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Piledrivin’ Everyone #26 – Quem poderá nos defender?

Começo explicando, pela primeira vez (haverá uma segunda explicação mais abaixo) o título do artigo desta semana. No momento em que escrevia a resenha da semana, recebi a notícia do falecimento de um gênio do humor mundial: Roberto Gomez Bolaños, o Chaves (ou Chavo del Ocho, como preferirem). O título original seria Sting is Back! Good times are back! Neste artigo, comento sobre as oportunidades que os bookers têm de retomar os tempos áureos dos ótimos shows semanais com regularidade, mas que acabam sempre esbarrando na (talvez) falta de criatividade. Assim, o título se refere à célebre frase que servia para chamar o herói Chapolim Colorado, personagem de Bolaños, toda vez que algo não ia bem. Pois é o que temos visto nos últimos tempos. Quem poderá nos defender? Mr. McMahon, The Rock, Batista, Hall of Famers aos montes e agora (apesar de ter gostado de sua estreia) Sting! Sem contar os Guest Hosts, que vão desde comediantes de stand-up (o Cable Guy sem graça) até um GATO! Seria esta malta a nos salvar?

grumpy_cat

É assim que assisto a certos episódios da RAW…

Raras são as vezes que vemos uma boa e NOVA surpresa surgir e galgar seu lugar no alto. Cesaro e Bray Wyatt são exemplos disso. Por vezes, perambulam pelo mid card, até alguém lembrar que por ali há algum talento… poderiam eles, também nos ajudar a ter shows regulares com melhor qualidade? Certamente que sim.

Fica aqui então, para finalizar este assunto, meu registro de luto, pelo personagem que fez parte de minha infância, que não tem nadinha a ver com wrestling (o máximo que lutou foi boxe), mas que de uma maneira singela e especial moldou muito do que sou hoje. Descanse em paz, Roberto Gomez Bolaños!

Agora, vamos à parte principal do artigo desta semana…

Sim, ele voltou! Você pode não gostar de sua personagem, você pode não conhecê-lo, mas dizer que Sting não é um grande ícone do wrestling profissional, isso não podemos. E antes que venham me questionar o título do artigo, ele é uma provocação. Eu disse que Sting voltou, mas ao cenário do wrestling. Sabemos muito bem que à WWE ele não retornou, mas sim estreou, visto que só havia competido pela WCW, incorporada à WWE em 2001.

Mas alguém pode me dizer o que tem acontecido com a WWE? O que acontece com uma companhia que consegue transformar um PPV morno com uma “simples” ação, e apresenta no dia seguinte show de qualidade duvidosa, que consegue deixar-nos com vontade de abandonar o wrestling que tanto gostamos? O título do artigo também é uma chamada à volta de um bom espetáculo nos nossos finais de Domingo e inícios de Segundas-feiras. Porém, não podemos dizer que o Survivor Series foi a salvação de um ano nota 6,5 para mim até aqui.

Já há algum tempo disse que precisava de algum tempo para assistir um pouco mais a wrestling. Acompanhar outras companhias, como a própria TNA, algumas indies, e é claro, o que parece ter um pouco mais de fôlego nos dias atuais na WWE, que é o NXT. Pois bem, tal tempo ainda não surgiu, mas sempre que posso, acompanho as notícias ou pelo menos a descrição de shows.

Resta-me assistir aos shows regulares da WWE e aos PPVs, e o que me impele a escrever sobre tal situação é exatamente o Survivor Series do último Domingo, que apesar de apresentar alguns combates e segmentos sem sentido, ainda pode ser considerado um dos melhores PPVs do ano. A partir daqui falo um pouco sobre minhas impressões, até porque meu artigo é publicado quase uma semana depois!

Como disse no último artigo, um dos motivos pelos quais mantive minha conta da WWE Network ativa foi o Survivor Series, mais especificamente o Pré Show, que normalmente assisto sem muitas expectativas e fazendo, ao mesmo tempo, qualquer outro tipo de coisa (desde organizar o armário de roupas, até assistir algo na TV ou colocar a pasta de músicas MP3 em ordem alfabética). O retorno de Bad News Barret só serviu realmente para tê-lo de novo no ar. Achei, sinceramente, que alguma rivalidade poderia ser ali iniciada, mas não foi o que vimos. Para além disso, tivemos o combate entre Cesaro e Jack Swagger. Para quem pensou que eles figurariam no combate principal, o pré show foi o que lhes coube. A vitória de Swagger só reforçou a maré de azar que Cesaro entrou, sendo ele um wrestler que pode ser muito bem aproveitado, com grande potencial para main event. Além disso, Fandango retornou, dessa vez com uma “caliente” Rosa Mendes, enfrentando o Mr. 450 Splash (sim, essa alcunha eu mesmo criei) Justin Gabriel. Para mim, o que mudaram foram apenas os trajes: Fandango é o mesmo e Gabriel se consolida como um jobber no roster principal. E este foi o chamariz que a companhia nos trouxe para que nos animássemos para as próximas três horas. Confesso que por pouco não desisti… mas fã que é fã torce para que tudo melhore, então continuei.

Tivemos um bom início, com um Fatal 4 Way Match pelo Tag Team Championship, envolvendo os Dusts, os Usos, Miz & Mizdow e Los Matadores. Como fã declarado dos Usos, torci por eles, mas não poderíamos ter um final melhor: The Miz e Damien Sandow (sim, acho Mizdow ridículo, apesar de ter piada por conta da mímica) se tornam os novos campeões. E tenho achado interessante essa história de apoio a Sandow e “desprezo” a Miz. Se for bem aproveitada, essa história pode render uma boa rivalidade entre os dois quando desfizerem a tag. Miz consegue me irritar com essa história de ficar com os dois títulos às mãos, e isso é bom, pois mostra que seu papel heel tem sido bem feito.

O combate do Total Divas, digo, o Traditional Survivor Series Match das Divas foi algo que, como há tempos, não tem me despertado interesse. A divisão das Divas é hoje algo totalmente sem sentido, com uma ou outra rivalidade esporádica que valha a pena ser assistida. Lembro que quando descobri o WPT, escrevi uma solicitação para que um dos colaboradores à época escrevesse algo sobre a divisão feminina da WWE, porque já me incomodava essa falta de rumos. Pois lá se vão aproximadamente três anos, e o Matts em um vídeo da semana passada falou exatamente sobre isso. O Survivor Series só reforçou meu sentimento. O time capitaneado por Alicia Fox (me digam, porque não por Natalya? O que de tão mal esta pobre mulher fez à companhia?) eliminou uma a uma as quatro integrantes do Team Paige. Aqui minha revolta aumenta porque Natalya não teve UMA eliminação sequer. Até Emma conseguiu! Vou parar de markar por aqui, ok? Ô saudade da Trish Stratus, Lita, no mínimo uma Beth Phoenix, …

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O evento começou a ter sentido pra mim no combate entre Bray Wyatt e Dean Ambrose. Como fazer com que saiam por cima dois wrestlers que deveriam continuar a rivalidade, e em que tanto o face quanto o heel são “queridos” pelo público? Alguém tem dúvidas de que uma vitória, para quem quer que fosse, seria comemorada? Pois bem, nos deram uma desclassificação, depois de um ataque ilegal de Ambrose a Wyatt. Depois disso, muitas cadeiras e uma mesa quebrada deram o ar de continuidade, para que um novo combate (dessa vez um TLC Match) fosse marcado para o último PPV do ano!

Aí, tivemos Adam Rose ft The Bunny vs. Slater Gator (wtf nome mais feio)! Combate morno de dois minutos e meio só pra fazer com que Rose ficasse com mais raiva do Coelho, autor do pin da vitória. Para quando a separação dos dois e possível revelação da verdadeira identidade do animal? Andem logo, bookers, não nos deixem esperar!

O combate pelo Divas Championship tinha tudo para me desiludir, não fosse a surpresa do beijo de Brie a AJ, distraindo-a e permitindo que Nikki Bella se tornasse a nova campeã. Podes me dizer: mas afinal, isso foi o suficiente para que gostasse desse ridículo combate de nem um minuto de duração? Não, mas gostei da sua repercussão no dia seguinte, e do discurso da derrotada AJ, sobre o verdadeiro talento de uma wrestler não estar em seus apelos sexuais. Apesar de ser uma storyline, isso poderia servir para abrir os olhos a muitas “Barbies-Total-Divas” da companhia. Tem gente que ainda não disse a que veio…

Ao chegarmos ao main event, as expectativas aumentaram, visto que a estipulação era interessante. O fim do reinado da Autoridade sobre o roster era algo que dividia os fãs mais aficionados. Acabar com esta “stable” heel dominante poderia tornar monótona a continuidade de diversas rivalidades em jogo. Porém, uma derrota do time capitaneado por “nosso herói” John Cena culminaria da “demissão” dos demais componentes. Para falar deste combate, podemos nos reportar a pontos positivos e negativos.

Como pontos negativos, destaco o quadringentésimo septuagésimo sexto turn de Big Show, que parecia que seria o “turning point” do combate, fazendo com que em determinado ponto do combate Ziggler fosse o único componente do Team Cena a permanecer no ringue. Tivemos também o squash sofrido por Mark Henry no início do combate, sendo ele o primeiro eliminado. Desde que muito, mas muito bem justificado, um squash nunca é algo interessante de ser visto. Paro por aqui.

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Os pontos positivos foram vários: a eliminação de John Cena, como capitão da equipe depois de uma traição deu contornos dramáticos à permanência de Ziggler no combate. Ainda falando em Ziggler, mais uma vez provou ser um lutador valoroso, que fez valer cada instante em que esteve em ringue, levando o Team Cena à desacreditada vitória. As interferências de Triple H, primeiramente impedindo o primeiro árbitro de bater o pin, e posteriormente atacando Ziggler com o Pedigree. E é claro, a interferência que pôs fim a anos de espera: a estreia de Sting na WWE, atacando triple H e permitindo a Ziggler ser o único sobrevivente do combate principal. Um momento que vai ficar na memória de muitos de nós por um bom tempo.

Mas seria esta estreia, o fim da dominância da Autoridade e ainda mais: o retorno de Daniel Bryan na RAW seguinte suficientes para nos dar um show semanal principal de boa qualidade? É quase consenso que, depois de tanta coisa boa, tantos spots dramáticos e boas surpresas, a RAW que se seguiria, exatamente um dia depois, seria o culminar de tudo isso. Para mim, pelo menos, foi tudo por água abaixo. Não consegui assistir ao show completo ao vivo, tendo adormecido no início da segunda hora, e pelo que assisti no dia seguinte, creio que tenha aguentado ainda muito.

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Fico incomodado em ver algo que reaprendi a gostar, depois de um longo tempo sem assistir, cair numa mesmice que chega a dar (literalmente) sono. Ficaremos à espera de alguma outra corajosa companhia que tente fazer frente à dominante WWE? É fato que essa situação se deve em muito pela falta de competição no ramo. É bom quando percebemos que novas alternativas surgem, como é o caso do Lucha Underground e até a divertida ATTACK! Pro Wrestling. Faz-nos pensar em quando teremos de volta a regularidade no que toca à qualidade dos shows semanais.

Para finalizar, pergunto-vos:

– O que achas da alternativa muito utilizada ultimamente, de chamar grandes lutadores do passado ou part timers para tentar levantar as audiências?

– Achas que o Survivor Series, mesmo com o fantástico momento da estreia de Sting, foi o melhor PPV do ano?

– Dormiste também ao meio da RAW, e se decepcionou ao assistir no dia seguinte ao show completo?

– Qual a nota que dás ao geral do wrestling (shows semanais, via TV e Network e PPVs) apresentado pela WWE até o presente momento em 2014?

– Achas que a crise de criatividade que por vezes assola o booking da WWE se deve somente à falta de concorrência à altura?

C ya next time!

Sobre o Autor

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- Professor e futuro Analista de Sistemas. Amo música de qualidade, computadores, wrestling e um bom futebol (não necessariamente nessa ordem).

8 Comentários

  1. BRUNOju - há 2 anos

    Eu não entendo. Porquê vocês assemelham uma Diva bonita a uma wrestler ruim? Nunca viram Gail Kim, Angelina Love, Eve Torres, Michelle McCool. São lindas e boas wrestlers.
    Nikki Bella é a melhor Diva no momento, e está fazendo isso para melhorar, como fez na luta com Emma, mostrou alguns moves novos que nenhuma outra Diva se importa em fazer… nem mesmo Aj Lee. Me desculpa, mas em quesito de moves, Aj Lee está horrível.

    Sobre os outros pontos analisados, quero ver o combate entre Ambrose e Wyatt. ESPERO QUE TENHA UM VENCEDOR DESSA VEZ. O Combate foi anunciado domingo, da tempo pra se planejar um bom fim .

  2. RaiKiRi - há 2 anos

    A mim, pessoalmente, o ppv survivor series agradou-me. Nao teve muito aspectos positivos, mas consigo valoriza-los mais que os negativos. O Fatal 4-Way pelos tag team, com a vitoria do mizdow. o sole survivor do 5 vs 5. O combate do dean e do wyatt, duas grandes promessas futuras. E claro, o debut do sting, afinal foi a estreia dele e começou logo com a retirada da authority do poder. Até aqui tudo bem, até chegarmos ao Raw pós-ppv. Nao me agradou muito. Sei que muitos adoraram, porque o ‘Yes’ voltou. Ok, de acordo, o Bryan é um bom lutador e puxa bastante pelo publico, mas ele do que fez na raw, 30% positivo, 70% negativo. Sei que muitas opinioes vao divergir da minha, mas cada um com a sua, afinal daqui fala um Cenation fanático :D . Varios exemplos: Kane a ser tratado abaixo de “cao”. Ate pode ter feito muita coisa, interferindo em combates, mas é o ‘ Big Red Machine ‘. Nao um vendedor de bebidas e comidas… Outro caso, Seth Rollins, ex-Shield, o ‘Sell-Out’. Ok, ele ate pode ter traido os irmaos e assim, mas nao deixa de ser uma grande promessa, e ate gosto do caracter dele. Tem imenso talento e foi por causa dele e do ziggler que o fim do 5 vs 5 foi brilhante. Formulo isto com a brilhante prestaçao que este teve contra o ‘Big Guy’ nesta ultima smackdown. Um dos aspectos positivos da raw foi de facto o intercontinental championship com o ambrose o harper e claro o aparecimento do wyatt, o que me coloca bastante expectativa para o combate deles no tlc. Eu, por acaso, nao adormeci a ver a raw, e de facto acordei com aquele toque irritante que voltou. Putz, voltou o pc. Para mim o survivor nao foi o melhor ppv do ano. Na minha humilde opiniao agradou-me muito mais o hell in a cell, sobretudo pela qualidade dos combates, do que o survivor. Bom, esta foi a minha opiniao, que como disse anteriormente sei que vai divergir de muitas outros porque afinal nao sou um “aficionado” ao bryan. Gosto muito mais do seu ‘WM rival’ HHH :D e por isso tambem fiquei triste por eles se terem ido embora. De 0 a 10, aos shows semanais dou um 7 que vem maioritariamente das raw’s, porque as smackdown’s… é mesmo PG ;)
    Cumprimentos,

  3. Tunes9 - há 2 anos

    Bom artigo e boa análise, muito bom.

    Quanto às perguntas:

    – O que achas da alternativa muito utilizada ultimamente, de chamar grandes lutadores do passado ou part timers para tentar levantar as audiências?

    R: acho que faz sentido pois são lutadores de grande popularidade e que “atraem” os fãs e dão dinheiro a ganhar à WWE, não tenho qualquer problema quanto a isso desde que não exagerem.

    – Achas que o Survivor Series, mesmo com o fantástico momento da estreia de Sting, foi o melhor PPV do ano?

    R: foi um bom PPV, mas não foi o melhor, tirando o Main-Event (incluindo a estreia do Sting) não foi nada de extraordinário.

    – Dormiste também ao meio da RAW, e se decepcionou ao assistir no dia seguinte ao show completo?

    R: tanto queriam a Autoridade fora que agora vão começar a implorar para regressarem, foi uma RAW fraca e não sei até que ponto é de propósito para os fãs sentirem a ausência da Autoridade e pedirem o regresso, pode ser um dos objectivos, mas com a entrada em cena do GM anónimo acho que a qualidade pode subir novamente e o interesse regressar, veremos.

    – Qual a nota que dás ao geral do wrestling (shows semanais, via TV e Network e PPVs) apresentado pela WWE até o presente momento em 2014?

    R: 10 é impossível de se ter (ou quase), 9 também nunca e mesmo 8 acho que não merece, talvez um 6.

    – Achas que a crise de criatividade que por vezes assola o booking da WWE se deve somente à falta de concorrência à altura?

    R: sim, acredito que seja uma das razões, a falta de concorrência aliada à certeza de ter fãs assíduos e que dificilmente deixarão de ver o produto mesmo com a descida de qualidade, pode ajudar no desleixo e na despreocupação da WWE em ter um melhor booking, só com a ameaça de perderem a liderança e também muitos fãs é que o pensamento deles pode mudar, mas não me parece que aconteça nos próximos tempos, esperemos que melhore com o regresso do GM anónimo e a RTWM.

    Bom trabalho Flavio Bruniera. :-)

  4. PPKinha - há 2 anos

    Falta O Campeão principal vei se tivesse pelo menos WHC Champion inha salva mais n temos apenas um titulo importante com um campeão que n aparecer que sentido tem isso, porixo varios Wrestles estão sumindo e voltando a aparecer no Card não vai me suprende se quando Daniel Bryan volta a WWE seja desvalorizado porra a WWE presisa de dois Titles Importantes e Champions que apareçam

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