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Top Ten #194 – 10 Raros Tipos de Combate

Bom, cá está mais um Top Ten. Um PPV já lá vai e, daqui a nada, está outro aí. Agora é assim, isto anda depressa. Daqui a nada também se acaba o Verão, já estamos no Natal e eu ainda a mesma miséria que era no início do ano. Mas onde raio quero eu chegar, que introdução é esta? Para nada, é melhor deixar o pânico de lado e avançar.

A referência que interessa estará no tal PPV que nos trouxe de volta um combate que apenas tínhamos visto um par de vezes. O infame Punjabi Prison que, se calhar até estou sozinho nisto, mas até conseguiu ser mais interessante que o que esperava. Assim que passou aquela fase inicial chata de corridas até às portas e a coisa começou a ficar mais… “overbooked”, confesso que me prendeu a atenção. Se calhar foi só a mim, mas é pouco relevante. É de sublinhar aqui que é apenas a terceira vez que vemos esse bizarro combate. E neste Top Ten vamos olhar para alguns combates bastante conhecidos que, deixaram de acontecer, aconteceram poucas vezes, mas que não são combates de uma só ocorrência, nem algo de que a malta nunca ouviu falar também. Apenas combates mais raros que aqueles que costumam marcar presença nos mais variados cards.

10 – Flag match

Olha, também tivemos este no passado fim-de-semana! O Battleground pareceu palco de combates raros como um Punjabi Prison, um Flag match ou um AJ Styles vs Kevin Owens relativamente desapontante. Não é o mais comum porque também não é daqueles assim tão entusiasmantes. Afinal de contas é a variação de um jogo de recreio, o jogo da bandeira, só que num ringue e onde se pode impedir o adversário de alcançar a sua bandeira à porrada. Até se encoraja isso, digo eu. Normalmente utilizado naquelas chatas rivalidades patriotas a colocar uma nação contra outra, como se esses povos não tivessem mais com que se ralar. No passado Battleground vimos um entre John Cena e Rusev a trazer duas variações: uma é o conceito acrescentado de que a bandeira deve ser retraída e levada a um pódio no palco de entrada, tornando o combate em duas corridas em vez de uma; a outra é que mesmo para um combate desta categoria, vale usar o 11 de Setembro para o promover.

9 – First Blood

E este aqui eu sei que muitos de vocês, sedentinhos de sangue, queriam ver outra vez. Não deverá acontecer, acalmem-se. Também não é uma necessidade e nunca deveria ser um combate feito regularmente, ao ponto de banalizado. Tira-lhe a intensidade. Porque isto só deveria sair em feuds muito pessoais e violentas. Uma rivalidade em que haja tanto desdém pelo adversário que só está bem quando o vê ensanguentado. Um conceito básico: deixa o adversário a sangrar; quem derramar sangue perde. Devia ser simples mas nem sempre o permitiam e mesmo nisto inventavam manhas de booking. Perguntem ao Hernandez que conseguiu bater Matt Morgan ao esfregar algum do seu próprio sangue nele para enganar o árbitro e vencer ou o lendário Ric Flair que venceu um, por pin fall, ensanguentado. Só ele para conseguir uma dessas. Não esperem por um destes na WWE, onde têm mais controlo sobre o sangue, mesmo que já facilitem um pouco mais, mesmo que com todas as precauções para evitar alguma complicação perigosa. Não é por causa da classificação televisiva, nem por isso. Outras companhias? Talvez tenham sorte. Seus sádicos!

8 – Stretcher match

Combates em que tenha que se colocar o adversário sobre algo ou dentro de algo para vencer, por vezes com o frete de ainda ter que os carregar. Sim, há muitos. Pode ser uma ambulância, que também temos em memória recente – e alguém que diga ao Roman Reigns que atirar-se de cabeça lá para dentro não é a melhor estratégia para vencer – pode ser um caixão, pode ser um caixote do lixo, até mesmo uma carrinha funerária. Não se vê muito de nenhum desses. Mas lembremos, como exemplo, quando se deve colocar o adversário numa maca e empurrá-lo além de uma meta, devidamente delineada no cimo da rampa. É o tipo de combate agendado pela história que o antecede, como quando vemos dois lutadores à bulha pela arena fora, antevemos um Falls Count Anywhere, quando se atravessam muitas mesas, vem um Tables match, quando há muito escárnio e um pin não é suficiente e os competidores são persistentes e afirmam que se levantarão sempre, cheira-se um Last Man Standing, quando têm um rácio de vitórias e derrotas demasiado balançadas, pode dar num 2 out of 3 Falls, quando é Dezembro e alguém se lembra de andar, feito doido, às cadeiradas, lá reviramos os olhos porque aí vem o Chairs match da praxe. Se uma feud envolve muito um gajo a precisar de ser levado de maca, é bem possível que vejamos um combate à volta disso mesmo… Caso ele acontecesse com mais regularidade. Memórias de um bom combate deste género, terão que regredir até 2007 e a um embate destes entre Randy Orton e Rob Van Dam, que serviu mesmo para escrever a saída de RVD da companhia.

7 – Championship Scramble

Não é combate que dê para o sacar e marcá-lo assim às boas. Sim, ter múltiplos lutadores atrás de um título é comum e então agora com clima de PPV grande a aproximar-se, vamos ver disso. Mas um “Championship Scramble” pode ter regras algo confusas e pode ser difícil na hora de vender uma estratégia que não o torne num combate Handicap. Basicamente o conceito do combate é ter vários lutadores a lutar por um título. Se o título estiver vago, procure-se o primeiro pin. Se houver um Campeão, procure-se o pin nesse Campeão. Quem conseguir o pin será “Campeão” temporariamente, chamemos-lhe um “Campeão interino”. Esse é o lutador em quem se deve efectuar o pin para ganhar essa posição de Campeão temporário. Quem for esse “Campeão interino” sem sofrer mais nenhum pin até ao final do tempo limite, vencerá e será o derradeiro Campeão. Já falei nisto aqui e sim, pode ser confuso. Bem menos confuso de assistir do que de explicar. Mas já trouxe várias situações caricatas: uma na Wrestlemania 2000 em que quiseram brincar com o tempo limite e precisão de timing e botcharam o final com Hardcore Holly a vencer o título sem querer; outra no Unforgiven de 2008, onde Triple H venceu e reteve o título, mas não sem antes termos o brilhante e inesquecível momento em que The Brian Kendrick foi WWE Champion. Mais ou menos.

6 – Buried Alive

Já se falou aqui em Casket matches – perfeitamente enumeráveis nesta lista, mas que acabam por não entrar – e voltam a vir essas camas eternas à baila. A provar que esta gente gosta de ser criativa com caixões. E não me refiro a coisas que o Triple H tenha feito por lá, com a máscara do Kane, nada disso. Falo em combates, acção no ringue. Quando fechar o adversário dentro do caixão não chega, têm mesmo que enterrá-lo. Tal como é mais regular no combate de caixão, tal coisa é facilmente associável a um vivaço colorido como o Undertaker. Claro que o “Buried Alive” não vai diferir muito. Igualmente associado a Undertaker, neste combate já o vimos a combater o eterno rival e irmão do coração Kane, Mankind e até mesmo Vince McMahon. O caso mais recente já conta alguns anos e viu precisamente Undertaker a ser enterrado por Kane, com ajuda dos Nexus, num angle sem seguimento. Será combate para regressar? Quem gostariam de ver a ser enterrado vivo? Sabem, para além de quase toda a divisão Cruiserweight, dois terços do midcard e a Emma?

5 – Inferno match

Se enterrar pessoas é algo que se possa associar ao Undertaker, então a quem se vai associar imediatamente a mania de pegar-lhes fogo? Ainda por cima parece-me que tudo isso tem vindo a dar assunto de conversa nos recentes Tops das últimas semanas. Claro que é o nosso amigo político activo, Kane. Um combate feito de encomenda para si é o perigoso “Inferno match” que consiste nas cordas do ringue envoltas em fogo, com o objectivo de lá levar o adversário para o queimar. Combatezinho simpático. Kane é habitualmente o protagonista e o último que vimos foi entre ele e MVP, acabando este com as costas a arder. Depois desse ainda tivemos uma variação dele, em 2013, de novo com Kane, em que este entrou no ringue envolto em chamas com Bray Wyatt para um combate por “pin fall”, ao qual chamavam “Ring of Fire”, sem o prazer de ouvirmos o Johnny Cash durante o combate. Era coisa que até dava para se ter vista no “Great Balls of Fire” mas não aconteceu e ficou apenas um PPV de nome hilariante. Não é coisa que se veja frequentemente e vou dizer, a partir das minhas mais honestas entranhas, que não faz muita falta. Sei que isso de coisas a arder até pode parecer muito bonito e transmitir muita violência e tal, mas quando é que um Inferno match é realmente bom? Eles estão limitados em espaço, com fogo a circundá-los, a deixar-lhes pouco para fazer e a reduzir a visibilidade. Ainda pior para quem tem que assistir ao vivo e tem que levar com aquele calor e a dificuldade de olhar para as chamas directamente. O objectivo do combate é levar o adversário à corda, como se não estivessem suficientemente limitados, o combate vai ter o entusiasmo de uns empurrões, de um combate de sumo ou de um Irish Whip. Digam-me que eu não estou assim tão sozinho nesta posição.

4 – 3 Stages of Hell

Pronto, um tipo de combate que na verdade são mais do que um. Um raríssimo tipo de combate que aglomera combates que já estamos bem mais habituados a ver. É engraçado. Mas não é coisa de se fazer muitas vezes, nem eu acho que devia. A última vez que vimos foi entre John Cena e Ryback e nem sequer achava que e feud deles era assim tão intensa e pessoal para que necessitassem de resolver as questões de uma vez num “2 out of 3 Falls” mais agressivo, que colocasse três diferentes combates: os tais em questão eram um Lumberjack, um Tables e um Ambulance. Também já vimos um bem mais violento entre Triple H e Shawn Michaels, que acabou com ambos esgotados e ensanguentados. Para mim, um combate destes devia ser nesses casos. Não, não estou agora eu a dizer que deve acabar num chiqueiro de sangue, mas deve ser no limite de uma feud muito pessoal e a levar ambos ao limite. Ou, como no caso daqueles já mencionados, em que as acções da história é que determinam o combate, os dois indivíduos atacam-se com tanta coisa que mais vale fazer os combates todos num. Eles que descubram que essa é uma maneira de bookar as feuds mais à pressa ainda, que ainda vamos ver muitos “X Stages of Hell” daqui para a frente!

3 – Empty Arena

Bora começar com uma piada fácil? Pronto, vamos dizer que é um combate frequente que é o mais praticado no Impact Wrestling. Pronto, agora parto para a defesa instantânea antes que os fãs me linchem, a dizer que é só uma brincadeira e que eu próprio também sou fã. Mas ironicamente foi por lá que vimos o último combate desse tipo, entre Rockstar Spud e Braxton Sutter, sem que essa estipulação me parecesse ter grande justificação aparente, para além do jeito que dava gravar antecipadamente para editar e poderem forjar uma feia e violenta hemorragia na boca de Spud. Já por lá também vimos mais desse combate, como por exemplo, entre Kurt Angle e Sting e uma feud histórica como a que existiu entre The Rock e Mankind também chegou a meter disto ao barulho. É difícil construir algo para culminar nisto e também não é o combate que veja mais necessário. Andam lá à pancada pela arena toda, pronto, tudo bem, é giro. Mas sou apologista de que a plateia também faz uma boa parte do combate. Até diria que era num combate destes que o Roman Reigns se conseguiria concentrar melhor, mas não me parece que ele ande propriamente afectado com alguma coisa…

2 – Taped Fists

Este até é dos que faz mais juz ao título do artigo. Este sim é raro e coloco em causa se realmente se recordam de alguma coisa destas ou se realmente chegaram a ver. Não é o combate cuja estipulação seja a mais complexa e profunda. É mesmo só encher bem os punhos de fita para andar à bulha. Dói mais a quem leva e dói menos a quem dá. Categoria, assim vale a pena lutar. Nem precisa de muito propósito para se chegar a um combate destes, basta termos dois brawlers que gostam de andar ao soco a querer afinar o punho um pouquinho mais. Já vimos Big Boss Man a recorrer isto anteriormente e faz-se mais disto pelo mundo fora. Um caso recente foi curiosamente na TNA e, ainda mais curiosamente, entre mulheres, com Mickie James a trocar galhetas com Sarita num combate destes. Actualmente podia sacar-se de um destes na boa, principalmente com algum lutador de estilo mais “brawler” que queira usar isto para intimidar. Via um Dean Ambrose a desafiar algum mais cuidadoso para um. E imaginem lá, depois do excelente combate entre Oney Lorcan e Danny Burch no NXT… a porrada velha que seria num assim!

1 – Punjabi Prison

Primeira posição para o infame combate ao qual assistimos há mais de uma semana atrás para matar umas saudades que estávamos nós convencidíssimos que não tínhamos, por muito que eles nos digam o contrário. E é um tipo de combate que realmente dá para contar as vezes que aconteceu. Três vezes que rodearam o ringue de bambu e taparam a vista do público. Três combates destes, tendo o primeiro sido há onze anos. Não deixa de haver curiosidade na forma como o trataram, especialmente este último. Todo o ênfase para o facto de Randy Orton nunca ter estado num. Vai uma novidade, o Jinder Mahal também não. Este apenas o seleccionou porque é o combate especial do seu ídolo – façamos de conta que a storyline deles nunca aconteceu – The Great Khali, ele é que é o especialista. Mesmo que ele só tenha estado num. E nem sequer o ganhou. Mas pronto, com esses factores à parte, até comecei a gostar do combate lá para o meio, lá me mantinham o interesse. E quando lá o mocito tenta ganhar asas então é que um gajo fica conquistado daquela maneira mais fácil e a recorrer à sede de violência. E o combate até teve a sua dose disso – lembram-se da primeira edição, com mesas cobertas de armas bizarras? – com o corpo de nenhum deles a acabar em bom estado. E aquele pobre Singh. Aquele pobre Singh.

Vá, aqui estão os tais dez combates mais raros. Sim, conhecem-nos bem e já os viram, também não disse que ia trazer-vos aqui estipulações de que nunca ouviram falar. Mas agora é a vossa parte em que podem surpreender. A parte da vossa participação em que até podem mesmo acrescentar algum que eu nem conheça. Estejam à vontade e comentem também estes combates em questão, os que preferem, e quais gostavam de ver a ser repetidos em breve. Eu por cá devo andar na próxima semana, nem sei se já devo ter a norma “by default” de vos desejar um bom PPV sem saber bem a quantas ando. Já há a sensação de que há um PPV todas as semanas. Fiquem bem mas é e continuem a desfrutar do Verão. Daqui a nada vai-se!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “Top Ten”.

4 Comentários

  1. "Awesome" Hater - há 3 semanas

    Tem o Believers backlash match, aquela porcaria.
    Gauntlet tmb não é a coisa mais comum do mundo, embora seja bem mais interessante.

  2. São combates raros por alguma razão, porque na sua maioria são apenas parvos.
    Relativamente ao Championship Scramble, sinceramente não percebo porque dizem que as regras são confusas. Eis um resumo, o último a conseguir um pin ou submission ganhou. Não é assim tão complicado. Destes todos, é um dos dois que defendo que deveriam regressar, até como estipulação de “Number one Contender Scramble”. Sempre é melhor do que repetirem mais um “Fatal 5 Way”, especialmente na divisão feminina do Smackdown em que este é sempre o combate que decide o candidato ao título. O Smackdown precisa de mais mulheres urgentemente.
    O outro é o “3 Stages Of Hell” mas sim, de forma rara, quando justifique.
    O Buried Alive só faz sentido com o Undertaker, embora até fosse interessante para terminar a feud entre o Randy Orton e o Bray Wyatt. Faria sentido e sempre era melhor que ter os dois à bulha dentro de uma casa.
    Todos os outros são apenas parvos. O Taped Fists (confesso que não conhecia), só faria sentido se fizessem algo ao estilo “Blood Sports” com Jean-Claude Van Damme, ou seja, com bocados de vidro colados às luvas. Talvez esteja a ser muito sádico mas é que sem isso é só um combate com luvas. Os outros, para mim têm o mesmo problema do Steel Cage. Não gosto de combates em que eles passam mais tempo a empurrar adversários ou a trepar como macacos do que a lutar. Há muito que defendo que o Steel Cage devia ser ganho por pinfall ou submission, porque passam mais tempo a trepar do que a lutar o que torna os combates chatos, embora não tão chatos como uma Battle Royal: “vamos lá atirar o gajo lá para fora para ganhar”.
    Outros combates raros: I Quit, Tornado Tag Team, Submission, Ultimate Submission, Iron Man, Gaunltlet e os infames e idiotas Strap Match e Blindfolded Match.

  3. JOÃO RAMOA - há 3 semanas

    Lumberjack match

  4. DietOwensDiet - há 3 semanas

    Bom artigo!! uma sugestão, Top 10 das superstars do main roster que ganhavam mais em estar no 205 ou no NXT

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