Top Ten #196 – Push cancelado!

Sejam todos bem-vindos ao Top Ten! Vá, agora que já vos dei tempo e talvez já se tenham lembrado quem raio eu sou e o que é isto exactamente, ganho a confiança para vos perguntar se tinham saudades minhas!

Acabaram-se as férias, pude finalmente tirar uma pausa de dormir e passar muito tempo na horizontal para finalmente relaxar e dormir e passar muito tempo na horizontal lá fora. Fora de brincadeiras, o Top Ten está de volta. A malta dos ringues não pára no Verão e passou-se muita coisa na minha ausência. Nem dá para abordar tudo o que já se passou.

Mas se der, arranja-se um tempinho para mandar um cestinho de flores ou fruta com um cartão de simpatia para o Baron Corbin. Dizer-lhe que tudo vai correr bem. Que estas coisas acontecem e que ele ainda pode recuperar.

Baron Corbin, o promissor Superstar, foi uma recente e muito notável vítima do cancelamento do push. Algo de que se podem queixar imensos talentos que já pisaram aquele ringue. Pois, um Top Ten parece uma tolice mas estão aqui dez meros exemplos, retirados do chapéu, de desgraçados na ingrata posição. Com maior preferência para os que não tiveram realmente uma recuperação boa, olhemos dez casos oriundos da memória e de anos mais recentes.

10 – Sean O’Haire

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O escolhido. Não, não era uma gimmick – esse que espere – nem o vendiam assim com tão alta consideração. É o escolhido no meio do molhe de midcarders ascendentes da primeira metade da década anterior, que viram a sua ascensão cortada abruptamente e só pararam quando bateram lá no fundo. Especificando: rookies da WCW remodelados.

Sean O’Haire era um vilão mas um vilão muito simples. Simplesmente não era muito boa pessoa. A sua gimmick era meramente um gajo que te encorajava a fazer o mal. Um gajo que só desencaminhava. E era suposto torceres contra ele, mesmo que dois terços dos teus amigos sejam iguais a ele. A ideia era básica mas tinha o seu quê de original, não havia propriamente algo como aquilo antes. O potencial e a aparente ideia era de que viria a ser um Heel de topo. Tinha uma bela streak invicta. E uma feud com Hulk Hogan não é para qualquer mancebo que lá chegue. Nem uma equipa com Roddy Piper! Mas, infelizmente, foi aí o início do fim.

Já tinha largado a gimmick para a parceria improvável com Roddy Piper e com ela foi também o interesse. Dos oficiais e do público, foi desvanecendo e um acidente de mota retirou-o dos ecrãs para ter a certeza que a malta se esquecia dele. Quando voltou, foi de volta para o território de desenvolvimento e eventualmente despedido. Já não havia más influências do Smackdown, fora toda a gente. Infelizmente, anos mais tarde, meteu-se em confusões com violência, tanto em bares como doméstica. A má vida levou-o ao seu trágico fim em 2014. Infelizmente, parece que Sean O’Haire tinha um enorme Sean O’Haire na sua vida. Pena não ter conseguido deixar mais saudades.

9 – Baron Corbin

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O nosso amigo. Mas ele que não desanime totalmente. Nem os fãs. Ele está na cena do título dos Estados Unidos e até ganha combates ainda. Só foi forçado a uma tremenda figura-de-urso. Há volta a dar daí e é gajo que eles gostavam bem desde o início, pode voltar a cair nas graças. Se ele tiver uma terapia na utilização do Twitter, juntamente com o Presidente do seu país, e se mantiver mais calmo à volta dos oficiais e médicos. Não é preciso muito, só portar-se bem. Ignorar um Sean O’Hairezinho que tenha no ombro a dar-lhe maus conselhos ao ouvido.

Mas já passou por uma humilhação. A mala “Money in the Bank” que lhe garantiria o estrelato e uma posição cimeira, onde só um Jinder Mahal desta vida chega e os outros sonham. O seu bilhete para o topo. Perdeu-o. Cash-in falhado, em pleno Smackdown, num acto que só faltava concluir com o pobre a tatuar “patego” na testa. É um enterro jeitoso.

A seguir viria a ser uma presa fácil para o seu adversário do SummerSlam. John Cena, o encarregado por isso. Vejam lá a vergonha, perder para o gajo que já perdeu para o Kevin Federline. Sem grandes cerimónias. Por acaso confesso, não é das quedas mais irremediáveis que já tenha visto e ele ainda mantém algum protagonismo. Para já está aqui por ter dado a ideia, mas podemos acreditar que arrebita. Anima, homem! Tu consegues subir outra vez! E manter o cabelo! OK, agora já nos estamos a precipitar…

8 – Damien Sandow

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Ligando ao ponto anterior, Corbin pode descansar com o falhanço do “cash in”, porque não significa miséria. Olhemos para outro caso. OK. Não olhemos para outro caso. Damien Sandow também foi amaldiçoado com o mesmo. Tinha a mala, traiu um amigo por ela, e quis trocá-la por um título à homem. E fê-la contra John Cena. Rais’ parta ao gajo que já perdeu para o Kevin Federline e para o John Laurinaitis que já estragou a vida a tanta gente!

Mas há uma certa dor na queda de Damien Sandow. Porque fica a questão. Porquê? Era um tipo sem falhas em ringue. Impecável ao microfone, dos mais entretidos com aquele instrumento. Ridiculamente over com os fãs. Não há relatos de confusões com alguém. E não o deixavam subir à vontade porque… Vou lá eu saber. Prenderam-no a um conceito de imitações, com cada uma, por muito divertida que fosse, a servir de remessa de terra atirada para cima. Mas Sandow era como o burro do conto e sacudia-se e subia para cima da terra. Ele conseguiu reerguer-se!

Damien Mizdow era das personagens mais over em TV e antevinha-se o seu novo push definitivo. Que não o foi, voltou ao mesmo, desapareceu até o seu despedimento e viagem para outros campos, onde continuava a puxar risadas, mesmo que a curto prazo. Como se estivesse destinado e escrito no seu contrato: não vais propriamente a algum lado por muito que dêes para mais. E esta era a sua segunda vinda para a WWE!

7 – Lord Tensai

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Eu ouvi a vossa risada seca. Seguida de um “Olha este gajo”, por muitos. Ele até tem um currículo a sugerir imensas quedas. O Albert ou o Prince Albert andava por aí. Não passava despercebido, não tirava o lugar a ninguém. O A-Train ainda deu cabo de alguns corpos mas nada por aí além. Até é fácil de assumir que aqui o veterano já teve mais nomes que títulos. Pois, não é dos currículos mais galardoados.

Mas havia espaço para mais um retorno e para mais um nome. Lord Tensai vinha e para intimidar. Toda a gente menos aqueles que o conheciam e não o conseguiam levar a sério por isso. Com omissões quase totais da sua identidade e do seu passado na companhia – mas ainda falavam – era um Heel de topo destrutivo que acumulava vitórias com nomes como John Cena ou um CM Punk a WWE Champion, limpinho. A ideia era um Heel de topo, lá está. Mas ninguém estava a morrer por um super-vilão que fosse apenas o Albert após uma roda de padrão curioso lhe passar por cima da cabeça.

Deixaram de se importar com ele e o monstro imparável tornou-se facílimo de parar. Considerem esse período de queda um pestanejar longo. Tinham uma ideia de Lord Tensai a quase sufocar CM Punk e a derrotá-lo limpo. Agora o tal pestanejar. Agora abrem os olhos e o mesmo indivíduo está no meio do ringue a dançar de lingerie. Que é que se passou mesmo? O reconhecimento do que dava para fazer com Lord Tensai e o veterano a não se importar e a querer divertir-se um pouco antes de se retirar e dedicar-se a treinar a malta nova. Acabou a carreira na WWE em parceria – rompida – com Brodus Clay, com muita dança e abanicar de banha à mistura, e parecia feliz. Acabar na borga. O erro se calhar foi mesmo a tentativa de lançar um Lord Tensai!

6 – Jack Swagger

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Ah, o nosso bom amigo. Aqui poupado a meio da tabela. Estranho porque até seria de considerar que numa entrada no dicionário de “push cortado”, apareceria uma fotografia aqui do atlético gajo. A sua mugshot talvez. É que ele foi mesmo World Heavyweight Champion! E também já foi o maior jobber da companhia! Mas para ele não se sentir tão mal, tenho-o a meio da tabela, não o vou considerar um caso tão drástico. Vou considerar que nem como Campeão Mundial ele estava assim tão lá encima. Que é bem pior, eu sei. Mas não me julguem, estou a tentar amenizar as coisas.

De facto, Jack Swagger parecia alguém encaminhado para as alturas, desde os seus primordiais tempos na ECW. Não tardou muito a capitalizar no Money in the Bank para se tornar World Heavyweight Champion e esse feito já ninguém o tira. Ou seja, nem com um “cash in” de sucesso, um gajo se safa garantidamente da miséria. Após perder o título, perdeu-se o estofo para o caçar de novo, até se tornar um patriota duvidoso que teria tido muito gosto em que colocar um Hall of Famer na Casa Branca, como ele realmente está. Com isso, até podia ser apanhado com uns chás de fazer rir, que não lhe tirou o lugar num dos eventos principais da Wrestlemania.

Mas era difícil atinar com este talentoso rapaz. Nunca ficava over e nunca havia muito para fazer com ele. Nem como bom patriota. Caiu para os “C Shows” para o jobbing – pela enésima vez – até que abandonou a companhia há pouco tempo. Antes disso tentou remodelar-se ao virar um boné para trás e tentar falar como o miúdo mais fixe do recreio. Só parecia o gajo adulto que anda a assustar no recreio até alguém chamar a polícia. Não era isso que ia pegar. Que deve ter sido a frase que mais marcou a carreira do pobre Swaggie. Tu foste Campeão, rapaz!

5 – Drew McIntyre

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“Com maior preferência para os que não tiveram realmente uma recuperação boa”, disse o gajo ao início. Podem lá arremessar-me para um caixote do lixo, em tom de praxe e linxamento por me contradizer. Porque chegamos a meio da tabela e aparece-nos um indivíduo que soube reerguer-se, foi ser Campeão Mundial noutro sítio e até voltou à casa original para ganhar mais ouro e encabeçar uma das brands, uma de qualidade e popularidade imensa e respeitável. Mas também vamos a ver uma coisa. Mesmo antes de se tornar Campeão Mundial e mesmo sendo apresentado logo como uma estrela de topo, ainda teve que passar por algumas coisas como combates “Steel Pipe on a Pole”! E isso é pior que trabalhar ao Domingo!

Mas fora essas brincadeiras, nós bem vimos aquelas por que Drew McIntyre passou e o seu difícil trajecto. Bem sabemos que ele era uma representação andante de um push que já era. Ele era a prova viva de que não se pode dar nada como garantido, mesmo com um endosso gigante. Aquela brincadeira do “Chosen One”. Ele estava apadrinhado por Vince McMahon! Tanto em ecrã como fora dele! E o Vince consegue vidrar-se bem em alguém. Mas também consegue mudar de ideias muito rapidamente, o velho é inconsistente e nunca se sabe no que confiar. Se Drew confiou demais no seu estatuto de “Chosen One”, bem que ficou com o azedo na boca.

Algum tempo depois já seria o “Chosen One” para se deitar para alguém quando era preciso e acabou o seu primeiro percurso na WWE como membro dos grandes 3MB. Eram épicos sim, mas não em vitórias, eram apenas os jobbers residentes engraçados. Mas Drew é uma história feliz. Mostra que é possível reerguer-se das cinzas dos 3MB. E é, com certeza, o maior exemplo de maior subida oriunda desse trio! Ah, espera aí…

4 – Mr. Kennedy

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Quem não tem cão, caça com gato. Que é como quem diz, também este, na falta de um títulozinho Mundial na companhia que já lhe andava a prometer disso há um tempo, lá vai ele ganhá-lo para outras bandas. Dizem que já não foi mais o mesmo quando partiu para lá, mas podia gritar o seu nome na mesma. Portanto ainda ficava muita coisa para se gostar dele.

Mr. Kennedy era um midcarder em ascensão que tinha todo o ar de menino de ouro, de Heel de topo em construção, de futuro “poster boy”, quem sabe, uma representação maior da companhia após uma Face Turn. Era arrogante mas excelente nisso e já não tinha só a gimmick de gajo que se anunciava a ele próprio, já tinha como característica contar e listar a quantidade de ex-Campeões Mundiais de alto nível que já derrotara – completou a dezena. As suas feuds não eram de pesos leves e vencia contra nomes como Batista ou Undertaker. Um título Mundial parecia garantido.

E já estava o plano escrito para ele. Com a “morte” de Vince após a explosão da limusine – este episódio volta cá sempre! – Kennedy seria revelado como filho ilegítimo de Vince, iniciando o seu push em direcção ao WWE Championship. Mas Vince ressuscitou, despediu o Paul London e já não dava para fazer aquilo. Mas trouxeram a história à baila na mesma e era para ter o mesmo desfecho. Mas lá está, a palavra-chave deste Top Ten. Cancelamento. Substituiram-no pelo único lógico: Hornswoggle. E então? Tão parecido com o pai como o Jason Jordan. Kennedy viu o seu push cancelado e pode culpar um pouco de tudo: desde alegadas birras de Randy Orton a prejudicá-lo, a falhas nos testes da Wellness Policy. Nada se concretizou para Mr. Kennedy, até partir para outra. Onde também não conseguiria manter o estrelato. Tanta goela naquele microfone para nada?

3 – Ryback

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Por acaso até nem quero saber dos seus empurrões em direcção ao main event ou da sua onda invicta ou da sua rápida ascensão à cena do título da WWE. A sua melhor fase foi quando não tinham peva para fazer com ele e tinham-no a fazer de doido, que ia ao ringue depois dos combates, andar à volta do ringue enquanto gritava disparates sem sentido para o público. Aí é que eu gostava bem dele. Um episódio do WWE Main Event em que ele apareceu no final de todos os três combates e um segmento para dar o mesmo baile. E eu, desalmado, a rir-me. Durante essa semana, ele foi o meu wrestler favorito. Depois lá se foi o encanto.

Mas Ryback era mais um grandalhão direccionado aos astros. Era imparável, até estava bastante over – o público que se manifestava quanto às suas limitações não era o que mais se manifestava nas arenas – e já tinham planos bem ambiciosos para ele. Ainda nós à espera da sua primeira feud a sério e já ele deitara olhos a CM Punk e ao seu WWE Championship. Não o ganhou mas já nos dava a noção de que estávamos perante um caso sério de Superstar de topo. Isto até pestanejarmos e virmos a coisa a amortecer e até um bizarro período de jobbing nos apareceu à frente. O gajo tanto pedia que o alimentassem mais que parece que realmente ficou cheio.

Heel Turns, alianças, tentativas de novos pushes, reinados com títulos de midcard. Ryback andou sempre nos altos e baixos. Não queriam desistir totalmente dele mas já pareciam ter desistido dele como uma das suas maiores estrelas. Os seus comportamentos, diz que não eram dos melhores, e o prejuízo continuava. Até que ele mesmo se retirou. Foi embora sem realmente chegar ao topo e não sacou de grande coisa fora da WWE. Mas ele está bem de vida. E diz ele, e muito bem, que não precisa da WWE para viver. Hoje é muito feliz a falar constantemente nela e a fazer isso render. É assim mesmo, Skip!

2 – Dolph Ziggler

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Outro amigo nosso. Bem sabemos o quanto ele sofre. Vejam lá o estado mental dele agora. Mas dá para culpá-lo? Ziggler, o coitado foi cheerleader, carregou sacos de golfe para Mexicanos em negação, andou com a Vickie Guerrero, teve que pôr o Alberto Del Rio over. Tocou-lhe de tudo. E as recompensas eram meras pastilhas elásticas, das que perdem o sabor muito rapidamente. Porque realmente Ziggler não tem um currículo vazio. Já foi Campeão Mundial por duas vezes.

A primeira, pronto, mal conta. O título foi-lhe entregue e ele teve-o por minutos. A segunda, foi apenas o maior momento da sua carreira mas azares e patadas na cabeça – cortesia do nosso Swaggie – valeram-lhe um traumatismo, que lhe valeu a sua centésima queda.

Ziggler tem uma carreira feita de momentos “é desta!” Quando foi World Heavyweight Champion. Não foi dessa. Quando deu a vitória contra a Authority, auxiliado por Sting, no Survivor Series, após aplicar o mais letal dos Zig Zags, que deixou Seth Rollins em coma profundo, tornando-se o herói. Não foi dessa. Quando rivalizou com The Miz e venceu o título Intercontinental como sua “última chance de realmente singrar” num excelente combate, a relembrar no final desse ano. Não foi dessa. Quando se fartou e voltou a Heel. Não foi dessa. Agora chateou-se, goza com todos e ironiza tudo o que é popular, para dar ao público o que ele supostamente quer. É desta? Pois…

1 – Muhammad Hassan

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O Modern Day Mahar… não, não é esse. As origens são diferentes, nem quero ser aquele leigo que confunde tudo. Ironicamente, nenhum é nascido no Médio Oriente. Mas também não podiam ter menos a ver. Jinder Mahal meramente representa a Índia. Não precisa de fazer muito mais para irritar Americanos, basta ser de fora. Já Muhammad Hassan, era Americano reconhecido, mas viu o seu astral push cancelado quando eles acharam que já roçavam o terrorismo.

Hassan ia ser gigante. Heel de topo e com potencial para ser um dos grandes Heel de sempre. Precisamente porque mexia em assuntos sensíveis. Hassan era um cidadão Americano discriminado pelo seu aspecto e origens – quais? as Italianas? – após o clima de tensão pós-11 de Setembro. Sim, ele tinha razão. Mas podiam fazer dele um vilão na mesma por isso mesmo, ora essa. USA! USA! USA! e mais nada. O que fazia dele um vilão tão alto e perigoso era com as suas acções a contradizer as suas palavras, ao mostrar-se progressivamente mais simpatizante do radicalismo. Foi quando rivalizava com Undertaker – lá está, nenhuma feud de chouriço – que preparou um ataque com vários encapuzados a atacar Undertaker. Tudo se assemelhava a um ataque terrorista. E andava tudo muito sensível. Mais sensível ainda. Um novo atentado acabava recentemente de acontecer em Londres, precisamente onde o segmento ainda chegou a ir para o ar. Em solo Americano foi cortado.

Que mais foi cortado? O próprio Hassan. Fica na primeira posição como um caso drástico. De push enorme, literalmente cancelado em TV, com a história cortada e com o despedimento eventual de Hassan. Mesmo à bruta. O que seria de Hassan sem esse corte? Heel de topo eterno ou acabaria por ter prazo de validade com a sua gimmick?

É este o Top Ten. Esperaram semanas para isto. Mas espero que tenham gostado, até acho que é assunto que puxa para a conversa, dá sempre para o pessoal se queixar deste ou daquele não ter tido a sua oportunidade. Participem também porque este Top Ten é uma mera enumeração e podia ter mais partes, volumes e continuações. Este não é um “dez maiores casos”, mas funciona mais como um “dez exemplos” e o que não falta é disto. Aí uns 85% dos que já passaram por um ringue da WWE talvez. Falem dos casos que vocês se lembrem, é para isso, para acrescentar.

Vá, acabou-se a vida boa de férias – não era assim tão boa – logo é para voltar na próxima semana. Para felicidade e êxtase de três de vocês. Até lá fiquem bem e até à próxima!

Sobre o Autor

- Escritor do artigo “Top Ten”.

17 Comentários

  1. Há aqui casos que mostram como, muitas vezes, a WWE não sabe o que está a fazer. É incrível como decide pushes e desiste deles, com a mesma facilidade. Cheira-me que o próximo será Jinder Mahal. Até tenho gostado dele como campeão, é um grande heel, já tem um reinado respeitável, maior do que o Roman Reigns alguma vez teve, assim como muitos outros, mas veremos como será quando ele perder o título. É que tal como Roman Reigns, Mason Rayan, Tensai, entre outros, os fãs não gostam porque…não gostam e nem uma oportunidade dão ao homem, nem lhe reconhecem valor.
    Os mais graves da lista são Damien Sandow, Drew McInthire e Muhammad Hassan. Os dois primeiros foi mesmo desistir porque sim, porque a culpa não foi deles. O discurso que obrigaram o McInthyre a fazer no NXT, a dar a entender que a culpa do falhanço do “Chosen One” era dele, foi rídiculo. Já o Muhammad Hassan, que era o meu preferido na época, um dos melhores vilões de sempre, podem dar as desculpas que quiserem, não pega, muito menos a do atentado. O Muhammad Hassan foi, desde o inicio, vitima de racismo da parte dos fãs e da parte dos media, mesmo não sendo árabe, ninguém queria saber. Infelizmente a WWE acabou por ceder a racistas e fazer a vontade. A família McMahon apoia Donald Trump, terem atitudes racistas não surpreende. Temos também o lado engraçado de que todos enchem a boca para dizer que o wrestling é falso, que o wrestling é uma telenovela mas admitem tudo numa telenovela ou numa série de TV mas quando fazem o mesmo no wrestling, espera lá que não pode ser, de repente deixa de ser falso, deixa de ser uma telenovela. O mesmo aconteceu com outro que poderia estar na lista, R-Truth. Assim que lhe deram uma gimmick em que ele era fumador, apenas lhe permitiram isso uma noite, vieram logo criticas e a WWE a ceder a tudo.

    • "Awesome" Hater - há 1 mês

      Ainda bem que não gostam ele. Fazia tempo que não tinhamos heels verdadeiramente odiados.

      • Muitos dizem que não o levam a sério porque só ganha com ajudas. A realidade é que isso faz dele um heel perfeito. Um jobber que chega ao main event através de uma battler royal que ele ganhou com ajuda, um titulo ganho também com interferências e um reinado inteiro à base disso, que faz ele ser odiado. Também estranhei o push repentino mas a verdade é que tudo faz sentido quando pensamos bem. Além disso, o Edge ganhou nome muito à custa da gimmick de oportunista, em que ganhava quase sempre com interferências ou manipulações, desde usar dois wrestlers parecidos com ele durante um combate para se poupar, triple treath em que ele aparece no fim, foi ele que inventou o cash in do money in the bank após os combates, o que ele fez duas vezes, não ter um money in the bank mas ajudar o Vince McMahon para ter o direito a fazer o mesmo quando ele assim entendesse e no entanto todos o adoravam.

      • Rui Ribeiro - há 1 mês

        A diferença é que o Edge não passou de jobber a main-eventer de uma semana para a outra, e os combates e promos geralmente eram boas.

  2. Rui Ribeiro - há 1 mês

    Boa lista. Por aí temos uns que a meu ver não eram main-eventers nem aqui nem na China como o Tensai, o Corbin, o Swagger, e depois temos o Sean O´ Haire, o Ziggler e o Ryback que podiam ter sido uns sólidos top midcarders.

    Os restantes podiam todos ter sido main-eventers. O Sandow e o Drew foram vitimas de mau booking.
    O Kennedy simplesmente parecia que não estava destinado a chegar ao topo. Ganhava o MITB? Lesionava-se e perdia a mala. Era para ser o filho ilegítimo do Vince? Viola a wellness policy e é substituído pelo Hornswoggle (essa lenda). Depois houve lá os problemas com o Orton e lá se foi embora da companhia.
    O Hassan foi certamente dos wrestlers mais azarados de todos os tempos. Aquele “angle” com o Undertaker aconteceu na pior altura possivel e assim se acabou o push de um gajo que podia ter sido dos melhores heels de todos os tempos.

    Welcome back. Já tinha saudades do teu artigo 😀

  3. 13 - há 1 mês

    Bem vindo de volta Chris, eu acrescentaria o Wade Barrett, todo ano parecia que ia ter um push, mas dava uma lesão ou simplesmente do nada o push desaparecia, é um gajo de azar.

  4. MARCOS - há 1 mês

    será que já dá para incluir também o Sami Zayn e os coitadinhos do Ascencion ?

  5. "Awesome" Hater - há 1 mês

    Bem vindo de volta, Chris!

    O pseudo-push do Ryder conta? E o coitado do Miz…

    “Que mais foi cortado? O próprio Hassan. Fica na primeira posição como um caso drástico. De push enorme, literalmente cancelado em TV, com a história cortada e com o despedimento eventual de Hassan. Mesmo à bruta. O que seria de Hassan sem esse corte? Heel de topo eterno ou acabaria por ter prazo de validade com a sua gimmick?”

    Provavelmente seria campeão americano e eventualmente seria derrotado pelo Cena.

    • Do Hassan temos logo duas questões. A primeira, insisto nesta tecla, é que for claramente vitima de racismo. O próprio teve uma longa promo em que apontava isso mesmo, houve artigos de jornal contra ele, chegámos a esse cúmulo. Jornais comuns, não jornais de wrestling nem blogs, jornais de prestígio que tinham artigos de opinião contra o Muhammad Hassan. Pelo que consta o próprio canal que transmitia o Smackdown pressionou para ele sair. Foi vitima de uma realidade que afecta os EUA desde sempre: o racismo, a que a WWE, infelizmente, cedeu.
      A outra questão é esta: porque não desistiram simplesmente da gimmick? O Hassan era um enorme wrestler, tinha talento, mick skills, carisma, tinha o pacote completo. Porque não o afastaram uns meses para regressar com outra gimmick completamente diferente. O despedimento foi absurdo.

      • El Merenguero - há 1 mês

        A WWE cedeu porque a UPN/The CW (emissora que exibia o Smackdown no período) não queria mais esse personagem aparecendo em sua televisão.

  6. Anónimo - há 1 mês

    E injusto o ziggler e o ryback mereciam mais o resto nao os acompanhei o baron Corbin nao e may mas se lutadores Como Sami zayn e ziggler sao jobbers entao ele que e poor do que Estes dois nao merce push

  7. LojaPortuguesaDeWrestling - há 1 mês

    Boa malha, gostei 🙂

  8. Kick_Ass - há 1 mês

    Bom artigo.

    10 – Sean O’Haire – Eu não tenho dúvidas que chegaria ao main event, tinha o look e a habilidade que a WWE procura, foi pena o que aconteceu.

    9 – Baron Corbin – Eu pessoalmente gosto do Corbin tem grande look e mostra evolução desde os tempos do NXT sem ficar estagnado. Espero que não desistam totalmente dele… E fazerem que o cash in falha-se foi uma grande palhaçada se o castigassem fazendo-o perder combates e adiarem o cash in tudo bem mas falhar o cash in é muito mau !

    8 – Damien Sandow – Ainda hoje não entendi o que se passou para o que fizeram ao Sandow…. tentaram enterrar o homem ao máximo e nem assim estavam a conseguir pois ele conseguia se tornar popular com o público de qualquer forma. No meu ver a WWE quis enterra-lo à força toda, porque ? não faço a mínima ideia, talvez não tivessem ideias para ele ou problemas nos bastidores…. o que sei é que com o pop que tinha e a qualidade tanto no ring, mic e a desempenhar qualquer papel estava destinado a chegar a upper mid-carder ou até mesmo main eventer.

    7 – Lord Tensai – Não deveria ter tido o protagonismo que teve quando chegou… toda a gente que o via lembrava-se de antigas gimmicks dele e não conseguia extrair reacção alguma do público.

    6 – Jack Swagger – Este para mim é um caso caricato, desde cedo nos tempos da ECW mostrou-se com muita qualidade e toda a gente o via com grande futuro, até aí tudo bem mas depois surgiu os problemas…. a gimmick dele não evoluiu desde a conquista do título, foi preso aquilo e foi sempre a descer…. passando uns anos remodelaram-o e coma ajuda do Zeb Colter voltou a ter destaque, reapareceu com uma gimmick nova e mais agressivo mas mesmo assim a WWE deixou cair isso por terra fazendo-o chegar de novo ao low card, a sua saída foi a melhor solução.

    5 – Drew McIntyre – Este foi dos piores casos que vi, tinha uma excelente gimmick, uma theme song awesome, bom em ring e no mic….. tudo parecia perfeito para chegar a main eventer garantido, até que a WWE se lembrar de um momento para o outro o transformar num jobber apesar de TODA a gente ver o talento que tinha.
    Espero que esta “2ª vida” na WWE lhe corra na perfeição e que finalmente chegue ao top onde pertence.

    4 – Mr. Kennedy – Eu não consigo ver o Mr. Kennedy como top guy na WWE, mas consigo ve-lo como um upper midcarder com uns runs pelo titulo principal e talvez aí se vi-se se tinha o estofo certo para main eventer.

    3 – Ryback – Começou bem vencendo jobbers e lutadores do low card, mas depois exageraram no push e deu o que deu, viu-se as limitações que tinha e começou a perder pontos a seu favor chegando ao fundo, mesmo tendo a WWE tentado reanimar o push mais do que uma vez não conseguiu se impor no topo, para mim um caso típico de falta de qualidade para tal…. apesar de o achar um bom mid carder.

    2 – Dolph Ziggler – Actualmente para mim o lutador mais desaproveitado da WWE tem tudo para main eventer e a WWE parece não querer dar o passo para tal. Queria muito que chega-se ao topo mas não estou a a ver isso possível, confesso que já perdi a esperança.

    1 – Muhammad Hassan – O 1º lugar é merecido nesta lista sem dúvida, tinha tudo para ser o top heel da WWE e apagaram-o totalmente do mapa…. Tudo por causa da gimmick ? Hummm desconfio…. podiam fazer que ele desaparece-se por uns meses e voltar a aparecer com uma gimmick diferente mas não decidiram mesmo descarta-lo, para mim a pior decisão que vi em termos de aproveitamento na WWE.

  9. Mr.Rafa15 - há 1 mês

    wade barett , sami zayn , etc

  10. Douto Sapiente - há 1 mês

    Provavelmente são poucos aqueles que se lembram ou falam sequer aqui do push de Mr. Kennedy!

    Para mim, este homem ia ser o rosto da “RuthLess Aggression Era”, se não fossem os problemas com lesões e a morte de Chris Benoit (RIP Lenda!). Já nem falo da Wellness Policy, pois praticamente todos tomavam esteróides e anabolizantes na altura, e o mesmo, nos dias de hoje, continua a ocorrer.

    Mr Kennedy ia provavelmente ser o maior heel da história da WWE, as promos dele superavam as do The Rock e tinha a irreverência e rebeldia de Stone Cold Steve Austin, para além do seu estilo de luta hardcore e old school! A WWE poderia ter ganho rios de dinheiro com Mr Kennedy, e o seu push definitivo ia ser o culminar da melhor Era de sempre da WWE, superando mesmo a Attitude Era pois este homem era sinónimo de dinheiro. Preferiam apostar em Johns Cenas, Batistas e Randy Ortons mas se não fossem um conjunto de fatores, a rivalidade que iria marcar a RuthLess Aggression Era seria: CM Punk vs Mr Kennedy, com lutadores como John Cena, Randy Orton e Batista também como main-eventers. Depois disso, viria o formato PG (que veio mais cedo fruto da morte de Chris Benoit e a candidatura de Linda McMahon ao Senado em 2009, relembrando que a PG Era iniciou-se em meados de 2008). Mr Kennedy está muito acima de todos os restantes wrestlers mencionados, apesar de Baron Corbin e Muhamaad Hassan serem os mais próximos do potencial de Main Eventer.

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