The People’s Elbow #86 – You’re Gonna Go Far, Kid

Bons dias, caros leitores, no artigo de hoje irei avaliar o renascer de Tyson Kidd, cuja redenção no NXT parece ter feito maravilhas.

A 14 de Novembro de 2014, recebeu uma oportunidade pelo título Intercontinental, da qual não sairia triunfante, mas que formulou uma espiral renovada sobre si.

Confundido por garoto, entrará na idade dos 35 e dos 20 anos de carreira, logo, não falta razões para vasculhar o seu passado e prever boas novidades para este ano de celebrações.

Theodore James “TJ” Wilson (nascido a 11 de Julho de 1980, Canadá) começou por treinar na Hart Dungeon, supervisionado pelo Hitman e o British Bulldog Davey Boy Smith.

Seria o derradeiro finalista graduado pela “masmorra” de Stu, que lhe aprofundou o treino e mais tarde o ajudou a ter trabalho pelo Japão, Reino Unido, Holanda e Inglaterra.

No ano 1995, aos 15 anos, faria o seu primeiro combate pela Stampede Wrestling, e aos 16, fez a abertura dum House Show da World Wrestling Federation, contra Harry Smith.

Desde os 10 anos que possui amizade com David Hart Smith, a partir do qual ficou próximo do restante da família, casando com Natalya em Junho de 2013, tendo vivido e namorado com ela desde Novembro de 2001. A sua relação e boda seria representada no Total Divas.

Assinaria contrato de desenvolvimento pela World Wrestling Entertainment aos 26 anos, sendo associado aos territórios Deep South Wrestling e Florida Championship Wrestling.

A 10 de Fevereiro de 2009, faria a sua estreia televisiva na ECW, derrotando um lutador local. A 5 de Maio, perderia frente a Evan Bourne e, dia 12, a sua luta contra Finlay seria interrompida por David Hart Smith, formando a Hart Trilogy que, a 26 de Maio, seria rebaptizada Hart Dynasty.

A 29 de Junho, mudaram para a brand azul, iniciando feud contra os Crime Time e, a 25 de Dezembro, tiveram direito a reclamar o Unified Tag Team Championship sobre os DX, não tendo sucesso.

Na WrestleMania 26, viraram Face, ajudando Bret Hart na sua disputa contra Vince McMahon e, na noite seguinte, sairiam vitoriosos duma Non Title Match contra Miz e Big Show.

No Draft de 26 de Abril de 2010, repetiriam a façanha, desta feita pelo Unified Tag Team Championship, quando Miz ficou preso no Sharpshooter.

No Draft suplementar, os três seriam movidos para a brand vermelha onde, a 10 de Maio, Tyson superaria Miz para assegurar uma USA Championship Match a Bret Hart, que o viria a conquistar.

No Over the Limit, reteriam contra Miz e Chris Jericho para, a 24 de Maio, serem atacados pelos Usos e Tamina, provocando a feud entre os trios.

No Fatal 4 Way, derrotariam os Usos, até que, no Night of Champions, seriam destituídos numa Tag Team Turmoil para Cody Rhodes e Drew McIntyre.

Após tentativa falhada de reaver o cinto, a ligação entre Tyson e DH Smith começou a cair por terra, culminando, a 15 de Novembro, no Heel Turn do primeiro, recusando o Tag e atacando-o durante luta contra Heath Slater e Justin Gabriel.

No Superstars de 2 de Dezembro, o filho do British Bulldog teria a sua vingança só que, apesar de tudo, quis apertar-lhe a mão, tendo como resposta uma estalada e a desforra.

No Royal Rumble, foi eliminado pelo John Cena e na WrestleMania esteve numa Battle Royal que não foi para o ar. A 26 de Abril de 2011, foi transferido para o show azul.

A 6 de Maio, perdeu para Sin Cara e rivalizou contra Yoshi Tatsu no NXT, trocando vitórias e terminando a feud para o lado do asiático a 6 de Setembro.

Em Janeiro de 2012, faria o Face Turn depois de sobressair sobre Trent Barreta duas vezes, propondo união entre os dois. Isso não avançou e desenvolveria feud contra Michael McGuillicutty, a 29 de Fevereiro.

A sua dominância seria reforçada ao derrotar Johnny Curtis, a 25 de Abril, tudo nos programas da marca amarela. No Superstars de 29 de Março, enfrentou Justin Gabriel e perdeu, tendo o duo mostrado respeito mútuo e concordado em formar equipa para desafiar Primo e Épico pelos cintos.

No Over the Limit, participou da Battle Royal que dava a escolher a candidatura ao USA ou Intercontinental Title, mas foi eliminado pelo David Otunga.

Reunir-se-ia com o Sul-Africano a 6 de Junho, quando não vacilaram perante Johnny Curtis e Heath Slater, algo que não se comprovou no No Way Out, onde foram derrotados pelos Prime Time Players (Titus O’Neil e Darren Young) numa Number One Contender Fatal 4 Way, envolvendo os Usos e Primo e Épico.

A 29 de Junho, qualificou-se para a MITB World Heavyweight Championship Ladder Match, ganha pelo Dolph Ziggler. A 2 de Julho, garantiu o pin sobre Tensai em 19 segundos, levando este a atacá-lo e a vencê-lo a 30 de Julho. A 16 de Setembro, no Pré Show do Night of Champions, foi eliminado pelo ex-Albert duma Battle Royal que visava extrair o candidato ao Campeonato dos USA.

A 31 de Outubro, no NXT, desafiou António Cesaro pelo título dos EUA, não lhe tendo corrido de feição. No Survivor Series, saiu vitorioso duma 10 Man Tag Elimination Match junto a Justin Gabriel, Rey Mysterio, Sin Cara e Brodus Clay contra Titus O’Neil, Darren Young, Primo, Épico e Tensai.

No começo de 2013, sofreu torção no menisco do joelho e ficou estimado hiato de 6 a 12 meses para recuperar. Retornaria a 11 de Outubro, escondendo a sua identidade sobre uma máscara de El Local.

A 4 de Novembro, desmascarado e ao lado de Natalya, prevaleceu sobre Fandango e Summer Rae, contudo, depressa voltou a perder para o bailarino e o antigo parceiro no Superstars e Main Event.
Na trigésima Mania, esteve na André the Giant Memorial Battle Royal.

Ofuscado no plantel principal, foi reaparecendo no NXT, iniciando senda vitoriosa, incluindo vitórias frente à velha personagem de Adam Rose e Mason Ryan.

A 1 de Maio, seria Bo Dallas a entrar para a lista de adversários ultrapassados e enfrentaria Sami Zayn e Tyler Breeze numa Triple Threat, obtendo a chance pelo NXT Championship e falhando-a contra Adrian Neville. A 19 de Junho, completou par com o antigo El Genérico para desafiar os Ascension pelos seus títulos, perdendo ao abandoná-lo.

Competiria numa Fatal 4 Way pelo título, ganha pelo Adrian Neville, continuando a sua feud numa desforra infrutífera. De Setembro de 2014 para cá, está a ter melhor score nos Main Event e Superstars, estando a vencer lutas sobre R-Truth, Sin Cara e outros do Main Roster.

Durante este período, interpreta um Heel cobarde enquanto Natalya continua Face como esposa devota, negligenciando-a, usando-a como escudo ou esperando a sua interferência ilegal nas lutas.

No final de 2014, elaborou parelha com Cesaro, debutando uma Double Team Finishing Move e derrotando os Los Matadores a 2 de Janeiro do corrente ano.

Tendo sido ensinado na escola que foi, nunca se pensaria que a sua altura chegasse tão tarde ou que não fosse conseguir despontar.

Enquanto executante, faz jus aos seus treinadores e ao abençoado recinto, só que nos Sports Entertainment não é só isso que interessa.

No que concerne aos aspectos do visual e representação, nunca gostei nada daquele tufo de cabelos naquela cabeça rapada ou daqueles gritos irritantes a cada manobra.

A mudança para Face não foi forçada e teve explicação lógica, igual não se passando quando, deixadas para trás histórias coerentes contra rivais inteligíveis, se entrega o título de equipas a uns aleatórios Cody Rhodes e Chosen One.

Depois claro que veio a típica incógnita sobre o que fazer àqueles que não poderão seguir a rota do troféu para não ser sempre arroz: ir perdendo lutas ou a separação.

A importância dada à sua destruição foi tanta que foi despachada nos poucos minutos dum show principal e noutros tantos dum secundário!

Ah, e não se sabia qual iria trair o outro, deve-se ter feito o “pedra-papel-tesoura”! Esta preparação dos dois seres para a vida solitária foi tão boa que o herdeiro de Davey Boy Smith viu o contrato rescindido a 5 de Agosto e Tyson andou à deriva até ser resgatado para o NXT.

Pois é, a salvação de alguns atletas não foi o aumento da duração da Raw, mas a solidificação da marca amarela enquanto centro de treinos e formação.

E isso é perceptível neste caso especial, onde não foi preciso inventar grande coisa (quantas vezes não se viu já o vilão fugir para debaixo das saias da mulher?).

O que mudou foi o acerto duma superstar que quando era Heel dava vontade de apagar a TV ou PC para o que é agora. É que foi preciso casar, caraças!

Ele talvez nunca tenha tido outra mulher na vida e só agora é lembrado o papel que Natalya pode desempenhar?! Mais vale tarde do que nunca!

Daqui até poderá ser retirado benefício para a “Nattie by Nature”, ela poderá, a determinada fase, demonstrar estar a passar por sonsa e afinal ter querido ajudar o marido “all along”.

Isso poderá contribuir para a inserção duma diva vilã nas storylines pelo cinto feminino. Outra hipótese é ela ceder à pressão para salvar o casamento, conformando-se e aceitando ter de estar na hora e local exacto quando o esposo precisa.

Não sei dizer se a aliança ao suíço será para durar ou se serve para o manter ocupado, a fórmula é recente e ainda poderá oferecer algo.

Estão juntas duas potências do ringue para provocar danos e dar grandes espectáculos, basta querer. Parabéns aos coordenadores do NXT (sei que o Hunter está por trás disto) pela permissão de gente pouco prestigiada no balneário das estrelas possa evoluir e não ir para casa recebida a indemnização.

A regra “No Pros Aloud” seria estúpida quando se vê tantos perdidos no Card e cujos feitos poucos se recordarão para exigir tratamento distinto dos que estão a começar.

Foi isto que vos pude trazer, esperando que a leitura não tenha sido cansativa despeço-me e agradeço a atenção dispensada!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “The People’s Elbow”. Nascido a 25/2/90 na margem Sul, fã desta modalidade desde 2009.

8 Comentários

  1. Kurt Rocker - há 2 anos

    Bom artigo, ele é um dos meus lutadores favoritos, disseram que em 2013 ele teria um excelente ano, mas então ele se lesionou logo no começo do ano, e ficou boa parte dele lesionado, acho que em questão de campeonatos, ele seria um bom intercontinental champion.

  2. Damien Mizdow - há 2 anos

    Nunca me entusiasmou esse superstar. É muito bom em ringue mas pouco mais que isso. Serve bem para uma divisão de tag team e pode proporcionar bons combates mas nao aspirar a mais do que isso. Falta-lhe caracteristicas fundamentais para dar o salto a meu ver. Contudo não é nada de se deitar fora.

  3. Mafi - há 2 anos

    Gosto muito do Kidd. Como tag-team gostava deles com o Smith mas sofreu bastante com a lesão longa. Ter ido para o NXT foi fundamental para este rejuvenescimento. Acho que consegue ser um bom performer a nível individual e se apostarem nele, pode perfeitamente ser um bom mid carder para os títulos USA e IC.

  4. Sorlei Rui Oltramari - há 2 anos

    Kidd é um excelente wrestler e, agora que lhe estão dando mais espaço, está mostrando que tem algum carisma, não sendo mais apenas mais um wrestler que só tem habilidade de sobra e que não teria chances mais a frente. Lembro-me de quando todos reclamavam que eram caras como esse que deveriam ser mais bem utilizados e finalmente estão lhe dando algum valor, cortesia do NXT.

  5. JPcortes - há 2 anos

    ele e cesaro sao uma tag com taaaaaanto talento, capazes de proporcionar lutas otimas, espero ver eles sendo bem utilizados nesse ano

  6. Galloway - há 2 anos

    Esta equipa que faz com o Cesaro é ouro.

    Mas infelizmente parece-me que será um acaso, e não a vão aproveitar.

  7. Vinícius Moreira - há 2 anos

    Lembro-me que era um dos favoritos na Ladder Match do Money in the Bank, belo wrestler, tem potencial, só não é aproveitado, como vários outros

  8. danielLP21 - há 2 anos

    Nunca, nunca!, vou conseguir compreender como acabaram com os Hart Dynasty tão rapidamente. É uma daquelas decisões de bradar aos céus.

    Tenho esperanças nesta nova equipa. Se impressionarem, vão ser campeões ou andar na rota dos títulos.

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