Opinião Feminina #232 – King of the Ring

O conceito King of the Ring é bastante popular junto dos fãs de Wrestling. Seja o factor nostalgia ou o facto de ser um torneio onde, supostamente, tudo pode acontecer, a verdade é que é um dos conceitos que parece ter deixado mais saudades.

Este conceito surgiu com o propósito de dar destaque a vários talentos que, de outra forma, não teriam numa Era com muito menos programação e exposição. Embora, aquando as suas coroações, nomes como Bret Hart, Steve Austin, Triple H e Edge não fossem ainda os main-eventers que acabaram por se tornar, facto é que as mesmas funcionaram como bons presságios para o seu futuro.

Como não há regra sem senão, também o King of the Ring falhou em beneficiar talentos que, vendo agora com outra perspectiva, talvez nunca devessem ter vencido o torneio.

A verdade é que a importância que o torneio tem está extremamente ligada à nostalgia e ao sucesso que vários dos vencedores acabaram por ter. E é disso que as pessoas se lembram. Vários vencedores do King of the Ring se tornaram campeões mundiais, mas muito poucos vencedores tiveram uma oportunidade de lutar pelo Título apenas porque venceram o torneio, como Brock Lesnar fez em 2002.

Tal não é necessariamente mau, porque como estamos a lidar, de forma geral, com talentos que ainda não estavam fixados no main-event aquando a vitória, havia a possibilidade de ser atribuída uma oportunidade tão valiosa cedo demais. Especialmente nos tempos em que ser campeão, defender o Título e aparecer eram ocasiões um pouco mais especiais.

Hoje em dia acontece tudo tão rápido e é apresentado em doses tão grandes, que acaba por não dar ao espectador tempo para digerir o que está a ver. Não só isso, como assistir a um programa semanal de Wrestling com três horas de duração se tornou um fardo.

Não porque o produto apresentado esteja uma desgraça e seja o pior de sempre, porque é muito longe disso. Aliás, é mais frustrante do que, propriamente, mau. Mas, porque é um período de tempo demasiado longo para dedicar todas as semanas. Não só é complicado para os fãs manterem o interesse e paciência igual todas as semanas, sem ser dada uma razão especial para tal, como é complicado apresentar todas as semanas um produto que preencha as três horas ao mesmo tempo que seja inovador e interessante.

O que acabamos por ver muitas vezes é repetições das mesmas combinações de pessoas a lutar, histórias extremamente semelhantes, até que tudo se mistura na memória e acaba por se perder.

O King of the Ring, com toda a sua nostalgia, foi uma vítima destes problemas que, já há anos, afligem o produto da WWE.

Foi apresentado de forma tão rápida, com o único e exclusivo propósito de preencher uma edição da Raw e criar um especial para a Network, que daqui a meia dúzia de meses, será apenas uma distante memória. Aliás, se não tivesse escrito sobre o assunto, tenho a certeza absoluta que, em 2016, não me lembraria que tal tinha acontecido.

Como já vi dizerem várias vezes, estamos na Era “fast-food” do Wrestling, onde tudo passa tão depressa, mas muito pouco marca a diferença ou causa uma impressão. Não há tempo para assimilar e remoer sobre o que está a acontecer, não há tempo para promover decentemente algo, para que tenha significado. Apenas há tempo para repetir as mesmas coisas, vezes e vezes sem conta. Ou pelo menos, dar aos fãs essa sensação.

Em teoria, talvez o King of the Ring tenha, actualmente, exactamente a mesma importância que tinha quando surgiu, devido à função que desempenhava. Mas, como se pode ver, a perspectiva, a Era e o ambiente em que é apresentado acaba por fazer toda a diferença e ter um grande impacto no valor e importância que os fãs lhe dão.

O King of the Ring poderia, perfeitamente, servir nos dias de hoje como um Royal Rumble ou um Money in the Bank, onde lutadores precisam de se qualificar para participar e o prémio, além da coroa, ceptro e manto, é um combate pelo Título.

Porque na prática, é o que interessa. A coroa, ceptro e manto são excelentes acessórios para uma noite e, se o nome do lutador for King Booker, até pode significar a introdução de uma nova personalidade. Mas, quando a única importância que é atribuída a esses acessórios deriva da nostalgia que os fãs sentem, e não do que realmente significa nos dias de hoje, o conceito acaba por ter os dias contado se for realizado anualmente.

Além disso, tal como o primeiro cash-in – que foi feito de forma genial e histórica – também o combate pelo Título precisa de ser histórico. Para isto funcionar, é preciso de reconstruir um legado.

Dessa forma, seria uma excelente forma de dar a mais um potencial main-eventer uma oportunidade de se destacar. Nem todas as tentativas vão ser grandes sucessos, mas alguns precisam de ser e com grandes momentos associados.

Todavia, isso não vai acontecer se a apresentação for a mesma que vimos nos últimos anos. Especialmente este ano.

Não só este torneio surgiu e acabou numa questão de dias, sem ter sido dada a oportunidade de ser, realmente, importante, como o factor imprevisibilidade não teve qualquer efeito.

A meu ver, uma das razões que leva os fãs a gostarem tanto da ideia de um torneio é o facto de não saberem, com certeza absoluta, os combates que vão ter. Em tempos, alguns poderiam ser novidade, ou quase uma novidade, dada à pouca frequência em que ocorriam.

E mesmo que não fossem, remotamente, perto de uma novidade, a percepção do produto naquela altura, como foi explicado anteriormente, era completamente diferente e isso afectava o impacto que o torneio tinha.

Nesta Era, como tudo acontece tantas vezes e raramente tem qualquer impacto, o anúncio de um combate entre Dolph Ziggler e Bad News Barrett para a primeira ronda é tudo menos interessante. Não porque ambos não sejam capazes de ter um excelente combate. Não porque os fãs não reconheçam as capacidades de ambos os lutadores.

Mas porque, simplesmente, já aconteceu tantas vezes e nunca significou nada. Aliás, este mesmo ano, a caminho da Wrestlemania, enquanto Bad News Barrett era campeão Intercontinental, Dolph Ziggler derrotou-o mais que uma vez. E tal como esses combates, também este não foi memorável.

Também admito que, regra geral de qualquer torneio, a primeira ronda é sempre bastante mais rápida e simples, porque os combates mais importantes ainda estão para vir. O problema é que não vieram.

Como seria de esperar, visto que na noite antes a rivalidade de Dolph Ziggler e Sheamus tinha apenas aquecido mais a rivalidade, o primeiro combate do torneio teve uma distracção envolvida. O que, mais uma vez, não seria um problema se fosse um caso isolado. Usar uma distracção, desqualificação, batota ou qualquer outra artimanha não é um problema, desde que não seja feito várias vezes numa só noite. Todas as semanas.

Porque em certos casos, recorrer a estes atalhos é um mal necessário, mas quando os mesmos são abusados, todo o conceito perde qualquer sentido e propósito. Os combates deixam de ter qualquer importância, assim como as vitórias, as derrotas e, por fim, os lutadores. É complicado manter o interesse de uma audiência nestas condições.

Estes métodos já são tão previsíveis que nem existe qualquer motivo lógico para um fã se investir no combate. O que apenas duplica a dificuldade que os lutadores em ringue vão ter em tentar conquistar os fãs e trazê-los para o combate. Numa Raw qualquer, tal nem tem tantas consequências, mas num evento como TLC, por exemplo, isto significa manobras desnecessariamente arriscadas que depois resultarão em cânticos de “Holy shit” e “This is awesome!” que dão o sentido de ilusão de que, afinal, os fãs sempre estiveram investidos.

Neste tipo de torneios, é também normal colocar alguns nomes menos credíveis e mais “fáceis” para não queimar todos os cartuchos tão cedo. Nomes como R-Truth são ideais para darem uma vitória fácil a alguém, visto que são practicamente jobbers ao olhos dos fãs, mas não para vencerem lutadores que ainda podem ser tratados seriamente pelos fãs, como Stardust.

É um facto que Cody Rhodes não está na fase mais empolgante na sua carreira. Também é verdade que este já passou por tantas personagens, sem que alguma o levasse a algum lado, mas acho que, comparado com R-Truth, ainda é alguém que pode ser recuperado. Mais que não seja para ser um nome credível e respeitado no midcard.

Quem, por outro lado, está numa fase mais empolgante da sua carreira é Sheamus. A sua nova personalidade, aliada ao seu visual excêntrico, ajuda a revigorar uma imagem cansada e esgotada. Não é o suficiente para mudar a percepção que os fãs têm dele, graças à forma como foi protegido pela WWE, mas ao menos torna-o mais interessante de ver.

Interesse esse que rapidamente é anulado quando é mais que óbvio que mais um combate do torneio irá terminar com qualquer invenção. Porquê? Porque aconteceu no início da noite. Repito, não seria um problema, senão fosse um hábito. O que é extremamente frustrante, especialmente quando os combates estão a ser interessantes.

Em três combates, o único combate que terminou de forma limpa foi aquele em que o jobber, que toda a gente sabe que não é suposto passar da primeira fase, ganhou. O que é que isso diz da qualidade de um torneio?

Felizmente, o antigo campeão do NXT e extremamente talentoso, (Adrian) Neville esteve no torneio. O seu combate com Luke Harper foi, facilmente, o melhor da primeira ronda. A combinação de estilos completamente diferentes produziu um excelente combate. Aliás, existem vários nomes no roster com quem Neville consegue ter este contraste e, dessa forma, produzir combates de qualidade semelhante.

Não que não o consiga fazer com talentos mais semelhantes a si, simplesmente o choque de estilos é que ajuda a proporcionar um combate mais interessante.

No fundo, a primeira fase do King of the Ring foi exactamente aquilo que se poderia esperar de qualquer Raw. Combates a terminar com desqualificações ou através de distracções, pois dois adversários tiveram um combate no pay-per-view da noite antes, não são uma surpresa, assim como o ligeiro destaque que a WWE tem dado a R-Truth ao longo dos últimos meses.

No que toca a Neville, felizmente, a WWE tem conseguido manter um booking consistente e razoável.

Resumindo, foi uma Raw perfeitamente normal, que teria acontecido exactamente da mesma forma. A única diferença, é que os combates não seriam anunciados como sendo a primeira ronda do King of the Ring.

Isto é exactamente o contrário que se deve fazer quando se quer tornar algo especial. Mas não foi essa a intenção. O objectivo era preencher a Raw e criar conteúdo especial para a Network, que ninguém tinha quaisquer motivos para querer ver, depois da falta de promoção e importância que todo o conceito teve desde o momento em que foi anunciado, até à sua execução.

O especial da Network não surpreendeu. Nem desapontou. Foi exactamente o que se esperava. O que não é bom, quando as expectativas não estão muito altas. Nem com todo o tempo do mundo na sua própria Network, os lutadores tiveram tempo para tentar criar algo especial.

Bad News Barrett dominou R-Truth, tal como deveria ter dominado. Dolph Ziggler distraiu Sheamus, tal como se esperava que o fizesse. Bad News Barrett e Neville voltaram a mostrar um pouco do que conseguem fazer, tal como tinham feito no Extreme Rules.

O combate no Extreme Rules foi melhor, porque para as fases mais importantes do torneio, estas foram feitas bastante à pressa. O que seria compreensível, se fosse numa Raw com tempo e um grande main-event planeado, não na Network que a própria WWE controla.

Ao contrário do que, possivelmente, se poderia esperar, concordei com o vencedor. Bad News Barrett não vale muito. É um facto. A quantidade de vezes que esteve perto do main-event, apenas para ser arrancado de lá por erros da WWE ou pelas várias lesões que sofreu, condicionaram um pouco o comportamento dos fãs em relação a si.

Também não ajuda o facto deste já ter vencido vários Títulos secundários várias vezes e ter sido, recentemente, um dos campeões mais fracos dos últimos anos.

Todavia, neste momento, na forma como estão a ser apresentados, Barrett é mais carismático que Neville. Barrett tem a capacidade de, se lhe for permitido, usar o facto de ser King of the Ring para evoluir a sua personagem. Para criar algo novo para si. Para se revigorar. Tal como Booker T fez há anos atrás. Barrett tem essa possibilidade. Neville, nesta altura, como está, nem tanto.

Este não está nada mal e a WWE tem sido, surpreendentemente, consistente. Alguns detalhes aqui e ali, provavelmente fruto de paranóia a mais, são questionáveis, mas no geral, tem sido sólido. Este, só com as suas capacidades em ringue, já está a conquistar os fãs e num futuro próximo, se tudo continuar assim, será uma das estrelas mais ovacionadas. Neville é um lutador empolgante, pelas suas acrobacias, mas extremamente capaz de ter combates de elevada qualidade. Basta explorar isso e este não terá quaisquer problemas.

Nesta altura, tornar Neville no vencedor de uma edição bastante indiferente, rápida e insignificante do King of the Ring não lhe iria fazer nada. Provavelmente seria mais um nome para usarem quando o anunciam, mas como foi tudo tão pouco interessante ou digno de nota, os fãs ignorariam. E daqui a uns meses/anos, estranhariam, pois não se lembravam de tal ter acontecido.

Bad News Barrett, por outro lado, tem a capacidade de agarrar em algo que não significou nada e, como vilão, torná-lo em algo que este vai gabar durante meses. Algo que poderá renovar a sua personalidade e irritar os fãs, como um vilão deve fazer.

Num mundo perfeito, seria isso que aconteceria e esta oportunidade iria ajudar a carreira de Barrett. Num mundo perfeito, o King of the Ring 2015 teria significado muito mais e não seria algo que, dentro de semanas, será uma distante e confusa memória.

No fundo, o King of the Ring foi um perfeito resumo daquilo que a WWE se tornou nos dias de hoje: rápido, ordinário e pouco memorável.

Caso desejem ouvir a nova edição do Tretas, dizem eles!, onde é analisado o Extreme Rules e o King of the Ring, podem fazê-lo aqui. Desejo uma excelente semana a todos e até à próxima edição!

Sobre o Autor

- Administradora. Publico parte das notícias, faço a gestão da League, dos Passatempos e ainda sou escritora do artigo “Opinião Feminina”.

21 Comentários

  1. MicaelDuarte - há 2 anos

    Excelente artigo.

  2. Awesome_Mark - há 2 anos

    Sublime!

  3. danielLP21 - há 2 anos

    Excelente artigo.

    “Como já vi dizerem várias vezes, estamos na Era “fast-food” do Wrestling, onde tudo passa tão depressa, mas muito pouco marca a diferença ou causa uma impressão. Não há tempo para assimilar e remoer sobre o que está a acontecer, não há tempo para promover decentemente algo, para que tenha significado. Apenas há tempo para repetir as mesmas coisas, vezes e vezes sem conta. Ou pelo menos, dar aos fãs essa sensação.”

    Ainda esta semana dei por mim a pensar: “Que grandes momentos, memoráveis e inesquecíveis, tivemos nos últimos 4 anos na WWE?”. E contam-se pelos dedos de uma mão: história da Cinderela do Daniel Bryan, regresso do Brock Lesnar, Raw 1000, estreia e consolidação dos Shield, fim da “Streak”…

    Se formos a comparar, por exemplo, o período 1999-2002 ou 2002-2005, vemos que havia sempre grandes momentos a acontecer, combates históricos, personagens credíveis… Ninguém eram “morto” pela equipa de comentadores, por mais jobber que fosse. Entre 1999 e 2002 tivemos a conquista de título do Mick Foley, a sua reforma, a ascensão como heel do Triple H, o Jericho a vencer Austin e Rock na mesma noite, a estreia do Lesnar e a sua conquista do título apenas 5 meses depois, o regresso do Shawn Michaels, os TLC’s e tantas, tantas coisas mais.

    O que eu quero dizer é que a WWE perdeu a capacidade de “abanar” as coisas. Nos últimos 3 anos, sinto que “nada” mudou na WWE. A companhia é hoje o que era em 2012, mas com mais 3 ou 4 potenciais main-eventers. Mas há tantos outros estagnados, que até dói ver.

    Seja como for, acho que as coisas estão a mudar, o produto está longe de ser o pior que já se viu e, pessoalmente, nem me incomoda muito o facto de haver alguns combates repetidos (sempre aconteceu, principalmente sem a Brand Split).

    Espero que este conquista do BNB seja um novo início. Parece-me que a WWE, apesar de tudo, nunca quis desistir dele, visto que ele está constantemente com títulos, promos em que o deixam destacar-se (se bem que agora já nem pode usar a catchfrase….) e, agora, venceu este prestigiado torneio. Percebo o que dizes, mas acho mesmo que o torneio é prestigiado e não é apenas o factor nostalgia a falar mais alto.

    • José Sousa - há 2 anos

      Daniel se me permites que diga acho que todo o Entretenimento vive uma Era Fast-Food, ou “McDonaldizada”. Tudo passa muito depressa, e poucos são os eventos, filmes, ´músicas, e séries que deixam verdadeiramente um legado. Sendo a WWE apenas mais um caso, dessa estratégia

    • gonçalo"the best" - há 2 anos

      Ainda tivemos o debut do Sting, a ascenção do Rollins como heel, o cash-in na Wrestlemania, a traição do Heyman ao Punk, o regresso do Jericho(2012), reinado do Punk, Rock vs Cena, Ronda Rousey na Wrestlemania mas eu percebi o queres dizer. Para mim o grande problema não são os momentos supresas mas por cada momento destes temos 4 erros horriveis de booking. A WWE tem de ser mais consistente.

      • danielLP21 - há 2 anos

        Disso tudo, considero como histórico e inesquecível a estreia do Sting, o cash-in na WrestleMania e os Rock vs Cena.

    • crazydigchiks - há 2 anos

      Acho que agora não têm tantos momentos marcantes como a 3 anos atrás , como daniel disse “fast-food” de wrestling , por ter poucos momentos marcantes , o que mais preenche o tempo e espaço do Wrestling atual da WWE são momentos quase insignificantes ou pouco memoráveis , assim tudo é tão rápido , e principalmente com a tecnologia e o acesso que temos agora , Ex: WWE Network , que existe apenas a mais de 1 ano, possibilita um acesso fácil e rápido a muito conteúdo , porém na atualidade pouco se encontra da velha e boa qualidade de Wrestling , que fez a WWE e todos nós fãs de Wrestling , chegar onde estamos hoje.

  4. Dean Ambrose - há 2 anos

    Como vocês baixaram o WWE 2k se já baixaram vocês compraram na Play STORE

  5. José Sousa - há 2 anos

    Excelente artigo. Não tenho muito mais a acrescentar ao que foi dito, e ao que disse ao Daniel.

  6. 434 Days - há 2 anos

    Excelente artigo.

    Eu até gostei de ver alguns destes combates do torneio, tal como todas as semanas vou gostando de combates bons. Infelizmente concordo contigo quando dizes que nada do que a WWE faz semanalmente se torna memorável. Só espero é que o Barrett consiga fazer qualquer coisa com este estatuto e não volte a ser afastado do Main Event por mais azares.

  7. Reigns one versus all - há 2 anos

    Excelente artigo,Salgado
    Concordo com o que escreveste,acho que a WWE hoje em dia quer fazer tudo rápido e não deixa os fãs digerir,o que acaba por ser mau.
    Para mim esta ideia do king of the ring ter-se realizado depressa não foi uma manobra inteligente,poderia ter havido mais participantes e o torneio podia ter durado dois raws e um especial na network(apenas a final).

  8. gonçalo"the best" - há 2 anos

    Grande artigo Salgado!
    Tenho esperança que o King Bad News dé alguma coisa.

    • crazydigchiks - há 2 anos

      “Oh hell ‘King Barrett'” é melhor , e que tenha todo o destaque que merece durante seu reinado!

  9. Tunes9 - há 2 anos

    Excelente artigo como nos tens habituado, perfeito.

    Em geral tenho a mesma opinião que tu e pouco a acrescentar.

    Só quero dizer que este torneio além de rápido e pouco interessante (tirando um ou outro combate/momento), também teve um “Star-Power” fraquinho para um torneio histórico e de tanto prestigio, tivemos um jovem que até foi dos que deu mais show (Neville), depois tivemos um Superstar a ser relançado (Sheamus) e depois tivemos dois Superstars que raramente importam para a WWE e estão em constantes altos e baixos (BNB e Ziggler), um jobber (R-Truth) e um que anda ali perdido com uma “gimmick” esquisita e que já devia ter voltado a ser Cody mas a WWE desperdiçou a história com o Goldust de forma estúpida e pouco inteligente (Stardust), depois tivemos combates com desfechos de interferência e outros pouco interessantes, um show aquém do exigível mas expectável, se olharmos para os KOTR mais antigos e os últimos foi… meh.

    Espero que o BadNews Barrett tenha mais algum destaque com esta vitória e possa utilizar o facto de ser King em seu beneficio e lhe dê algum ímpeto nos próximos tempos, pelo menos que tenha servido para alguma coisa.

    Também é óbvio que hoje em dia as RAWs e Smackdowns são na maioria shows chatos e aborrecidos, confesso que se puser os shows a dar na TV e me deitar adormeço passando um bocado, antes todos os segmentos tinha algum interesse (uns menos mas todos tinham algo que nos focava) e quase todos os combates eram novidades ou tinham qualidade e nos colava à TV, sem esquecer que havia imensos momentos memoráveis e inesquecíveis, combates históricos e de qualidade, etc, em qualquer RAW, Smackdown ou PPV podia acontecer um novo momento ou combate para mais tarde recordar, agora é tudo na base do mesmo e raramente vemos esses momentos, há muitos talentos no roster mas a WWE está bem pior do que há 10/15/20 anos atrás, isso é inegável e evidente, sem duvida, este torneio foi só mais uma demonstração disso, concordo.

    Por fim, só me lembro da Sharmell a dizer em alto e bom som, com aquela sua voz e confiança: “All-Hail-King-BOOKAH!!!”, eheh, bons tempos…

    Como sempre excelente trabalho Salgado. :-)

  10. KO - há 2 anos

    Talvez levar a final do King of the Ring até o Payback, e construir uma história em cima da final teria sido melhor. Sabemos que não são todos que tem a WWE Network, e a final sendo exclusivamente transmitida lá, deixa o vencedor ainda mais despercebido.

    Explicastes muito bem o que foi este KOTR. Foram os combates do mid card que já nos habituamos a ver, com a única diferença sendo disputado em forma de torneio. Enfim, pelo menos espero que King Barrett use sua conquista para fazer algo de novo.

  11. ZigglerRollins - há 2 anos

    Excelente artigo!

    Tenho a mesma opiniao que tu, basicamente. Acho que referiste aspetos bastante interessantes como o facto da importancia que o KOTR deste ano teve, foi uma edicao fraca e que acaba por ser um pouco indiferente e que daqui a algum tempo já não vamos dar tanta importancia como devia ter sido dada, a primeira ronda foram combates de mid card de uma raw so que tiveram a diferenca de ser para o KOTR. Acho que foi uma boa escolha o facto do BNB ter sido coroado King Of The Ring, acho que tem o perfil necessario e acho que podera vir a utilizar o facto de se ter tornado king para ascender em relacao a sua personagem e espero sinceramente que não volte a andar aos altos e baixos no card e que pelo menos se possa manter fixo no card como por exemplo numa boa feud pelo US Title…

    Tambem partilho da mesma opiniao em relacao dos shows as vezes serem um pouco chatos e que ate da vontade de passar a frente alguns combates e fases do show, coisa que não acontecia antigamente porque conseguiamos manter-nos colados ao ecra porque o todo o show era interessante e causava curiosidade, acho que o produto não esta mau, pelo contrario acho que tem vindo a melhorar e esta longe dos seus pessimos dias.

  12. Stone Cold - há 2 anos

    Sem duvidas o King of The Ringue podia e deveria ter sido algo muito mais memoravel e historico, algo que valorizasse os lutadores e que os ajudasse a cimentar uma posição de maior respeito no card. Sinceramente não acho que qualquer vencedor deste torneio deva obrigatoriamente ter uma oportunidade pelo titulo maximo nem nada parecido, mas de alguma forma, essa mesma vitoria deve ajuda-lo a subir no card e a envolver-se em rivalidades de nivel superior deixando-o às portas do topo, um topo que o proprio deve atingir futuramente. E se a sua construçao como rei for bem feita parece-me apenas questão de tempo até o conseguir.

    Tal como foi referido e bem tudo aconteceu rapidamente, tão rápido que nao criou expectativa nos fãs, não criam o impacto desejado e não criou o clima que algo como o KOTR deveria criar. A wwe deveria ter começado a promover este acontecimento com algum tempo de antecedência para fazer os fãs interessar-se no torneio, para lhes despertar a curiosidade e para construir o torneio de uma forma mais séria e importante. Depois não é a fazer tudo numa só Raw e na Network que eles conseguem criar o impacto desejado. Já que o Main-Event (só no nome!) não serve para nada actualmente porque não fazer também nesse show combates para o torneio! Porque não obrigar os wrestlers a passar por qualificações antes de atingir os 8 finalistas em vez de simplesmente colocar 8 nomes ali no meio sem razão alguma! A ideia a passar deveria ser que todos na wwe teriam a oportunidade de entrar e posto isto a equipa criativa está lá para conduzir quem pretende à grande final, uma grande final que não ficaria mal num PPV até para engrandecer mais o significado da conquista. Acho que seguindo esta ordem de ideias se poderia valorizar muito mais este genero de combates.

    Agora em relação aos 8 competidores: Sem duvidas que de todos BNB e Sheamus eram aqueles que tinham mais perfil para serem KOTR. Sheamus já tinha sido por isso a escolha foi perfeita a meu ver. Compreendo o choque com as interrupções de Dolph Ziggler e Sheamus mas haveria mesmo outra forma de os eliminar nos respectivos combates de forma limpa? Claro que é previsivel e logo que Ambrose é eliminado eu já sei que Barrett vai ganhar mas ainda assim fazer Ambrose vencer Sheamus limpo iria quebrar um pouco o impeto do celtic warrior, algo semelhante a situação de Dolph Ziggler com Sheamus. O que talvez eu possa criticar é mais a escolha dos combates porque um Sheamus vs Dolph Ziggler faria muito mais sentido aqui ficando Barrett com Ambrose!

    Não percebi a aposta no R-Truth. Apostam nele só porque sim, sem qualquer sinal de push e sem razão alguma. Nao faz sentido. Está ali so por estar e ainda menos logico me parece ver o Stardust a perder com ele. Acho que Damien Sandow, Jack Swagger, Cesaro seriam nomes muito mais indicados a entrar no torneio.

    O percurso de Neuville foi fantastico, agora sim a construçao dele está a ser feita como deve de ser. Sem duvidas que ele nao tem perfil e ainda nao está totalmente ambientado para ser KOTR mas a wwe acaba por valoriza-lo com duas vitorias importantes para sair com merito como finalista derrotado. Mas é isso mesmo que devem fazer com Neuville inicialmente. Coloca-lo no maximo de combates de relativa importancia que este possa ganhar e nunca coloca-lo contra Dolph Ziggler se o objectivo é ele perder.

    Quanto ao novo KOTR acho que tem tudo para tornar esta conquista relevante e se lhe derem espaço o vai fazer. Não foi talvez a conquista que deveria ter sido e com o impacto exigido mas sem duvidas que BNB consegue dar a volta isso. Convem que voltem a deixa-lo dar “Bad News” que era a base do seu recente sucesso e que incompreensivelmente lhe retiraram e também que comecem a tratar o estatuto de KOTR como algo de destaque, algo que seja característico de nomes de topo e algo que leve os fãs a acreditar que realmente BNB é alguem a ser levado a sério. Eu começaria já com uma feud com Booker T se este estivesse disposto a dar um ar da sua graça!

  13. Sorlei Rui Oltramari - há 2 anos

    Belíssimo artigo, Salgado.

    Eu achei bastante curiosa essa volta do King of the Ring, pois foi feita sem nenhum alarde. Se não houvessem anunciado no começo do Raw e não estivesse nos “trons” a sigla do KoR, eu jurava que estava a ver um combate normal do Raw. A WWE pecou ao fazer desse torneio algo comum e que creio ter sido feita apenas para ocupar espaço na cansativa programação semanal da WWE. Deveriam ter sido exibidas vinhetas mostrando os mais ilustres vencedores do torneio durante várias semanas, promovendo a volta do torneio.

    Quanto ao conceito em si, gosto bastante. Dá uma grande credibilidade ao vencedor e pode alavancá-lo ao Main Event. Mas creio que, como você falou, o torneio deveria vir acompanhado de uma Title Shot. Poderia ser assim: O vencedor, além da coroação e das vestes reais, ganha uma chance por um título secundário a sua escolha para um combate em qualquer PPV (já tem o Royal Rumble para o título principal). Assim haveriam boas razões para eles competirem no torneio.

    Já quanto ao vencedor, gostei muito. Espero que isso signifique uma maior relevância e uma renovação na personagem do Barrett, que a tempos merece coisa melhor do que tem recebido.

  14. MANIAK - há 2 anos

    Bom artigo, ainda ontem tive a ver o “i quit” match do jbl com o cena no judgement day 2005 velhos tempos, quem tem o network tem tudo, tenho mesmo saudades do brand split, agora que penso nisso é de mim ou o “director of operations” veio abafar os general managers, de modo a o kane ser tipo o general manager da raw e da smackdown ao mesmo tempo? Sem o brand split o general manager não tem sentido

  15. Diogo7 - há 2 anos

    Muito bom. Parabéns Salgado!

  16. Pilon_mateus - há 2 anos

    Acho que um retorno de um ppv do king of The ring seria ótimo e teríamos uma grande historia do vencedor enfrentar o campeão do summerslam seria ótimo

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