Navega no Wrestling PT sem pop-ups

Lariato #3 – NJPW: Os Grupos

Quando pela primeira vez vemos New Japan Pro Wrestling uma das coisas que saltam logo à vista é a quantidade de stables/grupos/facções dentro da empresa, ao ponto de ser difícil encontrar alguém no plantel que não esteja associado a um grupo em específico.

Ora, isto entra em contraste com o que se pode ver em empresas como a WWE, Impact ou até mesmo a Ring Of Honor, parceira da New Japan Pro Wrestling. Ou seja, é mais um daqueles aspectos que tornam a New Japan algo diferente.

Depois de alguma ausência deste espaço, o artigo pretende falar sobre cada um dos grupos, as suas constituições e importância para a NJPW e até em alguns casos para empresas a esta associadas.

Existem portanto diferentes grupos com diferentes “atitudes”, sejam estes heel ou face. Na NJPW podemos encontrar facções como os Bullet Club, Los Ingobernabes de Japon e Suzuki-gun enquanto heels, ao passo que por oposição temos os CHAOS e os Taguchi Japan. Nestes casos, são grupos babyfaces.

Passando então a apresentações:

Bullet Club

O grupo fundado por Prince Devitt (que hoje conhecemos como Finn Bálor na WWE) existe desde 2013. Devitt fundou originalmente o grupo com Karl Anderson (que hoje também se encontra na WWE), Tama Tonga e Bad Luck Fale. O Bullet Club era pura e simplesmente um grupo que trazia o desrespeito pelas regras e pelos adversários para uma cultura japonesa que não aprovava tais métodos mais “americanizados” de abordar o wrestling.

O grupo entretanto cresceu e a liderança mudou. Com a saída de Devitt para a WWE, pouco depois apareceu em cena um tal de AJ Styles (que dispensa apresentações). O Bullet Club conseguiu um grande domínio sobre a NJPW debaixo da liderança de Styles, chegando a deter quase todos os títulos da empresa ao mesmo tempo, distribuídos pelos vários membros do grupo.

Em Janeiro de 2016, correram rumores da saída de Styles, Anderson e Gallows da New Japan e depois de um Wrestle Kingdom 10 completamente falhado da parte do Bullet Club em termos de resultados, no dia seguinte no New Year Dash, o grupo expulsou AJ Styles das suas fileiras e Kenny Omega assumiu a liderança que detém até esta altura e promoveu-se a heavyweight na NJPW. Styles no final do mês estrear-se-ia na WWE no Royal Rumble. O grupo meses mais tarde viu ainda a partida das caras do grupo na divisão de tag team, Anderson e Gallows para a WWE tal como havia acontecido com os antigos líderes AJ Styles e Devitt. Na altura muito se especulou sobre se o grupo teria futuro mas rapidamente não só Kenny Omega se assumiu como uma das figuras de topo da empresa, bem como o Bullet Club recrutou para as suas fileiras nomes como Adam Cole, Cody Rhodes, Marty Scurll e Adam “Hangman” Page.

No entanto, o grupo tem tido os seus problemas internos, com disputas de liderança originadas por Adam Cole, Cody e Tama Tonga. Adam Cole acabaria por ser expulso do grupo e juntar-se-ia à WWE. Já Cody acalmou as suas intenções depois de não ter tido sucesso a desafiar pelo IWGP Heavyweight Championship. Quanto a Tama Tonga, por enquanto parece estar também apaziguado, ainda que não totalmente satisfeito e parece haver uma clara separação entre alguns membros do Bullet Club e a dita “Elite” juntamente com os membros do grupo que actuam na Ring Of Honor.

O Bullet Club é de uma importância vital para a New Japan Pro Wrestling no que à sua desejada expansão para os Estados Unidos diz respeito. O sucesso e popularidade do grupo e do seu merchandise rapidamente têm dominado a paisagem de arenas na WWE, onde existem alguns ex-membros do grupo e onde parece ter-se tornado praticamente impossível ter uma imagem do público sem se avistarem pelo menos um par de t-shirts do Bullet Club ou de membros do grupo.

O BC tem um enorme poder junto da Ring Of Honor, onde são o maior destaque do produto e fazem claramente a diferença na hora de ajudar a esgotar shows. Ainda assim, no Japão não são a facção mais popular nem o ponto principal da sua programação.

O Bullet Club conta actualmente com 11 membros: Kenny Omega (Líder e IWGP US Heavyweight Champion), Cody (ROH World Champion), Young Bucks (Matt e Nick Jackson, ROH World 6-Man Tag Team Champions), Adam “Hangman” Page (ROH World 6-Man Tag Team Champion), Marty Scurll, Bad Luck Fale, Guerrillas Of Destiny (Tama Tonga e Tanga Roa), Yujiro Takahashi e Chase Owens.

Los Ingobernables de Japon

Os Los Ingobernables de Japon existem desde Novembro de 2015, fundados e liderados por Tetsuya Naito.

O grupo nasceu depois de uma excursão de Naito no México onde fez parte do grupo original, Los Ingobernables. Após o seu regresso à NJPW e com uma atitude cada vez mais “heel”, Naito conseguiu recrutar EVIL, vindo também ele de excursão mas da Ring Of Honor, onde actuava com o seu nome de Young Lion, Takaaki Watanabe. Naito deu-lhe o nome e a sua alcunha, King Of Darkness. Naito conseguiu nos meses seguintes ainda os serviços do mascarado BUSHI. Depois de um Wrestle Kingdom 10 com Naito a falhar a vitoria sobre Hirooki Goto, o grupo recuperou no entanto com Naito a vencer a New Japan Cup e a desafiar em Abril de 2016 pelo IWGP Heavyweight Championship. Naito viria a ganhar pela primeira vez o prémio máximo da New Japan, com toda a ajuda possível e até com uma inesperada, com a estreia do “Cold Skull” SANADA.

Ao longo de 2016, o grupo teve ainda Jay Lethal nas suas fileiras, que acabou por ser traído e expulso depois de ter perdido o Ring Of Honor World Championship, bem como uma participação honorária de Rush, membro dos Los Ingobernables na CMLL.

Ainda em 2016, os LIJ conseguiram um reforço na parte final do ano, o regressado Hiromu Takahashi, que tinha estado em excursão após o seu período de Young Lion pela CMLL e ROH. A “Ticking Time Bomb” foi o último membro permanente do grupo a juntar-se às fileiras.

Depois de um ano de construção e dos primeiros sucessos, 2017 arrancou em beleza para o jovem mas popular grupo, com um Wrestle Kingdom de total sucesso para os LIJ com todos os membros a saírem vitoriosos e campeões do maior evento do ano da NJPW, Hiromu como Jr Heavyweight Champion, EVIL, BUSHI e SANADA como NEVER Openweight 6-Man Tag Team Champions e Naito ainda como IWGP Intercontinental Champion, no que foi uma prova da muito forte aposta e esperança da New Japan nesta facção. E esta é uma aposta ganha, dado que os Los Ingobernables de Japon são sem dúvida o grupo mais popular na empresa no seu mercado interno, com Naito a ser neste momento um verdadeiro fenómeno de popularidade.

Os Los Ingobernables de Japon mantém portanto 5 membros nas suas fileiras: Tetsuya Naito (Líder), Hiromu Takahashi, BUSHI, EVIL e SANADA (estes 3 últimos como NEVER Openweight 6-Man Tag Team Champions).

Suzuki-gun

Porquê o nome Suzuki-gun? Está na tradução, Suzuki Army, o exército de Suzuki. O grupo foi fundado em 2011 e é liderado por Minoru Suzuki, o actual NEVER Openweight Champion.

Os Suzuki-gun são um grupo que traz caos completo por onde passa e é mais do que natural, sim leram bem, natural, haverem interferências nos combates de membros do grupo, com o propósito de arrecadar vitórias e conquistar ou defender títulos. Os Suzuki-gun regressaram este ano ao activo na New Japan após 2 anos de ausência onde simplesmente dominaram a Pro Wrestling NOAH (outra empresa japonesa com quem a NJPW mantinha boas relações durante esse período). O grupo fez sentir a sua presença a 5 de Janeiro no New Year Dash onde fez sentir as suas ambições de ganhar tudo o que pudesse mas falhou nas suas intenções (principalmente na intenção de Suzuki conquistar o IWGP Heavyweight Championship) e uns meses depois começou a ter algum sucesso, com a inclusão de Zack Sabre Jr. nas fileiras do grupo, com Suzuki a conquistar o NEVER Openweight Championship e mais recentemente os Killer Elite Squad (Lance Archer e Davey Boy Smith Jr.) a tornarem-se IWGP Heavyweight Tag Team Champions.

A maioria dos membros do grupo já apresentam alguma veterania e nota-se que falta alguma frescura em termos de caras mas os Suzuki-gun são claramente um grupo a ter em conta nomes como Suzuki, os Killer Elite Squad e Zack Sabre Jr. impõem imenso respeito.

O grupo conta com 9 membros: Minoru Suzuki (Líder e NEVER Openweight Champion), Zack Sabre Jr., Killer Elite Squad (Lance Archer e Davey Boy Smith Jr., actuais IWGP Heavyweight Tag Team Champions), TAKA Michinoku, El Desperado, Taichi, Yoshinobu Kanemaru e Takashi.

CHAOS

Os CHAOS são o principal grupo babyface da New Japan Pro Wrestling. A facção desde 2009 e foi fundada por Shinsuke Nakamura. São liderados por Kazuchika Okada, o actual IWGP Heavyweight Champion.

O grupo foi fundado com o propósito de provocar um renascimento do Strong Style na empresa mas desde a partida de Shinsuke Nakamura para a WWE em 2016, o foco do grupo é acima de tudo Kazuchika Okada, que praticamente desde então tem sido o campeão máximo da NJPW.

Após a partida do então IWGP Intercontinental Champion e líder fundador do grupo Shinsuke Nakamura para a WWE, o grupo viu juntar-se Hirooki Goto às suas fileiras, bem como já este ano os recém-regressados de excursão Sho e Yoh, conhecidos como Roppongi 3K.

O grupo conta portanto com Okada, Goto e Ishii como figuras de proa, bem como o “Aerial Assassin” Will Ospreay, que recentemente conquistou pela primeira vez o IWGP Jr. Heavyweight Championship após já 2 anos na empresa e nos CHAOS. O grupo viu ainda este o fim da equipa de Rocky Romero e Beretta (Roppongi Vice), com o anúncio de que Beretta iria passar a competir como heavyweight. Rocky Romero é agora o manager de Yohei Komatsu e Sho Tanaka, os Roppongi 3K, actuais Jr. Heavyweight Tag Team Champions. O grupo conta ainda com membros honorários como os Briscoes, Mark e Jay Briscoe da Ring Of Honor.

Apesar de alguma veterania em alguns dos seus membros, os CHAOS são quase sempre parte das principais storylines da empresa, dado que estão normalmente na luta pelos principais títulos, seja como campeões ou desafiantes.

Os CHAOS contam neste momento com 12 membros a tempo inteiro: Kazuchika Okada (Líder e IWGP Heavyweight Champion), Will Ospreay (IWGP Jr Heavyweight Champion), Hirooki Goto, Tomohiro Ishii, Gedo, Jado, Toru Yano, YOSHI-HASHI, Beretta, Rocky Romero e Roppongi 3K (Sho e Yoh, actuais IWGP Jr. Heavyweight Tag Team Champions).

Taguchi Japan

O grupo fundado este ano pelo seu “treinador” Ryusuke Taguchi é onde ficas se fores babyface e não pertenceres aos CHAOS.

Os Taguchi Japan são um grupo que quando actua junto tem maioritariamente combates de comédia, muito por culpa de Taguchi que dá instruções nesse sentido. Taguchi já conseguiu alistar na sua equipa nomes como Ricochet (com quem foi já Jr Heavyweight Tag Team Champion), Hiroshi Tanahashi (actual IWGP Intercontinental Champion), Kushida, Togi Makabe e até os War Machine (Hanson e Raymond Rowe).

Apesar de não terem um cariz muito sério, o merchandise deste grupo faz furor junto do público japonês e dá um grupo onde pertencer a muitos dos babyfaces do plantel, o que evita que fiquem “perdidos” ao não fazerem parte de um grupo específico. Ainda que o grupo tenha vários membros, a maioria não representa o grupo quando estão a solo, seja o caso de tag teams como os War Machine ou por exemplo Hiroshi Tanahashi, sendo que existe uma certa liberdade.

Os Taguchi Japan já conseguiram em pouco tempo de existência ter os NEVER Openweight 6-Man Tag Team Championships, o IWGP Jr Heavyweight Championship e os Jr Heavyweight Tag Team Championships, bem como outros títulos dada a quantidade de membros que já representou o grupo, ainda que a maior jóia da coroa dos membros oficiais do grupo seja o IWGP Intercontinental Championship de Hiroshi Tanahashi.

Oficialmente, os Taguchi Japan têm 7 membros (e um número enorme de membros honorários): Ryusuke Taguchi (Líder), Hiroshi Tanahashi, Ricochet, Juice Robinson, David Finlay, Kushida e Manabu Nakanishi.

Por último, não sendo propriamente um grupo ou facção oficial, os Young Lions são os lutadores em desenvolvimento da New Japan Pro Wrestling. Normalmente bastante jovens e com pouco tempo de experiência no wrestling, os Young Lions têm um vídeo, gear e move-sets genéricos e passam o período de desenvolvimento em combates curtos e em regra geral em partes inferiores dos cards dos shows, em combates onde devem aprender e ir mostrando a sua evolução.

Qual o vosso grupo favorito?

Sugestões, perguntas e comentários são bem-vindos para que o espaço continue e possa acolher também o que quem lê quer ver abordado.

Lariato Anterior: Lariato #2 – Porquê tanto Tag Match?

Podes ainda seguir o podcast Canto New Japan onde falo semanalmente dos temas da actualidade da NJPW.

12 Comentários

  1. Juangprata - há 1 mês

    bulett eu escuto isso automaticamente tem uma 12 apontada na minha cara pq O POVO CHATO DA PRRA

  2. bom artigo Miguel, eu nao acompanho muito NJPW, mas com este artigo ajudou me a perceber mais de tds os grupos da empresa, muito deles não se quer sabia como tinha sido criados e isso, os Taguchi Japan sem sabia que existiam por exemplo !
    por isso, dou te os meus parabéns pelo artigo !

    • Facebook Profile photo

      Miguel Gonçalves - há 1 mês

      Obrigado eu!

      É bom saber que algo que para mim é simples, pode ser informativo para outras pessoas.

  3. The Demon Jorge - há 1 mês

    Fico contente por perceber que os teus artigos escritos continuam a ser uma grande leitura e, sem dúvida alguma, deixam me “orgulhoso” por serem uma grande “homenagem” à minha companhia de wrestling predileta que é a NJPW.
    Devo dizer também que sou um grande fã dos teus podcasts mas aproveito agora para fazer um pedido de desculpas, a ti e de certa maneira à New Japan uma vez que desde de que a escola começou não tenho conseguido acompanhar tanto os teus podcasts como também os shows da NJPW, já que sendo a empresa que mais me fascina, vejo os shows completos e não as highlights, e como a escola começou e cada vez tenho menos tempo acabo por ver apenas as highlights da WWE (desmotivado mas não deixo de acompanhar pois o meu lado emocional de fã de pro wrestling vai estar sempre ligado à WWE). Mas ultimamente decidi fazer um esforço para voltar a acompanhar a 100% e já estou a pôr em dia os shows Destruction que são os que estão em falta.
    Em relação ao artigo. Mais uma vez um excelente artigo, por isso parabéns pelo bom trabalho.
    Respondendo à tua pergunta a minha stable favorita é o Bullet Club. Isto porque a altura em que comecei a acompanhar a NJPW, teve início no WK10 que coincidiu com todo o período de ascensão do meu wrestler favorito, “The Cleaner” Kenny Omega, por razões óbvias já que me sinto emocionalmente ligado a ele por ter acompanhado a sua “explosão”, desde o seu último combate com Jr até ao momento (espero que não saia da New Japan). De resto são o grupo com o qual mais me identifico pois falam em inglês, conseguindo eu perceber perfeitamente as suas promos, e também porque são os mais “cools” e “badass” digamos assim. Em relação às tensões internas, admito que sou contra o facto de neste momento, Omega, que é o líder do BC, ter o seu foco principal na Elite, daí identificar me imenso com as promos do “Bad Boy” Tama Tonga. Mas como é impossível não ser fã da Elite (acompanho todos os Being the Elite) também eu o sou. Mas sem dúvida que queria que o Bullet voltasse a ser o foco principal, e em modo fantasy booking, talvez com uma revolução interna a provocada pelo “Underboss” Bad Luck Fale, ou então pelo Tama Tonga, ou até mesmo e talvez o cenário mais provável, pelo Cody Rhodes (menos provável apenas pela ligação contratual de Cody à ROH).
    Em relação aos Suzuki-Gun, são a stable cujo booking mais me revolta, continuamente fracassando nos seus principais objetivos, neste caso concreto falo dos shows New Beggining, onde podiam perfeitamente ter destruído completamente os CHAOS, fazendo com que estabelecessem a sua dominância, ao invés de “apenas” serem uma grande ameaça. Gosto muito desta stable pois são sem dúvida alguma, dos últimos heels puros e naturais, fazendo Minoru Suzuki as delícias dos meus olhos com todas as suas atitudes e também, dos meus ouvidos ao ouvir numa só voz “Kaze Ni Nare”.
    Os LIJ são a minha segunda stable favorita, principalmente por Naito ser dos meus wrestlers favoritos, com um dos melhores booking e personagem atuais, e também por estar ansioso pela “explosão” do “Cold Skull” SANADA.
    Em relação aos CHAOS não gosto do constante domínio que têm na New Japan, mas Okada conquistou o meu respeito com este reinado com montes de candidatos a MOTY nas suas defesas do IWGP Heavyweight Championship. Mas espero mesmo, e desejo com todas as minhas forças que o seu reinado termine perante Naito no WK12.
    Em relação aos Taguchi Japan, gosto mas dizem me pouco, principalmente agora com a possível (quase certa) ida de Ricochet para a WWE.
    Por fim, gostava que houvessem mais interações entre as stables heel (BC, LIJ e SG) que nos proporcionariam combates e storylines fantásticas, tal como já foi demonstrado nas únicas interações que acontecem no G1 Climax.
    Peço desculpa pelo longo comentário, mas deixei me levar pela “adrenalina” de não comentar há imenso tempo.
    Cumprimentos,
    Jorge

    • Facebook Profile photo

      Miguel Gonçalves - há 1 mês

      Os artigos escritos são uma boa forma de chegar a mais pessoas que acabam por não acompanhar o podcast e sempre é mais leve “perder” 5 ou 10 minutos a ler do que ouvir um podcast de meia hora. Para além disso, fica mais fácil de encontrar a informação se precisares de a procurar novamente.

      Por vezes o tempo não dá mesmo para estar a par de tudo o que gostaríamos mas fico contente por gostares do podcast e já agora, por acompanhares a NJPW.

      Quanto ao BC, existem tensões internas e se fores espreitar o Twitter do Bad Luck Fale e do Tama Tonga nos últimos tempos, vês algumas promessas de mudança.
      Eu acompanhei toda a run do Omega no Bullet Club, desde o Jr. Heavyweight Champion que “limpou” a divisão, daí a alcunha The Cleaner”, até ao homem que “despediu” o AJ Styles e se tornou o fenómeno que é agora.

      O booking dos Suzuki-gun é das coisas das quais sou mais crítico. Como é possível levares a stable a sério se todos os combates importantes precisam de “ajuda” de fora e se ainda por cima falham os grandes objectivos? E sim, o Suzuki continua a ser a alma do grupo, ainda que a inclusão do Zack Sabre Jr. tenha dado um sangue novo e os KES sejam uma força bastante importante na heavy tag division.

      Os LIJ para mim são a minha stable favorita por uma razão muito simples: adoro todos os membros e acho que ou são já fantásticos ou têm potencial para o serem.

      Os CHAOS juntamente com alguns membros dos Taguchi Japan são o “bom” para contrapor o “mau” das facções heel.

      Stables heel interagirem entre si fica muito confinado a torneios ao longo do ano, é muito raro acontecerem fora desse contexto.

      Obrigado eu pelo comentário, até gosto mais quando os comentários são longos, dá mais ao que responder e também mostra o interesse em explorar o tema do artigo!

      Bem-vindo de volta aos comentários!

      • The Demon Jorge - há 1 mês

        Acabo por gostar mais dos artigos escritos, mas também aprecio os podcasts pois acabas por explorar mais detalhadamente os temas. A única desvantagem no meu caso é a falta de tempo para os ouvir.
        Algo que aprecio nos teus artigos é o facto de me permitir perceber certos aspectos para mim desconhecidos pois apenas acompanho NJPW há dois anos. Desta vez aprendi o significado do porquê da alcunha “The Cleaner”, já me tinha questionado quanto à isso umas quantas vezes. Em relação às tensões gostava que a revolução fosse iniciada pelo Bad Luck e pelo Tama Tonga, pois fazem parte dos fundadores do Bullet Club, e não devem estar satisfeitos com o facto de a Elite ser mais valorizada do que o BC nas promos e atitudes do Omega. De certa forma gostava que houvesse uma revolução e consequentemente uma separação, dum lado o BC com Cody, Bad Luck, Guerrillas e companhia, e do outro a Elite, com Kenny, Bucks, Scurll e Hangman. Gostava de saber a tua opinião sobre estas tensões e também sobre o que achas que vai acontecer daqui em diante.
        Em relação aos Suzuki-Gub, também acho desnecessárias as constantes “ajudas”, principalmente nos combates de Suzuki, uma vez que este é possuidor de uma aura ameaçadora e também de um move set muito realista devido ao seu hard hitting e constantes submissões como consequência do seu background de MMA, e acho que tal como Naito este deveria ganhar mais grandes combates sem a interferência dos membros dos SG. Sim espero que o ZSJr seja uma grande de aposta tanto na New Japan como também ao ser tratado como um dos principais membros da stable.
        As interações entre stables heels são um desejo que tenho mas sei que são muito raras as ocasiões em que acontecem.
        De nada, e vou fazer um esforço para que os comentários voltem a ser constantes.

      • Facebook Profile photo

        Miguel Gonçalves - há 1 mês

        São dois formatos diferentes, cada um com as suas vantagens.

        O próprio percurso do Kenny Omega na Jr. division por si só já merecia um artigo porque a maioria das pessoas que hoje se dizem grandes fãs do Omega, nunca viram nada dele antes da saída do AJ Styles. Artigos sobre o BC são boas ideias e algo que pretendo pegar muito em breve.

        Obrigado pelo apoio!

  4. Rui Portugal - há 1 mês

    Boa tarde,
    gostei do artigo mas penso que poderia ser um pouco mais completo, nomeadamente no que diz respeito a antigos membros de cada facção, assim como um pouco mais de história uma vez que, e em especial nesta companhia, as coisas não acontecem porque sim, para além das interacções entre as mesmas, e entre os lutadores de cada facção, uma vez que é também daí que sai muitas vezes o sumo das histórias.
    Por outro lado, falta ainda outra análise, e os restantes lutadores da companhia, porque não foi feita a afiliação deles? E porque será que apesar de quase todos estes grupos serem, de base, “heel”, mas na verdade hoje em dia apenas o Suzuki-gun é uma verdadeira facção “heel”?

    • Facebook Profile photo

      Miguel Gonçalves - há 1 mês

      Primeiro que tudo agradeço pelo comentário e pela atenção aos detalhes.

      Começo por explicar que me fiquei pelo principal, tendo em conta que era mais com a intenção de dar de forma simples uma noção sobre cada facção. Isto foi inteiramente intencional, dado o público-alvo, que são no fundo pessoas que não estão assim tão por dentro e um artigo desta natureza não convém ter “demasiada informação” numa primeira abordagem.

      Em relação a aprofundar histórias de cada facção, foi uma vez mais intencional porque é algo que pretendo abordar futuramente, com o devido espaço e atenção para cada uma delas.

      Tive de propositadamente olhar de forma a “quantificar” a informação de modo a não ficar demasiado pesado.

      Os Suzuki-gun serem realmente a única facção realmente heel é outra coisa que tenho “na manga” para um artigo futuro.

      No fundo, não existe conteúdo suficiente da New Japan Pro Wrestling na nossa Comunidade disponível em português (e portanto acessível a todos os interessados) e com isso em vista era importante não cair no excesso de informação.

      Mais comentários assim também são importantes, obrigado!

      • Rui Portugal - há 4 semanas

        Então bom trabalho e fico a aguardar os próximos artigos. Obrigado!

  5. KILL OWENS KILL - há 4 semanas

    Entendi o propósito do artigo e o achei muito bem conseguido, porém também senti falta de aprofundamento e creio que isso é bom pra ti, por que me deixou mais interessado ainda no próximo ;D

    Também acho que poderia ter comentado sobre os lutadores que não pertencem à grupos. Ou todos pertencem? Já deu pra perceber que não sou muito entendedor de New Japan, conto com seus artigos pra melhorar isso.

    Por fim, excelente artigo. Não consigo mesmo ouvir podcasts sobre wrestling, prefiro mil vezes a leitura e tenho que dizer que gosto muito de ler seus artigos. Sempre que postar um estarei dando meu feedback e ainda peço desculpas por ter demorado tanto!

    • Facebook Profile photo

      Miguel Gonçalves - há 4 semanas

      Não te preocupes, os próximos vão explorar mais ao detalhe.

      Tecnicamente todos se ligam a algum grupo. Os Young Lions não sendo ainda considerados parte do “main roster”, dado que são colocados sempre ou quase sempre na parte mais inferior do card e raramente em singles matches que não sejam entre eles, não os considerei aqui. Como já disse antes, apenas os Young Lions por si só já dariam um artigo completo.

      Obrigado pelo feedback! O formato escrito é mais fácil para uns, assim como o podcast é mais fácil para outros. A ideia é conseguir dar um pouco a cada parte do público. Tentarei essencialmente que estes artigos sejam mais informativos.

Comentar

Editar avatar »