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Reality Check #9 – United States Championship

Boas pessoal, o meu nome é Luís Correia e sejam bem-vindos a mais uma edição do Reality Check aqui no Wrestling.PT.

Nesta 9ª edição do meu artigo venho-vos falar pela primeira vez sobre o histórico United States Championship, desde os mais recentes detentores do título até aquela que é a minha perspectiva para o cinturão no futuro.

Bem, quando falamos do United States Championship vem-nos à cabeça nomes como Harley Race, John Cena, Lex Luger, Ric Flair, Chris Benoit e MVP. Sim, MVP, apesar do seu reinado não ter sido do agradado de alguma parte do WWE Universe, este na minha opinião conseguiu dar prestígio ao título na altura quando este vinha dum grande reinado de Chris Benoit e que precisava de um substituto que conseguisse continuar a manter o prestígio do cinturão e MVP fê-lo, não só por ter tido um reinado de quase um ano mas a forma como este tratava o título e o quão bem este assentava nele. Podemos comparar basicamente com a relação de The Miz com o Intercontinental Championship atualmente.

A verdade é que desde o regresso do United States Championship em 2003 este tem tido altos e baixos, mas no geral podemos considerar um dos títulos menos afetados pelas más decisões da WWE ao longo dos anos. Apesar de termos assistido a alguns reinados no mínimo anedóticos, aqueles que tivemos de grande qualidade serviram muito bem para compensar todos aqueles de má qualidade. Desde os grandes reinados de Chris Benoit e MVP em 2006 e 2007 como já referi, ao de Dean Ambrose em 2013/2014 e aos mais recentes de nomes como Rusev, Kevin Owens e AJ Styles.

O facto do título atualmente se encontrar no Smackdown só lhe traz benefícios, dada a história que o United States Championship e a brand azul têm, visto que este passou a maior parte dos anos por essas bandas. O sentimento de nostalgia traz geralmente benefícios para a WWE e esta decisão tem trazido isso mesmo, desde que o título voltou às Terças-Feiras à noite que temos sido presenteados como combates de grande qualidade envolvendo o cinturão, desde aqueles entre Chris Jericho e Kevin Owens aos que envolveram este último e AJ Styles, este que conseguiu tratar muito bem do título, algo que não nos surpreendeu dada a sua inegável qualidade.

Começando por falar então nos reinados mais recentes do United States Championship decidi situar-me em 2013 quando Dean Ambrose, na altura membro da recente stable The Shield, conquistou o título a Kofi Kingston que se encontrava no seu terceiro reinado, todos eles que foram bastante agradáveis de se ver, muito devido às habilidades do atleta ganês no ringue. Como todos sabemos Dean teve um reinado muito bom de quase 1 ano e que serviu para ganhar o estatuto que tem nos dias de hoje e também para vermos alguns combates de boa qualidade como o que se sucedeu precisamente com Kofi Kingston e com outros nomes como Rob Van Dam e Big E Langston.

Mas como tudo tem um fim, o reinado de Ambrose terminou quando este perdeu o título para Sheamus em Maio de 2014, este que conseguiu um reinado bastante mediano visto que a duração não foi muita e o espaço para conseguir desenvolver a sua imagem como campeão foi bastante reduzido. Mesmo assim conseguimos ver a qualidade do lutador irlandês em ringue e ver a sua importância na WWE e a capacidade que este tem em conseguir tirar o melhor partido de todas as situações/storylines em que é envolvido. Sheamus defendeu o seu título contra Cesaro que na altura captou a atenção do WWE Universe pela sua tremenda qualidade, tal como The Miz.

Mas o melhor estava para vir, Sheamus perdeu o seu título para Rusev que vinha com bastante impacto do NXT em meses anteriores e que procurava deixar a sua marca com a chegada ao Main Roster. Com o United States Title foi-nos possível observar o que Rusev tinha e era capaz de fazer em ringue e que a WWE tinha finalmente conseguido adquirir um talento heel de grande qualidade para um futuro bastante próximo. O búlgaro defendeu o título contra Jack Swagger numa feud no máximo razoável dada a situação frágil em que Jack Swagger se encontrava, mas que felizmente ambos conseguiram tirar o melhor partido. Rusev reteve também o título contra John Cena, mas viria a perdê-lo para o 16 vezes campeão mundial na Wrestlemania 31, onde era inevitável que veríamos Cena a sair vitorioso.

Com John Cena como campeão vimos o regresso do U.S. Open Challenge que serviu para nos proporcionar grandes combates e elevar talentos como Cesaro, Sami Zayn e Neville que mostraram estar preparados para voos maiores na empresa. Cena viria a manter-se como campeão em duas desforras por parte de Rusev no Extreme Rules e Payback, tendo tido uma rivalidade com Kevin Owens que foi bastante boa e serviu para Owens, na altura NXT Champion, se apresentar no Main Roster e chegar onde chegou hoje e ninguém melhor que Cena para o ajudar. Mas Rollins viria a entrar na rota do título e a conquistá-lo num reinado bastante fraco, visto que a importância do título começou a ser cada vez menor e este servia apenas para aumentar o ego tanto de Rollins e da Authority, como de Cena.

Felizmente o título abandonou essa onda de objeto para aumentar o ego de uns e teve algo novo com os reinados de Alberto Del Rio e Kalisto que têm uma qualidade inegável no ringue e nos proporcionaram bons combates mesmo com pouco tempo de manobra. Mas foi indiferente, pois o título seguiu um caminho que agradou a maior parte do WWE Universe, visto que este voltou a Rusev que mais uma vez procurava mostrar as suas inegáveis habilidades e capacidade para ser um dos melhores campeões heels dos últimos anos e dentro do possível este cumpriu o seu papel e tirou o melhor partido das situações mais uma vez.

Rusev viria a defender o United States Championship contra Kalisto, Cesaro, Titus O’Neil e Zack Ryder, todos estes que apresentam qualidades muito boas em ringue e que cumpriram o seu papel de ajudar Rusev a manter a sua imagem de “monstro” e indestrutível na WWE e afirmar-se como um dos nomes para o futuro, tal como já referi em parágrafos anteriores. Mas nem tudo é um mar de rosas e tinha de vir Roman Reigns para desafiar o búlgaro pelo título e a conquista pela parte do “Big Dog” era inevitável e tal aconteceu no Clash of Champions em Setembro do ano passado.

Roman Reigns teve um reinado um pouco atribulado e de pouca qualidade visto que a importância que este dava ao cinturão era quase nula e este reinado serviu mais para este ganhar impacto aquando das suas tentativas de capturar o Universal Championship de Kevin Owens. Em Janeiro deste ano, Chris Jericho viria a conquistar o título para se tornar merecidamente Grand Slam Champion e trazendo algum prestígio de volta ao grande U.S. Title e proporcionando-nos grandes combates contra o ex-amigo Kevin Owens, ambos que mostraram ter uma química fantástica dentro do ringue.

Kevin Owens viria a afirmar-se definitivamente como campeão no dia 2 de Maio numa edição do Smackdown, atacando após a sua vitória Jericho, deixando-o afastado dos ecrãs por vários meses. O atleta canadiano viria a entrar numa soberba rivalidade com AJ Styles que duraria até fins de Agosto e em que pudemos desfrutar de combates de grande qualidade e várias mudanças de título, o que não nos surpreendeu de todo pois dentro do ringue encontravam-se nada mais nada menos que dois dos melhores wrestlers atualmente a nível mundial que nos conseguem surpreender cada vez mais à medida que o tempo passa.

Mas o reinado mais recente de AJ Styles não viria a durar muito e este viria a perder o título no mais recente PPV do Smackdown, o Hell in a Cell. Baron Corbin venceu Tye Dillinger e o então campeão AJ para conquistar o seu primeiro título na WWE e iniciar então a sua tentativa de se afirmar como um dos top heels da brand azul, o que atualmente não se encontra lá muito bem encaminhado. Quando Corbin se tornou United States Champion pensava-se que este poderia entrar numa rivalidade com Tye Dillinger que esteve bastante bem neste angle entre Styles e Corbin e mostrou merecer uma oportunidade de continuar na rota do título, mas infelizmente tal não aconteceu.

Resumindo e indo ao ponto fulcral nesta conclusão do meu artigo, o que o futuro nos reserva no que toca ao U.S. Championship? Bem, como já referi o reinado de Baron Corbin não nos tem trazido nada de novo e com o qual nos podemos maravilhar visto que a sua pequena rivalidade com Sin Cara não beneficiará de todos nenhum dos dois, dada a descrença que o WWE Universe tem no lutador de origens mexicanas dada a sua instabilidade nos últimos tempos e a incapacidade que este já demonstrou para se conseguir afirmar.

Nada se encontra perdido e existe múltiplas hipóteses para continuar a dar o prestígio ao U.S. Title que este merece, Bobby Roode e Dolph Ziggler parecem-me claramente as hipóteses mais lógicas a curto prazo para trazer qualidade de volta ao cinturão, dada a qualidade inegável de ambos e os grandes reinados que ambos tiveram anteriormente com outros títulos como o NXT Championship e o Intercontinental Championship respetivamente. Outros nomes que também poderão entrar na rota do título num futuro próximo podem ser Tye Dillinger como falei anteriormente, este precisa sem dúvida de algo para continuar a mostrar a sua qualidade e vontade de singrar na WWE e este título era o ideal para ele.

Quanto a um futuro ligeiramente mais distante, parece-me que o atual WWE Champion Jinder Mahal seria uma boa hipótese, visto que este perderá inevitável o título pelo menos no próximo ano e precisará de algo para continuar a estar na ribalta e não perder a sua credibilidade no Smackdown. E quem sabe Chris Jericho caso este volte no próximo ano à WWE e lhe seja rapidamente dada uma oportunidade pelo U.S. Championship, nada melhor que um veterano e adorado pelo público em geral para dar a importância e o destaque a um título. Luke Harper, Shelton Benjamin e Sami Zayn também não me parecem más opções, se bem que um pouco mais distantes.

E tu, o que tens achado dos últimos reinados do United States Championship? Quais são, na tua opinião, aqueles que podem vir a conquistar o título num futuro próximo? E o U.S. Title encontra-se bem prestigiado ou já se encontrou numa melhor fase?

Até para a semana. Fiquem bem!

9 Comentários

  1. FredRVD - há 3 semanas

    Em relação ao Dean Ambrose, não consigo concordar com a tua opinião em relação ao reinado dele.
    O titulo foi raramente defendido, e foi sempre deixado em segundo plano por causa dos Shield.

  2. 13 Cm - há 3 semanas

    O Reinado do Dean Ambrose não foi bom, ele mau defendia o titulo, ele sempre estava envolvido com as rivalidades do Shield e o titulo ficava de lado.

  3. Tozé - há 3 semanas

    Gostei bastante quando o Rusev conquistou o US title pela primeira vez…teve um excelente reinado, já o seu 2º reinado achei um pouco mais fraco do que o primeiro, não causou tanto impacto.

  4. KILL OWENS KILL - há 3 semanas

    Excelente artigo, mas tenho que dizer que discordo de muitas coisas nele…

    Não concordo quando dizes que esse foi um dos títulos menos afetados pelas más decisões da WWE, acredito exatamente no oposto. O US Title tem tido muitos poucos bons momentos ultimamente, vamos analisar alguns reinados.

    – Kofi: não achei grande coisa os reinados dele, muito por culpa da falta de vontade da WWE em investir tanto no talento quanto no título.

    – Ambrose: não entendi mesmo por que considera este reinado bom, era praticamente um acessório pro Dean, assim como um relógio de pulso seria. Reinado longo, mas muito ruim, infelizmente.

    – Sheamus: o reinado dele começou excelente, com a rivalidade com o Cesaro, esse dois sempre tiveram uma ótima química no ringue. Porém com o passar dos meses, tivemos o mesmo problema de sempre, a WWE cansou de investir no reinado.

    – Rusev: reinado muito bom, muito por causa do personagem do Rusev, onde esse título lhe acentava muito bem.

    – Cena: aqui podemos dizer que foi onde o Johnny Boy sereiventou, foi o seu melhor reinado em anos e o único reinado genial na história do US Title, na minha opinião. Nota 10.

    – Rollins, Cena: serviu “apenas” para aumentar a moral do Rollins, já que o Cena trouxe um brilho a muito perdido para esse título e foi uma ótima decisão ao meu ver, deu mais valorização ao Seth.

    – Del Rio, Kalisto: foi aqui que a WWE provou que só deu mesmo atenção ao título por causa do detento anterior, 2 reinados péssimos. Até prometiam no início, mas foram cagados no final. WWE voltando a tratar o US Title normalmente.

    – Rusev: aqui sim um excelente reinado, o melhor do Rusev. Pra você ver como uma boa construção é importante. Cada vitória do Rusev o valorizava mais e por tabela também valorizava o título. Reinado maravilhoso e poderia ter sido ainda melhor se ele tivesse batido o Roman e continuado, mesmo que fosse roubado.

    – Roman: aqui poderiamos ter tido um baita reinado, já que o RR é um dos talentos mais protegidos da companhia, mas vimos um reinado “a lá Ambrose”. Uma pena.

    – Y2J, KO, AJ – Pra mim, foram todos reinado medianos. Nada que lembraremos daqui há um tempo. E isso é péssimo né, por que olha quem são os 3 caras que seguram esse título.

    – Corbin: com o que já deu para perceber, se a WWE quiser, pode ser sim um ótimo reinado. Vejo um Corbin fazendo algo parecido com o que o Rusev fez, vai batendo os inimigos e ganhando mair prestigioso.

    É isso, realmente altos e baixos, com muito mais baixos ao meu ver. Pelo menos, o artigo está muito bom de ser lido, parabéns.

  5. wesley - há 3 semanas

    Como dito nos outros comentários, o reinado do Dean Ambrose foi bastante fraco, ele, ou melhor, os escritores da WWE fez ele descredibilizar o título. Em relação ao Corbin, o reinado dele ainda é cedo pra fazer uma avaliação, apesar dele não ser um Aj styles no ringue ele tem uma grande personalidade, é um heel natural, o que faz falta atualmente, então ele merece uma chance.
    Em relação aos futuros campeões, não gostaria de ver o Shelton nem o Roode com o título, apesar de ser fã do Shelton. Ambos têm mais de 40 anos, não deveriam conquistar títulos, somente elevar novos talentos.

  6. Acho que o Rusev, John Cena, Kevin Owens e AJ Styles foram as melhores coisas que aconteceram ao United States Championship recentemente. O Rusev chegou fresco do NXT, um autêntico monstro temido pelos demais tanto do NXT como do Main Roster, e ele ter ganho o U.S. Title foi a melhor coisa que poderia ter feito, especialmente pela sua gimmick. Trouxe um novo prestígio ao título, muito devido à sua credibilidade como heel. Embora o reinado do John Cena ter sido dos melhores devido ao U.S. Title Open Challenge, Rusev nunca deveria ter perdido para este na WrestleMania. E no seu segundo reinado, serviu de alimento para o Roman Reigns, o que não favoreceu o título de maneira alguma. Finalmente, embora os reinados de Kevin Owens e AJ Styles não tenham sido nada de especial, o facto de eles terem elevado star power e conseguirem ter excelentes combates por si só já torna o título um pouco mais especial, com mais prestígio.

    Concordo com o facto de teres mencionado Bobby Roode e Dolph Ziggler como boas opções para elevar o título no caso de este voltar a perder o seu prestígio. O Bobby Roode está over e é bastante respeitado pelo seu trabalho, tanto fora da WWE como no NXT, e o Ziggler por ser bastante carismático e talentoso no ring, faz dele uma escolha credível. Ele já o fez antes e sem dúvida que conseguiria outra vez. Eu diria que o Ziggler desempenha um papel do género do Jericho. (obviamente Jericho é Jericho e nunca ninguém vai chegar perto dele, mas os papéis destas duas Superstars são algo semelhantes).

    Parabéns pelo bom artigo, é bastante agradável de se ler e, em alguns pontos, gera ramos para a discussão (o que é sempre positivo)!

  7. anonimo - há 3 semanas

    nao concordo que o reinado do dean como campeao foi bom. se o do reigns foi ruim por o titulo nao ter destaque que falar do dean que tambem nao o defendeu muitas vezes devia aos combates dos the shield? eu achei os dois bem abaixo do esperado.

  8. Lucas Maranzati - há 3 semanas

    Não acho que “julgar” o reinado de Corbin com duas semanas de campeão seja lá muito assertivo…

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