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Piledrivin’ Everyone #5 – WWE Talent Wellness Program

Sejam muito bem vindos ao Piledrivin’ Everyone! Com a aproximação da WrestleMania, muitos lutadores já fizeram muito para lá chegar, mas um pequeno deslize pode colocar tudo a perder. Hoje falarei de um assunto que é o verdadeiro “Kharma” (trocadilho infame) de alguns lutadores, mas que não serve somente para vigiá-los como se pensa, e a polêmica do artigo ficará para o final.

O WWE Talent Welness Program foi instituído em 26 de Fevereiro de 2006. O famigerado programa compreende problemas com drogas, álcool, abuso indiscriminado de relaxantes musculares, esteróides anabolizantes e diuréticos que podem mascarar o uso deles, aplicando as punições cabíveis em cada caso, além de monitorar problemas cardíacos, cerebrais e psicológicos. É atualmente supervisionado pelo Neurocirurgião Joseph Maroon, referência em medicina esportiva, que também é responsável pela saúde do time de futebol americano Pittsburgh Steelers.

Dr. Joseph Maroon. Neurocirurgião e atleta nas horas vagas, é nome importante e “temido” no backstage pelos transgressores.

Desde que foi criado, vários lutadores foram flagrados devido ao uso de substâncias ilegais. Nomes como Sín Cara, Evan Bourne, R-Truth e Heath Slater foram dos últimos nomes envolvidos com o programa, tendo sido decretadas suspensões e consequentes “faltas” em PPVs.

Funciona da seguinte forma: quando é contratada, uma estrela da WWE faz um teste que é chamado de teste base. Este servirá como guia para os próximos exames. A partir daí, existe a famosa “ Política de 3 ‘strikes’ “: com a primeira falha, o lutador é suspenso por 30 dias. Na segunda, a suspensão dobra: 60 dias. Além disso, neste momento, pode ser determinado que o superstar seja encaminhado para a reabilitação. Além disso, depois de testado positivo, o lutador é submetido a testes mensais durante um ano. O que muita gente não sabe é que, durante as duas primeiras suspensões, são suspensos também os pagamentos referentes aos shows perdidos neste período.

Exemplos claros são R-Truth, que não participou do TLC em um momento em que fazia Tag com The Miz, e Evan Bourne, que com sua segunda suspensão, além de perder o título de Tag Team que detinha junto a Kofi Kingston (na primeira ainda se mantiveram campeões), ficou de fora de PPVs como Royal Rumble e, provavelmente a Wrestlemania também, visto que acaba a suspensão no dia 18 de março, em plena Road to Wrestlemania.

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Evan Bourne e R-Truth: mas foi só uma festinha…

Com o terceiro flagra, é determinada a rescisão do contrato. Depois disso, o lutador é proibido de assinar um novo contrato com a WWE durante um ano!

Bem, já falei bastante sobre o que muitos de nós sabemos, devido a frequentes notícias de suspensões. Mas o Wellness Program da WWE, como o próprio nome sugere (Programa de Bem Estar), visa também a manutenção da saúde dos lutadores componentes do roster, e para isso, são feitos exaustivos exames, que vão desde duros “teste de esteira” até exames muito detalhados da saúde cardíaca e mental, como testes de reflexo e de memória.

Mas existe algum caso em que algo, além do uso de álcool, esteróides ou drogas, foi descoberto? Talvez o caso mais conhecido seja o do ex-United States Champion Montel Vontavious Porter, o MVP. À época de seu primeiro reinado em 2007, foi diagnosticado com um problema cardíaco denominado Síndrome de Wolff-Parkinson-White, que é um problema de condução elétrica no coração, facilmente detectável, mas que em atletas de alto nível pode levar à morte súbita. Naquela altura, o diagnóstico foi inclusive utilizado em story line, visto que estava em feud com Matt Hardy. MVP continuou na WWE até o ano de 2010. Tal descoberta auxiliou no tratamento adequado e pode ter evitado que a WWE aumentasse seu número de atletas que faleceram enquanto contratados.

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MVP US Champion: felizmente, foi apenas um susto.

Até o presente, cinco lutadores faleceram sob contrato da WWE, sendo 3 por problemas cardíacos (Eddie Guerrero, Brian Pillman e Russ Haas), um por suicídio (Chris Benoit) e um por acidente (Owen Hart, após uma queda de 25 metros sobre o ringue, no Over the Edge em 1999).

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Da esquerda para a direita: Eddie Guerrero, Brian Pillman, Russ Haas, Chris Benoit e Owen Hart.

Como em todo esporte de excelência que têm suas confederações, a WWE é uma empresa que prima pelo bem estar de seus colaboradores. Devemos ter em mente também que as estrelas do roster são submetidas a um estresse contínuo, visto que estão sempre a viajar, e muitas vezes não podem ter a companhia da família em tais momentos. Mas não vejo estes como motivos para que entrem para o mundo das drogas ou do álcool sem medida.

Como se trata de uma empresa de entretenimento para a família, muitos lutadores são tidos como heróis pelas crianças, ou alguém tem dúvidas sobre esta posição, quando falamos principalmente de John Cena? Portanto, é necessário que seja mantida a ordem, e o Welness Policy auxilia nesta difícil e árdua missão.

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John Cena: talvez o lutador que melhor personifique o espírito “herói” no wrestling mundial.

Deixo desta vez as seguintes perguntas:

1 – O Talent Wellness Policy é muito rígido com os wrestlers ou deveria haver punições diferentes (mais rígidas, mais “strikes” ou mais ligadas ao social)?

2 – Agora esta é polêmica: numa situação hipotética e bem improvável, sendo a WWE uma empresa séria, teria o mesmo procedimento se o “Super Cena” fosse apanhado num destes testes, uma ou duas semanas antes da WrestleMania?

C ya next week!

PS: fiquei muito animado com os comentários recebidos nas edições anteriores. Eles têm vindo para colaborar e muito com este que é o mais novo espaço do PTW. Além do questionamento acima, desejo saber se há algum assunto que gostarias que fosse abordado nas próximas edições. Sua participação será muito bem vinda!

21 Comentários

  1. 1 – O Talent Wellness Policy é muito rígido com os wrestlers ou deveria haver punições diferentes (mais rígidas, mais “strikes” ou mais ligadas ao social)?

    Não acho que a Wellness Policy seja muito rigida, quem comente erros tem que pagar e ponto final. E acho a situação das 3 strikes uma boa opção.

    1ª Strike – 30 Dias para o lutador ver que a WWE não brinca nesses casos e para servir de exemplo para outros lutadores.

    2ª Strike – 60 Dias acho justo e entrar para a reabilitação é normal visto que ser apanhado duas vezes já não é um erro, já se torna um vicio. E depois da suspensão acabar este lutava devia penar para voltar a ter o seu lugar na empresa, não andar logo na luta por títulos e nem por feuds de topo.

    3ª Strike – Despedimento? Mais que justo. Foram suspensos a primeira vez e a WWE dá uma oportunidade, volta acontecer 2ª vez e a WWE dá a hipotese de recuperar numa clinica e ainda dá nova oportunidade na empresa. À 3ª vez já é abuso e acho muito bem que seja despedida seja quem for.

    2 – Agora esta é polêmica: numa situação hipotética e bem improvável, sendo a WWE uma empresa séria, teria o mesmo procedimento se o “Super Cena” fosse apanhado num destes testes, uma ou duas semanas antes da WrestleMania?

    Primeiro não me acredito que John Cena fizesse uma coisas dessas, 2ª não o ia fazer nesta fase do ano em que estamos a caminho da WrestleMania e só por acaso ele esta no Main-Event contra The Rock.

    3º se isso acabasse por acontecer acredito que a WWE o fizesse pagar mas só depois da WrestleMania, tal e qual fizeram com R-Truth que apenas pagou depois do ME do Survivor Series.

    Para mim seja um lutador do card mais baixo ou seja uma das caras da empresa tem que pagou por esta