Existem 2 vagas na Equipa do Wrestling PT para publicar notícias. Contacta-nos!

The People’s Elbow #15 – Create a Superstar

Create a Superstar é uma opção disponível nos jogos para consolas da WWE e que consiste em darmos largas à nossa criatividade e desenvolvermos um lutador criado por nós para o podermos usar no modo carreira. A construção do boneco passa por o vestirmos com uma attire ao nosso gosto, à qual podemos adicionar acessórios compatíveis com a personagem que temos idealizada, escolhermos o visual que mais se adequa ao que pretendemos e moldá-lo nas suas características em ringue, desde lhe concedermos uma entrance e respectiva música até definirmos o seu move set e finishers.

É, sem dúvida, a parte mais criativa desses jogos, podermos incluir no roster de estrelas originais da WWE um lutador virtual e sermos nós a inventá-lo e a criar as histórias para ele. A seguir a isso, resta-nos jogar e desfrutar da nossa criação! Não é de jogos que venho aqui falar hoje, vou passar das consolas para o real a forma como penso que uma superstar da empresa de Vince é desenvolvida para poder representar o plantel principal.

Enquanto nós pegamos no comando e seleccionamos os atributos que queremos para o lutador que estamos a criar, o que pode ser até rápido porque o que queremos é despachar-mo-nos para começar a jogar com ele, na realidade da WWE a moldagem dum lutador em quem decidiram apostar as suas fichas é demorada e trabalhosa. Imaginemos que Vince tem nas suas mãos um individuo que luta estupendamente, mas que está descaracterizado Não há mais nada nele sem ser as suas soberbas performances no ringue, pensemos que ele partirá do nada, esqueçamos o território de desenvolvimento por momentos. Temos ali alguém que não queremos deixar escapar. E agora? Ele lutar luta, e o resto?

Vou começar por apresentar por etapas o que acho necessário para que este ser triunfe na empresa.

No wrestling, gimnick é uma personagem ou uma personalidade assumida pelo lutador. É-lhe designada uma figura que será por ele representada e um papel de face ou heel (vilão). É muito mais fácil motivar o público a gerar pop ou heat à sua volta com uma personagem do que sem personagem definida. Aqueles que vão para o ringue ser eles próprios não têm nada que os destaque no que confere à representação. Obviamente, ao longo dos anos, surgiram gimnicks sem sentido nenhum e muito irrealistas e sabemos que o público gosta de personagens reais.

Só penso que uma superstar ter de cumprir um papel dá-lhe muito mais responsabilidade, algo que pode ser essencial para se perspectivar o seu futuro, ou seja, permitir revelar um lutador de topo ou uma nódoa. É certo que alguns dos melhores lutadores não começaram com nenhuma personagem atribuída, mas num certo período de tempo foi-lhes concedida uma, o que se tornou imprescindível para o seu sucesso. Aliás, muitos desses wrestlers passaram a utilizar uma alcunha referente à personagem desempenhado.

São exemplos Hitman, Heartbreak Kid, The Game, Viper, Intelectual Saviour of the Unwashed Masses, Dashing, Latino Heat, World Strongest Man, World’s Largest Athlete, Best in the world, SuperFly, Macho Man etc. Felizmente, os últimos talentos que a WWE tem colocado em TV foram todos pensados e arduamente elaborados na FCW e NXT, só sendo promovidos quando estão completamente prontos e possuem planos concretos para si, ao contrário do Sin Cara. Um erro que HHH não voltaria a cometer e que nem o facto de António Cesaro receber menos atenção que o vendedor de bebidas da arena conseguiu estragar. Porque sejamos sinceros, há quem não consiga chegar onde a WWE os propôs ou não cumpra requisitos obrigatórios para saltos maiores. Ainda há quem desperdice oportunidades e nunca mais as recupere.

Depois de saber o que terá de desempenhar, o wrestler em questão terá de ter maneira de passar esse lado teatral para quem o assiste. É assim que aparecem as taunts e as catchphrases. Taunts são os movimentos que os atletas fazem no decorrer dos combates ou durante a sua entrada, em que pedem o apoio do público ou, pelo contrário, os provoca. Há taunts que antecedem signature moves e outras que acontecem antes dos finishing moves.

Em caso de vitória, o atleta partilha com os espectadores a sua satisfação, transmitindo o seu estado de espírito por meio de gestos. Toda a gente conhece o rasgar da camisola de Hulk Hogan, o corte de pescoço de Undertaker, as mãos no cabelo de Edge, as palmas de Kofi Kingston, as sobrancelhas levantadas de The Rock ou os manguitos de Steve Austin. Todos esses pormenores trazem emoção ao combate, promo ou segmento de bastidores e não deixam que nos desliguemos das personagens que estamos a ver, assim como nos indicam o que vai acontecer a seguir. Passando dos actos para as palavras, surgem as catchphrases, muito importantes quando utilizadas em promos ou na comunicação com a plateia durante uma luta.

Dos “woo” de Ric Flair aos Yes e No de Daniel Bryan a frases como “If you smell what The Rock is cooking”, “And that’s the bottom line because Stone Cold said so”, “I’m The Boogeyman and I’m coming to get you”, essa interacção faz com que os fãs prestem atenção ao que está a ser dito e que estejam sempre à espera do aguardado momento da catchprase. Muitas delas possibilitam colocar o lutador que as cita over, sendo o caso mais notório o de The Rock, que subiu a pulso muito por conta das frases feitas que adquiriu e utilizou nas suas promos bombásticas. Era difícil o seu adversário responder a provocações como “Know your damn role and shut your damn mouth” ou “it doesn’t matter what your name is”.

Uma boa catchprase cativa muito mais o público e torna o wrestler mais popular e atractivo, e se tal frase surgir a abrir a música de entrada melhor. Ninguém se esquece de “Do you think you know me” e “Feed me more”, pois não? Com estas duas armas, o lutador tem à disposição aquilo de que precisa para fazer furor.

É importante também dar ao lutador o visual adequado à personagem e à própria versão de face ou heel. Isto inclui o aspecto físico e o outfit. Desde cedo, temos tido os wrestlers de cabelos compridos, os de cabelo rapado e outros muito mais extravagantes, como Brutus Beefcake e os Legion of Doom. Vale tudo pelo espectáculo em sacrifício dum cabelo mais cuidado!

O próprio The Barber fazia o papel dum maluco que andava com uma tesoura pronto a cortar o cabelo dos seus adversários e não demorou a desenvolver-se segmentos de humilhação em que os derrotados viam o seu cabelo cortado, algo que aconteceu a André The Giant. Combates com a estipulação dum corte de cabelo valeram carecadas a Kurt Angle, Vince e CM Punk, se bem que o primeiro estava a ficar careca por si próprio e o corte até veio por causa disso.

Quem acompanhou os primeiros anos de carreira de Steve Austin viu-o de cabelo grande que, gradualmente, se foi perdendo da sua cabeça. A solução para a queda de cabelo foi optar por rapá-lo e que modificação que tivemos a partir daí! Stone Cold sem a sua brilhante careca teria o mesmo impacto se não tivesse começado a perder pêlo? Talvez, mas não seria a mesma coisa! Quanto a pêlo facial, tanto existem uns que andam com a barba feita como outros mais desleixados. A barba salvou Daniel Brian? Não é por aí, mas concedeu-lhe maior dinâmica e capacidade de auto-promoção. Os Wyatt também vieram com altas barbas que lhes assentam igualmente bem. Já a John Cena nunca ninguém lhe viu um pêlo naquela cara, correspondendo à personagem de marine, o que o levou a formalizar um contrato com a marca Gilete.

John Cena a par de outros como Randy Orton é daqueles que não tem falta de cabelo mas que o usa muito curto, por causa novamente da personagem. Para terminar a aula de estética, rapem o bigode ao Cody! É comum quando um empregado da WWE é demitido ou acaba a carreira alterar o seu corte de cabelo. Afinal, um actor quando termina uma participação numa novela não continua com o visual da personagem a que deu vida, desligando-se dela, não querendo ser confundido mais com ela.

E a WWE é a grande novela para adultos, daí depois de tantos anos igual, o funcionário aproveita para refrescar a sua imagem e tirar o peso da personagem que ostentou durante tanto tempo. Lá que é estranho ver Edge na indução ao Hall of Fame sem o seu cabelo é indiscutível, e HHH passar do 8 ao 80 também. No entanto, para quem continua pela WWE, uma mudança estimula e reforça um novo estatuto e é uma lufada de ar fresco para essa pessoa e para quem acompanha a sua carreira desde o princípio.

Quanto às roupas, Damien não seria o mesmo se não viesse para o ringue de robe ou Cody sem o capuz na cabeça. É incutido nos superstars que estes andem com camisolas referentes a eles para promover os produtos de merchandise e fazer subir as suas vendas. Os uniformes de luta dependem do gosto de cada um, há fatos completos maioritariamente usados para pesos pesados e só a parte de baixo para aqueles com estatura e peso mais reduzido.

Há também quem opte pelas protecções nos joelhos e nos pulsos (onde se escondiam as lâminas para provocar o sangue) e quem as dispense. Desde que se sintam bem e confortáveis a cumprir as suas tarefas, cada roupa fica ao critério de cada um. Gosto daqueles momentos em que um lutador aparece em ringue de fato de gala como quem não vai ali para lutar mas as circunstâncias acabam por o fazer despir ou ser despido à força pelo oponente. É roupa caríssima arruinada por todos os lados!

O ring name é algo de extrema importância e potencial dinamizador no contacto atleta-público. É o nome que o representa enquanto profissional do wrestling. A maioria dos nomes são inventados de propósito para cada lutador e determinam certos pontos da sua personalidade. Alguns lutadores ficam com um ring name que evoca a sua personagem ou algum facto visivelmente relevante, por exemplo, Big Show por ser o atleta mais largo do mundo, CM Punk, homenageando a sua cidade e o seu estilo de música favorito, HHH, referente à sua primeira personagem Hunter Hearst Helmsey, Undertaker, dadas as proporções místicas e sobrenaturais do homem morto.

Outros mudam só o primeiro nome ou o apelido e depois há os que se despedem do seu nome verdadeiro enquanto estão a trabalhar para passarem a ser conhecidos por outro. Aqueles cujos nomes em nada alteram ou prejudicam a sua personagem e a sua acção in ring são menos, mas ainda assim contamos com Ted Dibiase, Randy Orton, Mark Henry, John Cena, David Otunga. É uma questão de marketing e de apelo comercial.

Quanto melhor o nome soar, mais facilmente as pessoas identificam e memorizam, com certeza que Curtis Axel soa melhor e tem mais significado e peso do que Michael McNamara! Por vezes, como aconteceu com Axel, um sujeito que muda de personagem fá-lo com um novo nome. Tivemos a curta experiência de Chavo como jogador de golfe e a inclusão de Festus nos SES como Luke Gallows. Recentemente temos vindo a descobrir um certo chefe de família que há uns anos tinha nome de cão e apelido Harris! Também há quem defenda que quando Undertaker deu um descanso à faceta de dead man e voltou como motoqueiro não o deveria ter feito com o mesmo nome.

Eu não me importei porque gostei dele de qualquer das formas, mas quando o verdadeiro Undertaker ressuscitou, o outro da mota desapareceu! Terminando este requisito, é fulcral desde logo definir um nome que caracterize o lutador e espalhá-lo o máximo possível, podendo para isso pôr colegas seus a pronunciá-lo em promos para que o público se vá inteirando dele.

A entrada do lutador pela rampa de acesso ao ringue é a primeira impressão que quem está a assistir ao show tem desse mesmo atleta. Descodifica muito da personagem e da personalidade que ele está a carregar, muito graças ao facto dele poder aí usar as suas catchprases e as suas taunts. A música que o acompanha tem de marcar impacto e o género musical escolhido tem de se adaptar à personagem. A theme song pode abrir logo com a frase do superstar para o mostrar e expor mais à plateia e as taunts que ele fará pelo caminho complementarão isso.

O titantron exibirá um vídeo de apresentação do wrestler, onde normalmente estão contidos os seus melhores momentos em ringue. Os mais radicais fazem um género de vídeo clipe e são interessantes de se ter em conta pela sua produção cinematográfica, algo como uma curta metragem. Os vídeos de entrada mais elaborados são os dos DX, The Rock como estrela de cinema em 2002, Edge como vampiro a passear pela noite nos subúrbios e no metropolitano (2004), Evolution etc. Esses vídeos têm como objectivo despertar a curiosidade para os feitos do wrestler em questão e é coisa que eu gosto de averiguar pelo Youtube.

A utilização de pirotecnia vale pelo espectáculo e exibicionismo e costuma bater certo com a taunt, como quando Batista fingia disparar uma metralhadora, Goldberg socava e pontapeava o ar e Brock Lesnar dava aquele último salto para subir ao ringue. Ah, e claro, Kane quando baixa os braços de forma intempestiva. No final de contas, tanto a entrada quanto o vídeo e a música que a seguem são expoentes máximos da aproximação inicial do lutador a quem vai ver um dos seus combates.

Quando há interferências nas lutas ou alguma aparição surpresa acontece, o efeito é a dobrar e provoca o clímax na audiência. A estreia de Chris Jericho ou um regresso imprevisto no Royal Rumble arrepiam qualquer um e é essa a função de tudo isto junto – dar o primeiro impacto e atordoar o pessoal!

Já temos um actor destacado, falta agora ajuizar o move set e os movimentos de finalização que ele vai utilizar em combate. Sabemos que na WWE há golpes proibidos, nomeadamente finishers de grande perigo, como o piledriver (que chegou a ser recorrente e a passar por vários membros do roster), o punt e o pepsi plunge que CM Punk trazia da ROH. Começando pelo principio (moves básicos), acho que todos os lutadores deverão possuir manobras de luta livre para iniciantes, isto é, headlock, facelock, armbar, hip toss, snapmare, dropkick, leap frog, clothesline, suplex, cross body, atomic drop etc.

São estes os ataques usados quando o combate está equilibrado e com um andamento lento, até despontar para algo mais violento que acabe com o oponente. Este é o wrestling simples, tirado da luta greco-romana, que permite controlar o adversário, paralisando-o ou dominando-o pelo chão, na tentativa de obter assentamento. Dentro de alguns movimentos há grande variedade, como nos suplexes e nas possibilidades de pin, onde temos o roll up, inside cradle, school boy, small package, crucifix, bridge, lateral press, cover etc.

Com a chegada à era dourada do wrestling nos anos 90, criou-se um estilo mais explosivo e novos golpes começaram a surgir e a ser englobados no arsenal de manobras de cada um. A construção dos combates sofreu, portanto, alterações e os lutadores tiveram de se adaptar e moldar às recentes exigências. De golpes fracos e finishers limitados, passámos para manobras de grande protagonismo e finishing moves mais elaborados e devastadores.

O finisher ou movimento de finalização é usado pelos wrestlers para encerrar a luta ou fazer com que alguém desista por submissão. As submissões são finishers que fazem o oponente desistir e, entre outras, conhecemos o Hell’s Gate, CrossFace, Anaconda Vice, Full Nelson, Regal Stretch, LionTamer, Boston Crab, Abdominal Stretch e Sleeper Hold. Há finishers em que, para aplicá-lo, é preciso agarrar ou levantar o adversário, como Angle Slam, Tombstone Piledriver, Pedigree, GTS, F5 e Codebreaker.
Temos finishers directos, que podem vir a qualquer altura e não necessitam de tanta preparação: Super Kick, Shining Wizard, Punt, Trouble in Paradise.

Finishers aéreos são feitos nas cordas superiores e demonstram sempre grande espectacularidade e brilhantismo : Shooting Star Press, Banzai Drop, 5 Star Frog Splash, MoonSault, 450 Splash, Diving Leg Drop. Finishers em corrida são aqueles que geralmente se obtêm dando impulso nas cordas em direcção ao inimigo: Spear, 619 e Clothesline do JBL. Todos estes finalizadores são mais e menos eficazes uns que os outros e todos nós temos os nossos preferidos, sejam aqueles rápidos ou aqueles que exigem maior preparação e em que o adversário tem de estar desgastado a ponto de sofrê-lo.

A opção por um deste tipo de finishers tem de ser bem analisada e apropriada para o estilo de corpo de quem o vai usar. Há que contar também com quem o leva, pois há finishers que resultam nuns e noutros não. Uma power bomb pode dizimar um lutador pequeno e magro e não vender essa impressão quando aplicada num mais forte. Para se poder trabalhar com todo o género de colegas, há que ter um finisher em que quem aplica e quem sofre confiem, para que este tenha o impacto desejado e não magoe ninguém. Um chokeslam ganha dinâmica nas mãos dum monstro e um ataque aéreo num pesos leves, luchador ou high flyer. É preciso fazer a distinção para que tudo corra bem.

Com as restrições que a WWE impõe, muitos finishers maravilhosos ficam de fora e não há grande interesse em inovar. O finisher define e identifica quem o usa, não é por acaso que lendas foram formadas com base na sua popular técnica finalizadora e o mal está em querer que essa técnica vá passando para os mais novos para não se perder. Daí termos o ankle lock no Jack Swagger, que deveria credibilizar e apoiar-se na Gutwrench Power Bomb, e o Miz com o Figure 4, distanciando-se um pouco da sua própria manobra de finalização para ser o destinatário da submissão de Ric Flair.

Cada um deveria ficar conhecido por ter uma finalização específica e não andar a recebê-las de outros. Antes do golpe final, cada lutador costuma aplicar um signature move, que se adequa à personagem representada e leva o lutador a puxar pelo público.
Esse movimento dita o timing para uma taunt ou para uma frase feita, permitindo a colaboração dos espectadores no desfecho do combate.

O estilo de luta deriva também das origens de cada um: Kurt Angle foi wrestler amador e campeão olímpico, Jack Swagger foi distinguido nas Universidades e Wade Barret desde o seu retorno de lesão trouxe tácticas de lutas de rua. Isto desenvolve a caracterização do atleta e enriquece o conjunto de golpes que pode utilizar.

São estes os pontos que acho que são da responsabilidade da WWE entregar a um wrestler cogitado para subir às primeiras escolhas, ao que se junta a vontade do mesmo em chegar longe, fazendo uso de elementos fundamentais como saber lutar e actuar, ter carisma e falar consistentemente ao microfone.

Tenham a liberdade de comentar sobre estes aspectos referidos no artigo. Eu cá vos espero para a semana. Até lá!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “The People’s Elbow”. Nascido a 25/2/90 na margem Sul, fã desta modalidade desde 2009.

7 Comentários

  1. josewhite - há 3 anos

    Muito interessante, gostei!

  2. BRYAN_PT - há 3 anos

    Nem mais..

  3. don_ricardo_corleone - há 3 anos

    Na Playstation costumo criar um wrestler à imagem do Chuk Palombo e dos 3MB, um motoqueiro roqueiro brigão, que faz a sua entrada ao som do Rock (Rock you like a hurricane (Scorpions), satisfaction (Rolling Stones), wild side (Skid Row), só para dar alguns exemplos das musicas que já usei), montado numa mota, com o seu casaco negro de cabedal e as jens pretas. É algo que gosto porque sou um grande fã de Rock e de Metal, é por isso que eu gosto dos Aces and 8´s e dos 3MB, por exemplo, infelizmente parece que só na minha cabeça isso resulta. lol.
    Achei um tema interessante e uma boa crónica, no entanto discordo na parte em que falas dos finishers. Acho bem que a WWE passe os seus finishers para as superstars mais jovens. De outra forma perderiamos grandes finishers como o Ankle Lock. Por exemplo, sinto a falta do Super Kick enquanto finisher, é dos mais realistas e dos meus favoritos, infelizmente ele perdeu-se com a reforma do HBK. Claro que os wretlers ficam conhecido pela sua finalização específica, mas terá sempre de os receber de outros, é impossivel inventar mais manobras de wrestling inéditas, pelo menos quase impossivel. Continuará a existir as powerbombs, os spears, os sharpshoters, os leg locks, os superkicks, caso contrário ficamos sem manobras de finalização ou aparecem algumas ridiculas como a Cobra ou a Worm.

    • rocha - há 3 anos

      Como tu, sou um apaixonado por rock e metal e ainda hei-de escrever algo dentro em breve sobre a música no wrestling.
      Na PS, curto bué de meter a música de entrada do lutador que criei, eu tenho o primeiro Sd vs Raw e o Here Comes The Pain e esses não trazem músicas conhecidas, só samples fabricados mesmo pela WWE. Sim, o super kick enquanto finisher já não tens, mas ainda o vês como ataque normal no Dolph, Alberto del Rio e até o Big Show quando estiva as patorras o faz. “É impossível inventar mais manobras de wrestling inéditas”. Sim, talvez seja, mas há muitos guardados no baú.
      Voltando aos jogos, estás a ver quando escolhes o finisher para o teu lutador?
      Só aí está carregado de bons golpes para se poder usar na realidade um dia hei-de retirar os nomes, pesquisar na net e elaborar um People’s sobre essas finalizações menos conhecidas.
      Obrigado por teres lido e dado a tua opinião (e por teres bom gosto musical)!

      • danielLP21 - há 3 anos

        Aqui está outro fã de Rock :D

        Artigo soberbo. O melhor “People’s Elbow” até ao momento, na minha opinião. Em relação à semana passada, este está muito melhor.

      • rocha - há 3 anos

        Muito bem, Daniel, rock on!
        Muito obrigado pelo elogio!
        Levei em conta o que disseste e agora quando meto alguma graçola pelo meio enfatizo com uma exclamação e pus de lado os lol e hehe
        Agradeço o facto de vires semanalmente comentar o meu artigo e me ajudares com dicas para melhorar

Comentar

Login com Facebook

Editar avatar »

Notificações por email:

Wrestling.PT © 2006-2016 / Política de Privacidade / Disclaimer / Sobre Nós / Contactos / RSS Feed / Desenvolvido por Luís Salvador