ultrapassar as expectativas, portanto não teria problema nenhum com o assunto.

Como é normal, é complicado provar do que se é feito quando apenas se tem três minutos em plena Raw. Depois de ter sido destituída de praticamente tudo o que a torna especial e diferente, Charlotte transformou-se numa tentativa de cópia do seu pai para perder para Natalya. Esta situação ocorreu dias antes do R Evolution, visto que Charlotte apareceu na Raw exactamente com esse propósito: promover a sua defesa ao Título.

Os eventos especiais do NXT são um exclusivo da WWE Network. Não digo que irão surgir grandes quantidades de subscrições graças ao NXT, mas tenho a certeza que a curiosidade que os fãs poderiam ter em experimentar dissipou-se no momento em que vêem os os talentos do NXT a serem tratados desta forma. Esta mentalidade, juntamente com esta decisão, é apenas uma das muitas coisas que simplesmente não consigo compreender.

No NXT, Charlotte é a filha de Ric Flair, mas continua bastante fiel a si própria, desenvolvendo a sua própria versão do Figure 4. Na Raw, tudo isto, juntamente com o seu incrível atleticismo, foi pelo cano. E porquê?

Ninguém ganhou absolutamente nada com a situação. Não houve qualquer tipo de fruto ou proveito a tirar da situação, nem para Natalya, nem para os fãs e muito menos para Charlotte. Por isso, pergunto novamente, porquê?

Não interessa se, dentro de meses, as pessoas se vão lembrar ou não. A questão aqui é que não existe uma razão válida que justifique o que se passou. Nem uma. Acredito que tenham havido problemas de tempo, mas isso continua sem explicar a falta de destaque no potencial de Charlotte, a destituição de tudo o que a torna especial e a vitória de Natalya.

Charlotte não é uma estrela maior por ter perdido em poucos minutos para uma audiência de três ou quatro milhões. É apenas mais uma Diva que, aos olhos de três ou quatro milhões, não tem muito para oferecer.

E por fim, o main-event. Ao longo dos últimos tempos, a WWE condicionou-me a acreditar que finais limpos são uma raridade e que a perseguição do herói pela sua redenção e Título só acaba bem quando o herói for John Cena e a redenção foi inexistente. Felizmente, o NXT é diferente. Ao longo de tanto tempo, Sami Zayn era o talento mais preparado para o roster principal que o NXT tinha. Desde o primeiro combate que se notou isso.

No entanto, nunca conseguia alcançar a tal vitória ou obter o seu momento ao sol. Zayn, incrivelmente talentoso e carismático como é, manteve os fãs do seu lado, ao ponto dos levar a vaiarem Adrian Neville e manobras fantásticas como o Red Arrow. Quando se tem os talentos certos e a história certa, o impensável torna-se realidade.

E, como seria de esperar, estes dois tiveram um combate fenomenal no R Evolution, repleto de emoção e história. Momentos como a hesitação de Sami perante a possibilidade de fazer batota e o reconhecimento do erro, por parte de Neville, acabando por levantar o braço de Zayn são apenas algumas das muitas razões para estes terem sido as estrelas da noite.

Tudo o que foi feito ao longo dos últimos meses, desde a batota de Neville, ao uso dos árbitros no R Evolution foram ferramentas usadas para contar esta história. Fez sentido no contexto da história, teve significado e serviu um propósito.

Os fãs esperaram durante mais de um ano pelo momento em que Sami vencesse o Título. E a espera valeu mais do que a pena. Foi absolutamente formidável e digno do main-event de qualquer pay-per-view de renome.

Não interessa que nome damos ao que aconteceu durante o main-event. Podemos chamar-lhe Wrestling Profissional ou ceder às manias de Vince e chamar-lhe Sports Entertainment. No fim do dia, os nomes dados são irrelevantes. No fim do dia, a emoção daquele main-event, a emoção desta história e a sua execução soberba, é a forma mais pura e genuína de entretenimento que se pode ter.

Quando Wrestling é bem feito, mesmo bem feito, não há nada que lhe chegue aos calcanhares e consegue atingir todos, sem excepção. Não deixa absolutamente ninguém indiferente.

E, tal como é usual no NXT, ficamos sempre a salivar por mais. O reconhecimento da realidade por parte do NXT é apenas mais uma das suas muitas qualidades. O NXT não pede aos fãs para esquecerem o que sabem. Também não os insulta pelo que sabem. Reconhece-o e joga com isso a seu favor. E os fãs, deliciados com o respeito de que são alvos, pagam na mesma moeda.

O passado de Owens foi reconhecido nas suas vignettes de apresentação, assim como a sua ligação a Sami Zayn foi referenciada e apresentada a todos, quer os fãs já soubessem ou não. Mas não o fizeram por acaso, porque outro dos grandes momentos da noite veio quando ninguém estava à espera.

Mais uma vez, o NXT mostrou a sua competência, ditando as regras do jogo e não deixando que uma audiência mais dedicada estivesse um passo à frente.

Se Kevin Owens tivesse atacado Sami Zayn assim que apareceu, ninguém tinha ficado surpreendido. Não era novidade e alguns até podem dizer que o previram. Todavia, não foi isso que aconteceu. O ataque de Owens veio exactamente quando toda a gente já tinha descartado essa possibilidade. Foi uma jogada de mestre.

Tal como este ataque de Kevin Owens e a troca de olhares entre Dempsey e Corbin provou, é possível dar aos fãs a satisfação de um final limpo, ao mesmo tempo que se plantam as sementes para novas rivalidades e se instiga a antecipação dos fãs.

É possível satisfazer os fãs e, ao mesmo tempo, deixá-los a salivar por mais. R Evolution é a prova viva disso. É a prova viva que hologramas, monitores a exploder e milhares de interferências e desqualificações são apenas as formas mais preguiçosas e contra-produtivas de alcançar algo. Na tentativa de proteger todos e seguir o caminho mais fácil, é exactamente o contrário que acontece.

O R Evolution é o produto de um trabalho de equipa formidável, entre talento e a parte criativa. O TLCS é o produto de uma equipa disfuncional, onde o talento dá tudo o que pode e arrisca tudo o que tem na tentativa de provar o seu valor, enquanto a situação criativa da companhia se encontra absolutamente perdida e sem motivação.

Aos que não viram ainda o R Evolution, digo apenas que merece prioridade máxima. Vale a pena. Desejo uma excelente semana a todos e até à próxima edição!

Sobre o Autor

- Administradora. Publico parte das notícias, faço a gestão da League, dos Passatempos e ainda sou escritora do artigo “Opinião Feminina”.

26 Comentários

  1. LuizFulgore - há 2 anos

    Artigo espetacular! Parabéns, Salgado.

  2. Tunes9 - há 2 anos

    Sensacional, adorei o teu artigo, um tema interessante e analisado de forma inteligente, cada vez melhor, os meus Parabéns.

    Quanto ao tema, já disseste tudo e não consigo acrescentar nada de relevante, mas concordo que a NXT tem um booking e uma maneira de trabalhar superior ao que se faz no Main Roster, e depois acho que um lutador, seja ele quem for, não é pior se perder combates de forma limpa, apenas é preciso trabalhar de forma correcta e bem pensada, vale mais uma derrota com uma performance de elite que uma vitória mas uma performance fraca e um combate normal, a meu ver.

    Olhando para o Bray Wyatt vs Ambrose, a feud podia ser épica e até tem sido boa, mas no Survivor Series acabou daquela maneira e no TLCS acaba de maneira ainda pior, como é possível o Ambrose puxar o monitor duas vezes e não perceber que está preso e tentar a 3ª?? isso ridiculariza o talento e depois o Bray Wyatt aproveitou-se da situação e não foi o próprio a ganhar o combate, acho que não faz qualquer sentido um desfecho destes num Main-Event de um PPV, concordo.

    Quanto ao NXT R Evolution, confesso que ainda não vi, mas não me esqueci (obviamente!!!) e o meu objectivo é ver nos próximos dias, e este artigo só me deu mais vontade ainda de ver sobretudo a com o teu último paragrafo (abriu o apetite, eheh), mas não me surpreende que as “Divas” seja elogiadas pois são bem trabalhadas na NXT e todas têm muito talento, já elogiei várias vezes a Charlotte e acho que tem o talento e as potencialidades para ser uma excelente Diva, a Sasha Banks também me tem surpreendido e tem evoluído muito, o que é extremamente positivo e denota empenho e trabalho.
    Quanto ao Zayn e ao Neville, palavras para quê?? são dois talentos e profissionais enormes e, se tudo correr bem e pelo previsto, terão um futuro brilhante no Main-Roster, assim espero.

    Por fim, não posso opinar sobre o PPV NXT mas vou já sacar para ver e posso dizer que também não gosto de violência gratuita e subscrevo o último tema deste artigo, muito bom.

    (Como sempre!) Bom trabalho Salgado. :-)

    PS: não tenho comentado nos teus artigos nas últimas 2 ou 3 semanas mas voltei hoje a comentar, embora não tenha comentado li os artigos e a qualidade está lá sempre, continua assim.

    • Salgado - há 2 anos

      Ainda bem e muito obrigado :)

      Ainda bem que te dei mais vontade para ver o R Evolution, pois acredita que vale a pena.

      Muito obrigado :) Ainda bem, fico contente por isso :)

      • Tunes9 - há 2 anos

        Não tens de quê, são elogios merecidos pelo trabalho de qualidade que desenvolves e publicas, continua assim.

        Quanto ao NXT R-Evolution, acredito que valha mesmo a pena e vou ver já hoje à noite, Obrigado.

        Uma excelente semana para ti e até ao próximo artigo. :-)

      • Salgado - há 2 anos

        Mesmo assim, não há como não agradecer a estes elogios :)

        Igualmente e boas festas!

      • Tunes9 - há 2 anos

        Quero só acrescentar que já vi o NXT R-Evolution e tinha absolutamente razão, foi um PPV excepcional, 5*, e foi dos shows que mais vibrei e daqueles que me apetecia estar sempre a gritar e a saltar da cadeira, o combate de “Divas” foi excelente e dos melhores que vi nos últimos anos, não há esta qualidade de planeamento no Main-Roster e a Charlotte e a Sasha Banks têm tudo para triunfar no Main-Roster em breve, desde que sejam bem aproveitadas, e o Main-Event foi extraordinário (inclusive o desfecho), mas o PPV em geral foi muito bom e merece todos os teus elogios, tinhas razão.

        Uma excelente semana para ti. :-)

      • Tunes9 - há 2 anos

        Ah, exacto, e como o próximo artigo é no Domingo e dia 28, Obrigado e um Feliz Natal para ti e os teus. :-)

  3. Mel96 - há 2 anos

    Excelente artigo! Estas de parabens Salgado.. fogo devias ir trabalhar para a WWE. Não podia estar mais de acordo com digo.
    Sineramente a TLCS na minha opiniao foi uma autentica palhaçada. Um paper view que foi salvado simplesmente pelo combate de abertura e o main event, isto é, o final do main event foi completamente revoltante e insultuoso. A wwe está no risco de aruinar a carreira do Ambrose om o actual estupido booking. Quer dizer, primeiro ele perde para um hologram no HIAC, agora perde por causa de uma tv, o que vem a seguir? Um robo espacial vem e custa-lhe um combate? E não podia estar de acordo contigo, a vitoria de Wyatt não lhe ajudou em nada porque foi o próprio Ambrose que se prejudiou a si mesmo e não so…. este pareceu um completo idiota por causa da explosão da tv. A unica razão pelo qual o Ambrose continua over e com alguma credibilidade é por causa da sua competencia e os fãs veem como ele trabalha muito… e não so, ele possui um grande talento!Mas Se ele continuar a ser alvo desses estupidos booking , tenho esperanças que os fãs vão fazer o mesmo que fizeram com o Daniel Bryan no ano passado.
    Do resto do card do TLCS nem vou comentar porque é uma perda de tempo.
    Eu aho que os superstars do main roster deviam ter mais é vergonha, principalmente as divas. Opá os combates das divas no main roster são uma autentica palhaçda, enquanto que no NXT é simplesmente fantastico. Sinceramente acho que as divas do NXT deviam rezar para não serem chamadas para o main roster, porque la eu sinto que o talento delas vai descer pelo cano abaixo, e nao vai ser pareciado(ex;Paige, Emma).
    Olha so espero que em 2015 a WWE acerte no booking , porque isto da maneira como esta, nem da uma pessoa vontade de ver wrestling.

    Mas uma vez, grande artigo Salgado, e mal posso esperar pela proxima edição.

    • Salgado - há 2 anos

      Muito obrigado :) Ahaha como? Não tenho qualificações e, no fim do dia, apenas iriam dar comigo em maluca! :P

      Concordo, em parte, com o que dizes em relação às Divas. Há muitas Divas que estão no roster principal que deveriam ter vergonha da falta de melhorias que acusam. MAS, tal como apontei no artigo, elas não tem as mesmas oportunidades que as Divas do NXT. Tal como disso, todos os combates femininos pelo Título no NXT passam dos 10 minutos e, no roster principal, nem lá chega perto. Mesmo com Divas talentosas o suficiente para o fazer, como AJ Natalya, Emma e Paige.

      Aliás, basta olhar para Emma e Paige agora. No NXT, tiveram um excelente combate de doze minutos, enquanto no roster principal, Paige nunca chegou à marca dos 10 e Emma anda perdida, sem qualquer destaque ou investimento. O roster principal dificulta-lhes bastante o trabalho.

      Ainda bem, muito obrigado :)

  4. Mr. Money In The Bank - há 2 anos

    Pra mim o Opinião Feminina tem os melhores artigos deste site! Parabéns Salgado.

  5. Brunodust - há 2 anos

    Artigo excepcional! A WWE deveria apostar mais nos jovens talentos do NXT em vez de colocar lutadores que perderam destaque como Fandango, Big E e Kofi Kingston e não é a juntá-los como no caso dos New Day que vão voltar a ser credíveis.

    Os lutadores do NXT têm mais liberdade em ringue o que potencia as suas qualidades. Como ainda não são estrelas podem sofrer pin ao contrário do que acontece no main roster em que quase todos são protegidos através de desqualificações ou interferências para ninguém ser prejudicado. A meu ver, este é o maior problema que a WWE deve tentar resolver para melhorar o seu booking.

    • Salgado - há 2 anos

      Muito obrigado :)

      Discordo. Dentro do universo NXT, dentro das histórias que estão a contar, eles são estrelas. E precisam de ser protegidos para contar as histórias e para os fãs se importarem com as mesmas. A questão é que, no roster principal, o caminho mais fácil e preguiçoso é frequentemente o escolhido, enquanto no NXT tudo é bem pensado, feito com paciência e para durar.

  6. MicaelDuarte - há 2 anos

    Artigo fantástico, como eu já esperava.

    Não sei porquê, mas não fiquei assim tão chateado com o spot do monitor. Claro que não beneficiou nenhum dos dois, pois levou a uma vitória pouco conclusiva (tal como a WWE já nos habituou), mas a companhia já deveria saber onde se estava a meter quando decidiu avançar com a feud entre o Wyatt e o Ambrose.

    Em relação ao Bray Wyatt – o meu favorito da actualidade -, acredito que vá vencer todos os combates até ao Elimination Chamber, muito à semelhança daquilo que aconteceu na RTWM deste ano, para depois perder o seu combate no maior evento todos (independentemente de ser com o Undertaker).

    Quanto ao Ambrose, não faço ideia do que têm guardado para ele, mas já não acredito que chegue lá como face.

    Por fim, relativamente ao território de desenvolvimento, concordo em absoluto com o que disseste. O NXT dá 5-0 ao plantel principal.

    • Salgado - há 2 anos

      Obrigado :)

      Sim, se fossem outros tempos também teria ficado mais irritada. Acho que depois de tudo o que temos visto no último ano, estou a ficar completamente indiferente aos disparates que fazem. Mas, não deixo de discordar e achar que foi uma palhaçada.

      A questão é que se fizeres uma rivalidade entre os dois de grande qualidade, lhes deres tempo para terem excelentes combates e os fãs ficaram com a melhor impressão possível da história, NINGUÉM fica mal na fotografia. Neste momento, Bray Wyatt precisa de apagar todos os disparates que aconteceram em 2014 com uma rivalidade de elevada qualidade. É disso que ele precisa, mais do que tudo. Não de mais finishes deste género que só causam a exasperação dos fãs.

  7. danielLP21 - há 2 anos

    Opinião Feminina = NXT

  8. Roberto ''The Viper'' #Chaves Eterno - há 2 anos

    Excelente artigo, Salgado.
    Eu realmente achei que o TLC foi um dos PPV’s mais fracos deste ano.
    Os combates em que mais me interessei foi o do Dolph vs Harper e o combate entre Ambrose vs Wyatt. De resto foi um PPV fraco…
    o NXT ao contrário do TLC, foi um dos melhores PPV’s do ano.
    Alguns pontos a que destaco são: O debut de Kevin Owens, a vitória dos Lucha Dragons (em que em minha opinião já podiam ser WWE Tag Team Champ) e que gostaria que essa Tag tivesse tbm o Mysterio, acho que seria uma grande stable: Mysterio, Sin Cara e Kalisto. Outro ponto em que destaco é aquela entrance do Bálor, awesome! Destaco tbm o combate entre Charlotte e Sasha Banks, THIS IS WRESTLING! E por último o combate entre Zayn e Neville. Em geral, o NXT R-Evolution foi um dos destaques de 2014.
    Mais uma vez, excelente artigo, Salgado.

  9. Skinny Pete - há 2 anos

    Vince tem que se aposentar! Reconheço seu valor e o admiro por tudo que ele fez pelo wrestling, mas seu tempo já passou e ele devia entender isso.

    Engraçado que nós criticamos tanto o Triple H, falamos do seu ego e da famosa pá que enterra talentos, mas o NXT é a prova que o homem sabe o que faz e merece ser o sucessor de Vince McMahon.

    Tirando os combates de Daniel Bryan, cuja a carreira eu acompanho desde os tempos de ROH, e o NXT, que eu comecei a assistir recentemente, já fazem três anos que eu não assisto aos shows semanais e PPVs da WWE. Voltarei com o maior prazer o dia que noticiarem a aposentadoria de Mr. McMahon e anunciarem que o Hunter tomou as rédeas da companhia.

    • Salgado - há 2 anos

      Acho que ainda temos que esperar muito antes que tal aconteça!

      HHH é criticado em relação ao que faz em relação a ele e como se envolve em certas situações. Quando se limita apenas a gerir, o seu trabalho é excelente. Mas também, ninguém espera que ele agora começasse a rivalizar com o Sami Zayn no NXT. Se tal se irá manter assim quando este tomar conta do roster principal, não sei.

  10. vitorxd - há 2 anos

    Para mim o R Evolution e o TLC´s nao tem comparação,ainda mais com a inovação stairs match,a vitoria do Big Show…o TLC só teve 2 combates bons(Ambrose vs Wyatt e Ziggler Vs Harper)e talvez Rollins vs Cena.

    Ja o R Evolution teve mais combates de qualidade.o de divas,tag team,o combate inicial,e o main event

    • Salgado - há 2 anos

      De acordo, embora ache que o factor mais decisivo para a qualidade tenha sido a promoção de cada um dos eventos.

  11. lauro - há 2 anos

    Sei que não tem nada ver porque vc não comparou com a lucha underground,mas a ladder match envolvendo Prince puma,Johnny Mundo e Big Ryck foi mil vezes melhor do que Dolph Ziggler e Luke Harper

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