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The People’s Elbow #90 – Chosen One

Drew McIntyre fez a sua aparição inaugural pela TNA durante a sua rota britânica, ele que, a 12 de Junho de 2014, viu o seu contrato rescindido pela WWE.

É esse seu passado recente que vai ser transposto para o papel, isto é, será o assunto deste artigo, desde que era o escolhido até passar a ser praticante de Air Guitar.

Andrew Galloway iniciou os treinos aos 15 anos de idade pela Frontier Wrestling Alliance, tendo dado continuidade à sua carreira na Escócia, país no qual nasceu, e na Inglaterra.

Cedo se tornou regular na British Championship Wrestling, Irish Whip Wrestling e Insane Championship Wrestling, onde encontrou o sucesso e venceu os títulos de topo.

Feito o circuito independente pelas Ilhas Britânicas, mudou-se para os EUA no ano 2007, onde faria lutas de exibição pela World Wrestling Entertainment contra Sheamus.

A 12 de Outubro, teve a sua estreia televisiva, aparecendo numa caracterização de face e fazendo-se acompanhar por Dave Taylor.

No ano novo, foi movido para a brand vermelha, só que, depois da vitória sobre Charlie Haas a 4 de Janeiro, desapareceu, passando temporadas nos territórios de desenvolvimento.

No final de Agosto de 2009, retornou à brand azul, estabelecendo-se sob a forma de vilão, atacando R-Truth, usando o seu novo finishing move – Double Arm DDT.

A 25 de Setembro, Vince McMahon introduziu-o como o futuro por ter assinado pessoalmente. No evento Hell in a Cell, derrotou R-Truth usando o seu finisher.

Enfrentou-o de seguida para representar o seu programa no Bragging Rights e teve breve feud frente a Finlay, saindo superior de todos os encontros.

No Survivor Series, teve lugar na equipa do Miz para o tradicional confronto de eliminação, pertencendo ao lado dos vitoriosos e dos resistentes, eliminando Evan Bourne e Matt Hardy.

Mais tarde, derrotou John Morrison, pondo-se na fila dos pretendentes ao seu Intercontinental Title no TLC, que seria o seu primeiro campeonato na WWE.

Reteve o título contra o Mister Starship Pain e o Big Red Monster através de tácticas manhosas. O seu recorde invicto acabaria na luta de qualificação para o MITB contra o Devil’s Favourite Demon, a 26 de Fevereiro, mas o Chairman forçou o General Manager Teddy Long a expurgar o desaire.

Aconteceria igual sobre Matt Hardy, qualificando-se para a Ladder Match diante de lutador local. A 19 de Março, não houve salvação possível sobre o Dead Man.

A sua estadia foi sendo ilustrada a cores distintas, preenchendo a paleta de tonalidades ora coloridas ora negras. Tendo menos de 25 anos, gostei bastante que fosse aproveitando estrelas estabelecidas para desbravar terreno.

O truque de génio viria a seguir, pois não é toda a gente que se pode gabar de ter sido escolha do patrão, tendo protecção assegurada.

O sotaque, o visual, a agressividade, a postura egocêntrica e aquele vídeo de entrada fazia ditar algo promissor a sair dali.

O passo seguinte seria fazê-lo disputar o cinto Intercontinental e a jogada deu certo. No entanto, não sendo isso suficiente, foi o ver se te avias para reservar lugar noutros desígnios que não apenas a defesa do seu objecto de culto.

Se não havia verniz que estalasse por qualquer dos seus adversários anteriores perder para ele, a Big Red Machine não podia ficar beliscada.

Presença indiscutível nos MITB e tendo já perdido por batotice contra ele, não deu segunda hipótese, e aí veio Vince McMahon acabar de polir a sua jóia.

Concordo que isto reavivou a tal história interna, mas então, sendo o resultado apagado, deveria ter sido revertido e ele ir directo para a luta de escadote.

O actual ajudante da Autoridade teria outras soluções para se infiltrar na batalha pela pasta, o eleito é que não podia ficar de fora.

De costas largas por causa da influência sindicalista, pendeu-se para o exagero, porque se o “Diabo Vermelho” reivindica cuidados na preparação de storylines onde está envolvido, o opositor para o qual tornar-se-ia a repetir este passar da borracha sobre o erro era Matt Hardy.

Tendo eu respeito e consideração a esse senhor, não posso engolir que o seleccionado para ser o futuro da empresa só se consiga apurar perante atletas locais.

Não, não esqueci que ele era heel e que isto fazia parte da estratégia, só não acho que isto eleve a sua alcunha, porque afinal de contas estava a ser perdedor.

Este desenlace evidenciou a falta de escrúpulos que tivera desde a conquista do cinturão, o que devia ter passado com ligeireza e não ter sido acentuado.

Se ele iria poder continuar a fazer o que quisesse e passar incólume, mais rápido cada pessoa se recordaria do polegar nos olhos dos oponentes para prosseguir campeão.

Isso era algo que deveria ter passado despercebido, seria a simbiose entre qualidade e esperteza; desta maneira, não ganhava senão na secretaria.

Quando se quis apertar o corrector sobre a borrada, lá veio o Phenom determinar que havia objectivos inalcançáveis e inofensivos a qualquer isenção laboratorial.

Durante uma sucessão de tempo, atacou o mais velho dos Hardy até ser despojado do seu título e suspenso pelo Theodore Long, a 7 de Maio, tendo o presidente decretado a sua reinserção, opondo-se à autoridade do Playa e desenvolvendo tensão entre ele e McIntyre.

No Over the Limit, viu-se destituído do ouro, o que o fez voltar-se para a sua relação com o dono da instituição para humilhar o Gerente Geral.

Tapando a visão para não verificar que a sua maior preocupação era importunar uma figura que não é sequer Wrestler ao invés de ir atrás do que lhe foi tirado, até apreciei esta zanga.

Afinal, estava este sujeito indignado contra a corrupção de que vinha sendo elaborado o seu percurso e precisava de voltar a assentar os pés no chão.

Quando se é aliado do tipo mais poderoso, ter-se-à os meios necessários para espezinhar os defensores das leis justas, e foi isso que ele fez.

A 21 de Junho, a facção Nexus atacou e removeu Vince McMahon da TV por período prolongado, terminando o tratamento especial que este lhe fornecia.

Após perder para Matt Hardy, a 25 de Junho, foi informado pelo Theodore Long de que o seu visto de trabalho tinha expirado e que seria deportado, storyline baseada na realidade.

Reinstalado, continuou a sua rivalidade contra Hardy, à qual se juntou Christian. Formou aliança com Dashing Cody Rhodes e, a 19 de Setembro, no Night of Champions, capturou o Tag Team Championship.

O título seria defendido contra a Hart Dinasty e perdido para John Cena e David Otunga a 24 de Outubro, dissolvendo a equipa.

Outra vez os novatos amarelos na sua encruzilhada: não bastava ter sido privado do comandante das suas operações, foi devido à relevância entregue à sujeição do líder da Cenation aos pupilos de Wade Barrett que não aqueceu o título à cintura.

A 26 de Abril de 2011, foi transferido para a Raw no Draft suplementar, sendo raras as suas aparições, ficando confinado ao Superstars.

A 15 de Dezembro, derrotou Justin Gabriel, o que lhe garantiu a mudança para a SD, a 30 de Dezembro, sintetizando a sua tensa relação com o General Manager Theodore Long.

Este pressionou-o a fazer-se valer para justificar a aposta, o que teve o efeito inverso e o seu despedimento, tendo o volte-face sido concretizado pelo John Laurinaitis.

Foi incluído na sua equipa para a 12 Man Tag Team Match na WrestleMania, ajudando-o a deter o controlo das duas marcas.

Quando o território da Florida foi reformulado para o NXT, foi inserido no Gold Rush Tournament para coroar o campeão inaugural, no qual perdeu para Seth Rollins nos quartos de final.

Para se candidatar, participou numa Fatal 4 Way de eliminação, sendo eliminado pelo Bo Dallas. A 21 de Setembro, interferiu numa luta entre Heath Slater e Brodus Clay, aliando-se ao ruivo e a Jinder Mahal.

O trio tornou-se conhecido por Three Man Band, não actuando tanto quanto seria seu desejo devido a lesão no pulso, sendo o integrante mais vezes excluído.

Junto a Heath Slater, competiu na “first round” do torneio pelo Tag Team Championship do NXT, sendo ultrapassados pelo Oliver Grey e Adrian Neville.

Tendo anunciado o seu divórcio a 24 de Maio de 2011, foi-lhe dado a ingerir o pão que o Diabo amassou nos largos anos seguintes.

Sabendo-se que a WWE procura exibir imagens nada controversas das vidas diárias dos seus atletas, os arrufos e escândalos da sua histérica mulher tiveram-no como único destinatário.

De competidor ocasional a só poder vangloriar-se de sobrepor-se a anões, do baixar de orelhas para Theodore Long à integração numa banda da qual foi o menor dos instrumentistas e não o solista, nada lhe correu de feição.

A 27 de Julho, após a despedida de Stanford, voltou a aparecer na Insane Championship Wrestling e debutou pela Evolve. Já neste ano, competiu no torneio pelo título mundial da International Wrestling Federation, avançando para as finais onde enfrentou Chris Hero e Brian Cage.

A 29 de Janeiro, durante as filmagens do Impact, fez a sua estreia surpreendente pela Total Non Stop Action, tendo entretanto derrotado MVP.

Perto dos 30 e tendo tudo o que era preciso para ser dos principais na maior dinamizadora dos Sports Entertainment, procurará agora a felicidade no local que é considerado o covil dos dispensados da concorrente, mas que nos ofereceu EC3 que era qualquer coisa Bateman.

Não vendo o produto da Dixie Carter, ela não é parva e saberá fazer bons sumos desta fruta desperdiçada. Foi o texto de hoje, Segunda-Feira há mais!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “The People’s Elbow”. Nascido a 25/2/90 na margem Sul, fã desta modalidade desde 2009.

8 Comentários

  1. Galloway - há 2 anos

    Excelente texto sobre o Chosen One, realmente uma pena que tenha saído da WWE tão cedo, podia ter sido alvo de uma “reciclagem” como outros já foram, mas optaram por essa via, mal, na minha opinião.

    Espero que o Drew se dê bem na TNA e mostre todo o seu talento nessa companhia, e que siga as pisadas do EC3, que tão bem referiste (Derrick Bateman, cujo pro na NXT foi o Daniel Bryan).

  2. Ygor - há 2 anos

    Excelente artigo,pra mim ele tinha tudo para ser um dos 3 top heels da empresa mais como já normal na WWE ele não foi bem aproveitado assim seja eu espero uma ótima caminhada na TNA.

  3. Tunes9 - há 2 anos

    Excelente artigo, adorei.

    O Drew McIntyre tem um enorme talento e tinha um potencial interessante na WWE e eu gostava bastante dele e achava que ele ia ser um Main-Eventer de sucesso mas algo se passou no backstage porque de repente passou de ascensão para declínio e de “Chosen One” (desde da “gimmick” de qualidade que encaixava bem nele à theme de entrada simplesmente brutal) passou a ser um “jobber” e depois nunca mais foi aproveitado e em vez de “recicla-lo” decidiram despedi-lo e acho que cometeram um erro mas desejo-lhe sorte na TNA e espero que triunfe e quem sabe se não poderá regressar um dia à WWE, para veres o quanto o aprecio ele até começava a ser o meu lutador preferido dos novos talentos a full-time (na altura) e eu tenho um gosto especifico e único no que toca à WWE e neste momento é o Rollins quem me entusiasma, mas enfim.

    Bom trabalho Miguel Rocha. :-)

  4. Sorlei Rui Oltramari - há 2 anos

    Bom artigo, Miguel!
    Realmente, o McIntyre tinha grande potencial e acabou sendo desperdiçado. Espero que na TNA tenha sucesso.

  5. The_Wolverine - há 2 anos

    Otimo artigo, lendo ele eu vejo que este é o futuro do Seth Rollins infelizmente ‘-‘

  6. Don_Ricardo_Corleone - há 2 anos

    Confesso que sempre fui fã da gimmick como a que ele tinha nos 3MB e sempre achei que aquilo poderia ter sido usado numa comédia mais séria, ao estilo DX, nos videojogos crio sempre uma gimmick daquele género do roqueiro bad-ass, um misto de Shawn Michaels nos DX, Mötley Crüe e “American Bad-ass” Undertaker. Também acho que os 3 membros tinham capacidade para chegar longe, o Drew no main event e os outros no mid-card, pelo menos. Infelizmente sou dos poucos ou o único com essa opinião.
    Contudo sou também fã do “Chosen One” e vi ali mais um dos casos absurdos da WWE a investir como uns malucos num wrestler e do nada desistir, não porque ele tenha falhado mas porque sim. Depois falam do “brass ring”…Se desistem deles ninguém agarra o brass ring…Não é preciso ser um génio para perceber isso.
    Infelizmente até a THQ sabia bookar o Drew melhor que a WWE, aquela ideia da stable United Kingdom era excelente.

  7. danielLP21 - há 2 anos

    Excelente artigo.

    O Drew era um dos wrestlers mais talentosos que a WWE tinha. Foi indecente o que fizeram com ele. Espero que tenha todo o sucesso na TNA, porque bem o merece.

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