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WP Batalha da Vingança (15/10/2017)

Ontem, no dia 15 de Outubro, o Centro Shotokai de Queluz e 64 fãs entusiásticos da modalidade receberam o regresso do Wrestling Portugal, para o início da Season 2 do “WP: Batalha”.

Se quiseres recapitular o que aconteceu na Season 1 e o motivo para os vários desejos de vingança que se tentou satisfazer neste espectáculo, visita estes links:

  1. Batalha dos 1000
  2. Bammer vs. Salvador
  3. Salvador vs. Bernardo
  4. Batalha Épica
  5. Batalha dos Campeões
  6. Batalha Final

E agora, a tua report completa. Tudo o que aconteceu na Batalha da Vingança!

1 – Ainda o show não tinha arrancado…

Sem João “Pégaso” Sena, Afonso Malheiro deu as habituais boas-vindas e fez a antevisão do espectáculo quando, sem que nada o fizesse prever, dois lutadores que nunca competiram no WP apareceram junto à entrada: HardFlyer e João Santos.

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Com o booker do WP sem saber muito bem o que pensar, João Santos pergunta se podem falar com ele.

Com a Batalha da Vingança prestes a começar, Malheiro leva-os para os bastidores e regressa rapidamente para o segmento de abertura.

2 – Salvador vs. Korvo: Photo Op

O tradicional momento de entrevista e fotografia com Campeão e Candidato Principal tornou-se rapidamente confuso para os fãs.

De um lado, Bruno “Korvo” Almeida determinado e convicto que este era o seu momento. Como o próprio disse, o seu “agora ou nunca”.

Do outro, Luís Salvador a responder ao lado do que lhe era perguntado, desviando a atenção da sua derrota às mãos de Korvo na Batalha Final.

Korvo acabou por expor esse facto e Salvador não levou a bem.

Depois de ouvir repetidamente falar-se da experiência de 19 anos do Candidato Principal, lembrou – num tom irritado – que a experiência não serviu de nada a Bammer (quando Salvador o venceu pelo Título). E perguntou a Korvo que experiência é que ele tinha como Campeão.

Mas, de seguida, tentou fazer “Undo”. Pediu desculpa, dizendo a Korvo que se tinha deixado entusiasmar pelas palavras do seu adversário e que só queria ter o excelente combate. E que ganhasse o melhor.

Com alguma hesitação, o Candidato Principal aceitou o aperto de mão e ambos posaram para as fotografias, com Salvador sempre de sorriso, e Korvo sempre de olho no Título e no (actual) detentor.

Salvador vs. Korvo 2: Photo Op

3 – Ramon vence Mira, com nova ajuda de Duarte Silva

A Photo Op do combate principal tinha terminado há segundos, quando o próximo combate começou. Nos bastidores.

Junto à bilheteira, ouve-se um estrondo e, pouco depois, Ramon Vegas projecta Luís Mira para dentro do pavilhão.

Apesar de sucessivas tentativas de levar a luta para o ringue, os fãs tiveram direito a vários minutos de rixa no exterior.

No entanto, apesar de a luta ter passado da bilheteira para o ringue, a troca feroz de strikes e golpes continuou.

Assim como o já longo desaguisado entre Ramon e o árbitro Artur Carvalho, com o homem das riscas a fazer frente ao lutador quando este tentou utilizar o seu Título da APW como arma.

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O combate apenas parou quando Mira foi confrontado por outro rival da Season 1: Duarte Silva, o maior perito nacional em interferências.

E isso notou-se. Apesar dos melhores esforços de Mira, que conseguiu impedir o ataque do amigo mascarado de Duarte, já não foi capaz de evitar o ataque do cabecilha.

Mira descobriu que, de um 3-contra-1, só se sai derrotado. Feito os estragos, Duarte Silva e o Guna fizeram a sua saída, rindo-se de Mira, cuja tentativa de vingança sabotou.

Depois do combate, Ramon voltou a negar que alguma interferência tivesse acontecido e mostrou convicção ao afirmar que ganharia a Batalha dos 1000, no dia 12 de Novembro.

Antes de se passar para o próximo combate, Luís Mira agarrou um microfone e disse:

Vamos voltar a isto, mais tarde na report.

4 – Tributo à Lucha Libre corre… “muy mal”

Embora o WP já tivesse feito a sua homenagem à Lucha Libre no Museu da Cidade, Zé de Manteigas não foi incluído na festa.

Festa essa que fez aqui, quando entrou no Centro Shotokai de Queluz como Zéddie Guerrero. Esperava-se mais da sua versão do “Low Rider”, mas um carro “Faísca McQueen” para crianças dos 1 aos 2 anos teve de servir.

Bem disposto, enfrentou El Rayo Negro, uma versão claramente menos simpática do El Rayo Azul que marcou presença na primeira temporada.

Sem grandes argumentos, Zéddie teve de sofrer não só os golpes de Rayo Negro, mas também as suas tácticas de humilhação: o luchador não levou a bem o “tributo” de Zé à lucha libre.

Fechado o dossier “Manteigas”, El Rayo Negro pediu mais competição que, inclusivé, procurou no público.

5 – HardFlyer estreia-se com ponto de exclamação

O problema de se pedir competição é que, às vezes, ela aparece.

Um dos lutadores que apareceu no início do espectáculo, o voador espanhol HardFlyer, agarrou a sua oportunidade. E, com excelente multitasking, fez o seu próprio tributo à Lucha Libre, enquanto dava uma lição de humildade a Rayo Negro.

Depois de o que pareceu ser uma clínica de wrestling mexicano, HardFlyer colocou El Rayo Negro na gaveta com um 450, um splash da terceira corda, vindo de um duplo mortal.

Só para se perceber quem tem a Lucha Libre na alma. E quem não tem. *tosse* Rayo Negro *tosse*.

Os fãs, com saudades de ver um high-flyer de alto nível, receberam HardFlyer de braços abertos, o que o próprio agradeceu na sua entrevista pós-combate.

HardFlyer foi ainda convidado a participar na Batalha dos 1000, convite que aceitou.

6 – Bammer vence Duarte Silva; Mira tira o Guna de cena

A primeira parte fechou com a segunda tentativa de vingança.

O ex-Campeão Bruno “Bammer” Brito procurava fazer a vida negra ao “Meia Dose”, que lhe custou uma oportunidade pelo Título no show “Salvador vs. Bernardo.

Correu-lhe tudo de feição…

… até – e ninguém adivinha isto – Duarte Silva aumentar os números do seu lado. Com a presença do Guna, Duarte assumiu o controlo do combate, tendo sido favorecido por um golpe acidental no árbitro André Mota.

Sem árbitro, Bammer pareceu destinado a um final semelhante ao que teve na Gauntlet, castigado por cadeiradas sucessivas.

No entanto, Luís Mira emergiu dos balneários, com o propósito de equilibrar as contas. Interceptado pelo Guna, ambos desapareceram para os bastidores, enquanto se atacavam.

Momentos depois, o Guna regressou, sinalizando que o capítulo Luís Mira estava encerrado. Regressou ao ringue, deixando Bammer novamente numa situação de 2-contra-1.

Ou, pelo menos, era o que parecia… porque quando Duarte pediu ao Guna que atacasse Bammer, este não o fez. Depois de várias insistências, veio a surpresa: o Guna tirou a máscara, revelando um sorridente Luís Mira, que tinha trocado de lugar com o homem mascarado de Duarte.

Com este volte-face, Duarte ficou à mercê de Bammer, que rapidamente o colocou na prateleira com uma Bammer Bomb.

Vingança para ele. E vingança para Luís Mira, que eliminou a grande ajuda de Duarte Silva.

Em entrevista, Bammer foi confrontado com Bernardo Barreiros à janela do 1º piso do pavilhão, a desvalorizar a vitória que teve, já que conta com a interferência de Mira.

Convidado a descer para resolver o assunto cara-a-cara, Bernardo disse à produção para mandar para intervalo.

7 – Marcos Vitória faz 2-0 contra Bernardo Barreiros

Se havia dúvidas que Marcos Vitória tinha vindo para ficar, desapareceram com o desfecho do 1º combate da 2ª parte.

Bernardo Barreiros atacou o seu adversário quando este fazia a sua entrada e recorreu repetidamente a tácticas desonestas, o que pareceu denunciar a pressão que estava a sentir para vencer esta desforra.

O “Veterano” recuperava o controlo do combate e, por várias vezes, teve o seu Ankle Lock aplicado, mas havia sempre um arranhão de olhos, um sufoque ou outro golpe ilegal para lhe travar o progresso.

Bernardo Barreiros estava confiante de que teria, depois de tantos atalhos, a sua vingança. Até se sentou numa cadeira para “aplaudir” o seu adversário.

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Mas, quando decidiu utilizar o Maple Leaf do seu rival Bruno “Bammer” Brito, aconteceu algo inesperado.

À janela do 1º piso do Shotokai, aparece Bammer. De gorro, sandes e a gritar os característicos “Oh!… Oh!” de Bernardo Barreiros.

O que distraiu este último.

A aparição de Bammer foi providencial, porque Bernardo não voltou a estar concentrado no combate. Enquanto se queixava do abuso de direitos de autor, o “Veterano” teve a sua oportunidade.

Quando Bernardo finalmente se virou para voltar ao ataque, foi colocado no chão e preso no Ankle Lock. Pela última vez.

Marcos Vitória chegou.

8 – Instala-se a Confusão no Ringue

Depois do combate, em entrevista, Marcos Vitória virou a sua atenção para a Batalha dos 1000 – uma Battle Royal com 1000 euros em jogo – no próximo dia 12 de Novembro.

Prometeu não só quebrar o seu recorde de eliminações, mas também vencer o combate. Bernardo, ainda presente, interrompeu-o, alegando que não ganhará a Batalha dos 1000, tal como não teria vencido esta desforra sem a ajuda de Bammer.

E convidou Bammer a descer, convite que foi prontamente aceite. Bammer desceu, entrou no ringue, e Bernardo imediatamente fugiu para o exterior.

Pedindo o microfone, Bammer notou que, só de ter entrado no ringue, já tinha eliminado Bernardo Barreiros. Não parece uma forma de ganhar confiança numa vitória na Batalha dos 1000.

Quando se deu conta, já Mira, Ramon Vegas e HardFlyer estavam no ringue, a dizer o mesmo. Com a tensão cada vez maior, Ramon perguntou ao estreante HardFlyer quem é que ele julgava que era para achar que ia vencer a Batalha dos 1000.

Em vez de lhe mostrar o seu Cartão de Cidadão, HardFlyer mostrou o seu cotovelo a Ramon. E, de repente, a confusão instalou-se, com todos os lutadores envolvidos numa rixa, sem quem restabelecesse a ordem.

Bernardo puxou Bammer para fora do ringue. Ainda apareceu Duarte Silva, que julgava que ia usar HardFlyer – preso por Ramon – como saco de boxe. Aqui, apareceu o amigo de HardFlyer, João Santos. E o homem grande limpou o ringue.

Dupla clothesline em Ramon e Duarte. Esmagou Mira e Marcos no canto. Atirou Ramon para fora do ringue. Pegou Duarte num Military Press e atirou-o para cima de Ramon.

Pedindo o microfone, repetiu a afirmação de todos os lutadores que ali estiveram: ia ganhar a Batalha dos 1000. Mas, possivelmente, foi o que o disse com mais provas dadas. Colocou uma t-shirt do WP e, marcada a sua posição, deixou cair o microfone.

9 – Salvador vence Korvo; Korvo diz que foi o seu último combate

No combate principal, Campeão e Candidato Principal estavam num dos confrontos mais importantes da carreira de cada um.

Luís Salvador, apesar de ser o detentor do Título, tinha pela frente um lutador que o venceu em Junho.

Bruno “Korvo” Almeida tinha a sua primeira oportunidade para se tornar o número 1 do Wrestling Portugal.

E, durante muitos minutos de combate intenso, o desfecho pareceu incerto. Dois lutadores muito semelhantes, com grande espírito e resistência, pareceram estar ao mesmo nível, tal como no combate da Batalha Final.

Salvador sobreviveu a um Top Rope Cannonball do Candidato principal. E, mais importante ainda, conseguiu escapar ao Sharpshooter, refugiando-se nas cordas, e quebrou o assentamento depois de um Lariat fortíssimo.

Korvo não ficou atrás. Depois de Salvador fazer um Tope Con Hilo para cima de Korvo, o fim parecia iminente. O Bi-Campeão pôs Korvo no ringue e foi para o Log Off. Acertou em cheio, mas o Candidato Principal levantou um ombro antes do 3.

Nenhum dos lutadores parecia ter solução. Pelo menos, uma solução limpa.

A conclusão chegou, mais uma vez, de um RKO falhado pelo Campeão. Com uma diferença.

Enquanto que na Batalha Final, Salvador sofreu uma lesão legítima, aqui, usou a sua queda para fingir uma nova lesão, o que fez o Candidato Principal hesitar, sobretudo quando o árbitro Duarte Jardim se colocou entre os dois, para perceber se Salvador estava em condições de continuar, já que não estava a conseguir levantar-se e abanava a cabeça.

Desta hesitação do árbitro e do Candidato principal, veio o momento em que Korvo baixou a sua guarda.

O árbitro pediu que ele se afasta-se momentaneamente do seu adversário. Korvo, num momento de frustração com o tempo de paragem e preocupação com o seu adversário, virou as costas a Salvador.

Assim que o fez, Salvador levantou-se e puxou Korvo para o chão num School Boy. Prendendo as calças (ilegalmente) para limitar ainda mais a mobilidade de Korvo, conseguiu o 1-2-3.

O sonho e a hashtag #2017OAnoDoKorvo caíam, enquanto o Campeão sorria, contente com o seu trabalho. E, sobretudo, sem qualquer problema com os atalhos a que recorreu no final.

10 – Depois do Combate Principal

Depois do combate, Korvo estava visivelmente desolado.

Entrevistado, deixou uma mensagem familiar: “Espero que tenham gostado. Porque foi a última vez”. Deixou as suas ligaduras das mãos no meio do ringue e saíu.

Isto deixou o Campeão no ringue, que não mostrou qualquer remorso pelas suas acções. Confrontado por Afonso Malheiro, deixou clara a sua opinião: o WP precisa mais dele, que ele do WP.

A Era Salvador não tem fim à vista. O Ano do Korvo parece ter chegado ao fim.

11 – O Que Se Segue?

Seguimos directamente para a Batalha dos 1000, no dia 12 de Novembro, no Domingo do final da semana em que a WWE está em Portugal.

O combate principal será uma Battle Royal, ao estilo da Royal Rumble, em que o vencedor é premiado com 1000 euros. Antes, haverá combates de classificação: quem vencer, tem o privilégio de apenas entrar na Batalha dos 1000 na segunda metade do combate; quem perder, terá um número de entrada na primeira metade.

Diz-nos o que achaste do show nos Comentários!

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