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The People’s Elbow #93 – Ryder on the Storm

Zack Ryder retornou a 25 de Janeiro de 2015 no Royal Rumble, sendo eliminado pelo Bray Wyatt, e teve duas vitórias no Superstars e Main Event de 6 e 7 de Março, o que dirigiu muita gente a estes lados de propósito para fazer a festa e invocar o push que lhe escapa.

Na sua escassez de presenças, é natural que se celebre, só que julgo que não é isto que trará de volta os dias de sol que já experienciou, estando cá eu para os recordar e para assentar os pés na terra quanto às tempestades das quais não se livrará tão prestes.

Matthew Bret Cardona estreou-se pela NY Wrestling Connection em 2004, lutando ao lado de Brian Joseph Myers pelo circuito independente e WWE.

A 24 de Fevereiro de 2006, assinou contrato de desenvolvimento pela World Wrestling Entertainment, contudo, a sua primeira aparição havia sido a 21 de Abril de 2005, quando foi jobber para Matt Morgan.

Na Deep South Wrestling (Geórgia), o duo foi renomeado como Major Brothers, ganhando o Tag Team Championship aos Untouchables (Deuce e Domino), perdendo-o para os Urban Assault.

Tornar-se-iam campeões pela segunda vez, derrotando a Samoan Team e os Blue Blood (Dave Taylor e William Regal), antes de serem movidos para Ohio, vencendo o Southern Tag Team Championship.

A equipa passou para o main roster, trabalhando na ECW, até o Draft de Junho de 2007 os posicionar na brand azul, na qual, a 9 de Novembro, receberam uma luta pelo Tag Team Championship através de Battle Royal, não tendo o efeito desejado.

No Armageddon, vestidos igual a Edge, interferiram na luta pelo World Heavyweight Championship, ajudando-o a garantir o título e tornando-se heel pela primeira vez nas suas carreiras.

A 21 de Dezembro, foram revelados como os contactos feitos pela General Manager para mexer os cordelinhos a favor do seu amor e referidos pelos comentadores JBL e Michael Cole como Rated-R Entourage.

Tendo trocado de nome para Zack Ryder e Curt Hawkins, o grupo aliou-se ao sobrinho de Eddie Guerrero, Chavo, dominando as storylines azuis sob a designação La Família.

A 20 de Julho, no Great American Bash, capturaram o Tag Team Championship do Miz e John Morrison, numa Fatal 4 Way que contou com Jesse e Festus e Finlay e Hornswoggle.

No SummerSlam, a facção começou a abrir fissuras e os dois passaram a aparecer por si próprios e, a 26 de Setembro, perderam o título para Primo e Carlito na sua primeira defesa televisiva.

A 15 de Abril de 2009, como parte do Draft suplementar, Ryder voltou para a ECW, separando-se.

Tendo sido a equipa mais nova a deter o troféu, isso de pouco adiantou, a sua vitória não quis dizer nada e lá se foi cometer a estupidez de extingui-la.

Ele estava junto a Curt fazia anos e, se é certo que a sua proeminência foi alcançada ao lado do Derradeiro Oportunista (e, porque não dizê-lo, de Chavo), não havia necessidade de acabar.

A dada altura a história de andar a cobrir as costas da Estrela Irreverente teria de ser encerrada, bastava a WWE achar o passo seguinte para eles poderem continuar.

A estratégia foi a contrária e fê-los caminhar para o matadouro das boas parcerias e da descredibilização nas ligas singulares: pôs-se para ali o Draft e estava a coisa resolvida.

Antes de tudo, o Draft deveria funcionar para esta divisão como uma unidade – para onde um fosse, o outro ia atrás – e não como fórmula arcaica e preguiçosa de despachar assuntos aborrecidos.

Acerca da sua nova caracterização à Jersey Shore depois que parou de constituir dupla, disse que precisava de alterações, algo diferente de pertencer aos Edge Heads.

Por isso, cortou o cabelo e passou a retratar a sua personalidade real.

A 5 de Maio de 2009, fez o seu retorno à ECW, num segmento de bastidores com a Gerente Geral Tiffany, usando o cabelo curto, óculos de sol e fita na cabeça, demonstrando-se arrogante e maior frequência de catchphrases, poses e sinais manuais de Long Island.

A 7 de Maio, no Superstars, perdeu para Finlay e, a 15 de Setembro, mereceu a candidatura ao ECW Championship por via Battle Royal, perdendo para o campeão Christian.

Rosa Mendes tornou-se sua valet e ele feudou contra Tommy Dreamer, forçando-o a abandonar a companhia a 29 de Dezembro. Em Fevereiro de 2010, aquando do final da ECW, foi para a Raw.

No episódio do Superstars de 25 de Fevereiro, derrotou Primo e, a 1 de Março, perdeu para MVP a qualificação para o MITB.

Na WrestleMania 26, participou da 26 Man Battle Royal, sendo o último eliminado pelo vencedor Yoshi Tatsu. A 27 de Maio, no Superstars, obteve vitória sobre Evan Bourne.

Na Raw Viewer’s Choice de 7 de Junho, foi votado para, acompanhado pelo Miz, derrotar R-Truth e John Morrison e, na semana seguinte, teve uma USA Title Shot, perdendo a Fatal 4 Way.

Meses mais tarde, numa tentativa de Sheamus de circundar a política de defesas do título a cada 30 dias, foi-lhe dada uma luta pelo WWE Championship que durou 11 segundos.

Durante esta altura, foi mentor de Titus O’Neil na segunda temporada do NXT, eliminado a 29 de Junho e, a 27 de Julho, perdeu contra Percy Watson.

Pelo resto do ano de 2010, foi mais utilizado no show Superstars e conquistou o Slammy Award para “Most Annoying Catchphrase”.

O que é que eu dizia? Se ele, que apoiou a transformação, pensasse sequer o que aí viria, ter-se-ia deixado estar quietinho!

O seu maior feito foi ter indicado a porta de saída ao chato ECW Original, o que não teve qualquer consequência porque não se quis saber disso.

A seguir a ter sido o eleito do Guerreiro Celta para evitar burocracias, teve o descaramento de ir ser Pro no NXT! O que tinha ele para ensinar quando até o aprendiz de Eddie Murphy fez chacota dele?

Subvalorizado, ficou insatisfeito e começou a explorar vários sites de índole social na Net, para que pudesse estabelecer uma legião de seguidores que o ajudasse a elevar o seu estatuto.

Iniciou uma série no Youtube chamada “True Long Island Story”, que cedo acolheu boa reputação e uma dedicada claque. Apesar de não aparecer na TV, a sua panóplia de T-Shirts esgotou e as audiências incentivaram os cânticos “We Want Ryder” nas Raw e no PPV Capitol Punishment.

A popularidade levou-o a fazer mais aparições entre Abril e Junho e a ter segmentos com o John Cena. A 16 de Junho, no Superstars, foi confirmado o seu face turn, ao derrotar Primo.

A 29 de Julho, foi apontado como assistente de Theodore Long, permitindo-lhe margem de manobra tanto na Raw quando na SD. A 19 de Setembro, ganhou uma Non Title Match ao USA Champion Dolph Ziggler.

https://www.youtube.com/watch?v=wtJT2L1wGPM

Receberia oportunidades pelo título na semana seguinte e no Vengeance, ambas frustradas pela interferência de Swagger.

Foi main event da Raw pela 1ª vez a 7 de Novembro, sendo o parceiro de John Cena no duelo contra Miz e R-Truth. Perderia frente ao Mister Hustle, Loyalty and Respect a chance de disputar o cinturão principal, todavia, este esbanjaria as alíneas da estipulação para que ele pudesse ter uma segunda hipótese.

Devido à interferência do Mister Never Give Up, levou de vencida o World Heavyweight Champion Mark Henry numa No Disqualification, o que lhe assegurou a batalha pelo cinto dos EUA no TLC.

Aí, escancarou-se a janela para o tão ambicionado 1º triunfo individual e para os compromissos que dele resvala.

https://www.youtube.com/watch?v=WxNkhHZZIWw

Acedendo ao nosso PC, temos todo um mundo por descobrir: a Internet permite fazer os download, bisbilhotar vídeos caseiros na vertical e conhecer as maravilhas do Wrestling.

Ryder aproveitou estas tecnologias e funcionalidades para se pôr a par das novas tendências de auto promoção, algo que estava difícil de poder ser feito no local que ele desejaria.

Pioneiro nestes moldes então por desvendar, viu-se declarado campeão da Internet, o que não o beliscou e teve certa graça, para lá de mensagens e recados nas entrelinhas.

https://www.youtube.com/watch?v=r_OKOYUkBQE

Por muito que a comemoração da sua fortuna tenha sido singela, aquilo iniciou-se da pior maneira, que foi ter sido carregado pelo caridoso defensor dos fracos e oprimidos.

Ele tinha o público a puxar por ele, não precisava de ter porta-voz e o que ficou a parecer é que só tinha sido atracção principal de determinadas Raw por causa do sonante líder da Cenation.

Este nunca perderia por manipulação, então, toca a reverter o sucedido no ringue: ganha, caga nisso e dispensa cobrir a cintura de dourado pela milésima ocasião para que aquele fraco combatente possa usufruir dos seus 15 segundos na ribalta.

Descontente por não ter sido misericordioso o suficiente, subiu ao tapete e fez gato-sapato do World’s Strongest Man, não fosse isso tarefa hercúlea para aquele pobre ser.

Estava patente que teria de existir palhaçada para que pudesse ocorrer algo que ia contra a vontade dos guionistas, portanto, vá de vincar que aquela criatura nunca ganharia ao santo padroeiro John Cena e que por milagre seria posto no altar que tanto procurava.

Chegada a noite do evento, não se quis entornar a sopa que tanto demorou a preparar, pena que o cozinheiro tenha sido outro.

Já que estou virado para o Master Chefe, a partir daqui a refeição azedaria e ficaria intragável.

Deu as boas vindas a 2012 tentando romance com Eve numa storyline romântica e, sendo amigo de John Cena, virou alvo da Big Red Machine, que o atacou por diversas ocasiões.

A 16 de Janeiro, devido a lesão nas costelas sofrida às mãos do Devil’s Favourite Demon, perdeu o ouro para Swagger, não tendo desforra.

Numa cadeira de rodas, viu Eve beijar o seu “padrinho”, confrontando-o apenas para ser despejado qual saco do lixo palco afora pelo Big Red Monster.

Enquanto estava ausente, Eve consolidava o heel turn quando revelou nunca ter gostado dele senão para fins de publicidade e, no seu retorno a 5 de Março, ela tentou disfarçar as suas recentes acções ao seduzi-lo. Juntou-se ao colectivo de Theodore Long para determinar o Gerente Geral das duas marcas na WrestleMania, sendo distraído por ela, custando-lhe a disputa.

Falhou a sua vingança perante Kane, sendo batido no Pré-Show do Over the Limit, adocicando esse sabor ao eliminá-lo duma 20 Man Battle Royal no especial Great American Bash.

No Pré-Show do Night of Champions, a 16 de Setembro, tornou-se Nº 1 Contender ao USA Championship, não o capturando de António Cesaro.

No Main Event, entrou no torneio para decidir os candidatos aos títulos Tag Team com Santino Marella, avançando até às Semifinais, sendo eliminados por Cody Rhodes e Damien Sandow.

Foi classificado nº 1 pelos analistas do Pro Wrestling Torch no “Top 10 Crashing Stars of 2012”, notando que era, outra vez, jobber.

De facto, nunca lhe foi permitido desenvolver a sua personagem e ficou instalado naquela feud terrível, não tendo atenção dos criativos.

Teve de perder o seu precioso objecto para vender a gravidade dos ataques, algo que fez a contragosto: só à terceira Gutwrench Powerbomb é que a coisa se deu, o que poderia ter sido caso sério de desrespeito.

A revolta devia ser gigante, o espírito no balneário tinha-se quebrado, o desafio de todas as expectativas esmagado. Quando o melhor que se poderá contar daqui são os Cobro é porque muitas ilações e conclusões estão por retirar.

Foi aparecendo no Superstars e perdendo todos os seus confrontos na Raw e SD. No Royal Rumble 2013 (o seu único PPV do ano), foi eliminado após 2 minutos.

Mestre das Battle Royal, não conseguiu ganhar 3, sendo elas o Memorial a André the Giant, pelo USA Title e pelo Intercontinental no Battleground.

Aos 29 anos, e tendo sofrido de cancro, não será este o degrau mais árduo de ser superado, não estando eu, apesar disso, a percepcionar qual o pretexto para trazê-lo de volta.

Não é de todo provável que haja reajustes e a dispensa poderá estar ao virar da esquina, o que teria sido evitável para Curt se se tivesse reunido aquilo de que as pessoas estavam à espera.

É tão evidente de que se queria a reunião que quando a Internet Sensation se desleixou quanto à densidade capilar foi logo abordado se não estaria a readoptar o visual dos Major Brothers.

Woo Woo Woo, Segunda cá vos aguardo, queridos leitores!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “The People’s Elbow”. Nascido a 25/2/90 na margem Sul, fã desta modalidade desde 2009.

3 Comentários

  1. reigns one versus all - há 2 anos

    Excelente artigo.
    Para mim o ryder nao era grande coisa.
    nao conhecia muito bem a carreira dele.
    podia ter sido melhor aproveitado.

  2. *best in the world* - há 2 anos

    O pah, preferia ver este gajo como campeao intercontinental do que dolph zigller ou dean ambrose.

  3. The Beast - há 2 anos

    Um Gajo que tem talento mas foi pouco aproveitado.

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