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Top Ten #178 – Piores Storylines da WrestleMania

Bom, espero que estejam todos ainda com energia para receber mais um Top Ten! Depois desta Wrestlemania! E que Wrestlemania, não foi? Aquele momento foi do caraças! E aquilo que aquele gajo fez? Meu Deus! Já para não esquecer aquele combate com aquele final! E quem vai esquecer aquele segmento com aqueles tipos? Demais! Pois, é verdade, não faço puto ideia do que aconteceu na Wrestlemania porque ainda não aconteceu na dimensão em que isto é escrito.

O que tenho em mãos neste momento ainda é só o card e as histórias que construíram esse card e o carregam em direcção ao grande evento que, a esta hora, já decorreu. Sim, há aqui histórias boas e outras mais tremidas, um pouco de tudo. Até é uma maneira de dizer que há histórias do Smackdown e histórias do Raw, mas nenhuma é assim tão geral e está algo razoável, falta a execução. Que já aconteceu, sim. Mas voltemos atrás para recordar histórias já menos bem conseguidas, umas banhadas de alta categoria. As piores, mais confusas e mal pensadas storylines em direcção à Wrestlemania. Com todo o direito à discórdia, passemos à recordação:

10 – Kurt Angle vs Rey Mysterio vs Randy Orton, Wrestlemania XXII

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Bom, o elenco é de luxo. E isto foi um grande momento no tempo do boom nacional, o “nosso” tempo para muitos, há muitas boas recordações daqui. E um combate com esta malta podia ser mau? Claro que não. Foi um belíssimo combate, trouxe um reinado de boas memórias e até está longe de muita afronta que vai ser aqui listada. Mas talvez muitos factores sejam mais visíveis posteriormente. Hoje em dia, sentimo-nos contentes por aquele reinado “feel good” de Rey Mysterio mas com um certo nó no estômago pela exploração feita a Eddie Guerrero e à sua morte. Desde a vitória de Mysterio na Rumble e no combate, tudo à volta dessa mesma exploração, a inserção de Randy apenas dependeu de uma coisa: a difamação da mesma. Randy conseguiu um atalho para chegar à Wrestlemania, simplesmente profanando o nome do pobre defunto para provocação de Mysterio, que chegou a perder o seu lugar neste combate e a recuperá-lo. Interessante também é o papel de Kurt Angle. Era o Campeão, o que entrava na Wrestlemania a defender o título. Estava em total terceiro plano, com as picardias de Mysterio e Orton em segundo plano e Eddie Guerrero em primeiro. Pronto, ao menos não deu para estar a dizer muitos disparates acerca de um falecido adorado…

9 – Triple H vs Booker T, Wrestlemania XIX

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E cá está esta infame história a ser mencionada no Top Ten pela segunda semana seguida. Sempre que envolva algo polémico ou menos bem pensado lá vem o Triple H da extrema-direita dar um ar da sua graça. Volto a recapitular que isto podia ser qualquer feud pelo World Heavyweight Championship em direcção à Wrestlemania, com coisas simples por onde pegar. A começar já, muito simplesmente, pela proximidade da “Invasion” e Booker T, um ex-WCW “não pertencer ali” com um veterano da WWE. Tanta coisa que já dava para fazer daí. Mas não, vamos por um atalho manhoso. Booker T “não pertencia ali” por outras razões. Afirmava Triple H que “pessoas como ele” não mereciam títulos e até pedia para dançar para ele, já que devia ser das poucas coisas que ele sabia fazer. Racismo foi o que moveu esta rivalidade e a única esperança é que fosse tudo para um final feliz e para calar o racista e ensinar-lhe uma lição, com triunfo da vítima de todo o bullying, como Ron Simmons fez em 1992, quando fez história. Em vez disso vem uma cereja podre encima do bolo de bílis que já era tudo isto: Triple H vence com algum domínio e o já humilhado apenas sofre mais uma humilhação…

8 – The Undertaker vs Shane McMahon, Wrestlemania 32

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Um bem fresco e que ainda se devem lembrar. Não retiro o facto de haver boas memórias porque as há, mas desafio-vos a listar mais que o mero regresso de Shane e o seu salto do topo da jaula. A história expôs um problema que já se reconhecia: quem falta enfrentar The Undertaker na Wrestlemania? Ainda para mais sem streak? Com a negação de dar esse último feito ao Cena – algo que se prolonga este ano mas já está perdoado, abençoados sejam os segmentos “Total Bellas Bull****” – foram buscar alguém de fora. E se calhar o mais improvável: Shane McMahon. Um não-wrestler, apenas um tipo sem medos, que regressava repentinamente ao negócio de família do qual se tinha afastado e logo para um Hell in a Cell, marcado tão repentinamente que até pareceu à pressa – não foi, só foi curto, grosso e frio. Agora o desenvolvimento da rivalidade? Fraco. Afinal quais eram as motivações de Undertaker? Shane acabava de chegar e com certeza Undertaker não tinha problemas com ele. Segmentos com Vince não limparam a imagem que aparentava: Undertaker passara do fenomenal detentor da streak para pau-mandado de Vince McMahon. A enfrentar e a destruir Shane porque… é o que o patrão manda, nem sequer tinha outras grandes razões para estar ali. A Shane só lhe tinha sido prometido o controlo do Raw, também não tinha grandes problemas com Undertaker. “Beef” familiar… com Undertaker e um Hell in a Cell. Melhor que tudo isso só o que veio depois: foi prometido o controlo do Raw a Shane, caso ele vencesse. Não venceu. Fartou-se de controlar o Raw na mesma, por várias semanas. Foi tudo tão útil!

7 – Chris Jericho vs Fandango, Wrestlemania 29

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Antes de mais digo o que penso e que não é o que todos pensam: isto foi um desperdício de combate para ambos. Para Fandango seria impecável… Caso não fossem de span de atenção curta, desistissem dele e o deixassem cair para o fundo. Assim fica um jobber de poucas aparições cómicas… Com uma estreia vitoriosa sobre um futuro Hall of Famer, que lhe trouxe zero benefícios. Mais valia já ter estreado antes da Wrestlemania e ter uma boa prestação lá nalgum combate colectivo para ter onde pegar, a partir de qualquer lado, após o evento e na nova época. E para Jericho… Óptimo trabalho a colocar Fandango over. Para nada. Insistirei sempre em Fandango como um dos primeiros nomes a listar quando me perguntam os talentos mais subvalorizados daquele plantel, já desde os tempos do Johnny Curtis e agora com os Breezango, tanto em equipa como os dois tipos individualmente. Esta estreia foi uma mancha e a piorar só a história que o sucedeu que foi pouquíssima. Fandango recusava-se a enfrentar os seus adversários por não saberem dizer o seu nome. O que era hilariante, se já era fã do performer, aí fiquei fã da personagem. Jericho seria mais um… Se não fosse o facto extremamente trivial de Jericho ter participado numa antiga edição do “Dancing with the Stars”, já tendo mais background em dança que Fandango. Parece que é motivação suficiente para este ser um “dream match”. E parece que está a feud montada, bailarino contra bailarino. Só faltava mesmo ser um “dance off”! Que aconteceu… no Extreme Rules… Mas que se diz que era para acontecer mesmo na Wrestlemania. Nossa, ainda podia ter sido pior!

6 – The Mega-Maniacs vs Money Inc, Wrestlemania IX

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Isto é um trabalho de forte resistência para mim. Não colocar aqui o card da Wrestlemania IX praticamente todo. Não está porque se safa a construção do main event como razoável e aceitável – a primeira vez que vencer a Royal Rumble premiava com um campeonato na Wrestlemania – e porque o que não faltava por aqui era combates sem pingo de história. Vai o destaque para este. A força com que atafulharam Hulk Hogan de volta à WWF, após um escândalo com esteróides e animosidades com a direcção o afastaram dos ringues. Mas a Hulkamania ainda estava tórrida. Ou não. Tiveram que trazê-lo para uma bizarra história que deu num medíocre combate Tag Team. Baseado num acidente real que aconteceu a Brutus Beefcake que o obrigou a cirurgia de reconstrução facial, os Money Inc. de Ted DiBiase e I.R. Schyster decidem ser uns mauzões porque sim, porque não iam com a cara dele – olha que trocadilho que fiz sem querer – e atingiram-no no rosto, com uma mala, supostamente disfigurando-o outra vez. Foi a motivação para o regresso de Hulk Hogan: defender o amigo, tudo bem. Combate tag team marcado e pronto, é o que há. Mas também não houve mais nada foi um “hit and run” motivado por um forte “porque sim”, um regresso de Hogan porque tudo desfalecia sem ele aparentemente, um desafio e combate marcado. Para acabar por desqualificação e com Hogan a fazer taunts para o público por tanto ou mais tempo que o pobre combate. Felizmente, Hogan ficaria por aí… Ou será que ficava? É a Wrestlemania IX, lembram-se bem do que aconteceu, não se lembram? Ah, isso é que foi uma história de categoria!

5 – Booker T vs Edge, Wrestlemania X8

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Este é qualquer coisa. É tão parvo mas acaba por ser engraçado por isso mesmo. Foi intencionalmente parvo e só fica um gajo a pensar porque é que tinha ser logo para a Wrestlemania. Ou se uma feud deste gabarito realmente só dava para resolver na Wrestlemania. Booker T e Edge. Perfeito, dois Hall of Famers, dois grandes. Só pode ser óptimo. Não foi nenhum combate pelo título Mundial. Nem nenhum do midcard por acaso. O que motivou a rivalidade e consequente combate? Um anúncio de shampoo Japonês. Ah pois é! Foi tudo mais para a borga mas fica registado que dois grandes como Edge e Booker T se enfrentaram no maior palco de todos… Por causa de um anúncio a um shampoo. Que não deixa de ter o seu enigma. Afinal porque competiam por um lugar no mesmo anúncio, do mesmo shampoo? É por terem cabelos muito parecidos? Ou isso faz tudo parte de uma piada genial – claro que era uma piada – que realmente só tinha resolução na Wrestlemania?

4 – Hulk Hogan vs Sgt. Slaughter, Wrestlemania VII

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Mais uma repetição de algo já listado na edição anterior. E se eu fizesse, na próxima semana, algum ranking das maiores loucuras que esta cambada de tolos já arriscou – com esse mesmo título atractivo – já ia para a terceira semana em que o incluiria. Não dá para evitar um dos momentos mais polémicos da história da WWF e uma das mais arriscadas explorações de um assunto tão delicado. Hoje em dia estamos muito mais avançados mas ainda assim as coisas são como são, estamos de novo num ambiente social e político de cortar à faca. Imaginem há mais de duas décadas e meia atrás. Tensões irreparáveis entre os Estados Unidos e o Médio Oriente, com a Guerra do Golfo. Um kayfabe vivíssimo a fazer todo o povo crer no que se passava naquele ringue. Vamos então pegar no adorado patriota Sgt. Slaughter, virá-lo contra o seu país, virá-lo simpatizante do inimigo e até usar umas boas montagens de fotografias ao lado do Saddam Hussein. Só para ter a certeza que o homem até ameaças de morte receba. E recebeu, como já disse, nem podia andar em segurança pela rua. Foi esta passagem que lhe deu o WWF Championship, foi o que o levou ao main event da Wrestlemania VII, foi o triunfo anual de Hulk Hogan, o “Real American”. Tiveram que ser rápidos a mudar-lhe a atitude de novo após isto, para manter o senhor vivo e para que ele parasse de dizer coisas que, como ele já afirmou, lhe custaram tanto a dizer…

3 – Candice Michelle vs Torrie Wilson, Wrestlemania XXII

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Há muitos que dizem que a actual revolução feminina no ringue e as competidoras são todas sobrevalorizadas – ser do contra é fixe – mas havia muito mais povo que olhava com pena para a divisão feminina da WWE de há um punhado de anos atrás e não conseguiam evitar o saudosismo. Mas cuidado com esse saudosismo. Não podiam recuar a qualquer tempo… Ou a qualquer momento. É que, recuando à Wrestlemania 22, tudo bem, há um combate entre Trish Stratus e Mickie James pelo Women’s Championship, um clássico. Óptimo. Nesse mesmo card também havia a outra vertente, a outra justificação para colocar mulheres no ringue quando tinham uma classificação televisiva mais ousada. E tivemos Candice Michelle e Torrie Wilson a romper as “Vince’s Devils” – o trio que tinham juntamente com Victoria, que ficou aliada a Candice após o sarilho – por causa de… Capas da Playboy. Candice era a mais recente estrela da capa e queria obrigar Torrie a admitir que era bem mais sexy que a dela. Esta recusou. Levou porrada. Deu-se aí a grande rivalidade para a “Ultimate Thrill Ride”, que ainda não o era nessa altura. Das grandes, ao nível de um Rock/Austin, Savage/Steamboat, Undertaker/HBK. Era para isto que elas serviam também. Compensava-se num combate decente? Perto que chegue, uma Playboy Pillow Fight que antecedeu o main event como pausa para uma mija… Ou qualquer outra coisa, sabe-se lá quanto depravado estava a ver. É uma história esquecida mas olhando para as Vince’s Devils, Torrie é uma eterna favorita e tem essa sua passagem pela Playboy no passado, Candice repeteu a proeza já com um passado no softcore e em produções fetichistas específicas mas a Victoria… Dessa saíram agora ao mundo umas coisas que ganha a qualquer uma delas! Mas deixemos isso de lado, que não é isso que interessa!

2 – Doink the Clown vs Bam Bam Bigelow, Wrestlemania X

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Não é uma entrada tão óbvia como parece, para alguém que realmente não tenha assistido à feud e apenas olhe para os nomes. Bam Bam Bigelow era um durão e um daqueles grandalhões assustadores que fazia demasiadas proezas atléticas com aquele corpo. Doink the Clown? Doink, esse estava encaminhado para uma feud com Undertaker. Não se riam, podia ser óptimo. Com o Doink certo. Originalmente, Doink era um palhaço maléfico, que pregava partidas maldosas, assustava crianças e tinha tudo para se tornar cada vez mais assustador e sinistro, ia ser uma combinação improvável mas boa. Mas coisas aconteceram e Doink virou Face e de palhaço psicopata passou a… Palhaço apenas. O que realmente só enaltece a grandeza da rivalidade entre estes dois é a sua longevidade. Em tempos em que feuds para a Wrestlemania podiam construir-se nas semanas que a antecediam, mesmo encima da hora, esta já vinha desde o ano anterior! E já tinha tido desenvolvimentos diferentes em ringue! Lá a saga! Podia ser algo interessante, o que Doink poderia estar a tramar… Se fosse o antigo Doink. Este Doink só andava a pregar partidas ao Bam Bam há meses e a atormentar quem lhe fosse associado. Ainda aconteceu um atroz combate no Survivor Series de 1993 entre a equipa de Bam Bam, Bastion Booger e os Headshrinkers e quatro Doinks que nem eram Doinks – eram os Men on a Mission e os Bushwhackers disfarçados de Doink. Daqui ainda saíram outros avanços como uma aliança – romântica – entre Bam Bam e Luna Vachon – belo uso que lhe deram – que viria ainda a meter um triângulo amoroso com Bastion Booger – e eu sei que vocês querem ver isso – e uma aliança de Doink a… um Mini Doink. Estava o clássico instalado: um Mixed Tag Team entre estes e temos aí um combate e uma história para as eras!

1 – Jerry Lawler vs Michael Cole, Wrestlemania XXVII

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Peço desculpa. Peço imensa desculpa. Por ter que vos lembrar que isto aconteceu. Que tivemos que ver um combate entre comentadores, com Steve Austin a arbitrar sem que o pobre desgraçado pudesse salvar alguma coisa – e porque é que ele fica tantas vezes com essa tarefa ingrata? Que tivemos que ver Michael Cole a fingir por muito tempo que era um lutador e realmente a atacar e a trabalhar Lawler com estratégia e inteligência. Que tivemos que ver Jerry Lawler, um clássico e bem galardoado wrestler, a ter que vender os ataques de Cole que se resumiam a este a suspender-se nas cordas e tocar-lhe no tornozelo magoado, ligeiramente, com as pontas das botas, em vez de utilizar as cordas para exactamente o contrário e fazer pressão. Peço desculpa por vos lembrar disto e da história que tivemos que aturar para aqui chegar, em que mal tínhamos comentários e havia mais picardias entre dois comentadores que já se tinham vindo a tornar progressivamente mais irritantes há um tempo. Em que se perdia tempo com segmentos, em que se interferia em combates pelo título, em que nem a falecida mãe de Lawler se safou de ser mencionada. Também pedia desculpa pelo que veio a seguir, quando isto não se ficou por aqui e ainda se estendeu por mais dois PPVs, mais dois combates sofríveis, aí era tão vítima como vocês, foram eles que o fizeram! Mas pronto, posso tornar a pedir desculpa por vos fazer lembrar disso também… E aquele combate “Kiss My Foot”, minha nossa. OK, desculpem, a sério!

Pronto, por aqui me fico de lembrar algum do pior do que a Wrestlemania nos trouxe. Podemos voltar a concentrar-nos no melhor que a Wrestlemania nos trouxe. Como a Wrestlemania desta noite passada! Ou isso não foi? Foi? Sei lá, já estou bem educado e calejado para não ter expectativa sequer, nem boa nem má, simplesmente instalar-me e receber o que me dão. Se calhar até me deram um programa de categoria. Agora resta-vos recordar estes momentos, comentá-los, defender alguns que achem que mereçam a sua defesa, como sei que muitos de vocês defenderão a rivalidade entre Cole e Lawler como épica e intemporal. Acrescentem também casos vossos, porque é um tema que dá muito para isso, recordar o pior. E toca a cascar na última Wrestlemania porque o recente e actual é sempre o pior! Comentem, façam disto vosso e preparem para o sempre épico Raw pós-Wrestlemania. Portem-se bem ou serão DELETED! Agora então é que eu não sei o que estou a dizer ou a insinuar…

5 Comentários

  1. simba - há 8 meses

    Bom, artigo realmente o numero 1 esta perfeito mesmos alguns anos depois fica sempre o wtf was this e sobretudo porque?????

  2. Honestamente eu gosto bastante quando a WWE pega em temas polémicos para as suas storylines. Talvez seja pela minha visão “hollywoodesca” do wrestling, mas acho importante a WWE pegar em temas como o racismo e aplicar nas suas histórias, agita um pouco as coisas e faz o seu público pensar um pouco. Nunca entendi aqueles que admitem temas polémicos em filmes, séries ou telenovelas mas que no wrestling, que no fundo é a mesma coisa, já não admitem. Aliás, um dos meus heels preferidos de sempre e à data o meu wrestler favorito ao lado do Triple H, era um senhor chamado Muhammad Hassan e devo dizer que aquele famoso segmento censurado, nunca o deveria ter sido e nunca o Muhammad Hassan deveria ter sido despedido, só o foi pelo racismo de que era vitima da parte dos media americanos, os atentados de Londres foram apenas uma péssima desculpa.
    O único aspecto negativo nessa feud Triple H/Booker T foi mesmo o final mas dentro daquela lógica que a WWE também aplicou em Muhammad Hassan, uma vitima de racismo que era o vilão porque dizia verdades inconvenientes (ou seja, ao contrário do que a decência mandava) e também o despedimento de Muhammad Hassan sem a coragem de defender o seu trabalhador e de combater o racismo e a xenofobia de que o mesmo (pessoa e personagem) estava a ser vítima.
    Faz-me impressão como Fandango esteve tão over mas de repente é colocado de parte, tal como o Zack Ryder.

    • BRRM - há 8 meses

      Concordo, acho que a WWE podia pegar mais em temas considerados taboo e usá-los (de forma correta, claro) nas storylines. Penso que isto faria os fãs interessarem-se mais justamente pelo simples facto de serem temas polémicos (e também iria dar mais intensidade às rivalidades).

      Mas falando no caso referido em particular, foi realmente uma decisão incompreensível terem posto o Booker a perder.

  3. 434 Days - há 8 meses

    Número 1 mesmo acertado.

  4. Awesome One - há 8 meses

    esse candice vs torrie de mal nao teve nada kkk

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