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The People’s Elbow #73 – Separate Lives

Olá e bem-vindos a nova edição do vosso espaço das Segundas-Feiras, no qual irei falar sobre a continuação dos percursos de cada antigo integrante dos Shield após a sua separação.

A 2 de Junho de 2014, Seth Rollins deixou o grupo e juntou-se à Autoridade, atacando Dean Ambrose e Roman Reigns que, a 20 de Junho, deram a indicação de se querer dispersar como lutadores singulares em vez de permanecer como Tag Team. Desta decisão terão de partir planos para todos eles e é sobre eles que irei basear o artigo de hoje, quer aqueles já evidenciados quer os que estão por vir.

No Extreme Rules, os Shield derrotaram os Evolution, tendo sido agendada desforra para o PPV seguinte, tendo a estipulação de No Holds Barred Elimination Match.

O Escudo prevaleceu outra vez, não tendo nenhum dos seus elementos sido eliminado. Isto parecia finalizar a rivalidade, pois o somatório desfavorável dava a entender o objectivo da reunião dos vencidos: a promoção da facção surgida no ano 2012 como capacitada a ultrapassar qualquer obstáculo.

Só que Hunter Hearst Helmsley anunciou a sua intenção de continuar a feud, o que levou à desistência de Batista. O Game andava obcecado em conseguir acabar com eles, esquecendo os desejos individuais dos seus parceiros, não cumprindo a promessa ao “Guardião da Galáxia” na busca pelo título maioritário e a oportunidade não cobrada pela Víbora.

O conflito egocêntrico estava previsto, sabendo-se que o Assassino Cerebral não se coloca de lado por qualquer motivo. Dois desaires consecutivos e a frase “Adapt or Perish” fazia acreditar que aquilo não iria ficar por ali e que havia trunfos por atirar para o jogo.

Naquela noite, após a pesada derrota, o “Rei dos Reis” passaria ao plano secundário para os destruir e seria entre eles que acabaria por consegui-lo.

O ataque por trás de Seth Rollins oficializou a sua debandada e aliança com a Autoridade, tornando-se heel. Estava provado que ele vence sempre, seja de que maneira for.

A pergunta obrigatória era: porquê agora? Os Shield haviam adquirido um resultado histórico, uma dupla conquista sobre uma equipa de créditos estabelecidos e posto os nervos em franja ao COO.

A sua bravura fora responsável pela partida do Animal, saturado pela insistência do seu colega numa causa perdida e pela sua intransigência em lhe oferecer uma “One on One Championship Match”.

Era inegável que o seu final estava próximo e que algum se viraria contra os restantes, nunca se pensaria é que o traidor fosse aquele mais perfilado para face.

Começou-se a discutir que Seth seria o sucessor de Batista e que os Evolution na noite da perda dum membro recuperaria logo de seguida outro.

Isto é infundado, lá porque Ric Flair não foi convidado para se juntar a eles não quer dizer que se viesse a ter uma formação diferente da original.

A stable havia cumprido o seu papel e estava na altura de recuperar o elo que originou isto tudo: a Corporação ou Autoridade.

A 9 de Junho, Seth Rollins descreveu o seu heel turn como o corte duma relação profissional, afirmando que os antigos comparsas não eram seus irmãos mas parceiros de negócios.

Proferiu ainda que os Shield não seriam nada sem ele e que destruíra a sua criação, ele que fora considerado o seu “architect”.

A verdade é que logo depois disto suceder Dean e Roman começaram a procurar caminhos separados. Não seria de todo lógico que ficassem como Tag Team para actuar nesta divisão, mas não faria mal se fossem à procura de vingança juntos.

Dean Ambrose declarou intenção de se vingar do antigo aliado enquanto Roman apontou as baterias naqueles considerados culpados pela troca de posição: HHH e o A-Pex Predator.

A 20 de Junho, ficou arrumado o assunto quando Seth e Dean trocaram de música de entrada e vestuário, ficando Roman com as roupas reconhecíveis dos Shield e um tema similar ao deles.

Quer isto dizer que Roman se manterá fiel ao que era? Que é a principal opção para o main event? Que não precisa de alterar nada? Que ele era os Shield?

Cada qual tirará a sua conclusão, a análise aos acontecimentos recentes virá de seguida…

Seth Rollins depressa desenvolveu feud contra Dean, que o atacava durante os seus combates. No episódio do Main Event de 17 de Junho, nomeou-se concorrente ao contrato pelo WWE World Heavyweight Championship no Money in the Bank.

Dean prontificou-se a ameaçar arruinar-lhe as chances na Luta de Escadote quando perdeu o lugar à sua custa. Seth, achando melhor ter o inimigo por perto do que não saber o que este lhe poderia fazer do lado de fora, convenceu Hunter a adicioná-lo ao combate.

Seth Rollins venceu a mala depois da Big Red Monster afastar Dean e segurar o escadote para que não houvesse dúvidas do vencedor.

Deste modo, era garantida a continuidade da história entre os antigos parceiros, Seth sobrepor-se-ia no seu pedido da inclusão de Dean, este sairia prejudicado e a Corporation trazia jovialidade com o novo candidato a cara da empresa.

Frustrado por ter sido arredado do triunfo, Dean referiu que de cada vez que tentasse cobrar o contrato, ele impedi-lo-ia. Esta tensão prometia aquecer o Battleground, só que a luta agendada foi cancelada e substituída por ataques nos bastidores.

A razão era clara, não deixando, no entanto, de provocar insatisfação naqueles que pagaram à espera de os ver ou nos que estavam demasiado ansiosos para ir dormir e perder um duelo destes.

Chegou a ser requisitada a devolução do dinheiro dos bilhetes e a fundação a ser acusada de publicidade enganosa. O confronto seria guardado para o “Maior Evento do Verão” e desapontou um bocado pela estipulação que retirou liberdade ao espectáculo.

Seth acabaria vencedor e seria atacado durante um segmento nos bastidores, na noite seguinte, o que causou uma Falls Count Anywhere que Seth venceu ao usar o “Curb Stomp” contra blocos de cimento, lesionando-o (storyline que explica a sua ausência para as filmagens dum filme).

Para o Night of Champions, estava marcado combate contra Roman Reigns, só que este teve de ser removido do card devido a uma cirurgia de emergência a uma hérnia.

Então, Seth passou a uma “Open Chalenge”, o que levou ao regresso de Dean e a uma brawl entre eles. Mais tarde, tentou cobrar o seu contrato no Lesnar, não tendo sorte contra o opositor John Cena.

Não se afigura fácil a cobrança da pasta até Abril do próximo ano, época da WrestleMania, e só espero que não se prolongue a moda dos falhanços à la John Cena e Damien Sandow.

É espantoso que tenha conseguido surpreender de novo como vilão quando se julgava ir ser face por muito tempo. As suas promos estão acima do satisfatório e não se prova ser esse o seu ponto fraco.

O cabelo colorido e a barba grande deverão ser preservados porque funcionam qualquer que seja a sua faceta e dão uma acentuação ao seu carisma e rebeldia.

O seu Springboarding Diving High Knee pouco nítido virou Running Stomp, uma agradável surpresa de poderio e credibilidade, atirando a cara do oponente ao tapete.

Dean Ambrose foi resgatar ainda mais traços de Jon Moxley, nome pelo qual ficou famoso no circuito independente de 2004 a 2011.

Ele transporta qualquer coisa de Full Impact Pro, Combat Zone Wrestling e Dragon Gate USA para dentro duma casa que não costuma abrir as portas a muito do que se faz por esses locais.

O seu engenho ao microfone é do mais sensacional que se pode encontrar entre os atletas do plantel, as suas expressões faciais são de se tirar o chapéu e modificou o seu move set à postura de louco.

Ele parece daqueles a que toda a gente deve e não paga, o que age pelos seus próprios instintos, o que está a cada esquina e cada beco à espera de encrencas em que possa entrar.

É daquelas pessoas que se vê a envolver em brigas de bar ou disputas parvas só para poder desanuviar a cabeça dando uns bons pares de estalos.

Este lunático tem o visual espectacular para o que representa: a camisola de alças e calças de ganga práticas para andar à pancada, o cabelo volumoso suado a cair para o rosto e a barba curta ou rapada.

O seu finishing move Dirty Deeds (Headlock Driver) não é bonito e não convence alguns, todavia, é verosímil pelo choque cabeça-ringue efectuado sobre o adversário.

É difícil fazer a previsão do que irá acontecer quando a amargura da punhalada de Seth estiver solucionada, creio que terá lugar cativo no main event e aguardará os desenvolvimentos envolvendo os candidatos ao cinturão principal até ao “Greatest Stage of Them All”.

Joe Anoa’i ou Roman Reigns é membro da família Anoa’i, a maior dinastia do Wrestling da Samoa, sendo primo de Dwayne Johnson, Umaga e os Usos, entre outros.

Forjando em primeira instância carreira no Futebol Americano, jogando por equipas do Minnesota e Edmonton, quando foi dispensado iniciou os treinos para seguir as pegadas dos seus parentes.

Assinou contrato de desenvolvimento pela World Wrestling Entertainment em Julho de 2010, debutando a 9 de Setembro pela Florida Championship Wrestling.

Apresentado como o desconhecido dos Shield, foi encarado como o mais fraco e o terceiro na escala da subida ao cimo da indústria.

A pirâmide hierárquica começou a abanar quando bateu o recorde de eliminações no Survivor Series e Royal Rumble. Não tendo qualidade suficiente ao microfone, foi ele o vendedor do slogan “Believe in the Shield”

Trocou o seu Moment of Silence (Back Suplex Side Slam) pelo Spear, com o qual finalizou muitos desafios a favor da sua equipa e fez por honrar aqueles que haviam sido seus utilizadores no passado.

O esplendor do seu finisher tem concorrência nos signatures Leaping Clothesline, Running Dropkick, Samoan Drop e Superman Punch.

Isto é pouco para quem está destinado ao cume da montanha tão cedo, são poucas armas para se proteger nos combates longos, onde leva tareia para não revelar a falta de movimentos à disposição.

Atirar logo tudo à balda não o favorecerá, é certo que incute adrenalina na teatralidade dos seus golpes, mas depois fica sem lenha para queimar e põe as mãos no fogo ao ter de repetir aquilo que sabe fazer.

É que dentro daquilo que executa não se acha quase nada de pessoal: o Superman Punch era feito pelo Ganês da Jamaica, o Spear não vale a pena abrir aqui a lista de usuários e o Samoan Drop vai passando a cada geração. É necessário não gastar os truques todos antes da festa e ir inovando.

Para ser lançado à ribalta dentro dos próximos meses, é bom que faça algo pela sua comunicação, que está deplorável. O seu aspecto podia ser melhorado, o cabelo está demasiado comprido.

Se há algo que a plateia não quer é outro herói (e já foi desmanchado o mito dos 5 moves do Cena, para não falar das suas óptimas capacidades ao microfone quando quer ou pode).

Portanto, a sua construção não está a agradar pelo facto de salvar toda a gente, aviar uns quantos com uma perna às costas e sair incólume das trapaças dos vilões.

Não digo que não se lhe dê votos de confiança (foi o Most Improved Wrestler do ano transacto para a Wrestling Observer), mas para o pôr onde se deseja há ainda trabalho a fazer.

A 20 de Setembro, foi operado de urgência a uma hérnia. Quando voltar, está prevista a sua ascensão como face de topo a ter o seu clímax na WrestleMania.

Não se sabe qual será o adversário e se será para se tornar campeão. Especula-se que seja contra o chefe Paul Levesque ou Randy Orton. Pelo título, e com Lesnar a ter de ser protegido dadas as circunstâncias, estão na fila Cena, Daniel Bryan, Cesaro e Rusev.

Do suíço não se sabe se recupera o estado anímico para se revoltar contra Lesnar e Paul Heyman, o búlgaro deverá continuar a esmagar seres e o Goat terá em risco todo o esforço que lhe é reconhecido.

Sobra o Mister “Never Give Up”, no que poderia ser uma passagem de testemunho, e o possuidor da mala, na pedrada final que partiria o Escudo.

Tudo irá depender de como se irá preservar a integridade da “Next Big Thing” e se ela chega à Mania com o cinto. Roman sair imparável do Royal Rumble e exercer o direito a lutar no “Panteão dos Deuses” é hipótese, quer para chegar ao “Conqueror” quer para se cruzar com o “Hustle, Loyalty, Respect”.

Sheamus daria o que fazer, mas está longe do delineado para a celebração da nova estrela. Há que fazer apostas no sentido que mais traga benefícios a todos os intervenientes.

Acabo o artigo pedindo a vossa opinião sobre cada caso e as perspectivas que têm para eles até à data do trigésimo primeiro aniversário da Mania. É tudo por agora, até breve.

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “The People’s Elbow”. Nascido a 25/2/90 na margem Sul, fã desta modalidade desde 2009.

4 Comentários

  1. Don_Ricardo_Corleone - há 2 anos

    O Dean Ambrose tem de ser campeão da WWE. Ele tem tudo para ser um dos maiores campeões de sempre. Só tenho pena de duas coisas, da total descredibilização do Bray Wyatt e que o Mick Foley já não tenha condições para um combate, porque um feud tanto com um como com o outro seriam fantásticas.
    O Roman vai infelizmente ser o novo Cena, a WWE nem esconde. O que significa que aí vem um dos irritantes faces bonzinhos, bonitinhos, incorruptíveis e quase imbatíveis para ser o herói da criançada, apenas de vir a ser odiado pelos outros fãs.
    O Rollins está agora com um problema entre mãos chamado Brock Lesnar, pois parece que ele nunca mais perde o titulo, o que me parece em tudo negativo. O Rollins vai passear a mala uns meses, só espero que não façam como fizeram com ao anterior vencedor do Money in the Bank. Será que é assim tão difícil entender que o campeão deve lutar em todos os PPV’s, deve aparecer no RAW e que o Cena deveria ter vencido para que o Rollins utiliza-se a mala para ser campeão?

  2. Lucas - há 2 anos

    Acho Seth Rollins e Dean Ambrose incríveis, acredito que sejam as melhores aposta para o presente e futuro da WWE. Sinceramente ao nada de mais em Roman Reigns.

  3. danielLP21 - há 2 anos

    Gosto bastante dos três, sendo que o meu favorito é o Dean Ambrose.

    Sinceramente, bastava a WWE querer e o próximo main-event da WrestleMania envolvia estes 3: Reigns ganhava o combate Royal Rumble, Dean Ambrose ganhava o título na Elimination Chamber e Seth Rollins fazia, logo de seguida, o “cash-in”. Assim teríamos o campeão, o vencedor do Rumble e o homem que foi campeão durante minutos. Para mim, seria perfeito.

    • Tiagotellirko - há 2 anos

      Gosto bastante da tua ideia DanielLP21 :)
      Seria um combate que não poderia perder :D
      Adoro o Roman Reigns :)
      Que permaneça na empresa por muitos e muitos anos
      Já o Seth Rollins gostaria de o ver em feuds com CM Punk ou até mesmo com Jeff Hardy :p

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