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Opinião Feminina #246 – WWE’s So-Called Revolution

Sou a primeira a admitir que é demasiado cedo para falar da, alegada, revolução que a WWE está a fazer à Divisão de Divas. Todas as grandes mudanças passam por um período de transição onde, inicialmente, a WWE parece estar a fazer tudo – ou quase tudo – o que pode para que resulte. Costuma-se apelidar esta fase como sendo a fase da lua-de-mel.

Mesmo assim, o que acontece nos primeiros meses é tão importante, como é irrelevante. O que, por si só, é uma contradição incrivelmente curiosa. Da forma como o mundo da WWE está estruturado, não há nada que não apague uma fantástica primeira impressão e também há muito pouco que não se consiga apagar com persistência e qualidade.

Idealmente, todos os grandes projectos começam de forma arrebatadora deixando uma primeira impressão marcante. É meio caminho andado para criar algo que seja relevante e tenha um impacto significativo. Demasiadas coisas, actualmente, são simplesmente indiferentes. Uma excelente primeira impressão pode ajudar bastante a destacar algo em particular.

Esse é o caminho mais curto. O caminho mais longo é, de certa forma, mais complicado e arriscado, especialmente nos dias de hoje, porque requer quantidades absurdas de paciência e persistência. Para seguir o caminho mais longo, é necessário ter, acima de tudo, um objectivo claramente definido. Se o objectivo é estabelecer uma Divisão de Divas séria, então é algo em que se deve investir constantemente, sem hesitar ou fraquejar.

Não pode ser algo que, dentro de seis meses ou um ano, começa a perder o destaque, porque os resultados não estão a aparecer à velocidade desejada ou porque, simplesmente, deixou de ser uma das prioridades, porque é época de Wrestlemania e há coisas mais interessantes em que pensar.

Ultimamente, seja qual for o caminho escolhido, ambos requerem determinação e paciência. A diferença é que os resultados têm tendência a aparecer mais depressa quando a primeira impressão é algo digno de nota.

A primeira impressão que a WWE deixou da revolução na Divisão de Divas foi, na minha mais sincera opinião, uma desgraça. E, deixou-me completamente destroçada constatar isto.

Sasha Banks, Charlotte e Becky Lynch são talentos especiais. São exemplos de dedicação, trabalho e talento. As suas acções falam por si. Elas nunca precisaram de gritar aos sete ventos que iriam revolucionar a forma como os fãs encaram Wrestling feminino. Simplesmente, trabalharam para o fazer e fizeram-no, depois de lhes terem sido concedidas as oportunidades para o fazer.

A mudança não foi apregoada, nem baptizada com um cliché que todos os comentadores precisam de repetir constantemente, de forma a que seja um dos tópicos mais falados nas redes sociais para que, mais tarde, se torne num recorde que apenas irá importar a meia-dúzia de pessoas e não irá significar absolutamente nada.

Desde que o NXT se estreou no formato em que se encontra actualmente que a Divisão feminina é tratada de forma séria. E, mesmo assim, o investimento na mesma apenas aumentou com o passar do tempo, assim como a sua credibilidade.

Isto é um reflexo de um, dos muitos, problemas que a WWE tem. A companhia está tão preocupada em prometer mudanças que acaba por se esquecer das fazer.

Basta olhar para a forma como estas três lutadoras foram apresentadas. Muito alarido, muitas palavras bonitas, muitas promessas de revolução, apenas para os fãs assistirem aos mesmos erros a serem cometidos pela énesima vez. Nove Divas participaram no segmento em que Sasha, Becky e Charlotte se estrearam e nenhuma delas foi posicionada como uma estrela. Só houve estrela naquele segmento: Stephanie.

Esta fez aquilo que sabe fazer melhor. Encostou os talentos a um canto e deixou o foco brilhar nela, porque o importante era que esta estivesse associada à revolução feminina que estava, na altura, a ocorrer no mundo do desporto. Tudo começou como começa sempre. A campeã das Divas acha que, por ter o Título, é alguma coisa de especial e, por isso, Stephanie precisa de aparecer para salientar que quem manda é ela.

Kaitlyn e AJ Lee passaram pelo mesmo, Nikki Bella não seria excepção à regra. Mesmo que, meras semanas antes, tenha referido a sua aliança à Autoridade durante a sua rivalidade com Paige, avisando toda a Divisão que ir contra ela seria o mesmo que ir contra a Autoridade.

Mesmo que, não só não faça qualquer sentido Stephanie estar incluída naquele segmento, como não há qualquer necessidade para tal acontecer.

Enquanto Stephanie não se decide se quer ser uma feminista justiceira ou uma vilã, Sasha, Charlotte e Becky Lynch perderam a oportunidade de, na sua estreia, mostrar a sua personalidade. Interagir com os fãs, mostrar quem são, de onde vêm e o que querem. Isso é tão importante como ter direito a combates de dez minutos todas as semanas.

É um facto que, bons combates, irão gerar popularidade. Se, consistentemente, todas as semanas, uma pessoa tiver entre bons a excelentes combates, os fãs irão dar, inevitavelmente, uma oportunidade a essa pessoa. Porém, é o investimento emocional que os fãs têm nestas personalidades que garante que essas oportunidades continuem a aparecer. É o investimento emocional que faz com que algo atinja níveis absurdos de popularidade.

Logo, na apresentação destas três lutadoras, a WWE mostrou não perceber uma das razões fundamentais para as três terem tido tanto sucesso no NXT. Porque, a prioridade não era a, alegada, revolução. Era promover uma palavra bonita e o ego da única personalidade feminina forte que a WWE permite que exista.

As três foram divididas em equipas, sem nunca darem sinais que tinham qualquer afinidade pelas parceiras que lhes foram dadas e, no fim do dia, não passavam de meros peões num jogo em que não tinham qualquer poder. Paige não foi ao NXT, onde foi a primeira campeã feminina, procurar reforços, nem Naomi foi à procura de alguém que pensasse como ela. Stephanie tratou de tudo e disse-lhes exactamente quem é que concordava com elas.

Se apenas os fãs fossem tão fáceis de convencer daquilo que é suposto pensarem e quererem, a vida da WWE seria tão mais fácil.

A apresentação destas três tem sido algo que a WWE tem estado a aperfeiçoar, sem ainda ter chegado ao ideal. A estreia foi um problema óbvio. Ter a música do Total Divas a identificá-las a todas foi outro. Apresentá-las no Battleground ao som da música da capitã da equipa a que pertencem foi um absurdo. Como é que é suposto destacar três entidades diferentes, se estas são tratadas como secundárias e meros adereços nos seus primeiros tempos?

Tudo o que a WWE precisava – e tinha – de fazer era jogar com as personalidades delas. Investir nelas, como entidades individuais. Destacá-las das restantes, para que ficasse bem claro que, de facto, tinha chegado uma nova Era da Divisão.

Não foi isso que aconteceu. A WWE incorporou-as na Divisão e tratou-as como se fossem só mais três Divas. É impossível os fãs investirem-se emocionalmente em alguém, se toda a gente estiver a ser alvo do mesmo tratamento.

Tal como já disse, a WWE tem tentado aperfeiçoar isto e vários vignettes já foram exibidas a apresentar cada uma das novas lutadoras, mas mesmo assim, a oportunidade de ouro já passou. Quer queira, quer não, a WWE escolheu o caminho mais comprido e, como tudo na companhia, não sei se vão ter paciência suficiente para garantir que é um sucesso.

Pelo menos, um sucesso do tamanho que tem o potencial para ser. Infelizmente, não é só a apresentação de que estas três lutadoras têm sido alvo que é o problema. Neste momento, existem vários detalhes importantes que ainda não foram definidos.

Não existe uma história clara, uma heroína/heroínas convincentes ou vilã/vilãs detestáveis. A ideia que estão todas a rivalizar umas com as outras, porque querem revolucionar a Divisão, é engraçada no papel, mas na prática cria uma rivalidade sem grande emoção ou direcção. Também não ajuda que o desenvolvimento das personagens tenha sido medíocre.

Tudo começa na campeã, Nikki Bella. O Título de Divas deveria ser o mais importante e aquilo pelo qual todas lutam, sem excepção. A revolução, os ideais e o choque de personalidades são extras, de forma a tornar uma rivalidade pelo Título mais interessante.

Apenas personagens extremamente interessantes, com histórias de qualidade e bem definidas, podem rivalizar sem ter algo concreto em jogo e, mesmo assim, criar algo que os fãs estão interessados em ver. Acredito que a WWE esteja a tomar passos na direcção de uma rivalidade pelo Título, depois de Charlotte ter feito Nikki desistir, mas isso não resolve a falta de desenvolvimento de personagens.

Nikki Bella, intencionalmente ou não, parece ter decidido seguir os passos de Stephanie, onde tornou a sua prioridade ficar bem na fotografia, em vez de ser a vilã que sempre foi nesta história. Não faz sentido nenhum esta agir de forma politicamente correcta, debitando todas as palavras bonitas sobre competição que o seu namorado frequentemente usa, enquanto a sua condição de heroína/vilã é definida pela escolha de adversárias.

A Team Bella é a antítese daquilo que Charlotte, Becky e Sasha representam. É essa a percepção que os fãs têm delas, seja esta justa ou não. Não faz sentido nenhum as Bellas começarem a rivalidade com Paige como vilãs e depois receberem de braços abertos as pessoas que vêm desafiar o lugar delas.

Elas não são talentosas o suficiente para convencer os fãs que estão apenas a ser dissimuladas, por isso, todo este discurso acaba por ser recebido como se fosse uma tentativa falhada destas a serem heroínas. O que é ainda mais comprovado pelas atitudes destas quando enfrentam a Team BAD, onde claramente se comportam como as heroínas do combate.

Outro exemplo, para além dos discursos politicamente correctos de Nikki Bella, são os momentos em que Brie Bella usa as manobras de Daniel Bryan. Não é uma apresentação que faça sentido e seja consistente com as histórias que estão a ser contadas. E também não vão funcionar com o público que têm, porque chocam com a percepção que este tem delas.

Sem vilões credíveis e, especialmente, com um Título que não tem qualquer impacto, é infinitamente mais complicado criar uma história interessante.

O mais frustrante de tudo isto é que a WWE parece estar a caminho de estabelecer o reinado mais longo com o Título de Divas de sempre. Um reinado que não terá qualquer destaque positivo. Nenhuma das histórias em que o Título esteve envolvido fez qualquer sentido e, até ao momento, nenhum combate ou promo marcou o reinado de forma significativa.

Não há um único momento positivo associado a este reinado. E este está apenas a um mês e meio de se tornar histórico.

Se Nikki Bella bater o recorde de AJ Lee – que por si só, não foi nada de fenomenal, apenas contou com alguns momentos positivos e marcantes – então a WWE estará a fazê-lo pelas razões erradas. Normalmente, estas razões envolvem motivos infantis, vingativos e mesquinhos. Isto, em nada, ajuda a mudar a percepção que os fãs têm das Bellas, o que é injusto, porque como lutadora, Nikki melhorou significativamente.

Resumindo, sem vilãs estabelecidas, sem um objectivo concreto, a única coisa que esta Divisão tem são combates mais longos e um pouco melhores do que tinham antigamente, onde vitórias e derrotas são distribuídas de forma quase arbitrária.

Sim, os combates têm sido bons e, ao contrário do que esperava, têm sido tratados de forma séria. Mas, não têm qualquer impacto ou significado. Quase todas as equipas – senão todas – já venceram todas as outras. Agora é uma questão de diferenciar combinações e de estabelecer combates individuais.

Não há motivo por detrás destes combates, uma razão para os fãs os quererem ver. As heroínas não estão a passar por dificuldades na história, embora percam ocasionalmente, e as vilãs pouco credíveis que existem não estão a ganhar nada por ganhar.

Disse, desde o início, que para esta revolução funcionar, o primeiro (ou um dos primeiros) combate precisava de ter uma qualidade histórica. Precisava de marcar a diferença de forma gritante. Precisava de ser diferente de tudo o que tinha sido apresentado até então no roster principal, mas sem deixar margem para dúvidas. Ora, nada disso tem acontecido. Tem sido feito demasiado barulho para promover algo que ainda não justificou todo esse alarido e tal é um problema.

Como já disse, a apresentação tem melhorado gradualmente, desde a estreia de Charlotte, Sasha e Becky. Agora, é preciso dar uma direcção à história. Criar um objectivo concreto, obstáculos reais para as heroínas e tentar estabelecer vilãs coerentes. Isto, porque, não há nada de coerente no booking das Bellas. E andamos a dizer isto desde o ano passado. Por associação, estes problemas afectam toda a Divisão e contaminam a percepção que os fãs têm das novas estrelas e, por consequência, o impacto que estas ainda podem ter.

Todavia, tal depende directamente das motivações da WWE. Voltamos ao problema inicial. Seja pelo caminho mais curto, ou pelo caminho mais longo, nada vai funcionar se a WWE não estiver completamente investida neste plano e não estiver investida pelas razões certas.

Se o objectivo de tudo isto for criar mais burburinho para Stephanie McMahon e mencionar Ronda Rousey repetidamente em televisão, de forma a que uma possível aparição desta ajude a WWE a vender a Wrestlemania, então o que é que se pode esperar desta Divisão dentro de um ano? Dentro de dois?

O que é se pode esperar da Divisão quando Bayley se estrear? Bayley é uma das melhores personagens femininas que WWE alguma vez teve, e – se bem usada – tem o potencial de ser a versão feminina de John Cena. A forma como a WWE tem apresentado Sasha, Charlotte e Becky até ao momento, não dá qualquer espécie de esperança para o futuro de Bayley. O que seria uma tragédia, porque o potencial de Bayley é algo que a WWE nunca teve, numa personalidade feminina.

Numa tentativa de ganhar alguma publicidade por associação, a WWE falha em compreender o porquê do sucesso de Ronda Rousey. Não é apenas a curta duração das lutas, a forma dominante como luta ou a sua aparência física. Tudo isso são factores essenciais que contribuem para o sucesso dela, mas esta não estaria a mobilizar tanta atenção para algo que era considerado tão brutal, se não tivesse a personalidade que tem.

Grande parte da sua popularidade reside no facto das pessoas estabelecerem uma ligação com ela, com a história dela, com os obstáculos que ela teve de passar. Ninguém na WWE está aplicar o que torna Ronda Rousey bem-sucedida às Divas. As poucas que têm uma personalidade bem definida, raramente têm oportunidade para o mostrar e não há ninguém que se esteja a destacar das restantes, seja individualmente ou em grupo.

Neste último caso, muitos fãs sugeriram a ideia de várias lutadoras do NXT se estrearem como membro de um grupo, como os Shield fizeram. Ora, neste momento, elas estão divididas em grupo, mas não estão a ter, na divisão, nem um pouco do impacto que os Shield tiveram nos primeiros meses.

O que Triple H fez no NXT com a Divisão feminina foi inteligente. E, até pode ter sido feito com o único objectivo de dar graxa aos fãs mais complicados ou criar uma boa imagem. Mas, foi bem feito. Foi feito de forma a sobreviver e a manter o interesse, mesmo quando três das suas estrelas de topo estão de saída. Foi feito para durar.

O que está a ser feito no roster principal, não está a ser bem executado e apenas convence cada pessoa que está assistir que a WWE o está a fazer pelas razões erradas e que, ultimamente, a revolução não irá significar nada a longo prazo.

Se Vince McMahon, supostamente quem tem a última palavra em tudo, não acreditar piamente que está a fazer a coisa certa e que, a longo prazo, isto vai dar frutos, como é que podemos ter esperança?

Não podemos.

Vamos todos, incluindo a WWE, aprender novamente a dura lição que é não ter uma segunda oportunidade para causar uma boa primeira impressão. Como comecei o artigo para dizer, é demasiado cedo para falar da revolução de Divas. No entanto, não consegui resistir e fiz a minha parte. É a vossa vez. Desejo uma excelente semana a todos, até à próxima edição.

Sobre o Autor

- Administradora. Publico parte das notícias, faço a gestão da League, dos Passatempos e ainda sou escritora do artigo “Opinião Feminina”.

12 Comentários

  1. MicaelDuarte - há 1 ano

    Gostei muito do artigo, Salgado.

  2. RFBM - há 1 ano

    Excelente artigo, concordo contigo em tudo. Não faz sentido, Becky, Charlotte e Sasha entrarem para os seus combates com a theme das suas capitãs. Tenho gostado dos combates, mas ainda não houve um que se possa chamar de fenomenal, mas ainda tenho esperança que tal aconteça.

    Apesar da clara melhoria da Nikki no ringue, este reinado não teve muito de especial, para além do combate com Paige no Money in the Bank, até porque a Nikki também não defendeu o título das Divas com muita frequência, se num PPV o defendia, no outro, tinha um combate de tag team.

  3. danielLP21 - há 1 ano

    Excelente artigo.

    Estou a pensar em abordar este assunto depois do SummerSlam, mas posso adiantar que concordo plenamente contigo nas partes em que referes que a Stephanie McMahon foi a estrela do segmento (quem viu essa Raw em direto “comigo”, pode comprovar) e a troca de vitórias e derrotas entre os membros do grupo. Completamente sem pés nem cabeça.

  4. Dan Lannister - há 1 ano

    Excelente artigo Salgado!!
    Não a nada o que acrescentar, você disse exatamente tudo o que penso sobre a atual divisão das divas.

  5. FrancisDreezPT - há 1 ano

    Eu sempre disse isto… Logo no dia em que se estrearam,a mim n me disse nd… Foi fraquinho… N tive emoção nenhuma nem nd… E mesmo estes combates…continuam sem me dizer nd.. E realmente por enquanto são mais 3,melhores que as outras claro, mas só mais 3 que n vão mudar nd do que lá está…
    Por enquanto está revolução ainda está nas raízes e ainda falta para está rebentar, mas por enquanto e so 3x3x3 e n cada uma por si a tentarem ser melhores que as outras…
    Veremos o que e que nos trazem no SummerSlam… Acho que no SS fica para a Team B.A.D.

  6. erwin - há 1 ano

    Eu acho que isso infelizmente não é uma revolução. é um falso marketing. é um falso patamar. e sinceramente depois que vi a promo da charlote falando que um dia iria ser main event da wrestlemania eu sinceramente desisti. oque podemos pegar de lição é que a gente da a mão e a pessoa já quer o braço. só rindo jajajajajaj

    • BRUNOju - há 1 ano

      Não sei qual o problema dessa afirmação da Charlotte. Pode ser algo exagerado, mas qual o problema dela ser uma pessoa ambiciosa e que acredita em seu potencial (e no de suas parceiras) ?

  7. Pato roco - há 1 ano

    Finalmente alguém com uma visão não destorcida da realidade. E pra variar, novamente no opinião feminina, e mais um excelente artigo.
    Enquanto todos estavam a elogiar a estreia da três lutadoras da NXT, eu fiquei a me perguntar o que diabos era aquilo. Foi algo bastante desajeito e, sinceramente, forçado. Só quem ganhou algo naquilo tudo foi a própria Steph, como tu disse bem.
    A forma como a WWE fala a cada segundo sobre a “revolução” é bem mais marketing do que qualquer outra coisa, é até chato, parece uma piada. Eu gostei da ideia de fazerem grupos, mas para que colocar sempre as três a entrarem com a theme da mesma? Há uma líder em cada trio? Isso por si só já é um erro.
    Esse é o tipo de coisa que vai precisar de tempo, mas se tem algo que a WWE não sabe fazer, é trabalhar a longo prazo. Pior, é muito hype forçado a toa sendo que todos já sabem que no final de tudo isto, a Nikki continuará como campeã sem grandes problemas. E para falar a verdade, isso para longe de ser o problema, até porque sua sucessora não teria um booking diferente, pois o problema não é a campeã. O problema é que não fazem a menor questão de explicaram o que a campeã faz ou deixa de fazer, e quando o faz, não tem impacto algum.

    • Kauê Souza - há 1 ano

      Pato roco, concordo com você e a Salgado, não desconsiderando o que os outros comentaristas falam, mas só uma mulher para entender o que se passa em relação com a outras mulheres.

      Esses dias eu estava pensando, o que vai acontecer daqui pra frente, até porque está mais do que claro que a divisão de Divas está dividia entre as três equipes. Quando ocorrer das equipes se separarem penso o que a equipe criativa irá fazer. Vamos aguardar.

  8. Reigns one versus all - há 1 ano

    Excelente artigo,Salgado.
    Concordo plenamente com o que escreveste.

  9. Kauê Souza - há 1 ano

    Salgado, mais uma vez um excelente artigo, parabéns. Ficou mais do que claro que, por mais que algumas pessoas estão a gostar da revolução da Divisão de Divas, o futuro é sim ainda incerto. É uma fase de coisas novas para algumas pessoas, porém isso vai passar quando as equipes forem destruídas, e penso o que será de cada uma?Com certeza, uma ou duas terão destaque e as outras ficaram perdidas no main roster.

    Em relação a Bayley, a situação dela fica sim complicada, não assisto o NXT e não posso opinar com tanta firmeza, mas é visível que ela é uma especie de John Cena em versão feminina, e bem aproveitada pode sim trazer grandes frutos e conquistar as crianças. Agora com Charlotte, Becky Lynch e Sasha Banks no Main Roster, Bayley pode sim acabar tendo o mesmo futuro que a Emma. Prefiro sim, que Bayley, fique mais tempo no NXT e consiga se tornar NXT Women’s Championship e ter um reinado bem longo, igual o de Paige, para que, depois da fase da Divas Revolution passar a mesma tenha o reconhecimento merecido. Vamos aguardar.

  10. Sorlei Rui Oltramari - há 1 ano

    Ótimo artigo, Salgado. Um dos melhores que eu já li sobre a divisão feminina atual.

    Realmente a Stephanie era dispensável nesse segmento. Seria legal a Paige vir ao ringue e dizer que havia visitado um local que conhecia muito bem e que estava a procura de ajuda para mudar a divisão. Então, ela apresentava a Becky e a Charlotte. A Naomi interrompia e dizia que havia encontrado alguém com ideais semelhantes a ela, então apresentando a Sasha. Enfim, creio que foi a Stephanie que apresentou elas para mostrar que ela e HHH são os responsáveis por essa mudança.

    Quanto ao andamento da revolução, tem empolgado, mas não sei se vai durar muito tempo. É bom termos dois combates de Divas, mas acaba por ser tudo repetitivo e na hora do PPV acaba por tirar a emoção um pouco. Além disso, divas talentosas como Natalya e Summer Rae, entre outras, também poderiam envolver-se nesta revolução de algum jeito. E a Lana, ao invés de ficar nessas novelas mexicanas dispensáveis, poderia estar alinhada com algum dos grupos como uma manager.

    Além disso, os recentes rumores me fazem pensar que não vai ser tão fácil deixar a divisão credível. Os oficiais e Vince, principalmente, querem resultados imediatos, quando leva muito tempo tornar a Divisão diferente do que era. Tomara que tudo continue e que as moças possam ser bem aproveitadas.

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