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Top Ten #118 – Reinados mais curtos na WWE

Bem-vindos a um novo Top Ten! Aconteceu mesmo. A Nikki Bella conseguiu mesmo reter o Divas Championship e tornar-se a Campeã com o reinado mais longo, ultrapassando o reinado de AJ Lee no Raw. Caiu mal a muitos que não vêem Nikki como merecedora, acharam o seu reinado desinteressante, pouco activo e a sua personagem muito instável. A sensação de que o título apenas importava nestes dias em que se aproximava do recorde. Com toda a razão que possam ter, já aconteceu, já está feito.

É um enorme feito conseguir um reinado bem longo e acaba por ter mais valor e prestígio que muitos reinados, porque nem se sabe que tipos de reinados podem estar entre esses. Um marco numa carreira. Mas isso é demasiado bonito aqui para o Top Ten. Fixe para aqui são as humilhações de reinados ridiculamente curtos. Olhemos aos reinados mais curtos e embaraçosos que consegui recolher. Talvez uns merecessem mais, talvez outros nem isso, digam vocês. Esperam aqui aqueles reinados em que se ganha o cinto num dia e perde-se no dia seguinte? Pensem outra vez!

10 – Dean Douglas, Intercontinental Champion, 11 minutos

Shane Douglas até é um senhor familiarizado com títulos e reinados históricos, sendo ele o homem por trás da “shoot” trabalhada em segredo que enterrou o título da NWA e o transformou no título da ECW, inaugurando oficialmente a Extreme Championship Wrestling, em vez da mais pobre Eastern. Já aí tem um marco importantíssimo. Mas infelizmente para ele, nunca conseguiu algo que andasse perto, muito menos no seu regresso à WWE em 1995. Já vinha com uma gimmick pouco convincente de professor universitário – aquilo a que chamam lá um “dean” que aqui se pode traduzir como um decano – e gostava de ensinar e educar outras estrelas e até tirava apontamentos dos seus adversários. Em alguns aspectos, não era muito diferente de um Matt Striker de há dez anos atrás. Mesmo com essa gimmick e com a pouca fé que a companhia pudesse ter num ex-WWE que andou por outras companhias pelo meio, ainda lhe deram uma amostra de reinado como Campeão Intercontinental. Que ele nem ganhou sequer. Ele ia enfrentar Shawn Michaels pelo título no In Your House 4 e simplesmente foi premiado com o cinto devido à desistência de Shawn Michaels, por consequência de lesões. Mas não ia ficar assim e nessa mesma noite já tinha que defender o título que “vencera” contra Razor Ramon que o derrotou numa dúzia de minutos, nem isso. Mais um punhado de aparições até ao final desse ano e lá iria ele à sua vida – de volta à ECW – levando aquele embaraçoso episódio no currículo. E pode-se dizer que nada mais, por acaso.

Nota: 11 minutos também é o tempo que se conta do primeiro reinado de Dolph Ziggler como World Heavyweight Champion em que ele também foi premiado por Vickie Guerrero, após um “despedimento” do Campeão Edge, por utilizar o Spear quando este estava banido. Edge foi “recontratado” por Teddy Long e recuperou o seu título quase no mesmo tempo. Nenhum ganhou o título verdadeiramente e ambos perderam-no de imediato. A escolha de um sobre o outro foi simplesmente para apresentar algum caso menos recente que talvez não conheçam tão bem.

9 – John Cena & The Miz, WWE Tag Team Champions, 10 minutos

Não tenho problemas em admitir que até sou fã de The Miz – agora outra vez, houve ali uma fase apagada. E tenho ainda menos problema em admitir que era um enorme fã de Miz na altura em que ele era WWE Champion. E um dos meus momentos favoritos foi a sua Road to Wrestlemania – o combate é que foi o que foi – em que ele conseguia o “own” a Cena todas as semanas, de forma diferente. Um dos casos mais peculiares deu-se quando foi forçado a fazer equipa com John Cena, com uma oportunidade pelos títulos Tag Team detidos pelos infames The Corre – Heath Slater e Justin Gabriel. Qual não foi a surpresa quando Miz brilha, domina e, com a maior das facilidades, ganha os títulos perante um embasbacado e confuso Cena que acabava de ganhar um título às custas de Miz, com quem tinha que o partilhar. Coisas esquisitas que aconteciam em pleno Raw. Mas os Corre não estavam satisfeitos e Wade Barrett, o líder, recorreu ao rematch logo de imediato e teve consentimento do GM anónimo. O combate aconteceu e já foi mais longo. Com o relógio perto de barrar os dez minutos, Miz surpreende e trama Cena com um Skull Crushing Finale que o faz perder os cintos que voltavam para a posse dos The Corre, enquanto Miz se retirava de sorriso matreiro. Na semana seguinte, anunciou a verdade: ele ganhou os títulos e o John Cena perdeu-os. Por onde anda este Miz?

Outra nota importante: Está aqui o registo e podem recordar para verificar: Heath Slater com um pin sobre John Cena. Ah pois é.

8 – Chris Jericho, Intercontinental Champion, 8 minutos

Pronto, até podem olhar para este e achar que ele nunca ficou mal servido no que diz respeito àquele cinto. É verdade, como recordista daquele cinto, não é este reinado que o enterra. Mas fica ali de forma esquisita na colecção. Temos que recuar a 2003 e isto data da altura em que acabava a equipa com Christian. Já ambos rivalizavam com Rob Van Dam pelo seu título Intercontinental e Y2J teve a sua oportunidade one-on-one num episódio do Monday Night Raw. Acontece que Jericho andava a dar-se com más companhias na altura e pôde usufruir de uma distracção de Eric Bischoff para que o árbitro não visse RVD a alcançar a corda quando se viu preso num Walls of Jericho. Tal permitiu Jericho retomar a manobra no meio do ringue e obrigar o Campeão a desistir, dando o cinto a Chris Jericho. Mas como isso não estava certo e havia contas a ajustar, o rematch seria imediato. E de modo a evitar distracções exteriores: ambos ficaram presos numa jaula! Aí fez-se então a justiça e Van Dam escapou da jaula para recuperar o seu título. Jericho ficou com um reinado que aproximou os tais 8 minutos. E é verdade, ele compensou bem e já tirou a barriga da miséria por muitas vezes depois disso.

7 – Jillian Hall, Divas Champion, 5 minutos

Pois é, a malta por aí a resmungar o recorde da Nikki e nem pensam em como se sentirá esta desgraçada. Ainda o Divas Championship era relativamente novo, a Campeã era Mickie James e apenas tinham existido duas outras Campeãs anteriores a ela – a inaugural Michelle McCool e Maryse – quando ali por alturas de Outubro de 2009, Jillian Hall torna-se candidata ao título. E em pleno Monday Night Raw, para choque e abalo de todos, vence Mickie James – com uma pequena grande ajuda das cordas – e torna-se Divas Champion. Nem teve tempo de festejar. É interrompida pela anfitriã convidada, a apresentadora Nancy O’Dell, que apresenta uma Diva recentemente transferida do Smackdown: Melina. A já ex-Women’s Champion obtém ali um campeonato na hora que nem um Randy Orton e, em menos de 5 minutos, tira o título a Jillian Hall, que mal o pôde saborear. Saiu em 2010 e, é verdade, foi o único título que levou consigo no seu historial.

6 – Daniel Bryan, WWE Champion, 4 minutos

Ah que este estava a saber tão bem. No SummerSlam de 2013, Daniel Bryan tinha um tão merecido combate contra John Cena pelo WWE Championship e a malta estava toda a salivar. O combate sai impecável e, para pasmo de todos, sai o pin mais ridiculamente limpo que se poderia conseguir sobre o Cena. A malta entrou em êxtase. O suficiente para se esquecer que havia algo a prever. Triple H, como árbitro, era um apoiante de Daniel Bryan mas sabemos que eles gostam de twists. Um certo gajo tinha uma mala que podia trocar pelo título sem que o público gostasse muito. A malta estava tão tola que nem pensou nisso. Quase sem tempo para festejar, Randy Orton, o tal homem da mala, aparece com planos e é mesmo Triple H quem o trama com um Pedigree e permite a Randy fazer o cash-in e retirar-lhe o título. O tão aguardado reinado de Daniel Bryan como WWE Champion? Durou aí uns 4 minutos. Mas qual é pior? Ser tramado por isto ou por lesões?

5 – John Cena, WWE Champion, 3 minutos

Ah pois, a brincar a brincar e o SuperCena, o imbatível, já aparece aqui neste Top Ten pela segunda vez. Surpreendente? Nem por isso, é por coisas destas que ele já se aproxima do recorde de Ric Flair em metade do tempo que o Hall of Famer o conseguiu. Tirou esse benefício de ser vítima dos títulos saltitantes que assombraram os bookings da WWE em tempos recentes. No Elimination Chamber de 2010, Cena voltou a completar a proeza de sair vencedor desse brutal combate, algo que ele ainda viria a repetir. Conseguiu sair por cima de estrelas como Ted DiBiase, Kofi Kingston, Randy Orton, Triple H e o WWE Champion Sheamus. Já se sabe o tipo de pêra doce que não é participar na Elimination Chamber e Cena era um azarado em vencê-las e levar com alguém encima. Mas desta vez não era Edge com a primeira mala Money in the Bank, era Batista que vinha recompensado por Vince McMahon por ter atacado Bret Hart como parte da rivalidade entre os dois velhotes. Foi rápido e Cena estava demasiado vulnerável. Numa chocante viragem de eventos, Batista saiu daquele Elimination Chamber como WWE Champion e Cena conseguiu dali um reinado de cerca de 3 minutos.

4 – Jeff Hardy, World Heavyweight Champion, 3 minutos

Mais coisa, menos coisa, foi o mesmo tempo que o anterior. E o cenário também é semelhante mas com mais justificação. Envolve o lutador a vencer o título após um combate bastante físico que o deixa vulnerável e alguém aparecer para se aproveitar disso e lhe retirar o título recém-obtido. Em vez de John Cena era Jeff Hardy, alguém que parecia encaminhado para se tornar um Cena V2 mais rebelde. Em vez de Sheamus, o Campeão era alguém já famliarizado com o oportunismo, Edge. Em vez da Elimination Chamber, era um outro combate onde também já tinha imensa experiência e era bastante perigoso, um combate Ladder que aconteceu no Extreme Rules de 2009. Em vez de Batista, era um amigo dele, um tal de CM Punk. E em vez de uma prenda de Vince era mesmo a maldita mala Money in the Bank que permitiu a Punk capitalizar. Hardy não foi abaixo com facilidade mas nada que lhe ajudasse a manter o título. Nem sequer a prolongar-lhe o reinado que ficou ali a rondar os 3 minutos. Cenários semelhantes estes quatro aqui seguidos. Não mudam muito os métodos de obter o título mas mudam os performers. Daí que os sabores sejam sempre diferentes para os fãs…

3 – Yokozuna, WWF Champion, 2 minutos

Shenanigans à Hulk Hogan tão más que até dá vontade de apagá-las da história. E parece que realmente andam a ver se fazem isso. De todo aquele fiasco que foi a Wrestlemania IX, podia haver um main event que se safasse com o WWF Champion Bret Hart a defender o título contra o vencedor da Royal Rumble Yokozuna. Já pode dar para torcer um pouco o nariz por Yokozuna necessitar de vencer de forma suja quando era um Heel monstruoso imparável até então, mesmo que fosse com Bret Hart. Mas o pior vinha depois. Quem vem ajustar contas é Hulk Hogan que tinha tanto a ver com isto como eu tenho a ver com a primeira encarnação dos nWo – com a segunda já nem sei. Só por ser o Hogan, o justiceiro. Caldo entornado quando Mr. Fuji o desafia para um combate pelo título naquele momento. E Hogan ganha numa questão de segundos. Lembram-se de um tal Heel monstruoso imparável que ninguém tinha conseguido sequer levantar do chão antes? Hogan derrotou-o em segundos. Lembram-se desse Heel imparável que não parecia ter limites? Culminou num reinado de cerca de 2 minutos. Porque Hogan. Felizmente ele recuperou o título mas mesmo assim precisou da ajuda de fotógrafos (!!!!) e isto já tinha acontecido. Não precisam de apagar o Hogan da história, deixem-no lá estar. Mas não podem apagar o ano de 1993? Eu nem me importo de não nascer!

2 – Andre the Giant, WWF Champion, 1 minuto e meio

Todos têm um preço, já dizia o outro. Este momento também não envolveu pouca loucura. E, para escárnio de muitos, ainda é o único título grande na carreira de Andre the Giant. Já depois do clássico momento num péssimo combate que se resumiu a um histórico spot – já todos sabemos como foi na Wrestlemania III – as coisas ainda não estavam resolvidas entre o “unstoppable force” e o “immovable object” e chegou a uma aliança entre o gigante e Ted DiBiase. Já vinha má coisa e num episódio de 1988 do The Main Event, Andre the Giant consegue a vitória suja com o árbitro Earl Hebner – irmão gémeo maléfico de Dave Hebner nesta história – a contar um 3 quando Hogan já tinha levantado o ombro. Não era o fim da falcatrua e Andre “vende-se” ao vender o título a Ted DiBiase logo de imediato. Tal reinado de DiBiase não foi reconhecido mas o de Andre sim, ficando a sua “venda” como uma desistência. E deixando o reinado ali pelo minuto e meio. Temos que nos lembrar que gajos a ser tolos nos bookings já é velhinho…

1 – Big Show, World Heavyweight Champion, 45 segundos

Um recorde de orgulho. Sim, já foi em 2011 quando Big Show tinha absolutamente nada a provar e precisava tanto de um reinado – que até chegou a ter – como de truques de câmara para parecer mais alto. Mas foi a forma de culminar a sua rivalidade com o então World Heavyweight Champion Mark Henry. Um Chairs Match no TLC serviu para encher o ringue de cadeiras como auxílio para Big Show finalmente o derrotar e vencer o título – já tinham rebentado um ringue nas tentativas. O problema é que o combate acabou e as cadeiras continuaram ali para Mark Henry recuperar rapidamente e usar as mesmas para se vingar. Era um homem nervoso. E também havia um Mr. Money in the Bank para irritar toda a gente e reduzir aquele reinado a menos de um minuto. Ou então não. Havia Daniel Bryan como Mr. Money in the Bank, para levar toda a gente à loucura. Lá está, é daquelas coisas que variam de um competidor para outro. O certo é que Bryan bem se pôde queixar da vez em que o mesmo lhe aconteceu a ele, mas não foi nenhuma manha que ele mesmo não tivesse utilizado. Só muda a recepção por parte dos fãs, claro…

Mas então qual vos causa mais sarna? Um reinado longo não merecido ou um reinado ridiculamente curto quando é merecido um a sério? Até nem costumo concluir os Top Tens assim com questões mas até achei que esta era pertinente. Podem falar sobre isso para além de comentar estes casos, de quais se lembram, outros que também tenham em mente e se acham que algum destes casos merecia melhor ou se foram boas estratégias de escrita para criar surpresas. Eu fico-me por aqui e agora volto na próxima semana para a edição número 119. Bom saber que durei aqui mais que uns meros minutos. Até lá fiquem bem e que seja um rico Outono para todos!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “Top Ten”.

8 Comentários

  1. Mickiejamesfan - há 1 ano

    45 segundos.
    Só podem estar a gostar.

  2. Dan Lannister - há 1 ano

    Bom top ten.

  3. lunactic - há 1 ano

    Pra mim reinados curtos são aqueles como o edge sempre teve por exemplo, ganhava em um ppv perdia 3 semanas depois, isso pra mim não são reinados são só um devido tempo para promover outro lutador.

  4. winchester - há 1 ano

    saudades desse the miz

  5. AE Guy - há 1 ano

    Curto reinados de todo o tipo curtos, medios e longos. Os curtos por vezes fazem falta para tornar o produto imprevisivel e os longos tambem sao bastante beneficos em varios sentidos.

  6. danielLP21 - há 1 ano

    “Porque Hogan.” :D

  7. you cant see me - há 1 ano

    Excelente top ten. Eu pensava que o big show tinha sido campeão por 10 minutos ou assim,agora 45 segundos. Também não sabia que o andré the giant tinha vendido o título ao ted dibiase.

  8. MicaelDuarte - há 1 ano

    Bom trabalho.

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