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The People’s Elbow #57 – Favourite Worst Nightmare

Olá, rapaziada! Cá estou para mais uma edição, na qual falarei sobre os rumores à volta da contratação de Kevin Steen.

Se tudo acontecer conforme o planeado, o Anti-Cristo das lutas profissionais começará a treinar no Performance Center no mês de Agosto, o que significa que a companhia está a considerar contratá-lo.

Kevin Steen (nascido a 7 de Maio de 1984) é canadiano e actua actualmente pela Ring of Honor, lutando também por diversas promoções do circuito independente.

O seu interesse pelo Pro-Wrestling desenvolveu-se quando assistiu o combate de Diesel contra Shawn Michaels na Mania XI, aos 11 anos.

Os seus pais permitiram que começasse a treinar, tendo o seu primeiro combate no dia do seu décimo sexto aniversário, a 7 de Maio de 2000.

A 10 de Setembro de 2004, teve o seu combate de estreia pela Combate Zone Wrestling, perdendo numa Fatal 4 Way para El Genérico, com quem comporia equipa contra Super Dragon e Excalibur.

A 14 de Maio de 2005, participou no torneio “Best of the Best”, avançando para a final depois de vencer Chris Hero, perdendo numa Fatal 4 Way e não conquistando o troféu.

Em Agosto, ganhou o Iron Man Championship, defendendo-o em combates individuais contra El Genérico, Chris Sabin e Super Dragon.

Perdeu-o após um ano de reinado, partindo numa tour com a Dragon Gate USA.

Ainda na CZW, começara a trabalhar para a Pro Wrestling Guerrilha, onde entrou na sua primeira feud de destaque, quando ajudou Excalibur a vencer Super Dragon, revelando-se como o falso Super Dragon no processo, que havia atacado o verdadeiro nos últimos meses.

A 6 de Agosto de 2005, venceu o título após derrotar AJ Styles, obtendo-o por 4 meses, até o perder por interferência de Super Dragon, com quem encerrou a feud a 16 de Dezembro, saindo por baixo.

Em 2006, retomou a dupla com El Genérico pelo World Tag Team Championship, tendo-o alcançado a 29 de Julho de 2007, defendendo-o com sucesso até o perderem para Davey Richards e Super Dragon, a 27 de Outubro. Contudo, conquistá-lo-iam pela segunda vez num combate improvisado.

O reinado acabou porque, de acordo com ele, não conseguia lutar na outra federação ao mesmo tempo, escolhendo-a pela exposição e dinheiro.

Concordou voltar quando saiu da ROH, a convite do seu amigo Super Dragon. A 11 de Dezembro de 2010, retornou para um papel proeminente, depois de aparições esporádicas em 2009.

No show de oitavo aniversário da companhia, a seguir a Cláudio Castagnoli vencer Chris Hero para reter o World Heavyweight Championship, desafiou-o e conquistou o cinto.

A 20 de Agosto de 2011, derrotou Finlay e Eddie Edwards, sendo vencido pelo rival El Genérico.

A 10 de Setembro, a sua primeira defesa do cinturão foi contra Davey Richards, perdendo-o a 22 de Outubro para El Genérico numa luta de escadote.

Depois do combate, Super Dragon reapareceu e, a 10 de Dezembro, o colectivo ganhou o World Tag Team Championship. A 17 de Março, defrontou El Genérico e Eddie Edwards para reaver o Campeonato Mundial de Pesos Pesados, sendo destituído do World Tag Team Championship por Super Dragon ter partido o pé.

Defendeu com sucesso o título contra Ricochete e Michael Elgin a 27 de Outubro, desafiando Adam Cole a 1 de Dezembro, onde o perdeu.

Na Ring of Honor, o período 2007-2010 foi passado numa equipa e numa posterior feud contra El Genérico, aquele contra o qual terá tido os seus maiores momentos.

A 17 de Fevereiro de 2007, confrontaram os Briscoe Brothers, não vendo o esforço recompensado, sofrendo derrotas consecutivas numa Steel Cage, 2 out of 3 Falls e Ladder.

A sua única vitória não valia o título e foi numa Street Fight.

A 25 de Julho, encarou Nigel McGuiness pelo World Heavyweight Championship no seu país, perdendo a oportunidade de voltar a ser campeão.

A 19 de Setembro, finalmente deteriam o World Tag Team Championship, perdendo-o para os American Wolves a 10 de Abril de 2009.

A 19 de Dezembro de 2009, tornou-se heel atacando o seu parceiro e juntando-se a Steve Corino. El Genérico e Colt Cabana vencê-los-iam via desqualificação, quando Steen usou uma cadeira contra o antigo parceiro. A 19 de Junho, venceu-o num combate singular.

A 11 de Setembro no Glory By Honor, Genérico e Cabana derrotaram Steen e Corino quando este último forçou Corino a desistir.

Depois do combate, Steen atacou e desmascarou Genérico. Para pôr termo à feud, foi feita uma “Máscara versus Carreira na ROH”. Esta ideia não o agradou inicialmente porque iria perder dinheiro, aceitando apenas por pensar que Genérico seria usado como lutador de topo depois da feud.

Este venceu a luta e forçou-o a ficar ausente, numa feud votada pela Wrestling Observer como a melhor do ano. A 4 de Novembro de 2010, o contrato ficaria encerrado devido a questões financeiras relacionadas com a estipulação de cada combate em que se inseria.

Tendo sido ele a escrever a storyline contra Genérico, passou a ter uma relação fraca com o novo guionista Jim Cornette, desinteressado nos dois atletas, resultando na sua frustração.

Embora afastado dos eventos, foi pago todos os meses. Perdeu quase 20 quilos a poucos meses do regresso esperado, todavia, quando a empresa foi vendida, Jim Cornette mandou-o esperar 6 meses.

Insatisfeito e desgostoso, voltou a comer demasiado, atingindo os 132 quilos e deitando fora todo o investimento no seu peso.

Com o contrato extinto em Fevereiro de 2011, assinou um novo e regressou a 26 de Junho.

Bookado para ser heel na storyline transportada da vida real, os fãs tomaram o seu partido. Foi-lhe garantida uma luta contra Steve Corino no Final Battle, com o seu futuro na ROH em cima da mesa.

Saiu vitorioso e com a sua carreira reposta, confrontando Davey Richards para uma disputa pelo World Heavyweight Championship, o que sucederia a 12 de Maio de 2012, segurando o cinturão.

Ao final da noite, formaria uma stable chamada SCUM (Suffering, Chaos, Ugliness and Mayhem) com Steve Corino e Jimmy Jacobs. A 24 Junho, reteve o título contra Richards.

A 15 de Setembro, no Death Before Dishonor X: State of Emergency, teve outra defesa bem sucedida contra Rhino. No Glory By Honor, saiu outra vez com o título à cintura contra Michael Elgin.

Nesse PPV, ser-lhe-ia entregue uma caixa contendo a máscara de Genérico, anunciando o recomeço da rivalidade e o próximo candidato ao ouro.

A 16 de Dezembro, defendeu-o contra ele numa Ladder e perdê-lo-ia a 5 de Abril do ano passado para Jay Briscoe. Posto isto, os SCUM viraram-se contra ele, transformando-o num face.

A 22 de Junho, a rivalidade continuou, sendo derrotado numa No Disqualification Match contra Matt Hardy. A 10 de Maio de 2014, recebeu uma “Title Shot” em Toronto, sendo vencido pelo Adam Cole.

Uma semana depois, dia 17, anunciou a sua saída.

Na sua vida pessoal, é casado e tem um filho chamado Owen e uma filha chamada Elódie Leila. Parece querer incutir os genes desportivos no seu filho desde cedo, visto que aos 6 meses obteve a sua primeira vitória sobre Excalibur, ao ser colocado em cima dele e feita a contagem!

O ano passado, saiu o DVD Kevin Steen: Hell Rising, incluindo uma entrevista shoot, detalhando notavelmente a sua relação com Jim Cornette e o seu booking.

É pouco provável um admirador de Wrestling não apreciar as suas qualidades, ele é estrondoso no ringue e sabe falar ao microfone, desenvolvendo histórias demasiado intensas para os parâmetros indies.

Nos territórios onde se quer ver lutas e pouca importância se dá à narração teatral da coisa, ele e Genérico construíram algo soberbo que foi transferido para lutas exuberantes e devastadoras.

Há que dar os parabéns não só por se ter dado a estes confrontos físicos mas por ter criado o argumento para este clássico da Ring of Honor.

A recepção da encomenda com a máscara do inimigo é um dos exemplos onde as palavras não são necessárias, bem como a execução dos seus finishing e signature moves para cima de mesas, cadeiras ou escadotes.

O ano ausente e toda a polémica envolvida e transportada para o ar fez dele um rebelde, um opositor contra uma figura da autoridade, algo que nas Big Leagues vemos no CM Punk e no Daniel Bryan.

Desfavorecido mas incapaz de ficar quieto, proporcionou uma rebelião à Steve Austin versus Vince. Os métodos adoptados para o travar, como a proibição do Piledriver, só colaboraram para o valorizar.

Falando do seu conjunto de manobras, são estas as que ele costuma utilizar: Crossface (desde 2010), Fireman’s Carry Facebuster (desde 2012), Piledriver, SharpShooter, Powerbomb, 450 Splash, Enzuigiri, Cannonball, High Angle Senton Bomb, Moonsault, Sitout Scoop Slam Piledriver, Somersault Leg Drop…

Tenho a perfeita noção de que não terá a liberdade do circuito independente, contudo, eu adoraria que não lhe fosse cortada a sua versão do Piledriver.

Os sítios em que já foi aplicada e a segurança imprimida podia justificar a sua continuidade, até porque outros dos golpes pertencem a algumas das superstars e ficariam repetidas.

Mesmo que a princípio ele esteja limitado, a WWE saberá que está aqui alguém a oferecer-se quando for preciso algum momento OMG.

Ele como vilão não poderá ser um monstro dominador como Alexander Rusev, pois, apesar do peso e altura (1,80 metros e 110 quilos) é muito versátil tecnicamente, subindo às cordas e abordando tácticas fora do normal para o seu corpo.

Não deverá nunca ser cobarde, mas desafiador e despoletar esquemas psicológicos, mesmo quando possa sair por baixo dalgum contacto físico ou segmento.

Como face, não será o querido do público como regularmente idealizamos, antes apoiado por via das circunstâncias, pela rebeldia, pela realidade da personagem e por se saber relacionar com a audiência.

Sabe-se que Vince tem sido selectivo quanto ao reforço do plantel e que há muitas soluções no NXT para determinados postos.

A necessidade de ter alguém como Steen é oriunda da urgência em ter um “big guy” que saiba lutar sem impedimentos ou estar condicionado pela sua compleição física, algo que, por exemplo, Henry e Big E Langston não dão.

A preparação para o salto parece ter começado na Ring of Honor através da sua belíssima camisola a imitar e a gozar Cena.

O merchandise, a ser mantido, não teria quebras de vendas, pois a sua mensagem tanto dá para quando for heel como face. Já pensaram numa feud com o Mister “Hustle, Loyalty, Respect” baseada neste conflito?

Quanto ao visual, eu não mudava nada. Controlado o peso, manteria o cabelo curto e a barba é fundamental, principalmente se for vilão.

Ele tem sido muito bem representado sonoramente na entrada na arena, tendo feito essa caminhada ouvindo Guns ‘n’ Roses, Korn e Drowning Pool, tendo na ROH uma das melhores músicas dos últimos tempos.

A banda metal Blue Smock Nancy e o tema Unsettling Differences acompanharam-no magistralmente. Sem dúvida que assentava que nem uma luva, aconselho a que oiçam e leiam a letra.

Está terminado o artigo de hoje sobre o “Wrestling’s Worst Nightmare”, nomeado décimo melhor lutador do ano passado pela Pro Wrestling Illustrated, lutador do ano 2005, melhor brawler de 2010 a 2012 e que teve a feud do ano 2010 contra Genérico.

Aguardo-o na maior empresa de desporto de entretenimento tanto quanto o vosso comentário!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “The People’s Elbow”. Nascido a 25/2/90 na margem Sul, fã desta modalidade desde 2009.

5 Comentários

  1. Jardel - há 2 anos

    Uns dos melhores lutadores indies que tem atualmente,um bom wrestler tecnico e bom brawler.se a WWE investir nele teremos daqui alguns anos um bom Main-Eventer,torço que essa contratação der bastante certo e que não o limitão tanto e nem tire o piledriver pois é fantastico aquele move.

  2. Don_Ricardo_Corleone - há 2 anos

    Tendo 1,80 metros e 110 quilos e claramente com peso a mais os putos do WWE universe vão ter algum dificuldade em aceitá-lo. Claro que tivemos Umaga e temos Samoa Joe e o Bray Wyatt por exemplo que apesar do peso a mais e do aspecto desleixado possuem e possuiam no caso do Umaga uma agilidade fora do normal. No entanto em termos de imagem sabemos como a WWE e o WWE Universe são, basta lembrar o facto de o Bo Dallas ser gozado por não ser definido, a Mickie James e o Matt Hardy passaram pela mesma dificuldade, o Kevin Steen terá de lutar contra isso com grande qualidade no ringue e no microfone e com uma personagem interessante tal como o Bray Wyatt fez. Por esta razão, se a WWE o contratou suponho que tenha visto algo nele. Sinceramente não conheço, é pouco mais de um mês mais novo que eu, espero que tenha a qualidade que todos referem.

  3. JoaoFilipe - há 2 anos

    Bom artigo.
    De facto, gostaria de ver edte lutador em feud com Cena. Se com o Sami Zayn conseguiu ter a feud do ano, é porque os dois intervenientes sabiam o que estavam a fazer. Sami Zayn pelo Cena só dava importância ao Steen.
    Tenho receio que, se a WWE lhe oferecer um contrato, seja usado há Big Guy, porque, provavelmente, seria jobber/low-card.
    Se ele é pesado e sobe às cordas, a WWE usava-o como main-eventer, ou cómico, tipo Santino, onde também há muita exigência.

  4. FAlmeida_10 - há 2 anos

    Bom artigo Miguel.

    Realmente esta rivalidade com o Silas Young deve ser a última feud dele nos Indys. Será bem vindo á WWE. Estou curioso como a WWE o irá (se se confimar) usar. Se como Big Guy, se como ele é na ROH…

  5. danielLP21 - há 2 anos

    Belo artigo.

    Espero mesmo que a contratação dele seja uma realidade, e, sobretudo, que o usem bem. O gajo é fantástico.

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